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Beloní Cacique Braga
Muitas vezes a correria do dia-a-dia nos impede de trocar idéias com os colegas. Percebi no mural deste site o desejo de trocar idéias sobre a prática no ensino de Arte. Por isso abro mais esse espaço propondo escrevermos juntos um diário. No diário a gente conta as coisas sem preocupação com as regras. As idéias, às vezes, são segredos que queremos registrar. Compartilho e convido a todos para entrar e escrever com muitas mãos uma história sobre o nosso trabalho arteiro. Começo enviando para a Zete na Bahia as primeiras conversas. Entre aqui a casa é nossa... Abraços Beloní - Uberlândia Minas Gerais
Beloní Cacique Braga
Zete Como conversamos sugiro que trabalhe com os materiais naturais e conheça a realidade da comunidade local. Quem são os artistas e artesãos da região? Quais os recursos naturais presentes na sua cidade de Caetité? Vamos lá trocar mais idéias. Abraços Beloní
Beloní Cacique Braga
Oi pessoal, O dia hoje foi puxado, mas dá sempre pra aproveitar o finalzinho e pensar como as coisas aconteceram. Leciono em uma escola particular emUberlândia(Colégio Batista Mineiro). O ensino de Arte em sala acontece nas manhas de segunda (5ª e 6ª séries) e terça.(7as séries). Estive com eles nessa semana desafiando-os, como sempre, a abandonar o olhar cotumeiro e tentando convencê-los a visitarem o museu de Arte Universitário que recebe até dia 21 a exposição do artista Alex Fischer na qual ele propõe imagens feitas com a técnica defrotage a partir de bueiros das cidades por onde passa. Você já olhou para os bueiros da sua cidade? Essa foi uma tarefa de casa, como chamam aqui no triângulo mineiro. Visitar o museu, ler a reportagem do jornal local sobre a exposição e retornar na próxima aula com suas impressões registradas para abrirmos uma boa conversa. Estou curiosa para chegar a semana pois fico nos bastidores sondando, quem foi,como foi, quem nunca tinha visitado o MUnA (muitos). E principalmente, porque é uma experiência nova e ousada: levar as famílias ao espaço do museu não está fácil. Quando tiver um retorno conto pra vocês. É isso que proponho a todos nesse espaço. Diário, coisa gostosa de ler.Mas que não deixa de ter uma sustentação teórica. Pra quem quiser saber mais é só ler "Diários de Aula- um instrumento de pesquisa e desenvolvimento profissional de Miguel A. ZABALZA. Editora Artmed. " Escrever sobre o que estamos fazendo (em aula ou em outros contextos)é um procedimento excelente para nos conscientizarmos de nossos padrões de trabalho. É uma forma de "distanciamento" reflexivo que nos permite ver em perspectiva nosso modo particular de atuar. É, além disso, uma forma de aprender."("Writing as a mode of learning" é o título de um artigo de Emig, 1977) citado In: ZABALZA.pág.10) E você? Vvai nos contar o quê em nosso diário? Participe. Será muito legal" Abraços mineirim Beloní
Beloní Cacique Braga
Ana (Florianópolis), espero ter respondido as questões levantadas por email. Aqui neste espaço estarei também compartilhando meu trabalho como você disse. Quanto ao trabalho premiado , além, das informações que o site já disponibilizou , estou pensando em propor uma publicação mais completa para que outros tenham acesso ao texto como foi enviado para o prêmio. Deixo esta questão para a coordenadora Roseli encontrar um a boa idéia. Envie para o fórum as questões que você apresentou por email assim a turma fica por dentro e entende sobre o que estamos falando. OK? Obrigada pela mensagem carinhosa. Abraços beloní
Roseli Alves
Beloní, deixa comigo. Temos uma área de publicação no IAE, vou levar seu desejo para o grupo e logo trocaremos figurinhas. Boa provocação a do Diário de Bordo. Abraços. Roseli
Graciela Landwoigt De Oliveira
olá, pessoal! Sou recém formada em Cênica pela UFRN e fico feliz por tem sido estimulada pelo meu professor Macários Maia em fazer o diário de bordo , em 2001. Realmete é importante ,inclusive para que possamos avaliar nosso processo pedagógico que vai mudando de acordo com os livros que lemos, as palestras que assistimos... Vale á pena, e para os que não tem tempo para escrever, pessam para que os alunos o façam, no final de cada aula e entreguem. tudo de bom!
