Boletim Arte na Escola

A minha experiência está relacionada ao uso da ferramenta que mais incomoda os professores e que esta à disposição dos nossos alunos em tempo integral: o celular. Os alunos registraram um detalhe do colega sentado ao lado, em que não fosse possível identificá-lo. Um desenho na roupa, um detalhe do cabelo ou uma unha pintada. A partir disto, fizemos no computador um mosaico de imagens como se fosse um enorme painel composto por todos os fragmentos recolhidos. O resultado foi sensacional. Registrado e exposto, nosso trabalho tomou outra proporção na criação de propostas de comunicação social desenvolvidas pelos alunos.
Vera Vicchiarelli / São José dos Campos – SP

Penso que o aluno precisa ser desafiado a criar, a aprender aquilo que dá sentido à escola e que possa contextualizar com suas vivências. Procuro sempre buscar coisas novas e inserir as “velhas” no novo tempo tecnológico em que vivemos. Minhas aulas têm sido um laboratório de criação, onde os alunos utilizam internet, hipertextos, webquests, blogs, flogs (também chamados fotoblogs), vídeo, mapas conceituais, manipulação de imagem digital e criação com programas como Phothoshop, HagáQuê, Movie Maker, Power Point, Word, Corel Draw, entre outros. Busco definir os objetivos através dos temas propostos pela escola e sugiro aos alunos vários percursos de aprendizagem. O resultado tem sido estimulante.
Berenice Bitencourt Serra Pereira / Ijuí - RS

Trabalhamos o projeto "De onde vem o desenho?" e mostramos que ele pode vir de muitas possibilidades (suportes/riscadores). Utilizamos a lousa digital eBeam, onde projetamos sobre uma mesa as obras "Olhar", de René Magritte, e "Olhos", de Man Ray. Cada criança desenhou utilizando a "caneta digital". Projetamos seus desenhos na parede da sala de aula como em um cinema. As escolas com menos recursos podem adaptar essa ideia utilizando o retroprojetor. São descobertas de um novo olhar.
Luciane Comenale e Mônica Araujo / São Paulo

As novas tecnologias estão presentes com muita frequência nas minhas aulas de arte. Elas permitem uma riquíssima possibilidade de criação artística quase inesgotável e muito bem aceita pelos alunos. Trabalho com as redes sociais, criando páginas no Facebook e blogs, em que os alunos colaboram nas postagens. Lá constam os projetos e experiências de sala de aula. Já encaminhei trabalhos com webquest, fóruns de discussões, redes conceituais, livros virtuais. Estudamos artistas a partir de fotografia, videoinstalação, videoarte, videoperformance, curtas. Também sou organizadora de uma Mostra Regional de Arte e Tecnologia, evento que tem gerado visibilidade e qualidade às propostas dos artistas locais e de projetos escolares em que são tratadas as TICs na disciplina de arte.
Nelcí Andreatta Kunzler / Ijuí-RS

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