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Marcos Vinicius Ferreira Gomes

Após propor um tema em conjuto com alunos quais seria os primeiros movimentos para fazer uma reflexão sobre ARTE PERFORMANCE, para inciar um processo prático?

Andei pesquisando em sitios na internet relatos de experiencia encontrei pouquissima coisa gostaria então de tocar experiencia com os colegas, ou melhor ouvi-los. Sei também da minha ousadia em fazer este tipo de trabalho no meu estágio curricular, mas se não sermos educadores propsitores e "ousados" que seria da nossa educação.

Sonia Tobias Prado
Olá, achei um pouco estranho este tema, o que seria Arte performance na sua concepção? Dança, Teatro? Já colocamos nossos alunos de E.M. em contato com performances, o que sinto aqui no interior( sou Profª na cidade de Lins/SP) é a falta de espetáculos perfomáticos( nem sei se esta palavra posso usar...)e os alunos acabam tendo contato somente com vídeos, ou gravuras e tentam dar o melhor deles, mas sinto faltar algo mais, pois performance seria uma introspecção, uma idéia que, para se colocar em prática necessita de pesquisas, e até uma meditação, e na hora da aula esse tempo não existe. Esse tipo de aula está mais para um curso específico do que para uma sala de aula...Ainda mais agora que no estado de sp, estamos tendo que seguir um projeto curricular enviado pela secretaria de educação, não temos mais os Projetos nossos, onde muitas vezes usavamos o bimestre todo para concretizá-lo, agora nosso tempo é colocado em aulas já elaboradas, e temos metas a cumprir. Complicou mais ainda nossa idéia de levar a Arte aos alunos por meio de experiências vividas por eles mesmos. Mas gostaria de "ouvir" sua idéia a respeito desse Tema, que me intrigou e interessou. Abraços.
Viviani De Araujo Barbosa

   Achei esse tema interessante e ao mesmo tempo intrigante, por que nem sempre é muito fácil conseguir fazer com que nossos alunos se mostrem com suas criatividades, mais quando instigamos isso , eles nos fazem grandes surpresas com suas criatividades.

  Trabalho em escolas do estado do Paraná e nem sempre temos muitos materias para por em prática nosssas aulas e esse tipo de aula, podemos por em prática as vivências de nossos próprios alunos.

  Obrigada

                     Viviani

José Francisco Barbosa

Falar de prática pedagógica pressupõe uma abordagem nem sempre muito confortável se o educador , sobretudo de nossa área, atuar com responsabilidade e consciência. A Educação tem trilhado caminhos pouco louváveis se formos considerar a diversidade de comunidades escolares e os recursos e condições reais do trabalho na sala de aula e na escola como um todo. Digo isso, principalmente, ao mencionar a carga horária do ensino fundamental, 3as. e 4as. séries:(É bom lembrarmos que é no Fundamental que se prepara o Ensino Médio (não é?) 1 h aula/semana. Falo de minha rede municipal (Osasco-SP) que, com sua carga fixa de 25 horas + 2 h de trabalho pedagógico, leva o professor de arte a atender 21 turmas diferentes por semana. Ressalto ainda que não pretendo justificar um "destrabalho" com o aluno. Ao contrário, tenho boas experiências e inúmeras tentativas a relatar, mas sobre isso considero imprescindível uma reflexão. Outro dia alguém trouxe à reunião pedagógica um belo texto que comparava o professor a um médico que, com sua missão, atende a inúmeros pacientes carentes de toda sorte de cuidados. Aí me ocorre uma questão: por melhor que seja e se esforce, o mesmo médico consegue dar conta de sua atribuição com o mesmo resultado atendendo 1 paciente por vez e no devido tempo que se atuasse num sistema de 30 pacientes/hora? Consideremos aqui uma profunda defasagem em vários níveis. E a duplicidade ou triplicidade de jornadas? Quanto será que afetam a performance do profissional? 

Sei que muitos responderão, irritados: –lá vem vc com política novamente! Ora, quando é que começaremos a perceber que educação é para seres humanos? Que não estamos tratando de gráficos inverossímeis, falseados para agradar certos bancos internacionais de desenvolvimento discutíveis? Não sejamos nem ingênuos nem omissos: para falar de educação precisamos ser educadores e educadores precisam ter criticidade ou não poderão sequer mencionar palavras como formação de sujeitos, de cidadãos ou consciência crítica. Desconsiderando esse ponto de partida, poderemos nós, lançar mão de qualquer discurso educador?

