Boletim Arte na Escola

Evelyn Berg Ioschpe

Nesta quadra conturbada da vida nacional a Arte-Educação brasileira está comemorando um avanço da maior importância com a formalização das quatro linguagens da arte como objeto de estudo.  Está em curso, igualmente, a redação da Base Nacional Comum Curricular, que neste momento encerra a consulta pública com mais de dez milhões de contribuições. Se este ainda é um documento confuso há que se louvar a amplitude da consulta e, igualmente, o fato de que o mesmo contempla as quatro linguagens da arte, reconhecendo suas especificidades. De outro lado o documento que o Instituto Arte na Escola enviou ao Ministro da Educação a respeito chama a atenção para o que entendemos ser a maior premência do ensino da arte no país: a carência de professores formados em cada uma das linguagens da Arte. O melhor documento não vai ter qualquer impacto se não tivermos professores capacitados dentro das salas de aula.  E o déficit é altamente preocupante: segundo os indicadores do Todos pela Educação apenas 6% dos professores que hoje atuam nas aulas de arte têm formação específica na matéria.

Outro assunto palpitante: nos Estados Unidos, onde a Arte não é disciplina obrigatória, a primeira-dama Michelle Obama iniciou um importante projeto denominado “Turnaround Arts” em que consegue provar por evidências de pesquisa que a introdução estratégica da Arte gera melhorias nos índices de evasão e disciplina, bem como nos resultados nas demais matérias do Currículo Escolar, além dos avanços esperáveis diretamente relacionados à Arte e à Criatividade.

Evelyn Berg Ioschpe

Presidente Instituto Arte na Escola

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