Forum
Eduardo Bartolomeu
Já discutimos aqui sobre as relações entre o teatro e a educação. Sabemos que existem muitos esforços para que cada vez mais esta linguagem artística ganhe espaço nas instituições de ensino e que seja desenvolvida com liberdade e responsabilidade. Este distante objetivo não nasceu agora, muitos, muitos e muitos artistas, educadores, homens e mulheres de teatro lutaram por esta causa, seja pesquisando jogos teatrais, trabalhando diretamente com  companhias, traduzindo livros para enriquecer a bibliografica na área. No entanto, nós, que trabalhamos diretamente em unidades escolares, sabemos que o teatro quando visita as instituições escolares, ainda é em grande parte, feito de forma banalizada e que o coloca a serviço de outros conteúdos ou disciplinas e dificilmente encontrando-se enquanto linguagem própria, que requer estudo de seus signos, mecanismos... Pois bem, sugiro que voltemos a conversar aqui sobre o teatro e a educação e que nossas discussões, ações, redes de comunicação ajudem à dignificar o teatro-educação, tocando em muitos pontos, como em questões políticas, pedagógicas, artísticas e tantas outras.
Mirca Izabel Bonano

Caros Professores

Bom Dia!

É com muito prazer que abrimos mais um importante espaço para troca de opiniões e informações entre os professores deste sitio.

Este Fórum pretende discutir as questões relativas ao ensino do Teatro na escola, como bem coloca o professor Eduardo Bartolomeu  "Sabemos que existem alguns esforços para que cada vez mais esta linguagem artística ganhe espaço nas instituições de ensino e que seja trabalhada com liberdade e responsabilidade."

Para animar estes nossos encontros convidamos a Coordenadora do Pólo UFAC - Rio Branco Universidade Federal do Acre a professora Andréa Maria Favilla Lobo.

Que apresentaremos em seguida, seu breve CV:

Bacharel em interpretação teatral pela Universidade do Rio de Janeiro – UNI-RIO, Licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas pela mesma universidade, Mestre em educação pelo PPGE – UFES – ES, Doutoranda em educação pela UFMG - MG, Professora e pesquisadora da UFAC-  – Universidade Federal do Acre, Professora dos Cursos de Licenciatura em Artes Cênicas:teatro e Pedagogia da UFAC.

Participou como atriz do Projeto de Leituras Dramáticas no espetáculo “ Um Grito Parado no Ar” - Vitória - 2004. Participou como atriz do espetáculo “Auto do Frei Pedro Palácios” – Vila Velha – 2003. Foi consultora pedagógica do projeto do curso de Bacharelado em Artes Cênicas da FAESA. /2001, atuou em vários espetáculos infantis e adultos na cidade do Rio de Janeiro no período de 1980, 1984 a 1989.

Desejamos a todos um ótimo período de trocas.

Participem e convidem seus amigos!

Abraço,

Mirca Bonano

Instituto Arte na Escola

Elaine Vilela

Um teatro muito VIVO!!!! É isto que espero para todos nós amantes desta fascinante arte! Sou professora de teatro formada pela Universidade Federal de Minas Gerais e atualmente trabalho com teatro em uma escola estadual dentro de uma penitenciária. Eu e meus alunos, temos passado por experiências ricas e gratificantes e acredito que somente a arte teatral pode permitir aos alunos a busca pela liberdade perdida, através do teatro eles podem vencer as grades e trabalhar a imaginação e o desejo de um dia serem pessoas livres,  sem medo e sem preconceitos.

Fernanda Arias De Oliveira
Fico muito feliz com o tema deste fórum. Acho urgente discutirmos o papel do teatro na escola e também seu lugar dentro da disciplina de Artes. Sou bacharel e licenciada  em Artes Cênicas(UFRJ)e vejo como é difícil lecionar minha disciplina dentro da grade curricular.É  grande o despreparo das escolar para receber a disciplina, mas também há muitos profissionais sem a mínina qualificação lecionando em várias instituições e trabalhando na superficialidade da disciplina. No esquema :ensaio e apresentação, sem qualquer interesse em um aprofudamento pedagógico. Verifico que o profissional que deseja fazer um trabalho mais coeso e mal visto pelas próprias instituições. Enfim desabafo, mas acredito que esta  melhorando.
Eduardo Bartolomeu

IDÉIA PARA DISCUSSÃO: Atualmente estou com quatro turmas de teatro, três formadas por crianças e uma por alunos do EJA. Tenho encontrado nas brincadeiras populares (cirandas, pega-pegas, cacuriás) uma rica fonte que ajuda a concentrar muita alegria, espontaneidade e prontidão para as oficinas de teatro. Lendo o livro "Jogos teatrais na sala de aula" encontrei uma parte voltada para estas questões e que aborda a teatralização da brincadeira popular como recurso para as oficinas. Vocês que ministram oficinas de teatro o que pensam a respeito disto? Contem as experiências com os brinquedos do Brasil adentrando o universo do teatro.

