Forum
Roseli Alves
Bem-vindos ao Fórum dos coordenadores!
 
Este é um espaço para o debate, troca de idéias e a construção de uma rede de aprendizagem, para tanto sua participação é de  fundamental importância, um elo de nossa rede!
 
O fórum tem início hoje e seu término está previsto para dia 28 de junho. Para potencializar nossa troca de idéias, sugerimos que você acesse este espaço pelo menos três vezes por semana para comentar as colocações dos colegas, acompanhar os diálogos e as novidades.
A cada semana traremos diferentes contextos para análise e o debate. Para iniciar trago uma imagem e um texto.
Ao entrarmos em contato com imagens somos estimulados a pensar e fazer diferentes relações. A simples experiência desta questão demanda atos criadores.
Criatividade, criação, atos criativos e inventividade, são abordagens inerentes aos seres humanos que nos interessa discutir, pois que, em nossa área de conhecimento se torna sujeito participante dos diálogos das propostas de formação docente que aqui discutiremos.
O intuito é desencadearmos discussões e estabelecer relações possíveis de um ponto de vista comum envolvendo a imagem e o verbo, a fim de que com os desdobramentos possamos refletir sobre nossas práticas de coordenação, educação e criação.
 
Texto: “Aplicando a Criatividade”
 
... Na Arte como na Ciência a criação é síntese ou integração de idéias aparentemente não relacionadas. Inventar é perceber as relações antes ocultas. Koestler lembra que a palavra latina COGITARE (pensar) vem de COAGITARE, isto é, sacudir junto.
 
... Ao pretender criar uma coisa nova, não se deve reunir somente especialistas da área específica e sim pessoas de diferentes campos de conhecimento. É que os especialistas tendem a falar uma linguagem própria e se entendem em termos gerais acerca de idéias abstratas. Ou não se entendem nada. Podem ainda estar cheios de preconceitos e de limitações próprias do seu campo de estudo. Ao contrário, um grupo interdisciplinar (bissociação) será obrigado a falar numa linguagem que todos entendam; quer dizer, conceituar clara e objetivamente as idéias.
 
Não é por acaso que os melhores e mais criativos projetos de equipe são feitos por especialistas de diversos ramos dos conhecimentos.
 
Montenegro, G.A. A invenção do Projeto. São Paulo: Editora Edgard Blücher Ltda,1987
 
 
O que este texto provoca?
E a imagem?
O que nos causa ao sermos expostos a estes contextos?
Podemos estabelecer alguma relação com situações presentes na formação docente?
Abraço.
Roseli Alves
Roseli Alves

Clique abaixo - no arquivo anexo - para ver a imagem de Norman Rockwell.

Roseli Alves
Olá Zé, legal, o texto te provocou! Você não sabe se concorda? O autor coloca isto? Como assim? 
Roseli Alves

Olá Coordenadores!


Já estamos discutindo a Arte, Ciência, Criação e Olhar Criativo com as contribuições de José Simões e Maria Luiza Calim!!!


Gosto da idéia que tanto na arte como na ciência a criação é o elemento comum, que pauta-estimula os processos nos quais estão envolvidas as integrações, as sínteses e as descobertas.

 

O cientista brasileiro, Mario Schenberg, nascido em Recife, observava a Arte com o mesmo compromisso social e cultural que exigia de si mesmo em relação à coisa exata: o abstrato e o poético estavam na sua quotidianeidade filosófica. Se nos Anos 60 era já um cientista tido como referência mundial, no mesmo período virou também crítico de Arte.

 

Num dos seus discursos, em 1984, Schenberg afirmou que ...As pessoas estão acostumadas a pensar apenas na coragem física. Mas não existe só a coragem física, há também a coragem intelectual, pois sem ela é impossível fazer uma ciência de alta qualidade. É preciso ter coragem de fazer uma coisa que pareça absurda, que aparentemente contradiga as leis existentes (...) tudo que é novo aparece aos olhos dos antigos como coisa errada.* É sempre nessa violação do que é considerado certo que nasce o novo e há criação (in Perspectiva Em Física Teórica, Org. do Prof. Alberto Luiz da Rocha Barros, IF-USP/1997)

*Vide Arte Contemporânea.

