Forum
Gilvania Passig Grah
Sou arte-educadora e leciono arte há três anos, tenho dúvidas quanto aos conteúdos destinados para cada série. Tenho livros didáticos e outros materiais de pesquisa, mas ainda não me contento.
Crislene Silva De Sousa
Boa noite,
A duvida da Gilvania é tambem a minha. Quais os temas a serem tratados a cada serie a cada faixa etária. Me especializei pela Universidade Federal de Minas Gerais em agosto, mas ainda não leciono, mas estou a procura e tenho as mesmas duvidas da Gilvania: o que é adequado a cada idade, o que é indicado para ensino a cada faixa etária. Crislene Silva
Viviane R. Nikolaus Leal

O Estado de São Paulo adotou uma proposta única mais não melhorou muito.

Esta proposta, que virou currículo, deve abranger as 4 linguagens mas só vem citando a arte contemporânea.

Acho o tema difícil para professores, pois não estamos totalmente envolvidos com os movimentos e, principalmente, para os alunos que estão chegando sem referência nenhum em Arte.

Alguém sugere algo ou tem algo a dizer sobre isso?

André Luiz Barbosa Calvo
Os pcn's trouxeram muitas perspectivas novas para o ensino das artes, porém sem muita formação para os professores, eles pedem que ensinemos as quatro linguagens artísticas sem proporcionar nenhum subsídio. Até busquei formação para tanto porém o leque das linguagens artísticas é muito rico e fica difícil fazer um recorte pedagógico para os conteúdos sem deixar de fora alguma coisa, acabamos por simplificar bastante os conteúdos, principalmente em Artes Visuais. è um grande desafio hoje ser professor de Arte. 
Paulo R M Rodrigues

Olá à todos.

Sou professor de Arte já há 18 anos, trabalhei muito as artes visuais, inclusive fiz um projeto com o material "arte br" e tive resultados excelentes.

Pra quem está perdido, na 5º série sempre recomento a arte rúpestre até a arte na antiguidade, conforme vai aumentando a série procuro seguir a linha do tempo, arte na idade média, arte moderna e no E.M. arte contemporânea.

Mas isso não quer dizer que não dê pra trabalhar fora dessa linha. O mais facil de trabalhar é arte moderna, os alunos gostam e se identificam muito.

Antonio Frank Dos Santos

O Currículo Escolar de Arte é algo ainda dsperso nos sistemas educacionais de ensino. Mesmo com o avanço dos PCNs de Arte, ainda é pouco prático e estruturado para criação de uma grade curricular em Arte sequenciada e adequada a cada série/turma e às especificidades das Artes Visuais.

Como professor da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, afirmo que esta secretaria teve um avanço considerável ao estipular uma grade única e sequenciada, coisa que parecia quase impossível de se constituir e aplicar.

Porém, há de se ressaltar que pessoalmente não concordo com a estruturação estipulada, mas reafirmo que sendo um avanço em prol de uma estruturação qualitativa do currículo e ensino de Arte, merece ser consultada e comentada por todos os arte-educadores preocupados com o Currículo Escolar de Arte.

É válido lembrar que no Estado de São Paulo o ensino de Arte é formatado com a união de todas as linguagens artísticas: visuais, teatro, dança e música, porém é bem nítida a sequência de conteúdos e temas de cada área, sendo sim uma boa referência para quem está buscando modelos para um currículo em Artes Visuais.

O Currículo de Arte do Estado de São Paulo está disponível para consulta no site oficial da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

Aproveito para lembrar que é imprescindível para a valorização do ensino da Arte, que todos os arte-educadores se unam para a nítida e concreta formatação da grade curricular de Arte de qualidade em toda a Educação Básica no Brasil.

José César Silva
Há doze anos atuando no magistério, cada dia mais me convenço que cada fase merece um tratamento diferenciado. Assim, nas primeiras séries o ensino fundamental, artes seria um estudo da diversificação cultural, com ramificação para as várias linguagens artisticas, dando ênfase na produção popular das diversas regiões brasileiras. As crianças adoram estudar a cultura popular, suas varantes etnicas, festejos, contos e lendas, brincantes, artesanato. Nas séries finais do fundamental, devemos partir para um ensino das práticas artísticas, neste momento os estudantes estão ávidos de prática social e meios de auto-expressão. Claro que isto deve ser aliado a uma introdução à história da arte e das técnicas artísticas, abrindo espaço para a reflexão sobre a função social da arte. No Ensino médio, o ensino de arte deve aprofundar a reflexão sobre o fazer artístico e contribuir para desenvolver a capacidade crítica, mesmo porque a crescente abordagem de assuntos artísticos e culturais nos vestibulares obrigam as escolas a abordarem de forma sistemática a história e a análise de obras de diversos períodos.
Maria Angélica Vago Soares

Sou arte-educadora da Rede Municipal de Ensino da Serra e de uma escola da Rede particular do mesmo município. Acredito que todos os conteúdos formais e informais relacionados à Arte podem ser trabalhados com todas as turmas, O que é preciso diferenciar é a forma de apresentação dos mesmos, que deve ser de acordo com cada faixa-etária. Concordo que os alunos se identificam com a Arte Moderna e acrescento a Contemporânea também, mas não podemos deixar a Arte Clássica de lado. Faço uma sondagem, com alunos e professores, antes de relacionar quais conteúdos trabalhar para promover a interdisciplinaridade, que vejo necessária para melhor assimilação e construção de saberes pelos educandos. Utilizo exercícios diversificados e faço meus planejamentos, levando em consideração a linha histórica e atualidades. Abraço a todos!