Abraços

Eduardo

Thiago Zanotti Pancieri

Saudações a todos!!!!  "MERD"R"A"!!!  Momento oportuno para esta discussão.

Sou Licenciado em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Ouro Preto, e há quatro meses venho sentido na pele a falta de legalização do ensino do Teatro nas Escolas, falar da sua importância enquanto linguagem acredito que seja redundante neste espaço, mas gostaria de trocar uma experiência que venho sentindo na pele.

Primeiro, começando pela contratação do professor para o trabalho na escola, mas especificamente aos concursos públicos... participei de um Concurso Público na Prefeitura Municipal de Vitória, para o cargo de Professor de Artes na Educação Infantil, mas o Edital restingia a formação de Artes aos Licenciados em Artes Visuais ou Música... e neste contexto, estava sendo ilegalmente excluído para disputar a uma vaga do concurso... não desisti, entrei com um processo na justiça, e o juíz me concedeu uma liminar garantindo a minha posse (que aconteceu hoje, após um período de constrangimentos e de gastos para provar uma coisa que por lei tenho direito).

Afinal todos nós conhecemos o PARECER 22/2005 do Conselho Nacional de Educação, os PCN'S, e todos os outros que versam sobre a legalização do ensino das Artes na escola, sendo que a própria lei que rege o magistério da Prefeitura de Vitória informa que o Cargo de Professor de Artes pode ser exercido por profissionais licenciados em artes em suas diferentes linguagens (contraditória ao extremo a posição da prefeitura).

Sabemos da importância do ensino das artes na formação integral do educando, redundante mais uma vez falar... mas onde está de fato a legitimação das artes na escola, quais linguagens de fato legitimam o seu ensino, será apenas as Artes Visuais??? Ou podemos dar passos mais amplos, e perceber que de fato a importância não está na linguagem adotada, mas sim no que se pretende atingir com a linguagem artística na escola.

O Teatro não subtrai!!!!! Pelo contrário!!!!!

Acredito que seja hora de aplaudir. Chega da vaias. Independente do desenho, da partitura, do passo, do texto, do quadro, da coreografia, do instrumento, é preciso entender a Arte-Educação em sua amplitude, que acima de tudo respeita as individualidades, mas que os talentos, a criatividade, mas que as burocracias, a sensibilidade, mas que o giz e o cuspe. E independente da linguagem artística adotada, vamos antes de mais nada formar cidadãos críticos e participativos ao contexto social, cultural, histórico e artístico que os rodeia.

Há-braços a todos!!!!

Emerson Cardoso Nascimento

Boa tarde!

