Forum
Leila De Deus Da Silva

Olá, sou professora a apenas dois anos este será o terceiro, estou a um tendo experiências com turmas de EJA. A educação para jovens e adultos é um tema que vem crescendo com força todos os anos alunos voltam a escola depois de muito tempo sem estudar por vários motivos ou precisando de qualificação para conseguir um emprego ou para manter aquele que já possui e até mesmo para realizar antigos sonhos que não pode antes por um motivo extremo como precisar trabalhar para ajudar a família ou para ter filho no caso de adolescentes que engravidam, ou até mesmo por drogadição. Muitos são os motivos, mas a questão que proponho é discutirmos como transformar as aulas de artes em benefício destas pessoas, para que elas tenham "vontade de ir a aula" depois de trabalharem um dia todo. Acho que é preciso trabalhar temas que chamem a atenção que os faça pensar e crescer como ser humano, porém isso não é tão fácil de executar. Obrigada. Leila.

Mirca Izabel Bonano

Caros professores

Boa tarde!

O Fórum de Agosto tem como foco discutir o ensino de Artes na modalidade Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos - EJA.  Este tema foi proposto pela professora Leila de Deus da Silva e será pauta do Fórum durante todo o mês. 

Convidamos para mediar este espaço de discussão a professora Gisela Wajskop que possui graduação em Ciências Sociais pela FACULDADE DE FILOSOFIA LETRAS E CIENCIAS HUMANAS DA USP (1983), mestrado em Educação: História, Política, Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1990) e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (1995). Atualmente é diretora presidente do INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO/SINGULARIDADES, Professor Coordenador convidado da Escola Paulista de Magistratura.

Vamos aproveitar este momento de trocas, apresentações, discussões e outros olhares.

Desejamos contribuir para você socializar as dúvidas e enfrentar os desafios de seu trabalho, partilhando este momento com outros professores.

Abraço,

Mirca Bonano

Janaina Cordeiro De Andrade

Excelente temática.

Não trabalho com EJA, fiz alguns estágios apenas. Certamente eu teria um pouco de dificuldade. Acredito que o que devemos mostrar é que a arte é uma ciência assim como a matemática, história, geografia, sendo muito importante, e por isso está no currículo escolar, caso contrário não estaria. As crianças e muitos pais e responsáveis também acabam tendo uma visão "diferenciada" das aulas de artes e cabe a nós professores, apresentar a importância da mesma. Contudo devemos fazer isto de forma agradável e consciente afim de tornar tais aulas mais significativas e atraentes para que os alunos da EJA  tenham motivações em ir para as aulas de Artes. Temas relacionados ao cotidiano deles seria um ótimo início. Estou no aguardo para a discussão com a professora Gisela e demais professores!!!

=)

Israel De Souza Calixto
Gostei do tema, sou músico e coordeno uma Escola Livre de Música dentro de um espaço Universitário - Unicamp - Nidic/Unibanda. Sou formado em Pedagogia há pouco tempo, na minha experiência percebemos que a arte no modo geral é discriminado por algumas pessoas - Doutores ou Mestres em Músicas - (nem todos) principalmente quando tratamos de alunos com o perfil de alunos do EJA. "pessoas velhas ou sem tempo" Muitos professores escrevem artigos ou até preferem trabalhar com crianças em suas pesquisas, a maioria dos projetos que eu tenho contemplado é para crianças ou adolescentes. Já fizemos projetos para jovens e adultos e, trabalhamos para incluir, democratizar as artes, tais como: Artes plásticas, teatro, música e tudo quanto temos em nossa volta para criarmos uma aula dinâmica e promovermos a cidadania através das Artes. A melhor estratégia de ensino das artes no Eja é trabalharmos e prepararmos os professores, coordenadores e diretores para melhor atendermos os alunos do EJA. Precisamos valorizar mais o ser humano, acreditarmos que apesar do tempo, todos tem capacidades para o desenvolvimento artístico. Precisamos ser mais práticos com os alunos, a arte é feita com emoção, depois procuramos entende-la com a razão. Um abraço
Betania Libanio Dantas De Araujo

Olá Mirca e colegas!

