Forum
Débora Pacioni Zambon
Olá Sou Educadora de Arte do Ensino Infantil ao Fundamental I em um colégio particular. Para avaliar as crianças quanto a organização, criatividade, estética e disposição durante as aulas, o colégio utiliza uma ficha individual de conceitos objetivos, utilizando as siglas FR (frequentemente), AV (às vezes) e RA (raramente). A nota é dada a partir destes conceitos juntamente com trabalhos realizados em sala. Mas, mesmo tendo este recurso para avaliar, sinto uma grande dificuldade em dar uma nota. A expressão infantil é tão bela, espontânea e delicada que é muito difícil de se estabelecer um parâmetro para avaliação. O que se torna mais importante: a técnica ou a expressão? Acredito que este tema é complexo e pode trazer belas discussões. Gostaria de trocar experiências, pensamentos e conhecer outras formas de avaliar arte nas escolas. Débora Zambon
Juliana Carvalho Carnasciali
Oi Débora!!! Seu quastionamento é ótimo!!! TÉCNICA OU EXPRESSÃO!!! Na educação Infantil... é importante, para avaliar sabermos as especificidades de aprendizagem e capacidade criativa de cada faixa etária. Os pequeninos são natos imaginários e criadores, devem vivenciar momentos que valorizem contatos com o universo simbólico, eles estão descobrindo as cores e formas do mundo bem como possíveis classificações, portanto é uma fase onde explorar O PROCESSO DE CRIAÇÃO de modo inicial pode ser muito importante. É um momento de potencializar a criação, a invenção, a percepção, fruição, o olhar, o tatear, o descobrir. Instigá-los a perceber as coisas e propiciar oportunidades de construção, de fruição de materiais, espaços, artistas, linguagens. Será exatamente a escolha da suas atividades que irá ajudá-la a bolar um processo avaliativo que não seja em vão. Existem muitos caminhos para se avaliar. Um modo especial de avaliar é a oportunidade de utilizar um portifólio pessoal. Você pode montar com as suas crianças portifólios individuais, onde cada descoberta pode ser registrada através de fotografia, de marcas, (pensando que eles ainda não escrevem), e serão estes passos que auxiliarão você a visualizar se o potencial inventivo e perceptivo de sua criança foi ampliado. Se ela descobriru muitas coisas referente as quais você porporcionou, se ele trouxe diversificadas informações de seu universo pessoal, se ele utilizou-as, relacionando-as. Dependendo das atividades propostas você até pode criar critérios de avaliação mas dependerá sempre das suas propostas. Por exemplo, faz de conta que vocês passaram duas semanas percebendo texturas de alguns específicos materiais, e depois você conta uma história que envolve texturas, utiliza sons, músicas que envolvem texturas, você pode questioná-los sobre as semelhantes ou diferentes texturas, pode instigá-los a relacioná-las e pode propiciar um momento livre de criação onde eles escolham como querem utilizar estas texturas. veja você tem um foco PESQUISA DE TEXTURAS, dentro deste foco, sem perder o ponto CRIAÇÃO, você pode avaliar várias coisas, é só estabelecer os critérios e sempre lembrar que cada criança tem um processo diferente de percepção e realização e que dentro de suas capacidades podem todos avançar. È importante lembrarmos que comparar jamais, cada um é um e que avaliar só pela expressão ou só pela técnica também não dá, até nem tem-se como trabalhar técnica de modo enfático com crianças de 4,5,6 e 7 anos. O universo amsi rico de exploração é outro. O Mote é pesquisar, descobrirr, perceber e criar, podendo aos poucos perceber a coneção destas descobertas. Uf!!! Acho que falei demais!!! Adorei poder conversar com você!!! depois escrevo mais!!! Juliana Carnascialli - Arte educadora Ah!!! Depois falo mais sobre as outras faixas etárias...o importante é não esquecermos que siglas objetivas e únicas, imutáveis, não são muito úteis. Cada coisa é uma coisa e merece um carinho especial. Cada processo teerá um modo de avaliarmos. Não podemos rebaixar esta disciplina tão importante e rica ao ser humano à atitudes temporais RARAMENTE, FREQUENTEMENTE... Estranho né!!! Mude isso!!!Uma área que nutri o indivíduo para que ele possa agir de modo criativo e perceptivo em seu mundo sendo capaz de ser participativo e original, não merece isso. Vamos tentar cada vez mais fazer a educação pela arte criar vida nos olhos dos nossos dirigentes...