Sou licenciado em Artes Cênicas pela UDESC. Fiz uns 5 ou 6 estágios obrigatórios de teatro na educação e deixei claro nas aulas e debates que as experiências e planejamentos propostos dentro da Universidade estavam fora da realidade vivida "lá fora" pelos alunos. As aulas de teatro na educação das quais ministrei na época da faculdade só deram certo nas instituições das quais os alunos tinham a opção de escolher entre música, artes visuais e cênicas. Nessas escolas (que eram particulares) os alunos estavam na aula de teatro porque queriam conhecer mais sobre teatro, assim as aulas eram ministradas para no máximo 12 ou 15 alunos por turma (em forma de oficina). As aulas então eram construtivas. Nas escolas públicas (estadual e municipal) a realidade encontrada era outra. Cerca de 30 ou mais alunos por turma, espaços inadequados, aulas de 45 minutos e por ai vai. Já sou formado a 3 anos e me mudei para minha pacata cidade, onde não há cinema, teatro ou museu. Dou aula em turmas com cerca de 30 alunos. Desde que cheguei tive que "re"construir tudo o que aprendi na Universidade. Nenhum plano de aula ou projeto relacionado a teatro na educação foi possível por em prática. Dou aula de 1ª a 8ª série. São pouquíssimas as turmas em que é possível se trabalhar com teatro (jogos, criação de cenas...). Só é possível quando há turmas com poucos alunos com aula faixa. Não acredito em mera reprodução de jogos teatrais, imitação de métodos, reforço de estereótipos em cena, textos decorados e perpetuação de antigos modelos de "teatrinho" na escola.  Não há Viola Spolin ou Boal que dê a formula perfeita. De modelos europeus já estamos cheios -  o Brasil tem coisas tão boas quanto. Precisamos é repensar o sentido do teatro em nossas vidas e no contexto escolar. Se o teatro não me diz nada, é bom não levá-lo aos estudantes. Se o Teatro está morto, é melhor deixá-lo morto do que ressuscitá-lo como uma múmia empoeirada e frágil. Teatro mal feito e não pensado pode assustar. Expor o estudante ao ridículo pode levá-lo a se afastar do teatro para sempre. Dificilmente ele vai gostar daquilo que não conhece. O que vem em mente quando se fala de teatro em sala? Uma das respostas mais frequentes será: - alguém com texto decoradinho cuspindo no palco na frente das pessoas! (E todos vão rir!!!!) E agora? Quem é que vai gostar ou se interessar por isso? Se é pra ficar na frontalidade do palco italiano talvez seja melhor fazer cimena. Meus alunos nunca viram uma peça de teatro. Só os trabalhos apresentados pela professora de português (não desmerecendo os professores de português, mas essa bem intencionada professora nunca foi ao teatro, conhece o mínimo imaginavel dessa arte, e agora os alunos não querem nem ouvir falar em teatro). Boa intenção na arte nem sempre é bom. Precisamos de profissionais copetentes e que amem o que fazem. Acredito que ainda hoje é difícil encontrar alguém que tenha alguma boa lembrança do teatro na escola. Isso precisa ser repensado. Os profissionais da área precisam ter cuidado para ao invés de educar e ajudar na formação de cidadão íntegros, conscientes e críticos, não acabem fazendo ao contrário. Uma experiência traumática na escola pode afastar ainda mais o sujeito do teatro, seja podando sua criatividade ou até a possível formação de um bom espectador fora da escola.  Outro ponto que interfere no teatro na educação é que fora da escola é raro encontrar bons espetáculos, Capitais e cidades pequenas acabam divulgando mais os espetáculos globais. Vai-se ao teatro para ver o ator global. As referências artísticas também são péssimas. Não tem teatro e quando tem é  no mínimo de R$ 50,00 a 200.00. Na minha cidade quando tem alguma apresentação (moro a mais de 20 anos aqui e só teve uma vez) os ingressos são dados só para a "elite". E olha que ainda sendo dado sobrou muitos lugares. Agora para um estudande ter que pagar para ver uma apresentação fica mais dificil. Comida ou arte? Meus alunos vem com fome pra sala. Alguns precisam de banho e outros de muito muito muito carinho. Como vou levá-los a conhecer o mundo maravilhoso da arte? As cores de uma obra de picasso terão as mesmas cores para ele? As notas perfeitas de Chopin soarão na mesma intensidade entre os meus ouvidos bem alimentados vindos de uma boa noite de sono e os dele, com fome e sem saber se vai encotrar alguem o esperando em casa?  Haja sensibilidade professor! Haja sensibilidade! O professor não precisa estar atento a estas questões para planejar e desenvolver suas aulas? (...) Hoje qualquer um pode ser artista. Qualquer um sai de um programa de audiência e vira ator. Por que o mesmo não ocorre na medicina? Como prêmio não será mais dado os palcos para o sujeito brilhar, mas sim uma mesa de operação de hospital para ele realizar uma operação. O teatro precisa ser pensado e repensado e principalmente desenterrado. Quem precisa de teatro hoje? Se o teatro acabasse de vez, alguém se daria conta disso? É preciso pensar o teatro dentro de vários contextos fora da escola para depois abordá-lo em sala de aula. (Desculpem os erros, mas me empolguei com o tema e acho que acabei não dizendo nada - risos).

Josiane Magalhães

Prezados colegas.....eu ja trabalhei com teatro amador na unviersidade e provavelmente minha formação mínima venha do convívio com outros profissionais, com atores, com livros que li....e principalmente pela paixão que sempre tive pela arte. Talvez tenha vindo das peças que assisti e principalmente pela observação da sociedade e da reação das pessoas frente aos espetáculos que presenciei.

Contudo sinto que o maior problema que se coloca qand discutimos a relação entre teatro e educação é a distancia descomunal que se coloca entre essa arte e a população escolar.

Principalmente em locais distantes como o interior do Mato Grosso, são poucas as oportunidades da população ter acesso,menores ainda o interesse dos profissionais em levar a arte aos sertões, na mesma proporçao os apoiadores dessa idéia....eu conheci uma única companhia local que se dispôs a viajar pelo interior do estado nessa perspectiva. Mesmo morando na capital, são poucos os espetáculos que chegam aqui. Lembrando bem, algumas vezes em que estive de férias no Rio e em São Paulo, mais de uma vez, frustrei-me pela ausência de espetáculos no período em que tínhamos mais tempo para vê-los, as férias escolares.

