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Juliana Carvalho Carnasciali
SE VOCÊ FAZ IDÉIA OU QUER TENTAR DESCOBRIR: ABRA SUA BOCA DE PALAVRAS AQUI...
Marileusa De Oliveira Reducino
Jú andei pesquisando por aí e já encontrei muitos sovacos da cobra, de comida a grupos de música, mas certamente não como o que idealizamos. Que bom saber que você tomou a iniciativa.
Marília Schmitt Fernandes
Só para ilustrar o sovaco da cobra! A imagem não está muito nitida, mas tem algo que está muito claro, é o gesto na direção do outro, são as mãos dadas com a diversidade que estamos representando. Os laços de união já começamos a tecer e agora cada um vai criar a sua trama... É tempo de tecer idéias. Marilia Schmitt Fernandes
Beloní Cacique Braga
Suvaco ou sovaco??? Bem , a idéia de suvaco da cobra nasceu de um grupo de arte-educadores e precisa ser mais esclarecida para todos. De uma coisa eu tenho certeza: suvaco da cobra não é bem como essa turma esta mostrando. Acho bom conferir a foto e pensar melhor no assunto. Abraços Mineiros Beloní
Roseli Alves
Olá Pessoal do sosuvaco da cobra. Estou gostando desse movimento. Vamos divulgar o Projeto para o mundo. Estou providenciando as cópias xérox das expressões plásticas de vocês e em seguida devolvo para que continuem registrando suas trajetórias. Que tal? Um grande abraço a todos. Roseli
Juliana Carvalho Carnasciali
Uhuuuuu! Que delícia de diálogo...Beloní...cade você??? Conte mais para nós sobre o sossuvaco da cobra que existe na visualidade de sua mente corpo e coração!!! Vmos estreitar as linhas deste projeto...vamos pensar passos de iniciativa...vamos deslocar olhares...não apenas os nosso mas os dos outro... Tive uma idéia...prepararmos encontros em um mesmo mês para o ano que vem em diferentes estados, cada um de nós encabeçando um, com um encontro de SO OU SUVACOS DE COBRA DE NOSSAS REGIÕES... pode ser um primeiro passo...tenho um amigo brincante que costuma dizer que se BRINCÁSSEMOS E DANÇÁSSEMOS MAIS não precisaríamos fazer campanhas contra violências pois ela simplesmente não existiria (ele é de um grupo chamado Eremim e estuda sobre cultura popular brasileira em especial Maracatu, Ciranda, boi e etc...)...posso garantir que o som das alfaias dos meninos de Rochidale aqui em Osasco move o corpo-coração de qualquer um... uma aluna minha chegou a dizer, "professora, quando aqueles tambores tocaram quase que o meu coração saiu pela boca de tamanha emoção e felicidade"...são movimentos como este que nos fazer sorrir, viver, acreditar e esfregar "NÃO LUGARES" e "NÃO ESPAÇOS", QUE são lugares e espaços, na cara das pessoas, na verdade, da comunidade toda, e em especial do governo. Um rapaz chamado Gregori, aqui em SP que encabeça o grupo Beija Flor diz que o povo não precisa necessariamente de ajuda financeira mas sim de bons modelos e eu acredito que o SUVACO pode ter responsabilidade ou dar visibilidade a isso...imaginem...cada um de nós movimentando isto em nossos espaços e aos poucos fazendo conexões...acho que pode dar festa...festa de educação...de cidadania...se é que podemos falar sobre isso...festa d deslocamentos, de vida...acredito que a arte tem papel fundamental na formação do ser humano...através daquilo q chamamos de cultura...mãos a obra turma...vamos fazer acontecer... vejo que junto temos muuuuuuuuuita força... Beijos coloridos sempre...Jú
Victor Venas
MOVIMENTO SOVACO DA COBRA A ORIGEM DESSA HISTÓRIA Numa das dinâmicas propostas no encontro de professores do arte na escola os fomos reunidos em grupos a partir dos temas trabalhados, num desses grupos estavam as professoras Mirlei Cléia, Marileusa de Oliveira, Márcia Flores e eu Victor Venas. A professora Márcia, no seu relato disse que em Ijuí no Rio Grande do sul, alguns alunos de uma área bastante carente, denominaram essa região de sovaco da cobra, a mesma nem se encontra no mapa....ela pode falar disso melhor que eu....A partir disso esse grupo detonou uma discussão onde verificamos que existem sovacos da cobra por toda parte e parimos uma apresentação que teve como título – O Sovaco da Cobra – com esse mote conectamos os nossos trabalhos. Observem que o nome desse movimento já começa de forma não hierárquica baseado num nome dado pelos alunos.... FRAGMENTOS E IDÉIAS RELACIONADAS PARA UMA PROPOSTA DE AÇÃO Abaixo uma tempestade de idéias para uma proposta de ação... O que está validado pelo sistema não contempla a diversidade de coisas que acontece na prática, podemos notar o sovaco da cobra em várias áreas do conhecimento. Quem está autorizado a falar? Quem está autorizado a aparecer? Até que ponto nós esperamos que alguém nos diga o que deve merecer a nossa atenção? Quando a mídia massifica um determinado conceito, .por exemplo na música, ela deixa de fora uma diversidade significativa de