Boletim Arte na Escola

Uma das estratégias mais contemporâneas da aprendizagem de Artes é planejar a aula para desafiar o aluno a descobrir novos olhares para o seu cotidiano. Uma prova da eficácia desta abordagem está no resultado do projeto A Cidade que é a Nossa Cara um curso de formação de professores em arte contemporânea, realizado pelo Instituto Arte na Escola de junho e novembro de 2012 em Bauru, no interior de São Paulo.

Organizado em três módulos – Arte Contemporânea, Formação a partir do material educacional do Instituto Arte na Escola e Elaboração de Projetos – o curso envolveu 35 professores da Educação Infantil e Fundamental da rede pública. Cinco projetos foram escolhidos e receberam apoio financeiro para sua execução. Para Sidnei Bergamaschi, gerente de marketing da Tilibra, patrocinadora do projeto, esta “é uma excelente oportunidade de contribuir com a melhoria da educação no Brasil, a partir da construção de uma nova percepção de mundo para nossas crianças”.

A professora Ellen de Souza criou A Arte Fotografada no Ambiente de Trabalho. Ela propôs aos alunos do maternal criar representações sobre os seus pais, os funcionários da escola e as pessoas que trabalham no entorno. "Meus pensamentos sobre arte mudaram. Aprendi que a arte contemporânea é provocativa, questionadora e inusitada", conta.

Construção e Reconstrução de Caminhos: Eu e Meu Mundo foi o projeto da professora Natasha Madureira. A ideia era mostrar aos estudantes do 4º e 5 º anos como o bairro onde elas vivem foi influenciado por uma fábrica de cerâmica que existe há 30 anos. "O curso mudou a minha maneira de trabalhar. Hoje eu apresento os temas e convido meus alunos para um novo conhecimento, criando a curiosidade para o novo, um novo despertar", relata.

Sergio Segal, professor e músico, projetou a intervenção urbana Retra[LA]tos - A cidade que minhas lembranças inventam, na qual os alunos do 5º ano captaram sons e imagens da cidade e os reproduziram em vídeos exibidos em espaços públicos. "O professor precisa ter clareza naquilo que pretende que as crianças aprendam, não deve se apegar muito em conceitos herméticos ou interpretações teóricas extensas. Às vezes questões simples sobre a obra já são suficientes para desvendar novos mundos", diz.

A partir de um trabalho de jardinagem na escola, a professora Mariadne Beline desenvolveu o projeto Sentidos. Os alunos da Educação Infantil ultrapassaram os muros e "plantaram" em uma praça nas imediações um imenso jardim de flores imaginárias. "Dentre os muitos conceitos novos para mim, acredito que a questão da leitura de imagens, a instalação e a intervenção foram fundamentais para a construção do projeto. Eu aprendi um novo olhar para a arte", afirma.

A professora Gisele Donato conta que foi a primeira vez que trabalhou com arte contemporânea em sala de aula. "O curso abriu uma janela, um leque de possibilidades. Hoje eu sei onde eu piso no terreno", diz. O projeto Trabalho/Arte-Arte/Trabalho usou a técnica do estêncil para transformar as casas dos alunos em suporte para as produções artísticas.

A Cidade que é a Nossa Cara aconteceu pelo segundo ano. É uma parceria entre Instituto Arte na Escola, Secretaria de Educação de Bauru, Polo Arte na Escola da Unesp e tem o patrocínio da Tilibra, por meio da Lei de Incentivo do Governo de São Paulo - Programa de Ação Cultural (PROAC).

Veja detalhes do projeto A cidade que é a nossa cara.

Comentários Deixe o seu comentário

  • Ana Katia Brasil Castor Modolo, 15:46 - 20/04/2013
    Parabenizo os idealizadores, parceiros e professores que participaram do Projeto A cidade que é a nossa cara. Uma iniciativa que possibilitou pensar, refletir e vivenciar a Arte Contemporânea abrindo novos caminhos e possibilidades...
  • Sandra Ferreira, 14:05 - 28/07/2013
    Adoro consultar os artigos e sugestões, me ajudam a ficar informada!

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