Boletim Arte na Escola

 

A OCA Escola Cultural, está localizada em um patrimônio histórico, na Aldeia Jesuítica de 1580, em Carapicuíba, cidade da região metropolitana de São Paulo. O espaço foi criado em 1996 por vários profissionais da arte-educação em busca do resgate e da memória da cultura brasileira na formação de crianças, jovens e mais tarde agregou os adultos também.

 

 

 

Como grande parte do público da região e dos frequentadores da OCA são migrantes, a grande casa abriga diversas atividades e estuda os saberes populares. As ações da OCA catalogam histórias, gestos e tradições da comunidade e possibilitam o reencontro com suas raízes culturais por meio da música, dança, brincadeiras, capoeira, artes plásticas, artes manuais e literatura, voltada tanto para crianças, adolescentes, jovens e adultos. O foco está no resgate das cantigas de roda, na valorização e na escuta das histórias dos pais, avós, no bordado e na renda, nas descobertas sobre os saberes que nem sempre são reconhecidos, mas que estão diretamente ligados à história de quem somos.

 

 

A coordenadora do Centro de Estudos e Irradiação da Cultura Infantil, da OCA, Lucilene Silva, é uma das responsáveis por esse olhar. Como pesquisadora da cultura popular, a arte-educadora reúne uma série de publicações que além de catalogar, identificam a história, mapeiam as regiões e os povos em que determinada música ou brincadeira estavam inseridas.

 

 

No dia 17 de junho, os professores de Carapicuíba participantes do curso Aprendendo com Arte na modalidade semipresencial, participaram de uma ação no espaço. E tiveram um encontro com o as cantigas de roda e as brincadeiras infantis.

 

 

No site Mapa do Brincar, realizado em parceria com o jornal Folha de São Paulo é possível encontrar uma série de referências. Nós do Instituto Arte na Escola selecionamos algumas:

 

Amarelinha

 

“Riscar o chão para sair pulando é uma brincadeira que vem dos tempos do Império Romano. A amarelinha original tinha mais de cem metros e era usada como exercício de treinamento militar. Os soldados corriam sobre a amarelinha para melhorar as habilidades com os pés. As crianças romanas, então, fizeram imitações reduzidas do campo utilizado pelos soldados. E acrescentaram numeração nos quadrados que deveriam ser pulados.”

 

 

Roda

 

“As crianças fazem um círculo, dão as mãos e rodam conforme vão cantando. Normalmente, seguem o que a letra da música diz: giram para a esquerda ou para a direita, abaixam, levantam, colocam a mão no coração. Em algumas brincadeiras, existem papéis de destaque: um dos participantes fica no centro ou fora da roda e tem de tentar sair ou entrar no círculo. E geralmente essas brincadeiras proporcionam bastante interação entre o grupo: é na roda, por exemplo, que uma criança pode escolher a sua melhor amiga.”

 

Pião

 

“Objetos que giram velozmente no chão, os piões são feitos de diferentes materiais: madeira (as mais diversas), semente de tucumã (eles até fazem um zunido) e tampinhas de detergentes. Os mais comuns são os piões feitos de madeira, que têm a ponteira de ferro. Um cordão, também chamado de fieira, é enrolado em volta do brinquedo. Manipulado com destreza, é ele que faz o pião girar. A habilidade do jogador determina o local onde cairá o brinquedo e com qual velocidade. É uma brincadeira que se pode jogar sozinho ou com um grupo de amigos -que serão desafiados. Organizadas em turma, as crianças inventam diferentes "batalhas".

Em algumas delas, o objetivo nem é fazer o pião girar, mas tirar aquele que está enterrado na areia.”

 

Lucilene Silva é educadora musical com formação em Canto Popular e pós-graduação em Música Brasileira; desenvolve desde 1998 pesquisa e documentação de Cultura da Criança, Música Tradicional da Infância e Cultura Brasileira no Brasil e América Latina;  representante em São Paulo da Casa das Cinco Pedrinhas fundada pela pesquisadora por Lydia Hortélio; integrante da equipe de educadores do Teatro Escola Brincante; professora de música na “Casa Redonda Centro de Estudos”;  coordenadora do Centro de Estudo e Irradiação da Cultura Infantil e Centro de Formação de jovens da OCA- Escola Cultural; responsável pela redação e partituras no livro “Brincadeiras para Crianças de Todo o Mundo”, 3D3 ; autora do artigo   “Música Tradicional da Infância” editado no livro A Música na Escola, 3D3; cantora e produtora nos CD’s “ Abra a Roda Tindô-lê- lê” e “Ô Bela Alice” produzidos pela pesquisadora Lydia Hortélio.

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