O teatro continua sendo uma arte pensada para uma população específica que não inclui expandir para as populações escolares o convívio com essa forma de expressão. A mídia já nos mostrou a muito tempo que aquilo que não é visto ou divulgado, não penetra nas necessidades da população.

Sidailda Germano De Castro Lima
Meu nome é Sidailda , estou bastante otimista com relação a proposta.Como professora de Arte tenho enfrentado o desafio de ler muito,pesquisar bastante com relação a historia do teatro,falar sobre teatro, pois até então dedicava minhas aulas as artes plastica.A proposta veio me sacudir ,para todas as possibilidades de trabalho que posso realizar me aprimorando em comhecimento e fazer da linguagem teatral um elo forte na mudança que já foi pré estabelecida e que acredito só trará novas experiências, gostaria muito de receber sugestões de atividades que possa estar desenvolvendo com meus alunos. Beijo,e até breve.
Edina Regina Baumer
Colegas, acredito que o professor de Arte(qualquer que seja sua habilitação)tem condições de levar mais esta linguagem artística para o espaço da escola regular. Se partirmos dos eixos do trabalho com Arte na sala de aula, podemos pensar em apreciação de textos de peças ou a peça propriamente dita (se há condições materiais para isto)e ouvir sobre o artista em questão. Podemos contextualizar a partir do tema da peça, levando à reflexão sobre o nosso cotidiano  e podemos propor estratégias de ação em direção à representação pelo teatro. Vamos nos lembrar que o objetivo do Ensino da Arte, na escola regular, não é a formação de pintores, atores, escultores, músicos ou bailarinos. O objetivo do Ensino da Arte na escola regular é a ampliação de repertório e conhecimento acerca do patrimônio cultural da humanidade, incluindo-nos nesta humanidade.
Edmar Galiza Dos Santos
Quero falar que estou muito CONTENTE e CONFIANTE nesse fórum. Já é digno só pelo fato de nos fazer olhar e saber a existência de muitos outros que lutam pelo teatro e a educação.
No muniícpio, onde trabalho, Ivoti-RS, eu coordendo um projeto que ofere atividades extra-classes para os alunos. DANÇA e TEATRO
Eu sou o professor de Teatro, formado em Licenciatura em Teatro pela UFRGS, temos mais uma professora de teatro, temos mais 3 professoras e 1 professor de dança, que estão em formação na área.
A nossa primeira grande lição é convencer a comunidade escolar (principalmente professores e coordenadores) que não somos um mero passa tempo e nem a cereja do bolo que serve de enfeite para outras discplinas.
Eu tenho 11 tumars de teatro nesse projeto. 6 grupos de 7 a 11 anos e 5 grupos de 12 a 14 anos. Ao total eu sou professor, aqui na cidade, de 20 grupos.
Muitas vezes me sinto sozinho e ilhado, ter pessoas para trocar informações pedagógicas, referentes ao teatro, materia de aula, "diário de bordo",aspecto artísticos e estéticos.
Quero aproveitar e deixar uma comunidade que criei no site Orkut, que se chama Teatro e Educação. Quem quiser fazer parte, para ampliarmos a discussão na área seja bem vindo também. http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=48343317
Durmo contente com essa iniciativa.
Osmarina Gerhardt Da Costa

Fernanda Arias de Oliveira escreveu:

Fico muito feliz com o tema deste fórum. Acho urgente discutirmos o papel do teatro na escola e também seu lugar dentro da disciplina de Artes. Sou bacharel e licenciada  em Artes Cênicas(UFRJ)e vejo como é difícil lecionar minha disciplina dentro da grade curricular.É  grande o despreparo das escolar para receber a disciplina, mas também há muitos profissionais sem a mínina qualificação lecionando em várias instituições e trabalhando na superficialidade da disciplina. No esquema :ensaio e apresentação, sem qualquer interesse em um aprofudamento pedagógico. Verifico que o profissional que deseja fazer um trabalho mais coeso e mal visto pelas próprias instituições. Enfim desabafo, mas acredito que esta  melhorando.