Trabalho com a EJA desde os 15 anos. Alfabetizava adultos  e depois os acompanhava desde o 1o ano do ensino fundamental até o 3o ano do ensino médio. Foi uma experiência fundamental na minha vida, pois conheci esta trajetória semanalmente que não restringia a apenas duas aulas de artes. Neste tempo aprendi que há uma sabedoria popular e é preciso que contemplemos a cultura dos estudantes: fazíamos as "conversas ao pé do fogo" de Cornélio Pires, encenações de causos de Pedro Malasartes, cordel, linóleo, cantorias caipiras, uma amiga na prefeitura fazia a sexta-feira do forró, na qual a aula começava com o estudo de uma música que fechava a noite com um bailão. Ou seja, nenhum aluno faltava de sexta.

Então, é preciso que o ensino da arte contemple o mundo adulto.O único material que conheço e gostei muito foi produzido pela gestão da Marta Suplicy juntamente com a ação educativa. Os alunos saíam tão sabidos e gostavam deste material. Eu chamo isso de respeito, pois a gestão enviou um livro para cada aluno. Não há proposta de trabalho, o professor não é obrigado a ficar seguindo exercícios pré-fabricados. Há uma liberdade, o professor é quem desenvolve a sua poética pessoal, abrindo para que seu aluno também crie a sua poética. O material é dividido em capítulos: amor, guerra, ... e todas as artes são contempladas na temática. Infelizmente não há mais este material.

Queria dizer também que o aluno adulto tem medo de se arriscar. E precisamos atuar sobre a auto-estima, vocês sabem, somos adultos também e sofremos do mesmo mal. A aula de arte pode, aos poucos, aproximar a todos e atuar com projetos. Trabalhar com as quatro linguagens contemplando as culturas individuais e atuando com as memórias de vida (as histórias de cada um virando teatro, dança, música e artes visuais).

Um exemplo é o projeto com objetos proposto pelo MAE/USP. É a leitura que"acontece" pelo arqueólogo e que sugerimos aos alunos. Eles traz em um objeto de casa e apresentam para a turma a partir de uma ficha de leitura como tamanho, peso, históriado objeto...

Um abraço

Betania

Traudi Hoffmann

Olá!!! Sou professora formadora do CEFAPRO ( Centro de Formação e Atualização de Professores) no Estado do Mato Grosso, graduada em Arte Educação, Habilitação Artes Plásticas e especialista em Humanidades pela UNIJUI/RS.

Aqui em MT, tive uma boa experiência numa escola de EJA, neste unidade escolar a carga horária da disciplina de artes era uma aula semanal, o que dificultou um pouco o meu trabalho, mas os alunos eram muitos especiais, o carinho e atenção recebida por eles sinto até hj. As aulas eram ministradas sempre voltadas para realidade deles e valorizando as suas experiências de vida, aos poucos fomos construindo o conceito de arte e suas especificidades. Durante este período letivo, conheceram alguns artistas e aprenderam a apreciar uma imagem, bem como uma obra de arte, perceberam a importância da arte para  humanidade e para facilitar o aprendizado usava tbém alguns filmes específicos, como Frida, Aleijadinho entre outros. As aulas eram tão bem aceitas que  chegavam a negociar com os outros professores para permanecerem mais tempo nas aulas de Artes. A saber, em inúmeras ocasiões trabalhavávamos  interdisciplinarmente com história.

Ver o brilho no olhar deles ao vislumbrarem sua própria produção artística me proporcionava um prazer enorme, pareciam crianças novamente, felizes com o seu desenho, alguns criaram até algumas esculturas.

Sem dúvida foi uma ótima experiência.