 

O que você Maria Luiza traz para a discussão é a pertinência do olhar criativo que o homem pode desenvolver sobre qualquer aspecto da realidade, atravessando a idéia das coisas dadas num primeiro plano. Agradeço esta sua posição sobre o olhar. 

 

Convido a todos a discutir a imagem de Norman Rockwell que já tem uma identidade cultural percebida por Maria Luiza com referência ao estilo american way of life, mas que ainda assim, como composição plástica, ilustra, uma problemática que a meu ver, incita-nos ao debate seja do ponto de vista puramente crítico ou com possibilidades de análises, analogias entre a questão ali cifrada ou as relações que possam ser feitas com a idéia de Projeto, o que por fim exige uma postura criativa.


Abraços,

Roseli

Roseli Alves

Caros Coordenadores!

Gostaria de partilhar a satisfação de estarmos em contato e termos discussões já iniciadas sobre Arte, criação, ciência e olhar, atendendo a pauta inicial que tem gerado reflexões. Em tão pouco tempo no ar prevemos o potencial deste Fórum como espaço que pode assegurar um meio de discussão para os assuntos de nossa área de atuação.

Neste sentido, conto com a colaboração de todos para que não percamos de vista a pauta inicial. A intenção é manter o foco na temática em desenvolvimento e constituir um eixo temático para posteriormente nos servir de instrumental e fundamentação para a nossa experiência profissional. 

Agradeço a compreensão de todos.

Abraços.

Roseli

Rosa Helena Sousa De Oliveira

Gostei muito do texto  “Aplicando a Criatividade”

Acredito que seja neja necessário a aproximação de várias áreas no processo de aquisição do conhecimento, para que possamos entender o verdadeiro papel da escola, um lugar repleto de diversidades intelectuais e sociais.E somente com o uso de uma didática interdisciplinar que amplie as possibilidades do ensino é que poderemos alcançar uma formação que possa se classificar como completa.

Roseli Alves

Olá!

Francisco reflete sobre o papel da escola no processo de aquisição do conhecimento.  Aponta para a necessidade de compreensão das diversidades intelectuais e sociais para a construção de um Projeto no qual a criação é essencial. Propõe um diálogo que possa minimizar as fragmentações decorrentes de um ensino que tradicionalmente priorizou a didática unilateral. Com estas colocações chamo atenção para o propósito deste espaço como ambiente interdisciplinar no qual possamos discutir referenciais para a formação docente e assinalo a pertinência das colocações que vêm sendo sublinhadas.
Maria Luiza, sempre voltada para a questão do olhar nos incita a pensar nas dimensões envolvidas no processo que parte da abordagem de uma imagem e se estende às ideologias e aos repertórios que  carregamos. Lembro-me das colocações, sempre recorrentes, da educadora Gisa Picosque, que pergunta: "de que banquinho estamos olhando?"  Mais que uma relação de metáforas ressalto as atitudes que daí provém, como, por exemplo, todo processo do pensamento rizomático, presente na abordagem da DVDteca.
Abraços!
Roseli
Sinara Maria Boone

OLA PESSOAL

Gostei muito da escolha do tema, visto que nós professores, não lembramos de ligar a criatividade as outras áreas, principalmente a científica. Esta valorização e reconhecimento da criatividade como diferencial das pessoas na sociedade, até nas seleções de empregos, deve facilitar o papel do professor que, nas suas aulas estimula a criatividade. 

La pelos idos dos anos 70 comprei um livro que abordava exatamente essas relações da criatividade: a criatividade do inventor e a do artista. Estou fazendo reforma na minha casa e não sei se vou encontrar o livro, se conseguir mandarei as refarências para o grupo

Roseli Alves

Salve Maria Helena Leitão!!!

Agradecemos sua participação e esperamos que encontre o livro mencionado para que possa constar da nossa bibliografia. 