artistas e grupos que fazem trabalhos ricos e criativos, então quem tem dinheiro pagar o famoso jabá para rádios vira o mais novo “sucesso” e aquela meia dúzia de “escolhidos” viram o gosto nacional. Na maioria das academias., Focault que o diga, quem está autorizado a falar nessas torres de marfim? Uma hierarquia muita bem montada impede muitas vezes aflorar o potencial criativo quando você tem que adequar o seu olhar ao olhar de muitos orientadores e teóricos da moda, muitas teses são discursos alheios cheios de referências e pobres de autoria....e o pior disso tudo numa sociedade que urge por ações práticas, assistimos a um desfile de discursos desencarnados de egos vivendo num mundo imaginário. Desde a mais tenra idade somos levados a deixar de lado a nossa identidade em nome de uma padrão de comportamento vamos caminhando de acordo com que foi validado e testado, o que não está inserido nesse padrão é simplesmente desconsiderado....porque não ensinar os pequenos a explorar o outro lado do espelho e seguir o coelho branco....olhar o outro lado da toca....o sovaco da cobra.... Falamos de arte-contemporânea, pós-modernismo mas nossa postura em relação a muitas áreas do conhecimento parece que estacionou na idade média, onde a igreja dizia o que é certo e errado, aquele que discordasse seria queimado...Hoje a inquisição está nas escolas, universidades, na mídia e porque não dizer nos grandes museus e galerias que ditam as regras em cada momento onde a criatividade humana é morta pelo homogeneizada das instituições.... Ainda não aprendemos a aplicar na prática a subjetividade, a lição que Monet deixou com impressões do sol nascente, pintura que deu origem ao movimento impressionista, desafiando o senso comum plasmando na tela o que sentia do seu modo, foi massacrado pela crítica mas assumiu ser um “sovaco da cobra” em nome de uma renovação....Vangog vendeu um quadro em vida....George Melie o homem que vislumbrou as possibilidades plásticas do cinema e arrisco dizer que se o cinema é o que é hoje devemos boa parte disso a ele, morreu vendendo quinquilharias num ferro-velho na frança....e continuamos assim vivendo essa pós-modernidade plastificada ou melhor como um aluno aqui de salvador num neologismo maravilhoso chamou de prisão moderdival....Quantos sovacos de cobra existiram que só foram reconhecidos depois de mortos, quantos talvez nunca cheguem ao nosso conhecimento? Até quando vamos continuar com essa postura arcaica esperando que alguém ou uma instituição continue validando as coisas. Vamos a uma exposição, levamos nossos alunos e precisamos deixar claro que ali está uma pequena mostrar que passou pelo filtro de curadores e críticos e não é o retrato representativo do que está acontecendo do que está acontecendo, tarefa praticamente impossível de está presente num único local.... Vamos instigar os nossos alunos a descobrirem o sovaco da cobra, artistas anônimos em suas comunidades que estão fazendo a diferença, o projeto tesouros do Brasil da Fiat tem feito isso em ralação ao patrimônio cultural, alunos do ensino fundamental e médio tem descoberto e cadastrado patrimônio materiais e imateriais surpreendentes que não estavam contemplados e validados pelo sistema.... Entendo que uma das ações práticas do movimento sovaco da cobra., Idéia que germinou no I encontro de professores premiados pelo instituto arte na escola, seja provocar as alunos a descobrirem em suas comunidades artistas de diversas áreas que tem feito a diferença com certeza teremos muitas surpresas . Quantos trabalhos maravilhosos conheci nesse encontros de professores, quantos ainda vamos conhecer, quantos sovacos incríveis nesse encontro que impregnaram os nossos olfatos com cores, cheiros e sabores diversos, vamos levar para sala de aula essa iniciativa e nos surpreender também com o que nossos alunos vão trazer.... Se já conhecer algum sovaco da cobra partilhe conosco. Aqui em salvador meus alunos descobriram Péricles Santana ele assina como poeta ou profeta Perinho um artista do bairro de plataforma localizado no subúrbio ferroviário, que escreve a história do bairro nos muros e os pagina como se fosse um grande livro público ele tem duas linhas narrativas em alguns muros pode-se ver o que ele chama de assobiando pelos caminhos de plataforma onde ele conta as histórias do local e um outro livro que ele chama de livro profético onde ele fala de temas envolvendo a religião, o paralelo obvio foi o profeta gentileza do Rio de Janeiro, personagem que quando foi apresentado a perinho aqui em salvador tirou-lhe lagrimas dos olhos.....Não estou sozinho...Comentou ele.....Perinho além das paginas no muro faz uma performance onde ele anda de costas pela comunidade denunciando como o governo vira as costas para subúrbio em salvador....os trabalhos