Laura Anderson Barbata

Los frutos pasarán la promesa de las flores, 1993, serigrafia

Professor, antes de dar início às proposições que se seguem, mostre a obra Los frutos pasarán la promesa de las flores de Laura Anderson Barbata instigando seus alunos a observarem atentamente a imagem de modo a percebê-la em seus mínimos detalhes. Em um primeiro momento não mencione o título da obra para que se sintam livres para observá-la.

É primordial que antes de qualquer proposição eles se familiarizem com a imagem, assim o trabalho de leitura pode ser mais eficiente e mais produtivo.

A imagem que vai ser lida é uma reprodução serigráfica de uma pintura do artista. Embora ambas, pintura e serigrafia, sejam de autoria do artista, é necessário salientar que o discurso do artista foi construído por meio da visualidade e da materialidade presentes na pintura.

Acompanhe abaixo os passos metodológicos para a exploração visual da obra.


O seu olho, o que vê?

Mostre aos alunos a imagem, permitindo que a observem por um longo tempo. Estimule-os a falarem livremente sobre ela.

  • A imagem está dividida em duas partes: um retângulo maior vertical em cima e um menor horizontal embaixo.
  • Dentro do retângulo maior, do lado esquerdo, há um desenho que parece tratar-se de uma flor.
  • Nessa área também podemos notar formas, linhas e áreas manchadas.
  • No retângulo menor, localizado na parte de baixo da imagem, podemos ver uma forma que também se parece com a forma de uma flor.
  • Ela ocupa toda a extensão do retângulo, com seu caule saindo de uma espiral, estendendo-se até uma área vermelha à direita.

O seu olho, o que percebe?

Duas áreas retangulares formam um retângulo vertical maior circundado por uma linha escura mais grossa. Este está sobreposto, meio diagonalizado, a um outro retângulo vertical bege.

Essa imagem, portanto, é formada por um conjunto de áreas retangulares nas direções: vertical, horizontal e diagonal, criando uma delicada sensação de movimento.

Compondo a imagem vemos então estender-se, do limite superior da pintura até mais da metade de sua parte inferior, uma grande área retangular evidenciada.

Em seu lado esquerdo, podemos perceber o desenho da forma de uma flor.

Formada por grafismos em tons de preto, amarelo, laranja, marrom e cinza, essa flor se estende do canto superior esquerdo ao centro inferior da área retangular inscrita.

Seu miolo é formado por uma pequena forma circular alaranjada. De lá saem linhas sinuosas nas cores branco e amarelo e uma mancha em forma de curva composta por tons que vão do cinza escuro ao cinza claro.

Ela possui um caule preto composto por desenhos de folhas em tons de amarelo, preto e cinza. A parte inferior do caule apresenta-se na forma de uma espiral.

Folhas formadas por linhas amarelas, pretas e cinzas emergem desse caule.

Dessa espiral saem formas arredondadas que se assemelham a folhas ou pequenos brotos.

Também mantendo a mesma direção diagonalizada do caule, várias linhas pretas e amarelas, em espessuras e tamanhos diversos, formam uma área de textura, impondo um ritmo e direcionamento de baixo para cima e da direita para a esquerda.

Ainda nessa porção retangular da imagem, podemos perceber no canto inferior direito uma grande área escura, em tons de preto e amarelo, formada por manchas e linhas curvilíneas.

Acompanhando o mesmo sentido circular da área escura, podemos perceber um conjunto de linhas pretas e cinzas em tamanhos e distâncias variados.

No canto superior direito, pequenas linhas em tons de marrom criam direções visuais por meio do sentido sinuoso formado por suas justaposições.

Em função de sua circularidade, toda a imagem parece estar sendo sugada por rodamoinhos.

Abaixo dessa grande área retangular vertical/diagonal, encontra-se outra área retangular em tamanho menor.

De seu lado esquerdo emerge a forma de uma flor, estendendo-se até o lado direito dessa área retangular. Ela possui um caule afinado seguindo até um botão. Suas cores são: branco, cinza, vermelho e preto.

O caule emerge em espiral, valorizado por um fundo circular formado por grafismos e manchas em tons de preto e cinza.

A flor encontra-se sobre um fundo composto por manchas de cores divididas nas cores: branco, cinza, marrom e amarelo (em sua parte superior) e vermelho, cinza, branco e amarelo em sua parte inferior.

Na área retangular maior, a flor parece estar sendo puxada para um rodamoinho; aqui, a flor parece ou estar sendo sugada para um lugar circular ou estar emergindo desse local.

De olho no artista, no Brasil e no mundo

Com o título Los frutos pasarán la promesa de las flores, Laura Anderson propõe, por meio do discurso instaurado em sua obra, questionamentos sobre o meio ambiente.