Traudi Hoffmann

Julio Cesar Dos Santos
Olas, meu nome é Julio Vann e sou professor de Artes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás - campus Goiânia, e sou muito interessado neste tema. Estou trabalhando na EJA há 6 meses, tendo ministrado a disciplina Artes I no curso Técnico em Serviços de Alimentação, com alunos do 5o. período (11 alunos), e a experiência foi tão legal que será publicada numa revista de relatos de experiência: Diálogos da EJA, junto com outros professores de outras disciplinas e gostaria muito de falar a respeito do trabalho que desenvolvi com meus alunos, que considero bastante legal, pois considerou e muito, elementos como histórico de vida, objetivos e perspectivas de formação, e foi a partir de algumas experiências e colaborações que a disciplina passou a ser atrativa aos alunos, tendo ótima frequência e interesse. Posteriormente descreverei com mais detalhes o que foi feito e espero receber contribuições de outros professores, além de poder contribuir com minha experiência (pequena) para o trabalho proposto como tema, que considero extremamente relevante pois trata-se de metodologia de ensino-aprendizagem, mas também de muitas outras questões, como direito, identidade, cultura e cidadania. Um abração
Derli Escudeiro Godoy

Sou licenciada em Arte, quando ainda era Educação Artística, na licenciatura curta com habilitação plena em Plástica e Desenho. Já fiz um pouco de tudo nos 12 anos que atuo na área. Hoje, estou com aulas de arte no Ensino Médio e na EJA. Percebo que os resultados com os adultos é muito mais intenso e satisfatório que com os  adolescentes do regular. É muito gratificante acompanhar o progresso deles. E como gostam da aula! Trabalho com um pouco de tudo, pincelo o semestre com as quatro linguagens e os resultados me agradam muito. Tenho apresentado tanto os artistas eruditos quanto os populares, e já fizemos até uma visita ao Museu Lasar Segall, que foi muito apreciada. Enfim, a diversidade existe e nos desafia dia-a-dia. Estou adorando! Sinto que se tivesse mais tempo livre para pesquisar mais, poderia avançar mais nas aulas, mas trabalhando direto como preciso fazer para poder sobreviver, isso é quase impossível.

Margarita De Lima Garcia

Olá! Meu é Margarita sou professora de Educação Artística há 23 anos e trabalho  com adultos na rede estadual . Acho muito interessante, porém não é muito fácil. Temos que está pensando como eles aceitarão a proposta das atividades que queremos que eles realizem. Eles têm que perceber que vai ser bom . Eles têm que perceber e entender a importância da arte no dia-a-dia e para a vida deles.E acima temos conquistá-los para a importância das nossas aulas e cativá-los. Com certeza fiaca mais fácil.

Gosto muito de trabalhar com minis projetos. Fiaca melhor para desenvolver um trabalho.

Espero podermos trocar bastante idéias.

Um abraço.

Margarita

Cássio Leal Dos Santos

Olá a todos!!

    Sou professor de artes desde 1992, na rede Municipal de Ensino de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. Quando entrei na rede municipal, já entrei lecionando no que era chamado de Ensino Regular Noturno. Com o tempo houve modificações, até o que hoje em dia chamamos de EJA,modalidade  semestral, presencial e que aqui no município possui um Programa Único de Funcionamento.

   A disciplina artes, no municipio, possui duas aulas semanais por turma nas turmas de 6° ao 9° ano, que fazem parte da grade curricular municipal da EJA. É necessário entendermos que artes na EJA, não pode ser administrada do mesmo modo como é feita para o ensino regular diurno, tem especificidades aos quais muitas das vezes não é levada em consideração por alguns profissionais de educação. Como é dito no início do debate, como fazer com que o aluno da EJA tenha vontade de frequentar as aulas de artes? Primeiramente levando esse estudante a fazer, e fazer com qualidade, dando sentido e importancia aos trabalhos plásticos, fazendo com que cada tema esteja próximo do seu cotidiano de vida. Não adianta descorrer uma aula inteira falando sobre grandes artistas mundiais e nacionais, se o aluno não tem a prática de misturar tintas e descobrir as cores por conta própria.