Beloní Cacique Braga
Graciela, Achei legal saber da sua experiência. Você poderia exemplificar com mais detalhes como os alunos registram suas idéias? E você faz o diário utilizando algum "esquema" ou roteiro? Conte um pouco mais pra gente aprender com você também. Fiquei pensando sobre a diferença entre os nossos registros e o escrito de nossos alunos. São relatos dos fatos ocorridos como quem dá uma notícia ou seriam como fatos escritos e pensados enquanto se escreve? SEGUE UM RELATO de um aluno da 6ª série de 2004, que faz parte do texto do projeto premiado no VI Prêmio Arte na Escola. "Já tem algum tempo, faz semanas que a gente começou esse trabalho.O tema é tipo “ a cidade ideal pra nós”. Eu achei legal, é bom ver a opinião dos colegas em relação a nossa cidade, que já tem lá seus 116 aninhos. Opinião para ver o que melhorar, o que é que tem em excesso, o que e ta ficando chato, essas coisas de um ponto de vista diferente, que só mesmo criança tem.[...] Quando todos acabaram, nós juntamos os trabalhos formando uma cidade só! Foi aí que vimos que ninguém tinha feito crianças brincando na rua. A infância de antigamente era diferente da de hoje. Também com a situação que está hoje em dia, que tipo de mãe desnaturada deixaria um filho pequeno sair para brincar numa rua movimentada? Também deu pra notar que o pessoal não colocou muitas ruas. A rua não está mais significando a mesma coisa que era antes, por causa disso que eu disse no parágrafo anterior. As crianças não brincam na rua do tanto que as crianças do passado brincavam. Eu me amarrei nesta experiência. Foi bem legal. Eu vi coisas que nunca tinha pensado antes. Um abraço leitor, Gabriel." Gostaria de discutir um pouco mais. Abraços Beloní
Beloní Cacique Braga
Pessoal, pesquisando sobre diários de bordo encontrei um aluno da Escola de Belas Arte-EBA da UFMG que tem um diário bem interessante. Quem quiser o endereço dele é http://www.dedalu.art.br/cgi-bin/wiki.pl Gostei de ler. Até mais Beloní
Marília Schmitt Fernandes
Olha eu aqui Belô !!! Adorei a idéia do Diário de Bordo aqui no forum até porque fazem alguns anos que faço estes registros com meus alunos. Nosso processo é o seguinte: reservo um caderno pequeno para cada série e nele vou registrando tudo o que acontece durante as aulas, erros, acertos, inquietações tanto minhas quanto dos alunos, provocações, opiniões.... Este caderno circula entre as turmas em que dou aula daquela série, por exemplo se tenho a 6a, 6b, 6c todos tem acesso as informações do caderno, alguns alunos inclusive se utilizam do caderno como meio de comunicação o que eu acho um barato !!!!! Eles escrevem no caderno também. As vantagens deste processo são inúmeras, mas o que deixa muito feliz é saber que meus alunos tem acesso a forma como penso e elaboro as aulas e assim sentem-se mais a vontade para colaborar em na construção do processo coletivo da arte educação. Depois que o ano termina posso analisar o que foi construido e preparar o novo ano. Agora me pergunta o que faço com os cadernos depois? Guardo todos eles, não tenho coragem de me desfazer da letra dos meus alunos dando suas opiniões sobre as aulas, visitas a exposições... Este modo de registrar o trabalho com certeza colaborou e muito na produção dos relatos que escrevi para o prêmio do Arte na Escola. Logo estarei dando aula e poderei contribuir com as novidades de 2006. ABRAÇOS E PARABÉNS PELA IDÉIA GAROTA !!!!! Marilia Schmitt Fernandes
Robson Petronio Fernandes Alves
Olá! Sou professor de Artes (com licenciatura em Artes Visuais). Meu "diário de bordo" como arte-educador inclui experiências em sala de aula em Natal(RN) e Mariana(MG). Estou começando, essa semana, minha travessia por Duque de Caxias(RJ) e a firmar meu cais por aqui mesmo. Essa semana foi minha volta a profissão. E entre o medo de recomeçar em sala de aula e a busca de conhecer melhor os alunos, eu fiquei em dúvida de quais seriam as melhores estratégias de integração e de um diagnóstico (não gosto dessa palavra) dos seus conhecimentos prévios. Ah, o primeiro dia é sempre importante. Engraçado que resolvi ser o mais simples possível, e acho que deu certo. Fiz uma coisa que nunca ouvi alguém dizer que fez. Não estou me gabando de nada, mas é que é tão simples, e eu nunca tinha pensado nisso. Fiz uma apresentação geral sobre mim a turma e depois fui, de mesa em mesa, cumprimentar e falar com cada aluno. OHHH, grande coisaa!! Mas, a coisa toda foi tão sincera que o sentido de integração e amizade começou ali, num simples aperto de mão e no olho no olho. Bom, agora vamos lá, tem muito trabalho pela frente. Um abraço em todos. Fico feliz com essa descoberta. meu msn é daarim@hotmail.com e minha página no orkut é Romã Fernandes. Um forte abraço em ritmo de ciranda.
