Boletim Arte na Escola

O Arte na Escola vem se dedicando há mais de duas décadas à melhoria da aula de Arte no Brasil.  Ao longo do tempo, conforme nossa rede de parceiros crescia Brasil afora, focamos mais e mais no preparo dos professores através de diversos caminhos da Educação Continuada.  A base de nosso trabalho se dá na mágica que ocorre na oportunidade de encontro entre professores, o peer-to-peer learning, no qual acreditamos tanto.  Por isto nosso empenho em alimentar os 39 grupos de estudo dos Polos Arte na Escola onde, nas universidades parceiras, professores universitários promovem encontros regulares entre professores do fundamental e do médio para estudar e compartilhar.  

 

Nos últimos seis anos, temos dado ênfase também nos Grupos de Pesquisa, acreditando que o professor que busca analisar sua própria prática é aquele que terá as condições de desenvolver os meios para chegar a resultados mais promissores.

 

E neste ano de 2016 iniciamos uma pesquisa ainda mais focada por meio de três grupos de estudos selecionados por nosso edital “Bolsa Arte na Escola”. Estamos propondo a pesquisa didática a partir da observação do trabalho em sala de aula de um dos professores que integra o Grupo de Estudos dos polos, acompanhado da supervisão do coordenador do polo e dos demais professores participantes do grupo, numa prática documentada por fotos e vídeos, sob supervisão de experientes professoras em São Paulo com orientação da Profª Delia Leirner, de Buenos Aires.

 

Esperamos conhecer com mais profundidade a sala de aula, e especificamente as decisões tomadas pelos professores com o objetivo de cumprir suas próprias metas. Assim quando ouvirmos de novo esta frase desgastada pelo uso que é o objetivo de ter um aluno cidadão e crítico, ele saiba efetivamente como sua decisão de trabalhar com o lápis ou a aquarela, a cultura inca ou a arte contemporânea, fazendo leitura ou produzindo arte pode efetivamente produzir cidadania ou conhecimento ou o que quer que ele tenha fixado como objetivos de seu trabalho.

 

Nesta linha é que participamos com muito interesse do “II Simpósio Internacional - Formação de Educadores em Arte e Pedagogia”, organizado por Miriam Celeste na Universidade Mackenzie, em São Paulo, entre os dias 08 e 10 de junho. O evento em torno da figura notável que é Ricardo Marin Viadel, da Universidade de Granada, na Espanha, reuniu também 20 grupos de pesquisa atuantes na arte-educação brasileira.

 

Transcrevemos neste boletim o artigo do Prof. Viadel que sumariza o estado da arte da pesquisa em arte-educação no mundo, em que ele aponta o protagonismo dos Estados Unidos através da National Art Education Association e elenca os temas que vem sendo pesquisados e as revistas especializadas que os externalizam.

 

Nesta meta-pesquisa Viadel conclui que “a educação artística é o meio pelo qual os países podem desenvolver recursos humanos necessários para explorar seu valioso capital cultural” (Unesco 2006). Não é pouca coisa: se a arte-educação ou arte educação ou educação artística ou como quer que denominemos o ensino da arte for capaz de fazer com que o homem do século XXI possa explorar o capital cultural da humanidade, talvez esteja aí a chave para garantirmos a diferença de uma evolução para longe da barbárie que parece ameaçar estas primeiras décadas do milênio.

 

Evelyn Berg Ioschpe

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