Adalgisa Helena Gomes De Matos
Oi Débora, também sou arte-educadora professora da Rede Municipal de Belo Horizonte. Concordo com o ponto de vista da Juliana. As formas de avaliação que uso com meus alunos são exposições dos trabalhos, pois, a arte é pesada para se ver sózinho e não pode ficar dentro das pastas, ou gavetas. Durante o processo da exposição ou ao término de cada atividade sempre converso sobre os objetivos da atividade, e ,se ele foi atingido, os próprios alunos colorem na frente do seu nome a cor que combina com o resultado alcançado por eles. Por exemplo: irão colorir de vermelho se gostaram do que fizeram, realizaram dentro do prazo , sentiram prazer, aprenderam, etc de verde se a atividade não festá totalmente completa, falta alguma coisa e de azul indicando que ainda não concluiu, mas vai concluir, aprender, ter prazer, fruir, etc. o gráfico que demonstra o envolvimento da turma vais se tornando visível para todos. O mais importante é respeitar o processo, o ritmo, a expressão de cada um, e termos sensibilidade para intervir e fazer com que nosso aluno tenha sucesso, satisfação, alegria e possibilidade de vivenciar vários momentos e situações criativas. Um abraço, Adalgisa
Débora Pacioni Zambon
ola Juliana e Adalgisa!! Agradeço os comentários e as dicas. Como Juliana coloca com outras palavras, um grande passo é "educar" nossos dirigentes em relação ao trabalho de Arte, não é? Vou ser mais atenciosa neste ponto e aprender como colocar novas posições. Gostei muito da idéia de auto-avaliação do aluno, farei uma pesquisa sobre esta possibilidade. A arte é disciplina obrigatória de 1ª a 4ª série, vocês mesmo trabalhando avaliações em classe após cada trabalho, também dão notas de 0 a 10 para seus alunos? Vocês acham interessante utilizar alguns trabalhos que possam servir de base para este tipo de avaliação? Eu não trabalho desta forma, estou apenas refletindo, será que este método, mesmo parecendo antiquado,pode ser de alguma forma proveitoso? Minha dificuldade aparece em ultrapassar o belo eo lúdico que a arte pode ter em sala de aula, como desenvolvimento pessoal de cada um, e chegar na burocracia das cadernetas, na exigência de respostas rápidas para os pais e dirigentes.As aulas de arte não são diárias, acontecem 1 vez por semana, tenho 22 turmas, 520 alunos em média, Como colocar todos nosso desejos em relação a Arte, nossas observações sobre cada um, na realidade que cobra notas. O que vocês acham? Beijos Débora * Desculpem a demora da resposta, tive problemas com o Computador!!!