De um ponto de vista literal, o título, de antemão, sugere-nos um encaminhamento em nosso olhar, neste caso, voltando-nos para uma reflexão sobre a presença de flores e frutos na natureza.

Embora seja formada por duas partes retangulares diagonalizadas, a obra de Laura Anderson apresenta-se como um discurso único, apontando por intermédio dessa divisão espacial visualidades distintas que se complementam.

Na primeira e maior porção retangular da obra, podemos ver todos os componentes da imagem da flor de um ponto de vista lateral. Neste caso, podemos perceber o caule da flor em sua extensão visto de lado, enquanto na área retangular inferior menor parece que estamos percebendo o desenho da flor de um ponto de vista superior, no qual temos a impressão de que o caule ou emerge de ou está sendo sugado por uma espécie de rodamoinho.

Podemos dizer então que a flor, presente no título e na obra, revela-se como o elemento simbólico por excelência, para dar voz ao discurso sobre o meio ambiente instaurado pela artista. Utilizada por poetas, escritores, filósofos e artistas como metáfora para falar de sentimentos, vida, beleza, mundo, entre outros referenciais, a flor torna-se um objeto de reflexão muito contundente quando o que se deseja contextualizar é a vida no planeta.

E por que não refletirmos em torno da própria flor como elemento extremamente importante para a manutenção dos ecossistemas e da própria natureza?

Não é à toa que a artista já as utilizou em algumas de suas obras, especialmente em instalações que procuravam, entre outras questões, provocar reflexões sobre as relações entre a paisagem natural e a cultural. Observe as imagens.

1.

Trazos del infinito II, 1999, instalação na Wave Hill/Nova York

2.

Desplazamiento temporal, 1999, instalação na Wave Hill/Nova York

3.

Gone from the path direct, 2000, instalação na Dante Park/Nova York

Em todos esses exemplos mostrados, a artista utiliza pétalas de flores na composição da obra, tanto pela visualidade proporcionada por esse elemento natural quanto pelo seu valor simbólico constituinte. Pode-se dizer que há uma beleza pronunciada pela presença colorida das flores nesses trabalhos, em que se criam discursos de euforismo e de alegria.

No caso da obra Los frutos pasarán la promesa de las flores, de modo antagônico, as flores são mais sóbrias, estilizadas, sem muitas cores, e com suas formas contidas fazem ressoar aquilo que já não se pode ver com tanta euforia. Mas seu título fortalece a promessa de que são os frutos que trarão as flores.

Do ponto de vista do meio ambiente, a flor representa um importante agente provedor e transpositor de vidas, sendo essencial para a constituição dos biomas naturais.

Com o objetivo de aprofundar nossos conhecimentos sobre a importância das flores para o meio ambiente, clique nos links, leia os textos que se seguem e apresente-os de forma adequada e estimulante para os alunos.

Apontamentos - Evolução vegetal Ver conteúdo

Apontamentos - Evolução vegetal: flor, a folha que subiu na vida.

A mesma catástrofe que levou os dinossauros à extinção pode ter aberto espaço para que um novo tipo de plantas, as angiospermas dotadas de flores, se espalhasse pelo planeta.

As flores são geralmente bonitas, perfumadas e frágeis. Ninguém pensa nelas como armas de defesa. Mas foi assim que nasceram – provavelmente como um escudo para proteger dos besouros e outros insetos os óvulos das plantas fêmeas. Embora existissem há milhões de anos, até a época dos dinossauros as plantas não tinham órgãos sexuais bem desenvolvidos. E depositavam seus óvulos a céu aberto, nas junções dos galhos com o caule. Então, como a Eva da Bíblia, uma espécie aprendeu a se cobrir com uma folha, que logo se tornou uma das invenções mais felizes da natureza – a flor.

As primitivas flores não se pareciam muito com as de hoje. Lembravam mais um galho comum, sobre o qual se espalhavam as novas partes da planta – aquilo que no futuro seriam pétalas, estames e pistilos. As pétalas, por exemplo, eram soltas, não estavam soldadas entre si, e se dispunham sobre o “galho” geralmente na forma de uma espiral meio tosca. As flores eram bissexuais: tanto tinham ovário, no interior dos pistilos, como estames para gerar pólen, equivalente vegetal do espermatozoide. Ainda hoje se encontram plantas com esses traços primitivos, como a magnólia ou a vitória-régia.

Há inclusive plantas que “regrediram” ao estágio em que não havia flores – como o arroz, a cana e o milho, entre outras. Isso significa, em alguns casos, que a reprodução não é feita por células especializadas – óvulos ou pólen. Qualquer célula pode se tornar reprodutora: corta-se um pedaço da planta, joga-se no chão e ela brota num novo ser. É um sistema prático, certamente, mas o fato é que foi abandonado, há cerca de 130 milhões de anos, por alguns vegetais dotados de flores. E tais plantas se espalharam pelo mundo numa incrível diversidade de tamanhos e formatos.

