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Belmira Amorim Salvador De Paiva
Eliana enviei a fita de vídeo para você hoje; As equipes apresentando as colgens musicais. Até breve.beijos.
Maria Rosa Mazza Chiaravalloti
Olá Belmira, muito bom o trabalho que você esta´desenvolvendo com os seus alunos, como as minhas colegas,eu também estou vibrando com o seu projeto.Parabéns! Beijos...
Belmira Amorim Salvador De Paiva
Maria Rosa obrigado pelo apoio, é bom saber que nosso trabalho esta sendo apreciado por vocês. E tudo isso foi desencadeado pelas obras da pasta Arte BR. Esse trabalho envolvente e gratificante, com dificuldades sim, mas com muita gente boa pra ajudar a resolver né? Estamos agora na fase das atividades em equipe: painéis . Estamos iniciando pesquisa de materiais,eu faço sugestões e os alunos vão desenvolvendo, acrescentando,mudando é muito bom. Vamos aguardar. beijos a todas.
Leda Maria Dos Santos Belo
Oi Elizabete, Vêrena e Maria Rosa, estou muito contente com o pronunciamento de vocês a respeito do meu projeto. Elizabete eu vou buscar mais orientações quanto a leitura de obras de arte segundo Buoro, Anamélia Bueno indicada por você, obrigada pela orientação! Quando iniciei meu trabalho na Rede Púlblica Estadual busquei dar continuidade de minhas aulas desevolvidas em outras entidades e confeço que no começo pensei em desistir ou ser menos exigente, mas descobri que todos tem direito a qualidade de ensino, e consegui realizar um combinado com eles onde iriamos sanar a defazagem de aprendizagem. Assim para desenvolver a leitura de uma obra de arte baseada nas teorias de PAREYSON, SANTANELA e HEIDEGGER estudamos os elementos compositivos de uma obra (estruturais e intelectuais), signos e simbolos nas mensagens visuais e a análise objetiva e subjetiva de uma obra de arte ( elementos céu e terra, deuses e mortais...). Fiquei supreendida com os resultados, pois dentro do limite de cada um conseguiram atingir meus objetivos. Quanto as dúvidas que tenho é com realação a atingir meus objetivos (será que eu vou conseguir?) e quanto ao registro dos questionamento, mas você já me exclareceu, irei pedir para que eles relatem (escrevam) sobre os critérios de escolha das obras. Nas escolhas das obras relatei no primeiro momento que as escolhas revelaram a realidade e o emocional de cada aluno, pude observar através dos relatos que a maioria dos alunos de uma sala escolheram a obra "Ceia Eucaristica" pela técnica e pelo estilo do artista retratar o tema e pela curriosidade de conhece-la mais profundamente. A obra "Noite de São João" foi eleita por outra sala pela simplicidade do desenho e pela cor escura que revela o momento emocional que eles estão vivendo ("conheço a realidade de cada um deles") e pela defasagem de apreciação de novas formas de representação artística. Continuarei mantendo contato revelando novas descobertas minhas e de meus alunos, Abraços...
Vênera A. Martins De Matos
Leda , boa tarde. Acredito que você esteja sim atingindo seus objetivos. Nos seus relatos fica claro a profundidade e clareza com que você está conduzindo as propostas. As escolhas feitas pelos seus alunos são muito significativas e você têm explorado com bastante propriedade os temas. Gostaria que você nos enviasse imagens dos alunos e dos trabalhos. Continue mandando seus relatos e não esqueça de divulgar seu projeto na galeria dos alunos, onde outros educadores poderão entrar em contato com seu projeto. Novamente parabéns, você é ralmente uma educadora muito envolvida, continue por esse caminho e nos mande o seus projetos. Um grande abraço
Lidiana Ap. V.b. Lopes
Olá meu nome é Lidiana e sou professora de artes em uma escola de ensino especial a APAE de Ipuiuna MG. Não sou habilitada, gostaria muito de algumas dicas , pois dentro do ensino especial não encontro muitas novidades. Trabalho com todas as salas , inclusive maternal, estimulação, PPE, altistas EJA, produção e alfabetização. Adoro o que faço só não faço faculdade porgue por perto não há, já fiz um curso de capacitação em ensino especial pela PUC MINAS virtual, queria muito um de artes também mas não tive nenhuma resposta ainda. Por favor caso vocês professores e vocês colegas de trabalho que lerem minha mensagem , entrem em contato comigo , ficarei grata. E saibam que é com muita felicidade e alegria que sou professora para crianças tão especias. Espero contar com a ajuda de todos. DEcho o meu email caso queiram entrar em contato comigo, lidiana-ipuiuna@hotmail.com
Silvia Regina Carvalho Siqueira Prado
