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Juliana Carvalho Carnasciali
1o passo: molhar a língua do ouvido e do coração M a t é r i a a l m e m ó r i f o r á m a t é r i a m a t e r i a l m e m ó r i a m e t á f o r a p a r a m o l h a r a l í n g u a n o c o r p o d a p a l a v r a Já pensou palavra – matéria – memória – material – metáfora? Manoel de Barros já. Menino de olhar oblíquo, sabia olhar livre, olhar infância, olhar mundo coisa, capaz de conseguir ver palavra e abrir, ou fechar, sentir, ou tatear, feito vendo coisa, como ser inanimado a se animar, por ele mesmo, da forma que desejasse de modo que água ainda não seria água e pedra ainda não seria pedra, podendo estas palavras serem colocadas em qualquer posição, disposição ou amontoado, de maneira que o menino podia inaugurar, podia dar às pedras costumes de flor, ao canto formato de sol, e se quisesse caber em uma abelha, era só abrir a palavra abelha e entrar dentro dela como se fosse infância da língua. De passos a pés de rosto encostava o sensório ouvido no coração do chão e fazia comunhão com os seres da terra. Conhecia o particular, o subjetivo, a escolha. Era sempre ele e o sol, ele e o rio, ele e os bichinhos, ele e as árvores.. É possível que Adriana Varejão , uma artista carioca contemporânea, menina olho-matéria, tenha os mesmos ouvidos chão de Manoel de Barros, ou olhar-vassoura talvez, só que um olhar vassoura especializado em capturar espessuras, sua grande paixão. Assim como Manoel, ela brinca com o corpo forma podendo abri-lo do modo que desejar, e, preenchê-lo de significados ou sensações. Ela inventa nomes, soluções visuais pelo volume que se transforma em metáfora, assim como as palavras nas mãos mágicas do poeta. Logo, se tivermos a capacidade de contrair moda ave, visão fontana, que vê tudo por igual de modo inanimado, tudo ainda sem nome, é capaz que possamos fazer parte do universo da arte. Possamos participar de encontros, mover a vida por nós mesmos, e não por funções ou expectativas alheias. Talvez possamos brincar com a inutilidade tocar a poética com mãos de criação. Com pés em passagem passada, dissequei camadas de palavras abertas do grupo escola, feito Varejão com sua tela corpo e enxerguei similar visceralidade vivencial a que a artista, quando inseria espessuras em corpos planos desnomeados ao iniciar. Agora apalpo a palavra grupo e a rasgo, em profundas camadas para encher de intenção de ação. Ação de ver, ver coisas e brincar, brincar de pequeno, de rasteiro, de em contato, brincar de tempo espaço liso para estriar, modelando, conforme o desejo de experimentar. Deste instante em diante, por um bloco de sensações, fazendo de pedra lagarto, de lata navio, é só acontecer... 2o Passo: experimentar um encontro. Segundo Deleuze um conceito deve dizer um ACONTECIMENTO e não uma essência, e para isso é necessário experimentar um DESLOCAMENTO. Vamos começar com um deslocamento interno em relação ao Projeto Suvaco da Cobra... A PROPOSTA É QUE CADA UM DE NÓS EXPERIMENTE REALIZAR UM MAPA, UMA CARTOGRAFIA, A PARTIR DA IDÉIA DE RIZOMA APRESENTADA A NÓS POR GISA E MIRIAM, SOBRE afetamentos OCORRIDOS EM RELAÇÃO A NÓS ARTE EDUCADORES REFERENTE AS PULSAÇÕES DO QUE ESTAMOS CHAMANDO DE SUVACO DE COBRA. ( o mapa deve apresentar de modo singular os movimentos e idéias do educador em relação ao projeto, o que chamei de PULSAÇÕES). ESTE SERÁ NOSSO PRIMEIRO MAPA. Todos têm a liberdade de montar como quiser e enviar (DE MODO DIGITAL, AQUI PELO FÓRUM) sua experiência na 2a semana de dezembro...VAMOS TENTAR...conto com vocês para que possamos realizar nosso 1o movimento coletivo de organização de idéias em relação a toda esta história A partir deste poderemos entrar em discussão e cartografia em relaçãos aos questionamentos lançados pela Roseli, que são extremamente coerentes e necessários... Conto com vocês...está lançado o desafio... Jú... 3o passo: Enviar o mapa na 2 semana de dezembro...