Fiquei muito contente com o ponta-pé inicial para discussões. E já gostaria de dizer para o prof EDUARDO que teria imenso prazer em disponibilizar minhas reflexões acerca do assunto na dissertação de mestrado defendida na UFBA cujo título é '"JOGOS DRAMÁTICOS E MANIFESTAÇÕES POPULARES REGIONAIS: um recurso metodológico para o ensino de teatro na escola" defendido em 2005. Minhas reflexões partem de práticas desenvolvidas em sala de aula com alunos de escola pública. Já estou aposentada, mas não deixo de trocar figurinhas. Hoje estou com discussões no Arte na escola em Curitiba a convite da Professora Ana Maria e pasmem, tem gente muito legal e interessada. Meus contatos : gerhardt@ufpa.br ou osgerhardt@hotmail.com

 

Kátia Macabu De Sousa Soares
Salve amantes do teatro na educação.
Sinto que há uma grande angústia em muitos de nós por questões que estrapolam a área das Artes e do Teatro na Educação.
São questões sociais desse país que tanto nos afligem. Questões que afetam o conhecimento de todo patrimônio cultural diverso e rico e ao mesmo tempo inacessível a tantos brasileiros e brasileiras.
Mas creio que não possa ser motivo de desânimo de nossa parte. Somos sonhadores, estudiosos de teatro e de educação e não podemos nos deixar abater.
Estou no momento fazendo uso desse discurso com meu grupo, pois por vezes há um abatimento, por nos sentirmos pouco valorizados e isolados dos projetos institucionais. Contudo, já passamos ao longo de 13 anos de existência do Grupo, com muita batalha e pesquisa, estudo e suor, de diversos momentos semelhantes ou até piores.
Não é fácil não deixar o teatro morto. Queremos que ele viva hoje e sempre e continuaremos a acender esta chama nos corações e mentes de nossos alunos/atores, enquanto tivermos vida para isto!!
Adorei este fórum e quero aprender muito com todos vocês!
Eduardo Bartolomeu

Olá!  Que bom que o tema está agregando bastante gente!  Muito pertinente as questões abordadas pelo Emerson, vivo isto na pele, pois mesmo atuando na grande São Paulo, a cidade de Francisco Morato sempre lidera os rankings de miséria e violência no estado. Não dá pra negar que tudo isto acaba confluindo na aula e não dá, e nem se pode, fugir desta verdade. Tenho  tentado usar o teatro como espaço para se despejar e de alguma forma questionar esta dura realidade também. Se por um lado  estas pessoas que frequentam nossas oficinas, tão carentes de carinho, arroz, blusa de frio, por outro  elas trazem em sí tudo que é preciso para enfrentar esta aridez. E como o povo do Brasil faz isto, não é? Enfrenta a fome cantando, dançando, encenando, faz dos brinquedos um jeito de se ligar a terra e ficar mais forte.

Osmarina, sua pesquisa está disponível em algum lugar da internet para leitura?

Abraços a todos!

Emerson Cardoso Nascimento

Com relação ao que o Eduardo Bartolomeu postou anteriormente "Contem as experiências com os brinquedos do Brasil adentrando o universo do teatro.", eu tive uma experiência com cantigas de roda relacionadas a minha região (sul de Santa Catarina onde há o boi-de-mamão - folclore). A experiência foi em uma oficina extra currirular onde só tinham meninas inscritas. Através das brincadeiras de roda pesquisada e de outros jogos como amarelinha, 3 marias, elastico, etc., montamos um pequeno espetáculo. As menias pesquisaram as roupas dos imigrantes açorianos, com seus vestidos e lenços, entrou também as músicas de terno de reis e através dessa linha de pesquisa saiu um espetáculo de dança-teatro bem contemporâneo. Dançando, brincando e cantando construimos algo muito especial. Gosto da espontaneidade, de pouco texto falado, muita música e muito trabalho de corpo. Quando o trabalho é bem estruturado não há como não gostar (seja para os atores ou espectadores). 

Gisele S Lemos

Ola, como estão todos?

Ótima oportunidade de debatermos esse assunto que me interessa.

Particularmente, tenho dado minha opinião e contribuição através do site abaixo,  ensaio sobre "Movimento para a Criatividade", http://recantodasletras.uol.com.br/trabalhosescolares/925296

Apresentando-me:  Trabalho com teatro, musicalização infantil e sou Psicóloga, com Pós e Formação em Psicomotricidade Relacional, Educação Psicoprofilaxia e Terapia.  Formação em Coordenador de Grupo Operativo; Pós na Fio Cruz no Ensino de BioCiências e Sáude. Cursos livres em  Teatro, Música e Artes.  Trabalho no Rio com Teatro no Grupo Conto&Cena, criamos histórias com textos musicais. Também fazemos animação de festas infantis.  O Grupo Conto & Cena surgiu desde 1995 no Rio de Janeiro. Por enquanto é isso. Aguardando debates.

GiseleSantana

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