Boletim Arte na Escola

Camila Serino Lia*
Juliana Carnasciali (JulliPop)*

Podemos falar da qualidade de ensino da Arte na escola a partir de muitas perspectivas tal como as condições de infraestrutura de nosso ambiente de trabalho e a oferta de recursos diversos que demonstram o compromisso da escola para com o desenvolvimento e formação artística e cultural dos alunos. Afinal, como educadoras e formadoras sabemos que um espaço exclusivo para as aulas de Arte é o sonho de muitos de nós. Outra pescpectiva que poderíamos adotar seria considerar como a Arte foi consolidando-se como área de conhecimento e estudo na escola a partir de marcos significativos ao longo de seu processo histórico comoas Leis de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBN) e as orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). Mas, para essa conversa fazemos um convite para pensarmos juntos sobre a qualidade do ensino da Arte a partir de uma outra perspectiva: a da nossa própria formação.

Buscar mais conhecimentos, atualizar-se, aperfeiçoar-se, aprimorar-se e refletir sobre nossas práticas são ações que qualificam a nossa formação como professores e consequentemente contribuem para a melhora da qualidade de nosso trabalho em sala de aula. Pesquisar, participar de reuniões da escola, dedicar tempo ao preparo e planejamento de nossas aulas, estudar sozinho ou com os colegas, participar de cursos dentro ou fora da escola são ações que integram ou deveriam integrar a nossa formação continuada, aquela que amplia e aprofunda nossos conhecimentos a partir da nossa formação inicial, na graduação e, que ocorre em serviço, ou seja, quando já nos tornamos profissionais e somos remunerados.

Em 2008 foi sancionada a Lei 11.738, a Lei do Piso Salarial Profissional Nacional, que regulamenta os pagamentos mínimos aos profissionais do magistério público da educação básica e, dentre suas determinações, observa que na composição da jornada de trabalho deve-se considerar o “limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos”, de forma que 1/3 restante dessa carga deveria ser dedicado para a formação continuada. 

Mas, na prática, como a formação continuada de professores que ensinam Arte acontece e como ela incide sobre o trabalho em sala de aula? Será que a prática artística, não apenas a reflexão, faz diferença neste processo?

Para falar desse assunto vamos compartilhar duas experiências diferentes que nos possibilitam perceber a implicação dos professores em seus próprios processos de formação e a sua interdependência com outros profissionais e espaços de formação:  uma situada no âmbito da docência da Arte no Ensino Médio numa escola pública e outra no da formação de pedagogos, não especialistas em arte, numa escola particular.

1)    Formação continuada é ampliar e reinventar nossa bagagem com a arte e educação

Camila Serino Lia

A cada nova experiência como educadores, seja ela ao mudar de trabalho, ao começar um novo período letivo numa mesma instituição ou retomar a aula da semana seguinte, vivemos a possibilidade, ou a obrigação, de realizar transformações e reorientações que, segundo Marie-Christine Josso são “momentos-charneira” pois, como dobradiças que revelam acontecimentos que articulam, separam ou dividem etapas de nossa vida, representam  momentos e acontecimentos de passagem. Josso diz que essas mudanças ocorrem na nossa maneira de nos comportar, na maneira de pensar o nosso meio ambiente e pensar em nós mesmos por meio de novas atividades.

Esses momentos de reorientação articulam-se com as relações de conflito, e/ou mudança de estatuto social, e/ou com relações humanas particularmente intensas, e/ou com acontecimentos socioculturais (familiares, profissionais, políticos, econômicos). [...] Nestes momentos-charneira, o sujeito confronta-se consigo mesmo. A descontinuidade que vive impôem-lhe transformações mais ou menos profundas e amplas (2010, p. 70).

Quase dez anos lecionando no curso de Licenciatura em Artes Visuais e muitos outros atuando como arte-educadora e formadora em instituições culturais não evitaram aquele friozinho na barriga que costumamos sentir quando começamos uma experiência nova, no meu caso, como professora substituta de Arte no Instituto Federal de São Paulo (IFSP) e primeira vez a lecionar na educação básica. Quando menos esperamos percebemos que a nossa bagagem esta cheia dos livros que lemos e autores que incorporamos, das aulas boas e não tão boas que nos fizeram ponderar sobre os melhores caminhos metodológicos, cheia de referências da arte constituídas a partir de vivências em museus, cheia de fazeres artísticos, cheia disso e daquilo mas, não tanto assim. Em nossa bagagem há também os desejos: os esboços de nossos desenhos, as fotografias guardadas, os registros não terminados, as exposições ou filmes que deixamos passar, as leituras interrompidas que podem representar aquilo que esquecemos ou não conseguimos dar conta no dia a dia mas com a promessa de um dia retomar, redesenhar, continuar ou apronfundar.  