Angelita
Olá! Sou professora de Artes há dois anos, em Florianópolis e São José, e assim como todos aqui sinto muita dificuldade em eleger os conteúdos a serem trabalhados com cada série. Seria muito interessante se fosse estipulado pelo menos uma grade de conteúdos básicos para cada série. Por que só os professores de Artes, nas escolas, não escolhem e recebem livros didáticos??
Rosimar Bacellar Camarinha
Antonio Frank dos Santos escreveu:

O Currículo Escolar de Arte é algo ainda dsperso nos sistemas educacionais de ensino. Mesmo com o avanço dos PCNs de Arte, ainda é pouco prático e estruturado para criação de uma grade curricular em Arte sequenciada e adequada a cada série/turma e às especificidades das Artes Visuais.

Como professor da Rede Estadual de Ensino de São Paulo, afirmo que esta secretaria teve um avanço considerável ao estipular uma grade única e sequenciada, coisa que parecia quase impossível de se constituir e aplicar.

Porém, há de se ressaltar que pessoalmente não concordo com a estruturação estipulada, mas reafirmo que sendo um avanço em prol de uma estruturação qualitativa do currículo e ensino de Arte, merece ser consultada e comentada por todos os arte-educadores preocupados com o Currículo Escolar de Arte.

É válido lembrar que no Estado de São Paulo o ensino de Arte é formatado com a união de todas as linguagens artísticas: visuais, teatro, dança e música, porém é bem nítida a sequência de conteúdos e temas de cada área, sendo sim uma boa referência para quem está buscando modelos para um currículo em Artes Visuais.

O Currículo de Arte do Estado de São Paulo está disponível para consulta no site oficial da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo.

Aproveito para lembrar que é imprescindível para a valorização do ensino da Arte, que todos os arte-educadores se unam para a nítida e concreta formatação da grade curricular de Arte de qualidade em toda a Educação Básica no Brasil.



Olá Antonio

Eu gostaria de saber em que ponto você não concorda com a estruturação estipulada pela Secretaria do Estado de São Paulo?

Rosimar Bacellar Camarinha
Viviane R. Nikolaus Leal escreveu:

O Estado de São Paulo adotou uma proposta única mais não melhorou muito.

Esta proposta, que virou currículo, deve abranger as 4 linguagens mas só vem citando a arte contemporânea.

Acho o tema difícil para professores, pois não estamos totalmente envolvidos com os movimentos e, principalmente, para os alunos que estão chegando sem referência nenhum em Arte.

Alguém sugere algo ou tem algo a dizer sobre isso?


Olá Viviane!

Nós recebemos um material de referências que ajuda bem nas aulas e principalmente na estruturação do currículo de artes no estado de SP.  O que descobri foi que, o professor deve ler todos os livros da 5ª ao ensino médio para ter uma visão do conteúdo em cada etapa . Mesmo ele não dando aula para 5 ou ensino médio. É muito importante para a construção da proposta . Tente dar uma lida em todos os 45 cadernos do professor (material enviado às escolas), ele fragmentado fica incompleto.

Abraço

Rosimar

Rosimar Bacellar Camarinha
crislene silva de sousa escreveu:
Boa noite,
A duvida da Gilvania é tambem a minha. Quais os temas a serem tratados a cada serie a cada faixa etária. Me especializei pela Universidade Federal de Minas Gerais em agosto, mas ainda não leciono, mas estou a procura e tenho as mesmas duvidas da Gilvania: o que é adequado a cada idade, o que é indicado para ensino a cada faixa etária. Crislene Silva



Olá Crislene!

Sou formada em Artes Gráficas, Artes Plástica e Comunicação Social, e  professora de arte na rede estadual de São Paulo. Lendo sua postagem tomei a liberdade de sugerir um estudo de sua região. A princípio o estado de Minas é muito rico em cultura e isso ajuda muito. Você se lembra da proposta triângular de Ana Mae Barbosa ? Ela nos dá 3 pontos importantes, o que é necessário aprender como técnica, habilidades para desenvolver um trabalho em qualquer área nas artes, o contexto do aluno e sua bagagem e a junção dos dois pontos culminando em análise e reflexões. Isso tudo realizado gera conhecimento. Sabemos também, que existem fases do desenvolvimento cognitivos e que cada uma delas desenvolvidas adequadamente, pode se articular a outra consolidando uma aprendizagem.