Ao escrever estas palavras, sonho em encontrar ressonância da parte de colegas (e desculpem a pretensão, de estudiosos com retórica e prática razoáveis) que estejam pensando mais ou menos como eu e que corram o risco de admitir tais "heresias” contra as resoluções dos políticos poderes e até com conivência das “academias”. Se não, me perdoem, tudo isso é balela, pra inglês ver. Estamos falando aqui de Brasil e não de ilhas de excelência isoladas. Alô!...Alô!...tem alguém aí?.... Se tiver e quiser falar e até questionar, talvez me esclarecer, meu e-mail é vebarts25@hotmail.com. Meu nome: Chico Barbosa.

 

Alessandra Alexandroff Netto

 Tudo que nós educadores artísticos devemos fazer é sempre em busca do desenvolvimento criativo do aluno.

  Num mundo tão globalizado onde tudo é na velocidade  do fast-food, no toma-lá-dá-cá, temos que repensar constantemente sobre nossa prática pedagógica em sala de aula e no que oferecer aos nossos alunos.

  Ficamos muitas vezes recalcados em estudar velhas fases artísticas e deixamos de lado o fazer artístico do pós-moderno.

   Artístas como Lygia Clark, Hélio Oiticica e Nelson Leirner, brasileiros contemporâneos, são pouco estudados. Dentro de sua prática artística eles exploram a arte como performance, não apenas corporal, mas de sua expressão artística.

   Levar estes e outros artistas atuais para sala de aula, farão nossos alunos a repesarem o seu percurso artístico, e nessa busca do novo, nós também estaremos fazendo uma reflexão de nossa prática, a verdadeira práxis grega acontecendo!!!

   Alessandra Alexandroff Netto

Paulo R M Rodrigues

Olá, colegas.
Sou prof. de Arte já tem um tempo, quase 17 anos, tive muitas oportunidades de trabalhar o tema aboradado.

Esse tema não é tão complexo como pensamos. Precisamos é saber escolher bem os alunos interessados a participarem. Os mais desenibidos e talentosos ficam a frente enquanto os outros estão atrás, como um plano de fundo.

O resultado é excelente, trabalhei com temas diversos :
Drogas, folclore, Aids, e outros. Os alunos mesmo são muito bons para escolher temas.

O que mais me marcou foi uma perfonmance de uma sala que fez uma versão do filme "Entrevista com vampiro", não tinha fala, só mesmo a expressão corporal, facial e o figurino que ficou shoW.

Se alguém se interessar dou mais detalhes...

Um grande abraço a todos.

Professor Paulo Rodrigues - Arte Educador

Conceição José Dos Santos Teixeira

Boa proposta performace

             Aqui em Goiás estamos recebendo este ano uma matriz para ser trabalhada em sala performace e body art são alguns entre outros conteúdos, mesmo não tendo muita facilidade no assunto pesquisei e trabalhei os dois juntos o projeto foi um sucesso os alunos adoraram mando foto anexo. apesar de ter experiência em arte à 27 anos estou fazendo minha segunda faculdade pela UFG agora a distância, preciso respirar artes pois além de ser apaixonada pelo meu trabalho quero melhorar minha prática pedagógica.

Josenara Nunes
Olá, sou professora de Ensino Fundamental e  já tive oportunidade de trabalhar com EJA - classe de alfabetização. Creio que o que mais se aproxima do vocabulário deles, quanto a proposta de trabalho, são cenas do cotidiano. Sentem-se desafiados a lembrar, elaborar, expôr suas experiências, construir e apresentar. Claro que em nenhuma modalidade de ensino alcançamos o record de 100% de adesão. Isto faz parte de nosso desafio enquanto educadores modernos. Não utilizamos a palmatória, optamos pela dialética. É isso e bom trabalho. Espero que minha contribuição seja relevante ao teu trabalho. Um abraço. Josenara Nunes - Profª 4ª série fundamental - Osório/RS
Betania Libanio Dantas De Araujo

A performance é um tema de boa pesquisa. As performances mais "naturais" são bastante antigas, acompanham a humanidade. A Praça da Sé em São Paulo e a Feira de São Cristovam no Rio, são "palcos"  vivos sem tablado onde seres performáticos agem e criam rodas, bastante grandes, de espectadores. O teatro do invisível tem a a característica de performance, mas acredito que nunca utilizaram este termo, tema do debate.

Por falar em material, há uma pesquisa na Faculdade de Educação da USP, da aluna Renata Flaiban sobre o assunto. A atriz, professora e pesquisadora desenvolveu um projeto de performance numa escola estadual de São Paulo. Vale a pena conferir. Talvez esteja até digitalizada e seu acesso seja possível via CAPES ou USP.

Parabéns aos organizadores deste debate que incluíram este tema.