Ao iniciar as aulas intuía que a minha bagagem iria me ajudar nesse percurso/passagem como professora de Arte no IFSP, mas foi a vivência com outros professores e com os alunos e as alunas do Ensino Médio no Ateliêr de Artes que me mostrou que os meus desejos eram tão importantes quanto os meus conhecimentos. Entretanto, tanto um como outro  não representariam nada se o contrato de trabalho de 40 horas semanais remuneradas não oferecesse possibilidade de dedicação e tempo à minha formação continuada. Foi assim que a partir de retomadas e estudos sobre abordagens de ensino de arte, desenho e percepção visual, consegui elaborar/criar uma diversidade de exercícios e  experimentar recursos que eu nunca havia explorado antes, possibilitando aos alunos desenvolverem-se mais amplamente. Para alguns, estratégias de observação como o desenho-cego tornaram-se brincadeiras para desinibir e descobrir novos traços no contato atento com os objetos e paisagem de seu entorno; para outros, o desenho de imaginação ou de memória foi possibilidade de arriscar a representação de repertórios de imagens constituídos desde a infância e que, agora na adolescência, estavam sendo reinvetados a partir de suas novas referências e gostos culturais, principalmente dos universos da música, literatura, cinema e jogos digitais. 

Nessa proposta e em outras que desenvolvi ao longo daquele ano letivo no IFSP meu trabalho foi fundamentado na Abordagem Triangular de Ensino de Arte porque já a conhecia muito bem em função das disciplinas que leciono na Licenciatura em Artes Visuais e principalmente pela minha atuação como arte-educadora em instituições culturais, na qual pude desenvolver estratégias de mediação cultural fundamentadas nessa abordagem. Os processos de mediação com o público nas exposições de arte também ampliaram imensamente a minha bagagem da arte e no que diz respeito aos meus conhecimentos sobre leitura de imagem, fundamentais para desenvolver e diversificar os formatos das conversas com os alunos na escola sobre a produção de artistas que compartilhávamos como referência e contextualização dos temas das aulas. Em uma delas, por exemplo, fizemos rodas de leituras ao ar livre no jardim da escola, explorando pranchas de imagens para construir narrativas visuais a partir das interpretações dos alunos, com maior liberdade para compô-las espacialmente no gramado, em cima de grandes tecidos que eu havia providenciado para protegê-las.

Desse percurso/passagem considero importante ressaltar que o tempo dedicado ao estudo, planejamento e as trocas e reflexões com meus colegas foram substanciais para alimentar constantemente a minha prática e, portanto, as experiências e aprendizados de meus alunos com a Arte. Acredito que a formação continuada deve ser nutrida por nós e com os outros na escola e ir além, precisa percorrer espaços diversificados de formação que favoreçam a vivência com a arte, a cultura e o patrimônio assim como o contato com outras abordagens de ensino da arte e mediação cultural que os educadores de museus e instituições culturais desenvolvem com enorme propriedade e generosidade. Portanto, a visita aos equipamentos culturais da cidade é parte desse processo de formação artística e cultural de professores e alunos e por isso deve ser sempre nutrida e valorizada.

2)    O ensino da arte na Educação Infantil: Especialistas ou generalistas? Livre expressão ou potentes percursos planejados?

Juliana Carnasciali – JulliPop

Tanto a criança como o artista utilizam a arte como meio de falarem de si mesmos e do mundo onde estão inseridos. Talvez as crianças pequenas não tenham esta intenção, assim como alguns artistas também não. Mas, qualquer produção artística traz implícita as marcas de quem a produz e, de um modo ou de outro, estas sofrem influência do tempo em que cada um vive, pois como revela Martins et al (1998, p. 57), ‘a criação artística desvela em imagens – sonoras, visuais, cênicas – o nosso modo singular de captar e poetizar a realidade’. (Ferreira & Nazario, 2007, p.2106)

“Poetizar a realidade”, como diz Mirian Celeste Martins, é ação motivo pela qual escolhi ser artista e tambem motivo de iniciar este relato. Quero contar em tom confessional que, tempos depois de pensar que viveria de arte, a vida me propôs ser educadora, daí, após ser premiada duas vezes pelo Prêmio Arte na Escola Cidadã comprendi minha missão neste campo e aceitei de coração amplo, me denominando então, “artista educadora” e compreendendo que o espaço educativo é espaço fértil para a ação iniciante deste registro: poetizar. Sim, a arte caberia na sala de aula e em mim, porém, ampliar o repertório, a bagagem pedagógica em diálogo com a poética faria toda diferença ao longo do tempo dentro da escola.

Encontros e estudos com artistas e especialistas como Edith Derdyk, Gisa Picosque e Mirian Celeste Martins foram essenciais para que eu como educadora me capacitasse para exercer o papel de formadora. Viver a arte também foi fundamental para meu processo de experimentar a arte dentro da escola.