Patricia Volpe
Oi Debora, Sou professora da rede publica. Concordo que avaliar ensino infantil é uma péssima idéia o máximo que podemos fazer é um relatório dizendo o quanto a criança evolui ou no que ela tem dificuldade. Mas já no ensino fundamental ( 5ª a 8ª) creio que fica mais fácil, quando se estabelece objetivos a serem atingidos. Talvez não seja a questão da avaliação eu acho que o sistema como o Estado nos obriga é que é falho. Atribuir notas de A a E é que é complicado. Boa sorte. Patricia
Erinaldo Alves Do Nascimento
Pessoal No final da colocação de Patrícia ela acertou no alvo. AVALIAR SEMPRE É POSITIVO, O PROBLEMA É O PROCESSO DE AVALIAÇÃO. As instituições de ensino, supervisores e a maioria dos professores (as vezes por desconhecimento) são condicionados a avaliar de forma autoritária, policialesca, repressora. 1) A avaliação tem que ser gostosa, como a avaliação de uma viagem que fizemos ou na passagem do ano. 2) Avaliação não é para reprovar ou aprovar, mas para melhorar. 3) O complicador da avaliação não é a nota ou o conceito, mas como se chega a esses resultados. 4) Avaliar não exige idade. Mesmo os pequeninos, que estão na fase inicial da evolução do pensamento, quando bem orientados sabem o que é certo e o que é errado. E para essa faixa etária o certo e errado tem que respeitar a fase de evolução do pensamento, ou seja: afetiva (o -3 anos); perceptiva (3 - 5/6 anos); ou cognitiva (6 anos em diante). (Essas idades são apenas referenciais.) 5) Os alunos da educação infantil sabem as cores, os sons, tem percepção visual, e podem usar todos os sentidos. Essa é a idade de iniciarmos a alfabetização para leitura de obras de arte. 6) A avaliação do trabalho cênico, assim como as demais, de um aluno de educação infantil deve considerar o fazer, nunca se fez o melhor. Quem busca o melhor nessa fase está estimulando a competição , quando na verdade deveria estimular a união, a aprendizagem coletiva. Então os critérios de avaliação se forem autoritários serão nefastos para qualquer faixa etária. ao avaliar precisamos fazer duas perguntinhas básicas: 1) Qual é o adulto que nunca tremeu nas bases ao fazer uma PROVA? (Vejam que denominação terrível: PROVA.. Não parece crime?) 2) Nossa função de educador é fazer o aluno treme na base ou se orgulhar do que aprendeu? A avaliação tem que ser previamente planejada e discutida com a turma, mesmo que seja de forma lúdica. Além de que ela deve ser diagnóstica porque tem o princípio da correção. Se o aluno percebe que o que ele fez não está de acordo com as informações que recebeu, certamente ele vai procurar buscar a informação nova que é mais atual e condizente com a aprendizagem anteriormente planejada. Existem vários teorias sobre o processo de avaliação diagnóstica. Ela pode se dar através de auto-avaliação, avaliação conjunta com o professor e/ou coletiva com a turma. O tema é instigante. Carlos Cartaxo Coordenador do Pólo UFPB
Aparecida Bonfim Lopes
Olá a todos , Fazer o aluno gostar das várias formas de Artes , estamos formado cidadões mais conscientes , observadores e críticos , a nota não é tão importante assim . Tem alunos que gostam de teatro e não da pintura , ou da escultura, ou dança , ou cinema , mas adora desenhar e sombrear com grafite. Existem várias linguagens da Arte , é só descobrir qual o aluno tem maior intimidade . Atividades extra - classe , como visitas á museus , exposições , etc tornam nossos alunos mais críticos ; Abraços Cida Lopes
Débora Pacioni Zambon
Ola, Agradeço os comentários e acrescento mais uma questão que me faz pesquisar sobre este tema e gostaria de dividi-la com vocês que vivem na "prática" as "teorias": Gosto muito da idéia de processos de avaliações na sala de aula ou auto-avaliações, mas na prática sinto que as crianças de 1ª a 4ª séries ainda não tem maturidade para tal atividade. Penso que o exercício desta prática leva ao amadurecimento, mas as dificuldades iniciais ainda me fazem questiona-lá. Contem mais suas experiências e o que refletem sobre esta questão. Beijos Débora
Sidnei Dos Santos
AVALIAR ?? - Como é possível mensurar a expressão artística individual de uma pessoa? Artes são processos dinâmicos e que sofrem mutações constantes, é possível defini-las por várias maneiras. Quando estabelecemos critérios para avaliar uma criança, estamos limitando o sua criatividade e sua capacidade de imaginação. A avaliação deve ser feita ao facilitatador(Prof.). Nós enquanto facilitadores, devemos sempre nos perguntar: - O que eu pretendo atingir com esse grupo ?
Maria Suely Correia De Oliveira
É muito dificil avaliar um aluno.Você ter que dar uma nota ou um conceito de uma obra de arte com o objetivo de aprovação ou não.É terrivel.