de Perinho estão sendo apagados dos muros e ele já foi internado em sanatório algumas vezes. No momento os alunos estão fazendo um trabalho conjunto para apresentarem o Perinho e seu trabalho e vários pontos da cidade, inclusive em museus e galerias, ele tem guiado os alunos a visitas a comunidade com seu olhar .....vou enviar fotos parra vocês... Fui ministrar um oficina para professores em Pirtaciba-SP no último dia 19 na sexta-feira, após o nosso encontro, e aproveitei para visitar o salão de arte de lá, as margens do rio piracicaba encontra-se um “sovaco da cobra”.....os trabalhos de Elias do boneco, Elias faz bonecos de ferro velho e os veste de forma original essas obras ficam a margem do rio, muitos bonecos já não existem mais e ele já está idoso, imbuído do espírito sovaqueiro comentei com um professor que participou da oficina da possibilidade dos seus alunos valorizarem e divulgarem os trabalhos desse herói anônimo do salão a movimentando ações entorno do trabalho de Elias. Fale o que você acha e deixe as suas impressões sobre os caminhos que o sovaco da cobra pode trilhar. São personagens e trabalhos que se não forem descobertos desaparecerão e um dia talvez depois da sua morte vão ser descobertos na melhor das hipóteses.... Gosto da idéia de pensar no sovaco da cobra como um movimento e não como projeto, movimento envolve mutabilidade, abertura, entradas, saídas....uma coisa meio sistema Linux....acho que devemos formaliza-lo o mínimo possível, não sei como ainda, para não institucionalizar a coisa, isso trairia a idéia do sovaco da cobra. Poderíamos pedir a Paulo Netho e Salatiel silva, esses dois músicos maravilhosos que fizeram algumas dinâmicas conosco, para comporem uma musica performática com o tema sovaco da cobra....a Jú poderia articular isso Então colegas mãos a obra vamos lançar esse desafio na sala de aula, vamos divulgar os diversos sovacos da cobra de nossos contextos ou mesmo empreender ações que tenham haver com isso sejamos a falha da MATRIX vamos explorar como ALICE o outro lado da toca do coelho.... em anexo foto de um muro escrito por perinho um abraço
Victor Venas
eu, um aluno e perinho (o artista sovaco da cobra dos muros que comentei)
Victor Venas
uma questão importante.....a valorização que os alunos do projeto tem dado a perinho tem feito ele produzir mais, ele estava tomando com constantes depressões por não ver seu trablho valorizado... na foto, perinho e alguns alunos
Juliana Carvalho Carnasciali
Quanto a música...XÁ comigo...vou articular isto... Jú
Roseli Alves
Adorei a idéia da música! Vejam só o que está aparecendo, as subjetividades. Isso tem relação com identidades. Não nos interessa identidades que os outros nos atribuem – identidade tem sim movimento. Estamos construindo a identidade deste grupo. O mundo tenta nos amalgamar e acaba conseguindo. Por quê? Temos “explicações” históricas, mas não vamos falar disso agora. Concordo com Victor que a maioria das escolas incute nos alunos a homogeneização. Vejam por exemplo como acontece a avaliação. O foco não tem sido no resultado? Mas para além da crítica, o que estamos nós educadores fazendo? Estamos com foco nos processos ou nos produtos? Essa cultura escolar que foca o resultado, que idealiza algo perfeito impede a criação - a manifestação da subjetividade. E o que sobra já sabemos. Este grupo de professores tem algo em comum, a não reprodução de práticas pedagógicas instituídas. Buscam um fazer diferente em que as subjetividades dos alunos tenham realmente espaço. O sovaco da cobra está imbuído dessa intenção discutir arte no sentido educativo. Já percebo professores pesquisando artistas que dentro de seus diferentes contextos - não são considerados de “prestígio”. O que isto nos sinaliza? O que queremos com isto? Por que nos interessa conhecer seus processos de criação? Que conteúdos da arte queremos focar com nossos alunos? Esses conteúdos darão referencias para que leiam e encarem o mundo diferente? Essas conversações darão os contornos provisórios ao nosso projeto. Ao contrário de Victor, penso que a palavra projeto não significa neste contexto, um fechamento. Ela é sim polissêmica e isso nos permite criação. Acredito que a idéia de projeto traz inovações para a escola, rompe a linearidade, valoriza os registros e a pesquisa, parte de problemáticas reais, emerge subjetividades, exige movimento... Vamos pensar no princípio da cartografia, lembram da idéia de rizoma? O rizoma, enquanto mapa possui sempre regiões insuspeitas, uma riqueza geográfica pautada numa lógica que não está pronta, da exploração e da descoberta de novas facetas. Como estamos construindo nosso mapa, coloco aqui uma pergunta: Como mover processos educativos a partir desses sovacos de cobra que estamos desvelando? E a conversa continua...