Veja-se, por exemplo, a Galinsoga parviflora, uma erva daninha cuja flor não é maior que o grafite de um lápis comum: mede 1 milímetro de comprimento e 0,3 de largura. Em comparação, a flor da Rafflesia arnoldii chega a ter 1 metro de diâmetro e pesar quase 10 quilos. Também há plantas sempre floridas, enquanto outras demoram quase um século para florir. Num caso extremo, a palmeira Corypha umbraculifera, natural do Sri Lanka, na Ásia, demora 80 anos. Em compensação sua flor é de fato um cacho de 24 milhões de pequenas flores.

Distribuídas em hastes, no topo da árvore de 25 metros de altura, elas são tão numerosas quanto especiais, já que permitem à planta fecundar-se a si mesma. Ou seja, a palmeira asiática é hermafrodita. Caso contrário, seria difícil para a espécie sobreviver: com tanta demora para florir, seria muita sorte duas plantas férteis, de sexo oposto, florescerem na mesma época e região. Imagine-se, então, o susto dos moradores de Nova Europa, no interior de São Paulo, quando viram uma Corypha precoce, de apenas 62 anos, lançar botões em dezembro passado. Há mais de 60 anos, os proprietários da Usina Santa Fé, em Nova Europa, mantêm uma coleção de quase 1000 palmeiras, entre elas alguns pés da Corypha, conta José Carlos Magalhães, caseiro da usina que toma conta da coleção.

“Comecei a perceber algo estranho na árvore no início de dezembro, mas somente 10 dias depois tive a certeza de que eram as flores, e espalhei a notícia pela fazenda.” A floração adiantou-se, provavelmente, porque em 1967 a palmeira foi atingida por forte geada, e a dose extra de adubo que recebeu (como “remédio”) pode ter acelerado seu ritmo vital. Em pouco mais de um ano, com a chegada dos frutos, a planta começará a morrer. “O metabolismo normal simplesmente cessa”, explica o botânico Hermógenes de Freitas, do Parque Ecológico da Universidade Estadual de Campinas.

(...) É verdade que, como alimento, elas são importantes apenas para os insetos, que consomem seu néctar e pólen. “É preciso inclusive cuidado”, diz o botânico Carlos Eduardo Ferreira de Castro, chefe da Divisão de Horticultura do Instituto Agronômico de Campinas. “Existe risco de alguém ingerir espécies tóxicas.” Seja como for, usam-se flores para fazer licor (de rosa, por exemplo); geleias (azaleia); perfumes (rosa e violeta); estimulantes medicinais (papoula e datura, arbusto comum no México); e até inseticidas, à base da droga piretroide.

Como sempre, a economia estimula a ciência, já que os segredos da evolução podem conduzir a novas tecnologias para a produção de flores. Infelizmente ainda se sabe muito pouco sobre o aparecimento das angiospermas – os vegetais que inventaram a flor. Não é tarefa fácil reconstruir a evolução quando a matéria-prima dos fósseis é algo tão frágil. Uma das mais importantes e curiosas descobertas recentes parece ligar a ascensão das flores ao desaparecimento dos dinossauros. Esses fósseis, de fato, têm 72 milhões de anos, e portanto são da época em que desapareceram os dinossauros e grande parte dos seres vivos existentes na Terra. Além disso, menos de 15% das plantas encontradas tinham flor, o que parece pouco. Afinal, as flores já existiam há 60 milhões de anos. A ideia, então, é que em todo esse tempo as angiospermas eram minoritárias. E só puderam se expandir porque enfrentaram o desastre ecológico com mais aptidão que os vegetais mais antigos, destituídos de flores. (...)

Fósseis mais antigos mostram que a maior parte das plantas era polinizada pelo vento, que carregava os grãos de uma flor para outra. Outras, contudo, recebiam a visita de insetos oportunistas, provavelmente besouros – que carregavam os grãos de pólen de uma flor para outra, facilitando a fecundação. Só que o trabalho não era gratuito e o inseto comia parte do óvulo da planta. Para agasalhar seu órgão reprodutor, a planta envolveu-o com uma folha especializada que ficava ao seu redor e já tinha a função de reprodução. Ela se fechou até recobrir completamente o óvulo, desenvolvendo contudo uma superfície para receber o pólen – o estigma. Essa estrutura foi evoluindo até ficar semelhante a uma garrafa, dentro da qual estão os óvulos, formando o aparelho feminino de reprodução.