Ricardo Levi
Olá, sou Ricardo Levi, professor de música de 5ª a 8ª numa escola municipal em Florianópolis. Como contribuição a essa discussão, coloco abaixo um artigo sobre avaliação em Educação Musical que escrevi ano passado. Há a premissa de que, no contexto do currículo escolar, a Educação Musical não visa prioritariamente produzir artistas nem apresentações artísticas de alta qualidade, isso seria uma conseqüência pontual. O objetivo é que @ alun@ entre em contato com o repertório cultural da humanidade e, através de vivências e do subsídio do professor, vislumbre a possibilidade de protagonizar a produção de Cultura e Arte e de consumi-las de modo consciente. Isso implica uma prioridade maior no desenvolvimento dos processos do que nos produtos. Avaliar produtos tende a ser mais simples do que avaliar processos e em conseqüência deste e de outros fatores abordados em seguida, com relação à Avaliação e Nota em Educação Musical há inúmeros problemas com os quais lidar. Por exemplo, com essa premissa, um aluno talentoso que produz um trabalho musical de qualidade devido aos seus dotes naturais teria que ter uma nota equivalente a um aluno não dotado para a música, mas que pelos seus esforços constrói avanços. Ou seja, é um desafio lidar com todas essas variáveis para avaliar verdadeiras conquistas e, mais difícil ainda é transformar essa avaliação em números com equanimidade. Outro exemplo: Sou o único professor de música da escola e trabalho somente com as turmas do período vespertino. Cada começo de ano traz mudanças nas turmas, alunos se vão, outros vem, e isso ocorre no meio do ano também. Esses alunos novos chegam, via de regra, sem saber nada, então como lidar com uma situação em que na mesma turma uma parte dos alunos tem base e outra não? Se são poucos os alunos novos, não posso sacrificar a maioria da turma, tenho que fazer uma revisão ágil e tocar pra frente, contando que os colegas auxiliem os novatos e estes reajam e avancem. Se os sem base são maioria, sou obrigado a sacrificar os que já tem processo comigo e voltar à estaca zero. Recentemente, caíram vários alunos de pára-quedas na sexta e oitava séries, vindos do matutino ou de outras escolas. Evidentemente esses alunos não têm a menor base nos conteúdos que já estão sendo trabalhados há dois ou três anos. Há casos excepcionais em que se interessam, aproveitam as revisões, se desenvolvem e logram acompanhar a turma, mas essa não é a regra. Normalmente ficam boiando, por mais que eu proceda a revisões e lhes dê atenção especial. Assim, resulta que há conteúdos que eles acompanham e outros não, e, eticamente, as notas baixas que resultam de seu baixo desempenho nestes conteúdos que não dominam não podem valer, pois não resultam de fatores que dependam de sua decisão ou seu esforço. Alguns processos são bastante fáceis de mensurar quantitativamente, como o domínio da escrita musical. Basta fazer um ditado e corrigir. Já os processos de solfejo e canto são mais grupais, sendo dificultosa uma avaliação individual. Quanto ao processo de criatividade, central na Educação Musical, é impossível punir com uma nota baixa um aluno que não compõe ou não improvisa um solo, pois isso pode ser devido a fatores completamente alheios à esfera educacional. Certamente o desenvolvimento dessas habilidades se refletiria no desempenho em outras matérias, como matemática e português mas, por outro lado como diagnosticar corretamente as causas de um baixo desempenho nesta área? Em meu processo de desenvolvimento como professor pouco priorizei a elaboração de uma ferramenta justa que contemple todas essas variáveis e possa produzir notas, e tenho me concentrado na qualidade do processo de ensino / aprendizagem. Ou seja, meu enfoque em avaliação não são as notas, as produzo para cumprir minha obrigação profissional diante da Secretaria da Educação. Meu critério é: Abaixo do mínimo: 5; Mínimo: 6; Razoável: 7; Bom: 8; Muito Bom: 9; Excelente: 10 Assim, com a premissa de que avaliação não é nota, e de que não há como desvincular avaliação de objetivo, conteúdo e metodologia, sendo estas as prioridades e aquela a conseqüência, minha sistemática de avaliação é subjetiva e intuitiva, mais grupal do que individual e, ao lado de certezas, busco respostas a