Beloní Cacique Braga
Ei Jú!!! Não estou sumida, ando por qui lendo as opiniões de todo mundo e pensando nos conceitos levantados por vocês. Espero que outros se pronunciem também.Concordo com a Roseli que a idéia de projeto é muito pertinente pois sua estrutura funciona como suporte para as ações, os registros, as disussões e os possíveis desdobramentos. Talvez seja uma leitura pedagógica de todas as discussões que andam rolando. projetos em ação já trazem em si movimento. Confesso que a idéia de Suvaco da cobra como referencial para a busca de uma cultura não legitimada me faz pensar muito. Sinto-me ainda como quem olha de fora o suvaco da cobra. As realidades vividas por cada um de nós precisam ser contempladas de maneira a compreender que em nosso encontro em SP nos deparamos com muitos Brasis. Sabemos da existência de grupos excluídos ou não reconhecidos. Por meio dos meus olhares pedagógicos e artísticos transito de maneira mais "sóbria" diante dessas questões. Amei a idéia da música das discussões geradas por encontros nos quais nós poderemos movimentar. Mas no momento questiono as realidades das escolas enquanto espaço de formação de opiniões e das ações das professoras - não especialistas em Arte. Não sei se a minha visão de suvaco da cobra bate com as propostas de vocês. Para mim essas professoras precisam vivenciar experiências significativas com a arte que venham incluí-las neste universo. Uns diriam basta que elas venham fazer um curso de Arte, mas não é tão simples. Para 2006 tenho muitos questionamentos e um sonho de alcançá-las e possibilitar-lhes encontros estéticos. Viajei muito pra você? Estou muito distante? Continuaremos nossas conversas...
Victor Venas
ao pensar em movimento me vem a cabeça a maneira espontânea e orgânica com que surgiu a idéia do suvaco da cobra....penso em algo sem muitas formalidades e que possa adquirir várias formas, nesse sentido achei que o conceito movimento atenderia melhor....Por exemplo quando pensamos em hip-hop não pensamos projeto hip-hop e sim movimento hip-hop, pela espontaneidade com que ele se manifesta nas comunidades, uma sinfonia é composta de movimentos, até quando estudamos arte, estudamos os movimentos artísticos.....ainda acho projeto muito pesado, formal demais, pedagógico demais.....Porque vida é movimento....Façamos do suvaco da cobra uma sinfonia com muitos movimentos.....Vamos experimentar a proposta como quem cria uma obra....Dalí dizia que antes de pintar não pensava na pintura só depois do quadro feito ele debruçava-se sobre ele para interpretá-lo.....Na verdade o suvaco da cobra é tão flexível que pode até se configurar em não apenas um mais muitos projetos....um abraço
Marileusa De Oliveira Reducino
Creio que para a identidade que está se construindo para este grupo não cairia bem nem movimento e nem projeto, mas uma associação dos dois conceitos, tal como “movijeto” (movimento e projeto), o que acham? Se alguém tiver uma idéia melhor será bem vinda. Victor concordo quando você nos conclama a pesquisar sobre os patrimônios materiais e imateriais não validados pelo sistema, pois acredito no professor do Ensino de Arte como um fomentador dessas questões. Dar visibilidade ao inusitado, provocar reflexões sobre uma realidade não documentada, não registrada pelas instituições faz parte das ações e da identidade que está sendo construída pelo Suvaco da cobra (estou acreditando nisso). Marília, que imagem linda para ilustrar o Suvaco da Cobra. Roda... Ciranda... Olhares.... Singulares... Cúmplices... Re-Conhecidos. Compromissos... Idéias... Ações. Caminhos... Ensinar... Aprender. ARTE Jú, tenho certeza de que se começarmos a plasmar este encontro, certamente o realizaremos no próximo ano. Gostei da idéia, precisamos amadurecê-la. Roseli é instigante sua provocação e certamente ela está inserida no “movijeto” do Suvaco da Cobra. Mover processos educativos a partir dos novos desvelamentos são ações dos inquietos e certamente teremos bons resultados.