Para confirmar a teoria, foram encontrados na Suécia fósseis de plantas bem preservados, com mais de 105 milhões de anos, cujo pólen tinha uma fina cobertura viscosa, típica de vegetais polinizados por insetos. Esses mesmos insetos que a princípio ofereciam perigo à planta tornaram-se quase imprescindíveis à fecundação e, com o tempo, teria surgido um jogo curioso. Os vegetais se precaviam contra os predadores, mas também procuravam atraí-los. Assim, colocaram os grãos de pólen em um local mais acessível, criando os estames, hastes que produzem e abrigam os grãos na sua ponta. As pétalas, armadas de cor e perfume, atraíam e ao mesmo tempo serviam como campo de pouso para os insetos. (...)

A mais idosa do Brasil

Em 1961, alunos da Escola Nacional de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, numa excursão para coletar fósseis na Bacia de Fonseca, município de Alvinópolis, MG, encontraram algo parecido com uma flor. Era mesmo, mas o exemplar vivera cerca de 35 milhões de anos atrás, e a espécie a que pertencia já não existe mais. São palavras da paleobotânica Lélia Duarte, do Departamento Nacional da Produção Mineral, hoje na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Única especialista brasileira em vegetais do período Mesozoico (que transcorreu há cerca de 300 milhões de anos), Lélia concluiu depois de longo estudo que a planta era parente das paineiras, da família Bombacaceae. Estas habitam regiões tropicais e apresentam flores pequenas — a que foi encontrada, único fóssil de flor já descrito no Brasil, media apenas 3,6 centímetros.

(Ivonete D. Lucírio)

Fonte: SUPERINTERESSANTE, n. 68, maio 1993. Disponível em: . Acesso em: jun. 2011.

Corypha umbraculifera(Talipot palm) http://en.wikipedia.org/wiki/Corypha_umbraculifera

Apontamentos - Uma força para os polonizadores Ver conteúdo

A redução das populações de polinizadores – o que inclui abelhas, pássaros, borboletas, besouros, morcegos, roedores, entre outros – pode levar a perdas econômicas substanciais. Segundo um relatório da FAO (organização da ONU para a agricultura) publicado no ano passado, só nos últimos 50 anos 45% das espécies de abelha no mundo desapareceram.

Como prestam o valioso serviço de auxiliar na reprodução das plantas, e isso inclui grande parte dos vegetais e frutas consumidos pelos humanos, a perda de populações de polinizadores é preocupante. Um estudo europeu, coordenado pelo Instituto Científico de Pesquisas Agronômicas da França (Inra), estima que o valor econômico dos serviços de polinização prestados por insetos é superior a 150 bilhões de euros, o equivalente a quase 10% do PIB agrícola mundial. O desaparecimento desses insetos levaria a perdas de até 310 bilhões de euros.

A questão é tão séria que, no Brasil, o Ministério do Meio Ambiente está estimulando pesquisas sobre o tema, no âmbito de uma iniciativa da ONU. O projeto “Conservação e Manejo de Polinizadores para uma Agricultura Sustentável através de uma Abordagem Ecossistêmica” prevê uma parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) para disponibilizar US$ 3 milhões nos próximos cinco anos em bolsas para pesquisas envolvendo polinizadores. Os recursos virão do GEF (Fundo Global para o Meio Ambiente). (...) O Brasil é um dos seis países emergentes que fazem parte do projeto da ONU. Culturas como a do maracujá já se ressentem da perda de polinizadores naturais, como as mamangavas.

(Andrea Vialli)

Fonte: ESTADÃO.COM, 11 abr. 2010. Disponível em: <http://blogs.estadao.com.br/andrea-vialli/um-forca-para-os-polinizadores>. Acesso em: jun. 2011.

Texto crítico de Paulo Herkenhoff Ver conteúdo

Laura Anderson Barbata. Los frutos pasarán la promesa de las flores

A pintora Laura Anderson nasceu na cidade do México em 1958. Vive atualmente em Nova York, nos Estados Unidos. Participou da exposição Eco Art, de 1992 com a pintura Los frutos pasarán la promesa de las flores. Desde então, ela se envolveu com uma produção voltada para relações sociais em projetos na Amazônia venezuelana e em outros países como México, Trinidad e Tobago e Noruega. Pode-se imaginar que o conjunto de exposições durante o período de realização da Rio-92 tenha apontado caminhos novos para seu projeto de arte. Hoje Laura Anderson trabalha com mulheres Yanomâmis, uma sociedade indígena da Amazônia, na fabricação de papel com fibras da região e na reciclagem de materiais.

A obra de Laura Anderson, cujo título em português é Os frutos passarão as promessas das flores, propõe imagens de fertilidade da Terra. Quais são as linhas e figuras que, em sua visão, a artista usou para representar o desabrochar das flores e sua transformação em frutos? Por que os frutos são promessas das flores? Que promessas são essas? Uma das grandes promessas da natureza é a biodiversidade. A pintura de Laura Anderson trata de um organismo vivo como modelo para a própria vida e o convite a sua defesa. Os organismos, inclusive o homem, conseguem sobreviver de acordo com as condições do lugar onde vivem, o hábitat. A água é um fator fundamental para vida dos animais e plantas. Portanto, as promessas de que trata a pintora dependem da água.

