Boletim Arte na Escola

Quando um professor para e se dedica a registrar seu projeto de trabalho, algo importante está acontecendo no mundo da Educação. Este profissional que se preparou para dar as suas aulas, levou sua melhor proposta para a sala de aula e, ao interagir com seus estudantes, se ele tem um ouvido de escuta, propõe, mas também ouve e modifica o que havia planejado, de forma que na ponta final o projeto já não é dele, nem da escola, nem do grupo de estudantes. O projeto é do mundo da Educação, deste mundo de seres abnegados que continuam acreditando na mágica da sala de aula, quando o professor se prepara e planeja de um lado e de outro os alunos embarcam na fabulosa aventura de aprender propondo, reagindo, sentindo e devolvendo seu genuíno interesse a este professor que interage.

Este Boletim Arte na Escola registra estes momentos, e em especial os projetos que foram contemplados com o XVIII Prêmio Arte na Escola Cidadã, para que nossos leitores tivessem um momento de aprofundamento e reflexão sobre como se faz, afinal, um grande projeto para a sala de aula. E, é importante ressaltar: estamos evidenciando projetos que foram aplicados no tal Brasil profundo, de Montenegro no Rio Grande do Sul, à Chapada Diamantina na Bahia, passando por Campinas, em São Paulo, pela Praia do Forte, na Bahia, e Macapá no Amapá. Ou seja: o Brasil de verdade, com todas as dificuldades e carências da escola pública, mas com a potência do professor que cria reais oportunidades de aprendizado.

Em 2018 estamos comemorando um aumento substancial no envio de projetos ao Prêmio, que ultrapassaram a marca de mil unidades. Isso para nós é tão ou mais importante do que o Prêmio em si. São mais de mil professores que desenvolvem práticas que eles consideram exemplares e que se dão ao trabalho de registrá-las, para compartilhar com o ambiente educacional. E aí está o cenário em que todos somos premiados: o professor, que ao parar para refletir, faz parar o seu colega que se debruça sobre o relato, e cuja reflexão já é, em si mesma, um crescimento.

Vale a pena absorver com atenção o que aqui se publica, pois é justamente aqui que a Educação cresce em qualificação.

Evelyn Berg Ioschpe
Presidente do Instituto Arte na Escola

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