   Devemos entender que o estudante de EJA, muitas das vezes nunca teve contato direto com algo artistico, vindo de mundo simplório, não estando apto a entender  artes sem que passe por um processo de trabalho em sala de aula. Nas aulas da Educação de Jovens e Adultos é imprecindível que o ponto de partida para as aulas seja o cotidiano do estudante.

        Espero que esse forum traga grandes esclarecimentos sobre artes na EJA, um campo muito pouco explorado pelos arte educadores.

      Abraços, Cássio Leal dos Santos

Kátia A. R. Goes

olá, sou profª de EJA e trabalho em equipe( com a profª Gislaine ) devido a metodologia de ensino da escola (CEES), nossa estratégia é antes de qualquer coisa ganhar a confiança do aluno tendo bem claro que ele não será submetido a nenhuma atividade infantilizada e podem acreditar trata-se de um grupo bastante heterogeneo....temos catadores de laranjas, mecanicos, donas de casa, vendedores ambulantes, gerentes de loja, etc.alguns são resistentes muito pela ideia que trazem do ensino da arte das escolas que frequentaram na infancia, outros encaram como uma forma de conseguir o diploma , e tem tbem aqueles que  afirmam não saberem nada sobre arte mas tem curiosidade e vontade de aprender.Pesquisamos e elaboramos materiais diferenciados  com apostilas e atividades com varios niveis de dificuldade proporcionando ao aluno a  oportunidade de conhecer os materiais e os conteudos de forma gradativa e prazerosa , com isso alcançamos o menor indice de evasão entre todas as disciplinas, contudo todo esse esforço vai para a gaveta pois uma resolução (Resolução SE - 48, 24-7-2009) para a Eja simplesmente atribui para 2010 o ensino da arte ao professor de portugues.O que este forum pode comentar sobre isso? o que vcs acham dessa resolução? Um abraço Katia

Gisela Marques Perandin

Assim,deparo-me com a sala;aqueles olhinhos ansiosos;desejam com ardor recuperar o que não aprenderam ou não viveram na época que acreditam ser "a melhor" para o  aprendizado. É natural que,diante de tanta expectativa,tentam dúvidas.Sou capaz?Vou conseguir?Os alunos já não são tão impulsivos,possuem idéias a respeito de como é uma aula e conhecem  sua condição na sociedade. Ofereço cultura ,transformação, aprendizado,autoconhecimento,experiências sensoriais,enfim ARTE .Procuro proporcionar vivências dentro do conteúdo, problematizando sempre progressivamente .Sou enfática, em sala de aula, não há humilhação.Cultivo o respeito, os riscos, o diálogo e os conflitos.  Quais os produtos necessários: mediação cultural,jogos teatrais de Viola Spolin,dança espontânea (estudos de Laban),as orientações de Regina Machado no livro "Acordais",entre tantos outros recursos....Que está,acontecendo com o EJA?Vai acabar?Conheço excelentes professores que estão sem aula!Falta de incentivo do governo?Cadê os alunos?

Elizete Aikawa Padilha

Olá pessoal!

Sou Elizete A.Padilha. Falo do lugar inquietante de professora, fazedora e pesquisadora da fascinante área que é a Arte. Estou na educação a 20 anos, transitando em níveis de ensino que me permite dizer dos 7 ao 70 anos.

No EJA encontro a gratificação de ver surgir o brilho de satisfação nos olhinhos de pessoas que começam dizendo com muita resitência " não sei desenhar". Na medida que vão fruindo o resultado de seus trabalhos na sessão "galeria de arte" que promovo ao final de cada atividade todos ficam extasiados frente a nutrição estética que se efetua. Começam dizendo que nem acreditam que foram eles que fizeram.

Que atividades são estas? As que todos nós já aplicamos em séries regulares do ensino fundamental, mas com uma roupagem adaptada a vivência da turma.

Não tem segredo.

Beijos a todos!

Gislaine Cury Monari Garcia

Bom dia!