Ser graduado em Arte e viver esta experiência praticamente noite e dia, de fato, difere umas pessoas de outras, alguns professores ou profissionais de outros, porém, este território, ARTE, é para todos. Desde a Pré-História foi possível assim e é por isso e pela necessidade de expandir o potencial poético que a arte incita em todos e especialmente nas estâncias da infância  que me questiono: O ensino da Arte na Educação Infantil é para especialistas ou generalistas? Deve promover a livre expressão ou potentes percursos planejados? Qual o papel da formação do professor nisso?

Tenho a respostavoto nos percursos planejados, na força das proposições e voto em generalistas, em processo de formação, serem os protagonistas do espaço da arte dentro da educação infantil em processo de formação continuada.

Já enunciei: minha experiência de formação, que tem dado certo é com professoras generalistas, pedagogas, que trabalham desde o berçário até o infantil 5, como chamamos na escola onde assessoro a área de Arte.

Em 2011, fui convidada pela Escola Eduque, em São Paulo, a pensar, a orientar e a propositar caminhos artísticos para professoras da Educação Infantil de lá. O projeto Político Pedagógico da escola e suas gestoras permitiram que um trabalho intenso e potente em arte fosse desenvolvido de modo que o foco era aproximar as professoras da Arte de verdade, com intenção, se assim posso dizer, para ampliar as possibilidades de alfabetização estética cultural desde os primórdios, além de fortalecer a capacidade autoral, capacidade de professor pesquisador propositor que faz estada dentro de cada um de nós.

Levar em consideração que as pedagogas têm repertório e grande experiência com a infância, mais do que qualquer especialista em arte, é fortalecer sua capacidade de aprender sobre o universo artístico dentro da escola ao ponto destas educadoras se sentirem capacitadas a escrever seus próprios projetos de arte, era um sonho, que se tornou possível.

Após quase seis anos de investimento semanal com reuniões especificas, oficinas, estudos, acompanhamento de aulas e de escrita de projetos, potencialização de ideias e ideais, montagem de mostras, ampliação de repertorio estético com ida a museus entre outras oportunidades com arte, foi possível apreciar um cenário vivo e feliz com resultados surpreendentes. Feliz por ver a arte assumir seu papel no dia a dia das crianças muito além do livre encontro, que é necessário, mas não é fundante. Ver a arte ser valorizada e potencializada e não delegada a segundo plano. E mais que isso, ver as crianças brincarem e brincando construírem pouco a pouco seu repertório artístico, sua bagagem da arte fluindo, fruindo e falando sobre o assunto é recompensador.

Hoje as professoras me procuram com naturalidade e certa intimidade em relação a área e me contam descobertas, ideias para novos projetos, empolgadas, relatam observações dos percursos com seus alunos, me mostram materiais produzidos. Este ano teremos uma mostra de arte e será possível ver materializado muito desta experiência que aqui dividi com vocês. Perceber na prática como a formação do professor é fundamental sim para as infinitas possibilidades que habitam a arte e a escola bem como a infância. E certamente, a qualidade do ensino está relacionada a estas ações.

“Acredito que aos poucos cada uma de nós está acreditando que pode ser um pouco mais que gotas em relação a arte... fugimos das limitações... a movimentação por conta deste trabalho na escola mudou também o olhar dos bebes.” Professora Ana Maria Madio; “Acredito que não devemos ter medo de arriscar, não devemos ficar limitados a uma idéia, temos que ir em busca de alcançar sempre mais.” Professora Mônica Araújo; “As formações me transformaram e como uma onda transformaram também meus alunos através de mim.” Professora Ana Carolina Braga; “Senti que o grupo evoluiu... antes existiam rótulos, estigmas. Vi mudança na ação e isso refletiu nas crianças.” Professora Luciana Comenale; “O trabalho de formação ajudou a aliviar em mim, certa preocupação que tinha com a figuração de meus alunos, pois com o investimento em nutrição, experimentação e ampliação do olhar, vi evolução em seus desenhos.” Professora Paloma Dantas; “Percebi mudanças enquanto postura em relação ao trabalho, senti os alunos mais envolvidos, questionadores, dialogando”, professora Cristiane Kuroba.

Um profissional embasado, pleno, protagonista, repertoriado e experimentador é sem dúvida o profissional que fará a diferença, que será capaz de abrir horizontes de sensibilidade para a vida dele e dos seus, de todos que por ele e com ele conviverem. A arte faz isso! Amplia! Horizontaliza! Faz ver... 

Referências:

BARBOSA, Ana Mae. A imagem no ensino da arte: anos 1980 e novos tempos. 8. ed. São Paulo: Perspectiva, 2012. (Estudos, 126).

