Boletim Arte na Escola

O Boletim Arte na Escola nº 81 “chega às bancas” num momento turbulento em que a Arte está sendo questionada nas reformas propostas pelo MEC para o Ensino Médio. Como não temos quaisquer dúvidas a respeito de sua pertinência, especialmente quando o tema em discussão são os índices alarmantes de evasão nesta etapa de ensino e hoje sabemos através de pesquisas* , que a arte é um fator poderoso de retenção do aluno na escola, vamos continuar fazendo o que vimos fazendo ao longo de todos estes anos: disponibilizar informações e aprofundar o debate sobre as questões que dizem respeito a arte-educação.

Neste número enfocamos uma iniciativa que reputamos como importante por parte do MEC que é o Mestrado Profissionalizante em Arte. Vimos discutindo aqui a importância da qualificação da formação inicial do professor, ainda totalmente desconectada da sala de aula, imersa em teorias e academicismos que pouco contribuem para o enfrentamento da atividade didática – que deveria ser o foco principal de todas as licenciaturas deste país. O Mestrado Profissionalizante avança nesta direção e está em sintonia com a Bolsa de Pesquisa inaugurada este ano pelo Arte na Escola que justamente investiga a atuação didática do professor e dá instrumentos para seu aperfeiçoamento.

A seção Polêmica dá espaço para a discussão em torno da formação do professor de Dança: seria esta uma atribuição das escolas de Arte ou caberia, como querem alguns, à Educação Física? Ou quem sabe a discussão nem cabe, num momento em que há carência de dezenas de milhares de professores de Dança pelo país afora?

E por falar em Dança, não há como não falar no Grupo Corpo, unanimidade nacional que não só leva sua excelência pelo mundo afora como também se engajou no trabalho social com o projeto Corpo Cidadão buscando expandir sua qualificada atuação para áreas carentes.

Outras experiências dignas de nota são foco deste boletim, como a Escola Comunitária Cirandas, em Paraty, cujo eixo curricular é a arte.

De Viena vem a evocação do trabalho do Professor Franz Cizek, e qualidade é também o foco de reportagem sobre a repercussão dos prêmios educacionais na trajetória dos professores. A melhor notícia neste sentido parece ser que a atuação dos professores premiados gera novas demandas de qualidade por parte dos alunos, e afinal é assim que poderá avançar nosso sistema educacional.

E é para este novo aluno plugado de hoje que o Instituto Arte na Escola, em parceria com a Fundação Volkswagen, embarcou numa nova aventura criando o game Trilha Cultural, que através do tecnológico e do lúdico valoriza nosso patrimônio histórico-artístico, tanto o material como o imaterial.

Ou seja: só boas notícias para nossos leitores!

Evelyn Berg Ioschpe
Diretora Presidente Arte na Escola

 

*ENSINO Médio - Observatório do PNE. Disponível em: . Acesso em: out. 2016.

*QUEM são os jovens fora da escola. Aprendizagem em foco. São Paulo: Instituto Unibanco, n. 5, fev. 2016. Disponível em: . Acesso em: out. 2016.

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