Exemplo: Você poderia ensinar às crianças de 5ª série, a importância do Barroco para sua região e como Aleijadinho imprimiu sua poética pessoal nas suas obras. Você pode a princípi, levantar o que seus alunos sabem sobre o artista e seu tempo, e depois sugerir algumas pesquisas e aprofundamento no assunto. Cada turma desenvolve de acordo com seu repertório. O importante é o que você quer ensinar com isso, tanto para 5ªs ou ensino médio.

abraço

Rosimar

Marcelo Machado
"É tudo muito simples, sem nunca deixar de ser complexo". assim já nos diz a mestra Fayga. Mas isto é  arte. Outro gênio , o Picasso diria antes: "Se eu soubesse o que é  arte não diria pra ninguém! Sistematizar-la em um currículo, portanto, não é tarefa fácil e nem sei se é o que interessa. Qtas vezes paramos pra pensar: o que interessa ao aluno em termos de arte? Temos que fazer nossos planejamento, é claro, mas qtas vezes cheguei na sala e ao realizar uma sondagem _nunca mais deixei de fazê-la, descubro um novo caminho traçado pelas expectativas deles próprios. depois entra a minha experiência, os conhecimentos, e as mais diferentes fontes de busca interminável de atualização desses conhecimentos. sempre aliando tudo ao projeto político pedagógico da escola. se esse é bom, e bem feito, tudo rola melhor. se ele é capenga, cheio de lacunas , sem rumo vai depender de cada professor e de suas competências. Só pra exemplificar: Cheguei na sala de uma 7a série e expliquei que era formado em artes visuais e que, portanto vamos ver e estudar sobre desenhos, esculturas, fotografias, objetos, instalações, mas  quais são as outras formas de artes que voces conhecem? respostas: Geométrica, contemporânea, ilusionista, abstrata, etc, etc menos o que eu esperava que era ; música, teatro, dança no mínimo. Não dá pra avançar sem considerar este diagnóstico, pois, eles estão á 6 anos, no mínimo em contato com essa disciplina chamada de ARTES_ no plural. Aproveito, então, este fórum para somar com aqueles que, como eu considram que o ensino de artes nas escolas públicas só o será se os alunos tiverem no percurso de 8 a 11 anos acesso as várias linguagens, caso contrário estaremos sonegando informação, e principalmente experiencias estéticas e estésicas que o universo das artes possibilita. Um aluno que chega hoje na minha escola terá sistematizado o conhecimento _algumas coisas,  apenas das artes visuais. Ainda bem que me considero eclético e gosto de artes, todas as artes, mas dizer que estou ensinando é mentira. aliás eu explico isso logo no início do ano. Mas nós sabemos que o mercado lança no mercado todo ano pessoas foramadas em cênicas,  dança, música. Trabalho não falta! trabalhador tbém não!. O que está faltando então?? Muitíssimo obrigado pela atenção e oportunidade.                 
Gilvania Passig Grah

OLá pessoal, sou Gilvania, autora do tema em discussão, o sugeri porque na maioria das vezes o curriculo de arte fica a mercê do professor e de seu gosto de trabalhar alguns conteudos e formas de produção, penso que há a necessidade de um curriculo nacional por série, como em outros componentes curriculares (ex. geografia, matemática, portugues...) e neste curriculo nacional poderíamos sim enriquecer com a realidade cultural local, o importante seria a construção de referencia de Arte para o educando, para que ele não se sinta estranho na realidade em que vive quando se fala em arte...

At

Gilvania

Tânia Monnerat
Como todo professor da EJA -Educação de Jovens e Adultos,  preocupo-me com os conteúdos ligados  à realidade social  dos alunos. A  partir de temáticas de interesse deles  procuro trazer a arte  e a estética para o cotidiano da escola. O currículo desta forma torna-se algo vivo,construído diariamente e não algo imposto que precisa ser efetivado.
Rozineide Maria Dos Santos

Olá...

Sou professora de educação infantil e dos 5 primeiros anos do ensino fundamental, além do EJA 1. Atualmente  exerço um função de técnica pedagógica, mas também atuei como coordenação pedagógica e sou professora do EJA, alfabetização e 2 e 3ano.

Estou dizendo tudo isto,  pra contextualizar meu trabalho com o componente curricular Arte.

Arte é um componente curricular tão amplo, que mesmo as pessoas com formação específica neste componente, não conseguem dar conta, imagine um professor polivalente?

artes visuais é realmente o campo mais explorado nas escolas. Alguns professores que gostam de teatro ou dança ainda dão uma esticada por estes campos, mas nem sempre é na perspectiva do estudo, da reflexão, do conhecimento em si, mas sim na perspectiva da prática.

Como dar conta de um currículo sem mexermos na formação do professor?

Será que não há outras alternativas?

além do mais, os professores estão tão envolvidos com as cobrançs com relação a alfabetização, letramento e matemática.

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