Beloní Cacique Braga
Marília A idéia de escrita coletiva do diário é muito interessante. Quais apontamentos você encontrou ao reler estes textos? Os alunos que registram com mais coerência, sem ser a brincadeira, sinalizam que compreensão da aula? Como estes depoimentos ajudaram na construção da sua proposta de trabalho , conte-nos de maneira mais clara? Você já retornou a a sala e como vão as coisas neste ano? Sua contribuição enriquece nossa conversa. beijos Beloní
Beloní Cacique Braga
Robson, É um prazer conversar com você. Um aperto de mão e um olhar vale muito pra muita gente. Nossos alunos estão sedentos de contato. E agora que você está no Rio e abre as malas do ensino de arte o que pretende aproveitar dessa bagagem de Mariana e do Rio Grande do Norte? Deve ser uma experiência bem legal. Sou belorizontina e Mariana é tão pertinho de BH que a gente sempre tinha notícia de lá. Agora estou no triângulo e não tenho muitas notícias. Estaremos aguardando mais novidades. Espero que seja brilhante. Volte aqui para conversar mais. Abraços Beloní
Robson Petronio Fernandes Alves
Beloní, tenho feito uma avaliação dessas experiências depois de tanto tempo. Com certeza, vou poder aproveitar bem essas vivências nas montanhas e nas dunas. Eu também adorei essa idéia da Marília do diário circulante. Puxa, isso abre várias possibilidades para um trabalho que corra paralelo ao que vem sendo desenvolvido. É como a criação de um livro-arte. Me lembrei da série de livros-arte que tem sido produzida pela arte contemporânea, como o Livro da Criação da Lygia Pape, do Barrios, do Waltercio. Ah, tem o diário da Frida Kahlo. Já viram que lindo aquilo? Xii, entrei em devaneio. abração.
Robson Petronio Fernandes Alves
Fazendo o relatório da primeira aula e analisando as expectativas e sugestões dos alunos para nossas aulas, percebi que uma das turmas definiu mais ou menos a vontade de trabalhar com o "Graffiti". Na hora, eles se entusiasmaram em utilizar o spray e pintar o muro da escola. Ok, sabemos que parte da motivação dos alunos hoje em dia com relação ao graffiti se deve a veiculação na mídia desse emprendimento nos projetos de arte educação nas escolas. Parece moda. O fato é que a cultura hip-hop abre um caminho muito rico para um trabalho. E estou começando a pensar como devo aproveitar melhor esse ensejo. Devido as condições pecuniárias serem ridículas na compra de material em toda escola, fica descartada, por enquanto, a idéia do uso de sprays para o trabalho. Rsrs. Fico pensando na expansão da idéia do "Graffiti" para a arte mural, e sua antecedência na história da arte. Ou seja, vamos bater na pré-história. Assim, relato as sugestões da minha turma, naprimeira página do Diário de Bordo, para um possível projeto. Abraço.
Beloní Cacique Braga
Robson, Também achei a ideía de Marília interessante. Já tive essa experiência em Filosofia. Era muito bom ler como a garotada percebia a aula e deixava pistas para eu continuar o caminho. A idéia do grafitti é complicada pelo custo, mas a ideía dos murais pode render uma boa conversa e gerar trabalhos com grandes dimensões, que a turma pode não estar acostumada. Aqui em Uberlândia a Marileusa e a Soraia (Eseba-UFU) estão fazendo um mosaico com tampinhas plásticas de garrafas de refri. Está ficando um luxo. Se a Marileusa estiver na escuta poderá de dar mais detalhes. Elas colocarão o trabalho no muro da escola. Assim o custo é mais baixo, mas tem que ter espaço. Estou gostando muito dessa conversa. Amanhã tenho aula e vou saber o que aconteceu na visita ao museu. Depois escrevo contando os detalhes e se der mando fotos. Boa semana Beloní
Beloní Cacique Braga
Marília Você tem como compartilhar alguns dados ou detalhes de algum diário com a gente? Fiquei curiosa, já que coleciona...Espero que retorne com as novidades da semana. Tenha uma super semana . Abraços Beloní
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