O termo “biodiversidade” passou a ter grande uso no Brasil a partir da Rio-92, também conhecida por Eco-92, que foi a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento Humano, realizada no Rio de Janeiro em 1992. A Rio-92 aprovou o conceito de biodiversidade como “variabilidade de organismos vivos de todas as origens, compreendendo, dentre outros, os ecossistemas terrestres, marinhos e outros ecossistemas aquáticos e os complexos ecológicos de que fazem parte; compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e ecossistemas”. Esse conceito valoriza a variação entre indivíduos e populações dessa mesma espécie. A ciência tende a valorizar diferenças entre indivíduos e não apenas espécies. O termo grego oikos, do qual se origina “eco”, significa casa em português. Portanto, o ecossistema é o conjunto formado por todas as comunidades animais e vegetais, cujo hábitat é determinada região e aí interagem, também estão sujeitas a outras condições ambientais locais ou externas (Marcio Takeo Martins e Paulo Sano). As promessas das flores, de que trata Laura Anderson, dependem, portanto, das condições do ecossistema.

Duas outras grandes contribuições da Rio-92 foram consagrar o conceito de “desenvolvimento sustentável” e considerar que a maior responsabilidade na conservação ambiental é dos países ricos ou países desenvolvidos. O desenvolvimento sustentável é aquele “que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.

Como poderemos traduzir o título da pintura – Os frutos passarão as promessas das flores – para nossas ações cotidianas? Qual é o resultado de nossos pequenos gestos como jogar o lixo fora de maneira correta para não poluir? Ou como evitar o uso exagerado da energia? Como preservar a água, os rios e lagoas? Como cuidar do mar? Como contribuir para a proteção de animais e plantas? Nossos gestos muitas vezes parecem pequenos e impotentes diante da imensidão de nosso planeta e dos sérios problemas que o afligem. No entanto, cada um pode fazer sua parte e colher os frutos prometidos pelas flores, que é a vida saudável no planeta. Você concorda que os pequenos atos se somam ao todo e, simbolicamente, representam a participação de cada um, inclusive a sua?

O olho que conta histórias

Por meio da leitura dos textos no passo De olho no artista, no Brasil e no mundo pudemos perceber a importância das flores para o meio ambiente, especialmente no que diz respeito às questões que envolvem o processo de polinização, essencial à reprodução e manutenção da flora e da fauna em seus hábitats naturais.

Do ponto de vista da biologia as flores são os órgãos reprodutores de certas plantas que produzem frutos, os quais, por sua vez, maturam as sementes. Apesar de contribuírem com a beleza da natureza por suas formas, cores e perfumes exuberantes, sua existência tem um único objetivo: contribuir com a produção de sementes do vegetal. Desta forma, novas plantas são capazes de crescer e se reproduzir.

Do ponto de vista poético, por sua beleza, perfume, texturas, cores, delicadeza, fragilidade e funções que desempenham na natureza, as flores tornaram-se verdadeiros objetos temáticos, integrando-se aos discursos poéticos de naturezas diversas. É o caso irrefutável das poesias. Não importando o estilo, a forma, a métrica, de modo objetivo ou subjetivo, as flores sempre estiveram presentes no universo das poesias.

Leia para os alunos os poemas clicando no link que se segue e converse com eles sobre como a flor aparece nos poemas, seus sentidos e a forma encontrada pelos poetas para escrevê-los.

A partir desta explanação e da leitura dos poemas, proponha que seus alunos criem poemas que falem das flores e sua relação com o meio ambiente, redigindo-as em seus cadernos. Quando terminarem, peça que cada um leia seu poema para a turma. Se você desejar, peça ajuda para uma professora de Língua Portuguesa.

Apontamentos - Poemas e flores Ver conteúdo

Flor que não dura

Flor que não dura
Mais do que a sombra dum momento
Tua frescura
Persiste no meu pensamento.

Não te perdi
No que sou eu,
Só nunca mais, ó flor, te vi
Onde não sou senão a terra e o céu.

(Fernando Pessoa)
http://www.citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200809030059

Pobres das flores dos canteiros

Pobres das flores dos canteiros dos jardins regulares.
Parecem ter medo da polícia...
Mas tão boas que florescem do mesmo modo
E têm o mesmo sorriso antigo
Que tiveram para o primeiro olhar do primeiro homem
Que as viu aparecidas e lhes tocou levemente
Para ver se elas falavam...

(Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa)
http://www.citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200809030233

As rosas

Rosas que desabrochais,
Como os primeiros amores,
Aos suaves resplendores
  Matinais;

Em vão ostentais, em vão,
A vossa graça suprema;
De pouco vale; é o diadema
  Da ilusão.

Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
Em vão abris o seio úmido e fresco
Do sol nascente aos beijos amorosos;
Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
Em vão, como penhor de puro afeto,
  Como um elo das almas,
Passais do seio amante ao seio amante;
  Lá bate a hora infausta
Em que é força morrer; as folhas lindas
Perdem o viço da manhã primeira,
  As graças e o perfume.
Rosas que sois então? – Restos perdidos,
Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
Brisa do inverno ou mão indiferente.

Tal é o vosso destino,
Ó filhas da natureza;
Em que vos pese à beleza,
  Pereceis;
Mas, não... Se a mão de um poeta
Vos cultiva agora, ó rosas,
Mais vivas, mais jubilosas,
  Floresceis.

(Machado de Assis)
http://www.citador.pt/poemas.php?op=10&refid=200809022127

Aço e flor

Quem nunca viu
que a flor, a faca e a fera
tanto fez como tanto faz,
e a forte flor que a faca faz
na fraca carne,
um pouco menos, um pouco mais,
quem nunca viu
a ternura que vai
no fio da lâmina samurai,
esse, nunca vai ser capaz

(Paulo Leminsky)
http://www.frases.mensagens.nom.br/frases-autor-p1-pauloleminski.html

O olho pensa, a mão que faz, o corpo que inventa

Com as proposições didáticas sugeridas, espera-se que os alunos possam se aproximar, de uma maneira aberta, da obra do artista, buscando encontrar possibilidades de exploração poética desse objeto artístico. Tal aproximação propicia a ampliação de seus repertórios visuais e conceituais.

Ao apresentarmos os conteúdos relacionados às aprendizagens, definimos o que esperamos que os alunos aprendam e também estabelecemos uma relação entre os conteúdos e as reais possibilidades de construção de conhecimentos em suas diferentes etapas de desenvolvimento cognitivo, afetivo e relacional.

Expectativas de aprendizagem Ver conteúdo

“Escultura-poema” – plantando flores e colhendo poesias

Conteúdos

  • Leitura de imagens
  • Percurso poético da artista Laura Anderson
  • Escultura e poesia
  • A importância das flores na natureza

Objetivos específicos

  • Desenvolver a leitura de imagens
  • Identificar aspectos do processo de criação da artista Laura Anderson
  • Construir um trabalho plástico para comunicar uma ideia sobre meio ambiente com a criação de uma escultura-poema
  • Refletir sobre a importância das flores para o meio ambiente

Avaliação

Considerando que a avaliação é um instrumento do professor para saber se o objetivo que propôs foi ou não alcançado e perceber o grau de dificuldade vivenciado pelos alunos durante o percurso educativo, este item tem como objetivo apontar caminhos por meio de levantamento de questões (perguntas), que ajudem o professor a perceber se os alunos se apropriaram dos conteúdos apresentados ou não e de que forma. Para tanto, a avaliação para essa proposição didática estará contida no item 9 da atividade sugerida.

Proposta de trabalho Ver conteúdo

Materiais

  • Vasos médios de plástico ou de cerâmica (um por aluno)
  • Copinhos de plástico (iogurte, requeijão)
  • Tinta acrílica em diversas cores
  • Terra ou areia para encher os vasos
  • Palitos de churrasco
  • Cola branca
  • Folhas de cartolina na cor branca
  • Pincéis
  • Folhas de sulfite
  • Lápis
  • Um prego fino e um martelo