Relevantes suas contribuições para as discussões em torno de Ciência, Criatividade e Arte, tema que vem sendo abordado neste fórum. Ressalto minhas dúvidas no que se refere a originalidade associada a criatividade, conceito este, presente nos anos 60/70.

Este fórum  tem me colocado em estado de surpresa pela maneira como a pauta vem se desdobrando -  a cada momento vocês Coordenadores apontam para diferentes perspectivas. Este movimento dialoga com a concepção rizomática. Desde já prevejo a escrita de um texto coletivo e o desenho de uma cartografia que assegurará nossas reflexões.

Abraços.

Roseli

Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Olás!!!

Estou há alguns dias querendo escrever mas não tinha encontrado tempo ainda. Pré-feriado, parece que deu uma parada no tempo, e estou aqui.

As discussões estão ótimas! Só acho que precisamos tomar um pouco de cuidado para não parecer que a criatividade está sendo requisitada só para algumas áreas. Durante vários anos nos planejamentos dos professores de Educação Artística imperava o objetivo de "desenvolver a criatividade dos educandos". Assim, na escola, muitos ainda acham que é da área de Arte, o dever de trabalhar a criatividade.

Concordo com o que foi dito até agora que o ideal é um trabalho interdisciplinar onde a criatividade possa ser trabalhada, desenvolvida, orientada, em todos os momentos e todas as áreas de conhecimento.

Quanto à imagem, infelizmente, não consigo dialogar com ela...

Maria Cristina V. Biazus

Olá Roseli e colegas,

felizmente o feriado nos permite algum momento dialogar com o grupo. Não tive acesso à imagem, mas o texto fala da importância do trabalho em grupo. Não conheço este texto, mas como trabalho com TICs, este campo de trabalho convoca a produção em grupo, sem contar que há toda uma discussão e fundamentação teórica sobre o compartilhameto desta poética digital com quem projetou o hardware, fez o software e toda uma cadeia de elos que forma esta corrente.

Abraço e bom feriado a todos,

[      ]s,

M. Cristina Biazus

Caroline Bertani Da Silva

Oi Roseli e grupo!

Estive acompanhando as discussões, mas sempre é uma correria e acabei demorando para contribuir...

Primeiro quero dizer que este é um ótimo espaço justamente pra isso: para que possamos parar e refletir já que no nosso tumulto diário (acho que a correria não é só por aqui...) acabamos muitas vezes fazendo as coisas automaticamente.

Gostaria de falar sobre o texto escrito e confesso que tive dificuldades em relacionar texto escrito e texto visual.

A primeira idéia que me veio em mente foi a questão da criatividade estar há muito tempo relacionada ao ensino da arte, quando hoje sabemos que qualquer bom professor, em qualquer área que atue, pode auxiliar seu aluno nesta construção.

Lembrei de um texto da Ana Mae, no livro Inquietações e Mudanças no Ensino da Arte, quando, em um dos capítulos (acho que no 1º), expõe algumas mudanças que ocorreram no ensino da arte contemporâneo. Não estou com o livro aqui para consultar agora, então peço desculpas por algum equívoco de nomes. Mas o que chamou-me bastante atenção foi quando colocava que criatividade na escola tinha como centro o aluno criar 'do nada' e, contemporaneamente, criatividade é criar a partir 'de'.

Também lembrei de um texto estudado ainda quando fazia faculdade na Universidade de Passo Fundo-RS. Lembro que o título já chamava a atenção quando dizia mais ou menos assim: " o artista não é um tipo especial de homem, todo homem é um tipo especial de artista", que relacionava justamente a questão artista X ser criativo.

abraços a todos!!!

caroline - Pólo Feevale RS

Roseli Alves

Obrigada a todos!

Por vezes não temos a dimensão e o alcance das nossas ações. Compartilho com todos o que nos chama atenção Luís Fernando Lazzarin que encontra o lugar do Fórum como espaço primordial já que não dispõe de espaço institucional (ainda) para aprofundar questões sobre as diferentes linguagens da Arte. No mesmo Brasil Maria Cristina Biazus aderindo ao convite para a criação de um texto coletivo nos escreve sobre os TICs - Tecnologias de Informação e Comunicação e das poéticas digitais próprias do espaço virtual.
Assim o sujeito se forma como agente e agir desta maneira revela a complexidade em que estão imersas as relações, como coloca Roberto Heiden.