Beloní Cacique Braga
Ju Não havia lido esta disussão e lancei um tópico para ampliar com outros professores novas discussões. Você está moderando este trabalho? Quais ações estão vinculadas as propostas feitas em disscusão coletiva? Estas que você agora apresenta? Precisamos ser mais claros . Todos do grupo precisam estar unidos na discussão e a turma tá sumida. Aqui é o ponto de encontro? O suvaco da cobra será focado por um grupo que se identifica com a proposta dele? E a lista do grupos. com.br ? Estas são as minhas inquietações. Vamos cuidar para não pulverizar idéias. O tópico que iniciei é com a intenção de discutir com professores que não estavam no encontro espero que ele caminhe. Vamos ver.
Marília Schmitt Fernandes
JÚ, já comecei a pensar em meu mapa e o interessante neste momento é que ele se assemelha mais com um polvo repleto de tentáculos inquietos do que com um Rizoma. Embora estejamos no final do ano estou vivenciando mil atividades com meus alunos que me obrigam a sustentar a idéia do POLVO, que se agita e ora estica seus tentáculos para alcançar o novo, ora se recolhem trazendo coisas inesperadas é o prazeroso risco que se corre quando se está predisposto ao devir. Abraços de mil tentáculos da Marilia Schmitt Fernandes
Juliana Carvalho Carnasciali
Que delícia Marília...também estou pensando visulamente o meu, em relação as nossas pulsações...nas duas últimas semanas quase não soube quem era eu de tantos afazeres burocráticos que a escola nos envolve nesta época...de toda forma tenho aperndido "desaprender", "descolar", "desgrudar" o que me ajuda no exercício do esticar possibilidades, fwito os tentáculos de seu polvo... enfim, agora respiro com mais calma e passeio por dentre minhas reais pulsações...creio que na segunda semana de dezembro como propus a todos nós, estarei colando minha experiência de modo visual aqui neste tópico do fórum...me ajude jundo de Beloní a envolver nossos outros colegas nesta grande possibilidade de ENCONTRO, de AFETAMENTO...conto com vocês....afinal de contas sem a participação de todos os passo ficam mais curtos...vamos la... Beijocas coloridas da Jú
Katia Guimarães Zirnberger
Após nosso encontro, num trem em São Paulo, vinha pensando na idéia de rizoma e, observando as pessoas a minha volta, aquele calor, gente espremida de olhar vago, percebi que as vozes, ondas sonoras percorriam todo espaço, esbarrando em tudo, entrando nas pessoas, misturando-se e tomando novas formas e, mais que os sons, o ar que saía de uma narina e ia para a outra já modificado, como que carregando a essência do outro, mas imperceptivamente, ou quase, tem um sentido rizomático que quero explorar. Só que para mim, enviar um esboço dessa questão agora na 2a semana vai ser impossível. Além das atribuições das escolas, tenho viagem e só poderei me envolver com isso nais seriamente depois. Beijos a todos do Suvaco! Katia Guimarães Zirnberger
Juliana Carvalho Carnasciali
Oi Kátia...envie quando puder...parece que o tempo não será o problema...o importante é o nosso contato... envie quando puder... Beijos coloridos . Jú
Diana Bearzi
Só agora tive tempo de ler a proposta de vocês, sabem fim de ano, a escola nos ocupa muito tempo com trabalhos burocráticos. Mas embarcarei com vocês nessa viagem rumo ao mapa cartográfico do Sovaco da Cobra. Beijocas Diana .... Acho que já estou tedo idéiassss
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