Betania

Betania Libanio Dantas De Araujo
Encontrei a referência: Renata Flaiban Zanete. Provocações na escola: performance e infância no centro das atenções. 2003
Ilnar

olá colegas sou Ilnar, sou professora de Arte e de Matemática, em arte este é o meu segundo ano, leciono no ensino fundamental 2 e no ensino médio e achei este tema muito interessante principalmente por ser a arte uma forma de comunicação cultural entre os homens, quero divulgar aqui que tenho muitas dificuldades em fazer performance com os alunos , do ensino médio pois eles  mostram-se muitos tímidos, este ano a secretaria da educação de sao paulo montou uma proposta que atende as nossas expectativas e com isso ficou mais fácil e prático trabalhar com o publico do ensino médio. www.educacao.sp.gov.br/saopaulofazaescola

visite meu blog.

tem trabalho fantasticos de alunos

www.artedosnumeros.blogspot.com

ilnar5@hotmail.com

grata

Mara Cardoso Ladeia David

Olá colegas,

   A dança é um bom começo para se trabalhar ''PERFORMANCE" .Estou com um projeto de dança na escola,onde a principio será a DANÇA DOS ANOS 60 até chegarmos nas danças atuais.Aliado a isso

faremos comparativos das letras das músicas e questionamentos!

Abraços

Mara

Ivania Gonçalves Meireles
Oi Gente Meu nome é Ivânia sou de Igarapé Mg,sou professora de artes Há dez anos no estado,e agora estou estudando artes .Olha tenho muita dificuldade em trabalhar performace com meus alunos,não só com o ensino médio mas também com os alunos de 5 a 8.Se alguém tiver algumas dicas bacanas que puderem me enviar ficarei mto feliz.Obrigada.
Sandra Marli Cadore

Olá Marcos Vinicius!

Compartilho  das inquietações de Sonia Prado.

Sou Professora de Arte há muito tempo(19 anos) e também senti que algo precisa ser definido anteriormente.O que seria mesmo a Arte Performance? Será que o entendimento de todos é referente a uma situação ou cabe várias interpretações.No momento estou precisando definir isso! Depois vem o questionamento - para que  fazer Arte Performance? O que se quer com isso? Ou devo pensar em mais uma prática  disponibilizada aos alunos em favor de uma melhoria da qualidade do ensino ou outra  qualquer?Penso isso pois a sensação que tenho é : - depois dessa experiência qual vira?

Creio que precisamos de um "norte", algo maior que contextualize o todo, que dê sentido maior, que tenha um início, ou será que tudo isso é resquíssio de um paradígma fragmentado, racionalista . Pode até ser mas também é perceptível que há um vazio, um  que de laissez-faire e tenho procurado oportunizar aos meus alunos  uma inclusão estética que os habilite ao exercício de cidadania, à sensibilidade e acreditarem que a arte faz toda a diferença em um "doutor".

Marcos, agardeço à você, ao site artenaescola pela oportunidade .Me chamo Sandra Cadore e já dei aula do Pré ao Universitário, passando por todas as fases, idades , necessidades e SONHOS....Atualmente estou só no Ensino Superior.

Abração!!!!!!!!!!

Jandira Queiroz De Oliveira Mena

oii, tudo bem!

Ensinar Artes para o ensino medio é um pouco dificil, principalmente para alunos de escolas publicas , de baixissima renda, pois os meus alunos não tem interesse e faltam um pouco de educação em alguns, tento pincelar a propria Arte com a Arte que eles conhecem que são de sua realidade, mas sinto que falta algo mais, quero torna-los, observadores e criticos.

Obrigada!

Mirca Izabel Bonano

Caros professores

Boa Noite!

Estamos aqui mais uma vez para propor junto aos usuários do site um momento de trocas e discussão sobre temas que nos movem. Desta vez o professor  Marcos Vinícios veio contribuir com este interessante tema ARTE PERFORMANCE.

Como é nossa prática, convidamos um Coordenador de Pólo da Rede Arte na Escola para mediar esta discussão. Estes são profissionais que estão nas universidades espalhadas pelo Brasil á frente dos Pólos e que trabalham em projetos de formação continuada, agregando professores de arte de suas regiões.

Apresentamos o professo VALDEMIR de OLIVEIRA que possui Bacharelado e Licinciatura em Desenho e Plástica  pela Universidade Federal de Santa Maria é  Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Maria . Atualmente é professor titular da Universidade do Estado do Amazonas. Tem experiência na área de Educação , com ênfase em Tópicos Específicos de Educação. Atuando principalmente nos seguintes temas: Educação, Arte - Educação, Formação de Professores.

Desejamos a todos um ótimo período de conhecimento e trocas.

Grande Abraço!

Mirca Bonano

Instituto Arte na Escola

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