Meu nome é Gislaine e trabalho com o EJA há 13 anos.
Sou professora de Arte no CEES Presidente Tancredo Neves de Bauru, escola em que a metodologia e a frequência são diferenciadas. O ensino é individualizado e personalizado, onde a professora Kátia (que também escreveu nesse tópico), divide comigo a sala de Arte. Como ela disse, nossa clientela é muito heterogenea e encontramos certas barreiras por parte dos alunos quanto ao Ensino de Arte, até conhecerem nossa proposta de ensino. Priorizamos alguns conteúdos que fazem parte do dia-a-dia deles, para que percebam a arte como linguagem e comunicação e não como artesanato. Reforçando as palavras da minha colega Kátia, nossa disciplina teve o menor índice de evasão nos últimos anos. Procuramos trabalhar de forma integrada a outras disciplinas, escolhendo temas afins. Participamos de um concurso junto a disciplina de química  em abril desse ano, onde fomos homenageados na Sala São Paulo. Agora de acordo com a Resolução SE - 48, 24-7-2009, a partir de 2010, o EJA será trabalhado por área. Na área de Linguagens e Códigos quem ministrará as aulas de Arte, será um professor de Língua Portuguesa com habilitação em língua estrangeira.....Onde fica o Especialista em Arte??? Será que um médico oftalmologista teria condições de operar o coração de um paciente???? Não é pra isso que cada um tem a sua especificidade? Numa época em que a especialização se torna cada vez mais necessária, essa banalização da visão distorcida e míope do Ensino de Arte está na contramão do bom senso e da contemporaneidade. Será que esse fórum poderia levantar essa questão? Nós professores de arte perderemos esse espaço. Por favor, nos ajudem! Abraços, Gislaine

Rita De Cassai Lemos Bareia

Olá, Meu nome é Rita Bareia, sou artista plástica e arte-educadora, formada pela Universidade Federal de Uberlândia e Pós graduada pela Universidade de Brasília. Leciona na rede estadual de ensino no estado de São Paulo desde 2006.

Li o comentário de todos e acho importante discutirmos a resolução SE 48, que a colega Kátia trouxe para este debate, e até mesmo divulgar para os colegas que nao tiveram conhecimento da resolução.

Venho também colocar em pauta que nas demais séries, tem sido dificil trabalhar com Arte, pelo fato de utilização de metodologias que nao formam um conhecimento em história da arte e da cultura. Entendo que um conhecimento em arte abrangendo música, teatro, artes visuais e dança deve ser tratado desde as séries iniciais.

Este ano estou lecionando de 5ª série a 3º colegial e EJA. No Estado de São Paulo trabalhamos com Caderno de aluno e Caderno do Professor, é uma apostila que trabalha com as várias linguagens da arte. Um dos temas do bimestre era sobre os festivais de música, na qual foi abordado o festival de 68, um tema muito interessante ao meu ver. Só que fiquei assustada quando descobri que a maioria de meus alunos nem conheciam Chico Buarque ou Caetano Veloso...

Precisamos refletir que conhecimento de Arte queremos construir em nossos alunos!!!!

Coloquei em anexo a resolução Se48

abraço

Rita

Sonia Maria Da Cruz

Olá, boa tarde a todos, é a minha primeira vez por aqui, meu nome é Sonia, estudante de pedagogia e faço trabalho voluntário quase um ano em alfabetização de adultos nas séries iniciais.

Como monitora e tutora, a dificuldade realmente é em elaborar estratégias dinâmicas que encorajem os alunos a reverem sua meta de vida porque estudar como objetivo simples, não é suficiente pois, é preciso querer, ir mais além, conquistar um espaço de aprendizagem e interagir com os colegas. E eu, como professora em EJA, como posso sentir-me segura quanto à aprendizagem deles e à minha experiência efetiva na alfabetização? Agradeço todos os comentários postados aqui, são incríveis e esclarecedores de maneira geral. Sonia, São Paulo.

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