muitas dúvidas sobre este processo. Por exemplo: • Como medir e transformar em notas o desenvolvimento de habilidades e competências em música? • Como justificar que um aluno talentoso tem a mesma nota que um não talentoso, mas que teve pequenos progressos? • Como medir e transformar em notas o desenvolvimento humano em termos de valores éticos e cidadania? Isso faz sentido? • Preciso dar notas baixas e reprovar os que não se desenvolvem em música porque não gostam, não se interessam ou tem bloqueios? • Preciso avaliar individualmente os progressos ou posso dar uma nota geral para uma turma em que a maioria está cantando, ou tocando, ou fazendo uma leitura rítmica de partitura? Expus estas reflexões, questionamentos e angústias à Professora Ms. Viviane Beineke e ela escreveu que “Sem dúvida a temática é de extrema relevância e não pode ser reduzida a números, nem a soluções simplistas, únicas ou descontextualizadas.” (http://br.groups.yahoo.com/group/musicanaescolapublica) Outro impedimento ético para que se puna os fracassos dos alunos com notas baixas é que estes são em grande parte responsabilidade nossa, do sistema educacional e da própria sociedade. Por essa razão nunca reprovei ninguém em Música. Acredito que muito mais que avaliar os alunos, devo avaliar a mim mesmo como educador, pois não é correto o dogma de que o fracasso na aprendizagem é responsabilidade do aluno, podendo muitas vezes ser do professor. Deve-se refletir em profundidade o que significa o fato de que a relação com os alunos é um campo de aprendizagem para o professor. Para mim como professor, ensinar é um grande projeto de pesquisa desenvolvido a partir da pergunta: - O que preciso aprender para dar uma contribuição de qualidade ao processo de desenvolvimento dos nossos alunos enquanto seres humanos capazes de apreender a realidade que os cerca e intervir nela de modo ético? Isto significa que somente na medida em que caminho na busca da resposta à minha pergunta é que posso, pelo meu exemplo, contribuir para a aprendizagem dos alunos. Com esse objetivo, utilizo seis questões todos os trimestres para balizar o andamento do processo de ensino / aprendizagem: 1. Que atividades desenvolvemos no curso de Educação Musical este trimestre? 2. Quais te interessaram? Por quê? 3. O que precisa mudar para se tornar um curso de Música excelente? Justifique. 4. Você está se desenvolvendo musicalmente com esse curso? Justifique. 5. Avalie o teu comportamento. 6. Como é o meu trabalho como Educador? Ao meu ver, a recompensa que o aluno tem pelo seu desenvolvimento não é a nota, e sim a própria conquista, que o motiva e o estimula a aprender e a realizar mais. Avaliação é então um elemento para correção de curso, de feed-back para mim mesmo, uma contribuição para aperfeiçoamento do processo ensino-aprendizagem, não seu objetivo. Mesmo expressando e esclarecendo sistematicamente essas idéias e propostas, ainda assim, devido à “cultura da escola”, @s alun@s vaiam alguém que emite som na pausa e ainda colam em exercícios, o que me impede de saber a real, se estão dominando os processos. Por isso afirmo e repito constantemente a eles que em nossos encontros todos estão autorizados a errar, que eu também erro, que o erro é o caminho da aprendizagem. Portanto, em meu ponto de vista, avaliação não é aferição, nem classificação, nem ferramenta de busca por erros e a conseqüente punição. Quanto aos erros, o objetivo da avaliação não deveria ser encontrá-los, e sim diagnosticar suas causas, para que no processo de crescimento dos alunos com o professor, deixem de ser cometidos dando o necessário espaço para novos erros diferentes. A avaliação é um instrumento pedagógico para aperfeiçoamento do processo de ensino - aprendizagem. Por isso, quando avalio meus alunos procuro, valorizo e dou retorno dos acertos, já que eles são o objetivo da aprendizagem e esse é o meu trabalho. Muitas vezes não “corrijo” os erros, e sim garimpo, valorizo e retorno a@s alun@s os seus “acertos”, idéias e reflexões, valores, relações, aprendizagem. Assim a avaliação pode contribuir para aprendizagem aumentando a auto-estima e o entusiasmo da busca do conhecimento e da verdade. Florianópolis, 22 de agosto de 2005
4538 visualizações | 10 respostas Faça login para responder