______; COUTINHO, Rejane Galvão (Org.). Arte/educação como mediação cultural e social. São Paulo: Ed. Unesp, 2009.

BURKHARD, Gudrun. Tomar a vida nas próprias mãos: como trabalhar na própria biografia o conhecimento das leis gerais do desenvolvimento humano. 2. ed. São Paulo: Antroposófica, 2004.

DELEUZE, Gilles. Conversações: 1972-1990. Trad. Peter Pál Pelbart. 3. ed. São Paulo: Ed. 34, 2013. (Trans).

FERREIRA, Maria Goretti Casas Campos; NAZARIO, Roseli. Arte e educação infantil: a necessidade de um diálogo. In: CONGRESSO NACIONAL DE EDUCAÇÃO - EDUCERE, 7., 2007, Curitiba. Saberes docentes: anais. Curitiba: PUCPR, 2007. p. 2105-2113. Disponível em: . Acesso em: mar. 2016.

GARDNER, Haward. Arte, mente e cérebro: uma abordagem cognitiva da criatividade. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5. ed. São Paulo: Perspectiva, 2004. (Estudos, 4).

JOSSO, Marie-Christine. Experiências de vida e formação. Trad. José Cláudio e Júlia Ferreira. Natal: EDUFRN; São Paulo: Paulus, 2010.

MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, M. Terezinha Telles. Didática do ensino de arte: a língua do mundo: poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998.

STEINER, Rudolf. Andar, falar, pensar: a atividade lúdica. Trad. Jacira Cardoso. 4. ed. São Paulo: Antroposófica, 1994.

 

Sobre as autoras:

Camila Serino Lia formou-se como bacharel em Artes Plásticas e licenciatura em Educação Artstica pela Universidade Presbiteriana Mackenzie em 1995 e desde que descobriu-se como arte-educadora nunca parou de estudar: especializou-se em Estudos de Museus de Arte no MAC/USP e fez mestrado em Arte/Educação no IA/UNESP. Adora aprender com seus alunos na Licenciatura em Artes Visuais da Estácio Uniradial onde leciona desde 2006, de formar e transformar-se com educadores em instituições culturais como o CCBB, MCSP e SESC’s, junto ao coletivo Arteducação Produções e, tem saudade de seus alunos do IFSP onde lecionou como professora substituta durante o ano de 2015.  É tutora no curso Aprendendo com Arte, uma parceria do Instituto Arte na Escola com a Fundação Volkswagen.

Juliana Carnasciali – JulliPop  é artista educadora, cantora e compositora, é licenciada em Artes Visuais pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo.  Em 2004 e 2009 foi premiada pelo Instituto Arte na Escola Cidadã e desde 2011 organiza o The Big Draw - Festival Internacional de Desenho - no Brasil em parceria com escolas e museus. Foi assistente da artista Edith Derdyk por dois anos e, há cinco anos, atua como assessora de arte educação, com experiência em Educação Infantil e Ensino Fundamental I.  É professora de arte desde 2002. Ilustra livros infantis desde 2003. Integra atualmente o projeto  infantil MULIGA, que propõe diálogo entre diferentes linguagens como artes plásticas, música e dança (saiba mais: www.projetomuliga.com.br). Também é tutora no curso Aprendendo com Arte, uma parceria do Instituto Arte na Escola com a Fundação Volkswagen.

Comentários Deixe o seu comentário

  • Margareth Barbosa, 21:30 - 06/04/2016
    Amo tudo isso!!
  • ANTONIA DE FÁTIMA RIZZO ALTOÉ, 07:27 - 02/05/2016
    Eu amo ensinar arte, com pinturas em telas para meus alunos. Portanto parabenizo todos os educadores que tem essa meta na busca de variados objetivos. A arte sempre propõe grandes mudanças e amadurecimentos na vida das crianças ou adolescentes. Aqui no Estado de Roraima iniciei a pintura em telas com alunos da escola e comunidade, inicialmente trabalhava as oficinas nos corredores e pátios. Hoje me sinto abençoada e tenho uma sala perfeita com todas os materiais necessários para interagir a bela e estimulante arte entre os alunos ou pessoas que se interessarem. Já fazem dois anos que o projeto ganhou uma nova IDENTIDADE. Hoje o projeto ´´e de ARTE INCLUSIVA dando aos alunos com necessidades educativas especiais essa grande chance de poder caminhar ou falar através das cores. Externando na pintura todos as suas alegrias ou anseios. A PINTURA TEM ESSE PODER. Meu projeto ganhou no final de 2015 primeiro lugar no Estado de Roraima,e depois nos sete Estados da Região Norte. Fiquei emocionada e agradeço ao meus DEUS essa vitória que não almejava. Tenho 58 anos e decidi não me aposentar quando completei 50 anos. Na época fiz a proposta para a escola me deixar ensinar essa arte que é tão educadora e estimuladora na qualidade de vida. Cabe as ESCOLAS essa visão construtiva na visa de seus alunos.

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