Boletim Arte na Escola

A aproximação entre arte e tecnologia de que trata este Boletim é uma questão mais antiga do que os tempos, anterior mesmo a Leonardo da Vinci, que ficou consagrado como o primeiro gênio universal capaz de dominar as ferramentas da ciência e da arte.

Hoje, com a maior complexidade e especialização do conhecimento, ficaram instituídas trilhas divergentes de estudo, como as que informam a nova Base Nacional Comum Curricular. Neste Boletim, resgatamos algumas experiências notáveis para nossa reflexão em que arte e ciência, ou arte e tecnologia, andam de mãos dadas e se enriquecem mutuamente.

O próprio telefone celular, cuja presença na mão dos adolescentes tem gerado tanta polêmica, pode ser um veículo de aprendizado? É possível insurgir-se contra a unanimidade do celular, que 10 entre 10 adolescentes usam como se fosse a extensão natural de sua mão, seu ouvido, sua boca? Fazer do celular um aliado no estudo não será mais inteligente do que tentar excluí-lo, normalmente sem sucesso?

Outra questão de vital importância para a Educação, especialmente num país com as características geográficas do Brasil, é a EAD, Educação a Distância. Já ouvi de muitos professores de Artes uma desconfiança acerca da possibilidade de efetivamente educar em arte a distância, sem o olho no olho e sobretudo sem as aulas de atelier que utilizam o papel, o lápis, as tintas, a argila – tudo que é táctil e conhecido. O depoimento de nossas mediadoras do curso Aprendendo com Arte, que desenvolvemos em parceria com a Fundação Volkswagen, e que consegue chegar a escolas remotas país afora, valorizando patrimônios culturais periféricos que de outra forma talvez fossem perdidos, nos revela de forma eloquente o potencial do ensino da arte a distância.

Qual é a sua opinião a respeito? Nos escreva e vamos aprofundar este debate que deve ter importantes consequências para o desenvolvimento da educação brasileira, sobretudo para minimizar o impacto da falta de professores formados em Arte. E então?
Somos todo ouvidos.

Boa leitura e o abraço de

Evelyn Berg Ioschpe
Presidente do Instituto Arte na Escola

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