“Escultura-poema” – plantando flores e colhendo poesias

  1. Pegue os poemas criados no passo O olho que conta histórias e peça aos alunos para redigi-los em pequenos pedaços de papel sulfite. Esses papéis deverão ser enrolados e caber dentro dos copinhos de plástico.
  2. Distribua os pincéis e tintas e peça que cada aluno pinte seu vaso do jeito que quiser e deixe secar. Se desejar, proponha que sobre a pintura do vaso cada aluno coloque seu nome ou eleja um nome para sua flor.
  3. Faça um furo em cada fundo de copinho com a ajuda de um prego e do martelo. Fale para os alunos que eles criarão suas flores e que o copinho será o seu miolo. Com a tinta acrílica, peça que pintem os miolos de suas flores (dentro e fora). Aproveite e proponha que pintem os caules de suas flores, que serão feitos com os palitos de churrasco. Deixe secar.
  4. Mostre para os alunos imagens de flores por meio do link que se segue procurando evidenciar os diferentes tipos de pétalas, as cores, as formas, as texturas. Peça em seguida para que, em folhas de sulfite, cada um crie sua flor.
  5. Proponha aos alunos que, sobre a folha de cartolina, desenhem as pétalas e folhas de suas flores conforme os desenhos feitos, lembrando que as pétalas podem ter formas variadas e que serão coladas em toda a extensão do copinho (miolo). Peça que pintem com a tinta acrílica as pétalas e folhas nas cores que quiserem.
  6. A etapa seguinte é a colagem das pétalas no lado externo do copinho, fixando apenas uma parte de cada pétala. Em seguida, peça que introduzam os palitos nos buraquinhos feitos nos fundos dos copinhos e colem as folhas sobre os palitos.
  7. Pegue os vasos, encha de terra ou areia e enterre parte dos caules das flores (palitos) no conteúdo do vaso de modo que a flor fique em pé. Agora é só pegar os rolinhos de poesia e colocá-los dentro de cada miolo (copinho) de flor. A “escultura-poema” está pronta.
  8. Monte uma exposição dos trabalhos colocando todos os vasos lado a lado de modo que os visitantes possam pegar os papéis com os poemas no miolo das flores (copinho). Proponha que haja um revezamento entre os alunos para orientar as pessoas para que elas leiam os poemas. Não se esqueça de escrever um texto sucinto explicando a proposta do trabalho.
  9. Avalie:
    • Os alunos conseguiram se apropriar do discurso da obra da artista Laura Anderson por meio da leitura de imagem?
    • A proposta de trabalho desenvolvida ajudou os alunos a estabelecerem relações entre a obra do artista e o tema Meio Ambiente?
    • Eles conseguiram desenvolver uma poesia a partir das reflexões sobre o tema do Meio Ambiente?
    • Eles conseguiram desenvolver uma escultura de flor conforme as orientações?
    • Que outras questões você poderia propor para avaliar os percursos desenvolvidos até aqui?

Apontamento - Imagens de flores Ver conteúdo

2.

Vitória-régia ou Victória-régia (Victoria amazonica)

3.

Picão-branco – Galinsoga parviflora

4.

Castilleja arvensis

5.

Tropaeolum pentaphyllum cf. subsp. Megapetaloides

6.

Baga-de-pomba (Duranta vestita)

7.

Fuchsia regia (Brinco-de-princesa)

8.

Vassobia breviflora(Fruta-de-sabiá)

9.

Bidens laevis (Amor-seco)

Provocando olhares

Que a arte e a poesia sempre estiveram ligadas, isso ninguém duvida. No entanto, houve um momento em que as duas não só estavam conectadas por suas características relacionais com o universo subjetivo e objetivo de criação, como passaram a integrar-se mutuamente, tornando-se uma coisa só. Estamos falando das poesias concretas.

Criadas por Décio Pignatari (1927), Haroldo de Campos (1929-2003) e Augusto de Campos (1931), as poesias concretas se constituíam como um ataque à produção poética da época, dominada pela geração de 1945, a quem os jovens paulistas acusavam de verbalismo, subjetivismo, falta de apuro e incapacidade de expressar a nova realidade gerada pela revolução industrial. Algumas de suas principais características giram em torno:

  • Da abolição do verso tradicional, sobretudo por meio da eliminação dos laços sintáticos (preposições, conjunções, pronomes etc.), gerando uma poesia objetiva, concreta, feita quase tão somente de substantivos e verbos;
  • Da utilização de linguagem sintética e dinâmica;
  • Da transformação do poema em objeto visual, valendo-se do espaço gráfico como agente estrutural.

Os poetas concretos estabeleceram, desde o início, ligações entre sua produção, a música contemporânea, as artes visuais e o design de linhagem construtivista, reprocessando elementos dessas artes em seus poemas.

Por sua natureza visual, a poesia concreta passa a valer-se de elementos da linguagem visual para formar um todo de sentido, constituindo-se por meio dos textos visuais e verbais. Ambos se tornam complementares e não podem ser “lidos” independentemente.

Observe alguns exemplos:

1.

Décio Pignatari – Beba coca cola,1957

2.

Décio Pignatari – Terra, 1956

3.

Haroldo de Campos – Crisantempo, 1998

4.

Augusto de Campos – Rosa para Gertrude, 1988

5.

Augusto de Campos – Tudo está dito, 1974

O olhar que dialoga com o meio ambiente

BLUE marble. Imagem feita pelo Centro Espacial Goddard.
Disponível em: <http://n.i.uol.com.br/ultnot/album/100226_f_036.jpg>. Acesso em: 8 abr. 2011.

"TERRA, NOSSO LAR

A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. A Terra, nosso lar, é viva como uma comunidade de vida incomparável. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade de vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com todos seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todos os povos. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado”.

1. Respeitar a Terra e a vida em toda sua diversidade.

  1. Reconhecer que todos os seres são interdependentes e cada forma de vida tem valor, independentemente de sua utilidade para os seres humanos.
  2. Afirmar a fé na dignidade inerente de todos os seres humanos e no potencial intelectual, artístico, ético e espiritual da humanidade.