Roseli Alves
Olá pessoal do sovaco da cobra! Estou gostando desse movimento Vamos juntos desdobrando pensamentos, idéias, descobertas, desconfortos, desejos. Estamos muito próximos do pensamento de Nietzsche . Para ele a sabedoria, a existência e a arte são indissociáveis. O que prevalece dessa tensão triangular é a vida. Podemos inferir que a forma de manifestar a vida e a sabedoria é através da arte? Mais provocaçoes. Como vitalizar a escola? Beloni, Juliana, Victor Venas, Marileusa, Marília trazem reflexões e desdobramentos interessantes, vamos discuti-los. Do caos vem a ordem e isso se dá incansavelmente. Penso que um aspecto que nos interessa é pensar proposições educativas para que nossos alunos tenham diferentes experiências estéticas. Nesse sentido trago também provocações da autora Martha Solange Perrusi quando diz: Temos a aprender com o artista, com a atitude do artista, porém sermos mais sábios que ele. Como fazê-lo? Qual a atitude do artista? Nietzsche diz que "temos de descansar temporariamente de nós, olhando-nos de longe e de cima e, de uma distância artística, rindo sobre nós ou chorando sobre nós: temos que descobrir o herói, assim como o parvo, que reside em nossa paixão pelo conhecimento, temos de alegrar-nos vez por outra com nossa tolice, para continuar alegres com nossa sabedoria! (...) precisamos usar de toda arte altiva, flutuante, dançante, zombeteira, pueril e bem-aventurada, para não perdermos aquela liberdade sobre as coisas que nosso ideal exige de nós." Se queremos que a escola tenha vida, busquemos novamente Nietzsche quando coloca: "para se viver a vida usa-se a sabedoria, e, para que a sabedoria seja verdadeiramente sabedoria tem que ser vivida". A idéia é gerar movimentos de processo de criação que, partindo das práticas de vocês e do nosso 1º Encontro vocês possam mergulhar na re-invençao de si mesmos como criadores. Gostei da idéia da experimentação da cartografia dos fazeres! Beloni, valeu a iniciativa, vamos chamar os demais para esta discussão. Ju, suas conversações fazem barulho. Victor, o movimento continua... Roseli
Marília Schmitt Fernandes
Roseli ! Me identifiquei muito com o texto que trouxeste do Nietzche, também penso que este descanso é necessário para que haja uma ventilação de idéias. As vezes este distanciamento nos permite ver pelo lado do avesso onde muitas coisas acabam ficam submersas e neste momento poderão emergir trazendo novos sentidos a realidade e seus entornos. Dá uma olhada neste fragmento de texto de minha autoria, onde tento entender o meu processo criativo: A intuição é como uma borboleta multicor dançando sobre minha cabeça, deslocando meu olhar e arrepiando meus sentidos... Permitindo que o olho penetre no mundo do imaginário e dali se lance numa nova direção alcançando a nitidez que surge sorrateira no momento da criação. As provocações da Arte estão em todo lugar basta que nosso corpo esteja sensível e predisposto a romper com as estruturas sedimentadas pelo cotidiano. É preciso antes de qualquer coisa desmaterializar o que está feito. E assim, reconstituir a vida numa outra dimensão, mais ousada e com um olhar mais atrevido. Não basta agir dentro do seu espaço, é preciso interagir com o todo, com o meio material e imaterial que nos cerca; na expectativa de um encontro com as sutilezas da alma do outro. Assim surge o novo e a vida e a Arte aos poucos se refazem, sob um outro olhar. MariliaS ( 2004) Sabe Roseli estou amando está possibilidade de TROCA DE SENTIDOS este exercício vai nos enriquecer muito, só lastimo pelos colegas que ainda não entraram ainda nesta roda que move uma Ciranda sem fim de idéias. Abraços carinhosos da Marilia Schmitt Fernandes
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