Eu como mediadora reflito "em texto alto": O que é produzir em grupo? Como tornar pública a nossa produção? O que esta produção fala de nós? O que é assinar em Grupo?

Estabelecer estes critérios, garimpar estes valores passa pelos caminhos da invenção, pelos olhares e pelos ângulos que nos fornecem cápsulas a serem abertas constituindo idéias que talvez germinem na experiência e se concretizem consciência acompanhando as indagações que abrem outros campos culturais e de conhecimento.

Reiteramos o convite a todos a partilhar da pauta em discussão, como cita Caroline " o artista não é um tipo especial de homem, todo homem é um tipo especial de artista", que relacionava justamente a questão artista X ser criativo.

Abraços.

Roseli

Ulysses Maciel De Oliveira Neto

Olá Roseli e Coordenadores,

 

Somente agora foi possível participar do Fórum. Procurei ler todos os comentários a respeito do tema proposto. Duas palavras chamaram-me a atenção: criatividade e interdisciplinaridade.     o autor afirma que... Ao pretender criar uma coisa nova, não se deve reunir somente especialistas da área específica e sim pessoas de diferentes campos de conhecimento.  O trecho provocou-me reflexões!! Será que no processo de criar uma coisa nova, não estamos, na verdade  re- criando algo que existe?

A interdisciplinaridade possibilita o dialogo, a interação de idéias, o verdadeiro trabalho em equipe.

O que mais me chamou atenção na imagem de Norman Rockwell foi o CAMINHÃO estacionado num espaço tão pequeno e nele a palavra PEPIES. Imediatamente remeti a outra palavra em inglês PEP – que significa: PIQUE, ENERGIA, DINAMISMO.  Penso ter tudo haver com Artes com o estar coordenador de um projeto, com a formação docente.

 

Abraços

Maria Luiza Pimentel

Santarém-Pará

Roseli Alves
Maria Luiza Pimentel ao entrar no Fórum revela na prática o que o autor do texto inicial nos alerta: ... Na Arte como na Ciência a criação é síntese ou integração de idéias aparentemente não relacionadas. Inventar é perceber as relações antes ocultas. Koestler lembra que a palavra latina COGITARE (pensar) vem de COAGITARE, isto é, sacudir junto.
 
Partindo da sua área de formação (Língua Inglesa) Maria Luiza Pimentel nos traduz a palavra PEPIES migrando de um código verbal para adentrar num outro espaço, constituindo a possibilidade de diálogo com o espaço visual, lugar da imagem (não verbal) - revelando conceitos de dinamismo e energia presentes na sua ação e necessários à resolução de problemas que naturalmente os Projetos se dedicam.
 
Ao trabalharmos com a idéia de projeto e em contato com situações que exigem ação criativa  a percepção se apropria de um olhar que segundo as palavras de Maria Luiza Calim: 
“vem de um olhar que não se conforma com o que é dado!  É um olhar indagador, que busca outras possibilidades de ver...” e “... a possibilidade de não engessar o olhar com as "certezas" dadas como verdades.... é estar aberto à outros olhares, outras culturas, outras maneiras de vislumbrar o mundo”.
 
Nossa! Maria Luiza, meu olhar para esta imagem é bem próximo ao seu. Também a relaciono a idéia de Projeto. Temos um “cachorro” no caminho, no caminho temos um “cachorro”, ou seja, pode ser um problema! Em seu entorno vários atores com suas diferentes atitudes, temos o perplexo, o indiferente, o contemplativo, o estressado, os que comentam e os atuantes. A partir do cenário surgem perguntas, reflexões e hipóteses, atos pertinentes ao ser humano e que exigem posturas criativas e disponibilidade.
 
É muito bom testemunhar neste espaço tão recente como por meio da escrita investigativa/criativa que este Grupo vem construindo as movimentações que nos comprometem em atitudes e conceitos tratados na pauta deste Fórum.
 
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