(CARTA da Terra. Disponível em: <http://www.cartadaterrabrasil.org/prt/text.html>. Acesso em: 7 jun 2011).

A Carta da Terra é uma declaração de princípios éticos fundamentais para a construção, no século XXI, de uma sociedade justa e pacífica. É uma visão de esperança e um chamado à ação. Apesar de o projeto ser uma iniciativa das Nações Unidas, ele se desenvolveu como uma iniciativa global da sociedade civil.

O olho que refaz o percurso

Por intermédio da leitura da obra da artista Laura Anderson, fomos levados a entrar em contato com um tema de grande relevância para o meio ambiente, a importância da presença das flores para o processo de reprodução e manutenção de plantas e animais do planeta.

Das reflexões sobre o meio ambiente criamos os poemas e construímos as esculturas de flores, denominadas “esculturas-poema”.

Como agentes polinizadores, os visitantes da exposição passaram a absorver poemas, transportando sementes, transformando ideias e multiplicando sonhos.

Retome com os alunos o percurso vivido procurando identificar no processo de trabalho como se deu a presença da flor ao longo do caminho.

Linha da vida. Tempo das obras

O olhar que descobre

Livros e Catálogos

ANDERSON, Laura. Laura Anderson Barbata: la piel da la tierra. México: Museo de Arte Moderno, 1995.

______. Laura Anderson Barbata: traces of infinity. New York: Galeria Ramis Barquet, 1999.

Documentos eletrônicos

AUGUSTO de Campos. Disponível em: <http://www2.uol.com.br/augustodecampos>. Acesso em: jun. 2011.

CITADOR. Poemas. Disponível em: <http://www.citador.pt/poemas.php>. Acesso em: jun. 2011.

DÉCIO Pignatari: Terra, 1956. Disponível em: <http://www.poesiaconcreta.com.br/poema/terra.html>. Acesso em: jun. 2011.

FLORA SBS. Flora de São Bento do Sul/SC. Disponível em: <http://sites.google.com/site/florasbs/home>. Acesso em: jun. 2011.

HAROLDO de Campos: Crisantempo, 1998. Disponível em: <http://www.poesiaconcreta.com.br/poema/crisantempo.html>. Acesso em: jun. 2011.

LAURA Anderson Barbata. Disponível em: <http://www.interciencia.org/v26_06/portada.html>. Acesso em: jun. 2011.

______. Disponível em: <http://www.lauraandersonbarbata.com/cv>. Acesso em: jun. 2011.

LUCÍRIO, Ivonete D. Evolução vegetal: Flor, a folha que subiu na vida. Superinteressante, n. 68, maio 1993. Disponível em: <http://super.abril.com.br/ecologia/evolucao-vegetal-flor-folha-subiu-vida-440759.shtml>. Acesso em: jun. 2011.

MAGNÓLIA. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Magnólia>. Acesso em: jun. 2011.

PAULO Leminski. Frases. Disponível em: <http://www.frases.mensagens.nom.br/frases-autor-p1-pauloleminski.html>. Acesso em: jun. 2011.

POESIA Concreta: o projeto verbivocovisual. Disponível em: <http://www.poesiaconcreta.com.br>. Acesso em: jun. 2011.

VIALLI, Andrea. Uma força para os polinizadores. Estadão.com, 11 abr. 2010. Disponível em: <http://blogs.estadao.com.br/andrea-vialli/um-forca-para-os-polinizadores>. Acesso em: jun. 2011.

VITÓRIA-RÉGIA.Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Vitória-régia>. Acesso em: jun. 2011.

Vídeos

LAURA Anderson Barbata: 21st Century living in the Amazon: in the order of chaos. Disponível em: <http://techtv.mit.edu/videos/8771-laura-anderson-barbata-21st-century-living-in-the-amazon-in-the-order-of-chaos-10272010>. Acesso em: jun. 2011.

LAURA Anderson Barbata: Sin lo uno no hay lo otro.Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=zRzYfaUCCXI>. Acesso em: jun. 2011.

LAURA Anderson Barbata y los Brooklyn Jumbies. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=PovpzpGSkxQ>. Acesso em: jun. 2011.

Chave de palavras

Biomas
Conjunto de diferentes ecossistemas, que possuem certo nível de homogeneidade. São as comunidades biológicas, ou seja, nos biomas, as populações de organismos da fauna e da flora que interagem entre si e interagem também com o ambiente físico.
Direções visuais
Direções e relações que conduzem o olhar do leitor durante a leitura de imagem.
Simbólico
Que é expresso ou representado por meio de símbolos.
Texto visual
Conjunto de componentes visuais que, relacionados, formam um todo de sentido.