PROJETO ARTE BR Escola: Prof. Caran Ap. Gonçalves Diretoria de Ensino -Sul 2 Alunos: 2º ano do Ensino Médio Prof. Silvia Siqueira Prado Ano:2005 No primeiro semestre de 2005, os alunos do segundo ano do ensino médio da escola Caran juntamente comigo(prof. de artes) demos início ao projeto arte br, enfocando o caderno cicatrizes. O proceso foi dinâmico e repleto de surpresas. O primeiro passo foi apresentar a prancha de Frans Krajcberg (série Queimadas,c.1998), dando espaço aos alunos para inicialmente uma leitura informal e posteriormente a formal. Também foi explorado as pranchas de Siron Franco (Salvai nossas almas 1) e Regiões dos desejos(1984) de Hugo Denizart. Depois de bem explorado o que poderia ser uma cicatriz, foi pedido a cada aluno que na próxima aula viesse com algo que tivesse marcado como uma cicatriz (figurativo), a vida dele. Essa cicatriz poderia ter um teor de dor, felicidade ou desagrado. A minha expectativa foi grande por não saber ao certo se os alunos iriam aderir ou não a tal situação colocada. A minha surpresa foi enorme quando na aula seguinte eles entraram com vários objetos e aflitos querendo cada um contar sobre a sua cicatriz. Os objetos foram os mais variados: uns trouxeram mamadeira, outros fotos de filhos(meninas de 16 anos), outro a manchete do pai morto, vidro de perfume, microfone, camiseta, instrumento musical. Ao passo que cada aluno ia se colocando no porque de sua cicatriz, o grupo pode ter oportunidade de conhecer o outro lado do colega, percebendo seus anseios, suas fustrações as conquistas, e isso fez com que o grupo se unisse mais, aceitando então as diferenças entre eles. O próximo passo foi a realização do trabalho visual, enfocando cada um sua cicatriz. Nesta etapa foi pedido que utilizassem recursos variados, saindo um pouco do sulfite e do bidimensional. Todo trabalho foi realizado dentro da sala de aula, ficando visível dos diversos materiais para o grupo. No final desta etapa foi aberto uma "mesa redonda" onde o aluno pode ter oportunidade de comentar sobre o seu trabalho. A curiosidade dos colegas foi intensa para saber como o outro tinha chegado aquela resolução final, e qual era seu objetivo inicial. Eles utilizaram nesse trabalho panos, cordão, casca de lápis, ferro, madeira, linha, bíblia, clíps e outros materiais convencionais. A próxima etapa do trabalho é a musicalização. Esse processo está em andamento. Eu já postei meus trabalhos no sala de aula e fiquei muito feliz de constatar os trabalhos dos alunos como ilustração do site, visitem portanto o portal " sala de aula".
Vênera A. Martins De Matos
Lidiana, boa tarde. è muito bom saber do seu amor pelo seu trabalho com crianças especiais. Sei que é muito difícil lidar com as dificuldades dessas crianças.Nunca trabalhei com elas , mas fiz curso de linguagem de sinais, com o objetivo de fazer um trabalho com crianças surdas/mudas. Não sei ao certo se vou conseguir te responder, pois não sei qual tipo de dificuldades sua clientela tem. O trabalho com a sensibilição através de objetos, cores, formas, sons, são muito importantes. No caso de D.A. , as cores e formas, o conteudo das imagens, lhe oferecerá um caminho para seu trabalho. No caso de D.V. você pode deixá-las tocar a pasta , enquanto objeto, e deixar que elas imaginem o que pode ter dentro dela, passando para as pranchas enquanto forma. Acredito que você terá que trabalhar com objetos no tridimensional.Por ex. na prancha "Salvai nossas almas" onde o artista coloca inúmeras peças de roupas que tem um sentido metafórico com relação as pessoas que sofreram com o fato ocorrido na época, você pode transpor para uma imágem tátil, e deixar que as crianças elaborem o sentido, passando depois para a contação da história do fato em si, e pedir para que elas construam em argila ou em pedaços de papel, o sentido que a obra fez para cada uma delas. No caso de D.M., não só trabalhar o visual como o musical, onde eles possam desenvolver corporalmente as sensações da música. Não sei se é possível pois não sei o grau de deficiencia que você trabalha. Agora com relaçõa aos cursos , aqui mesmo no site do arte na escola você encontrará um link "Cursos e eventos", onde há inúmeras sugestões. Não sei se especificamente para crianças com necessidades especiais, mas acredito que você poderá adaptar algumas atividades para cada situação. espero ter te ajudado. Continue escrevendo, estaremos aqui linkadas a espera do seu retorno. Boa sorte.
Vênera A. Martins De Matos
Silvia, boa tarde. Muito legal o percurso que você está dando ao seu projeto. Não esqueça de escrever cada etapa, pegando inclusive os depoimentos dos alunos. Fotografe tudo... mande nos as imagens para que possamos acompanhar seu projeto. No site do arte na escola há um link Sala de aula, onde você poderá publicar o seu projeto , e assim outros educadores poderão compartilhar as idéias com você. Quando li o encaminhamento, com os objetos que as pessoas trouxeram, me ocorreu uma possibilidade. Como você partiu da obra "Salvai nossas Almas" onde encontramos várias roupas formando uma unica imagem de sentido, sugiro que você faça o mesmo com os objetos trazidos pelos alunos. Monte com eles em uma mesa, ou no chão, um todo à partir dos objetos trazidos. As diversas "dores", vão compor uma única e grande "dor". Fotografe, coloque um título, e faça a leitura da imagem que ficou. Trabalhe com fragmentos dessa imagem, utilizando uma janelinha feita de sulfite, onde os alunos olham por ela e escolhem um fragmento dessa imagem. Faça o mesmo processo com a obra.Colha os relatos. Peça para que os alunos escolham um fragmento visto pela janelinha, dessa imagem e reproduza no papel. trabalhe com o preto/branco e cores, dê significado para essas cores. A dor em preto/branco e a dor em cor. Monte um grande painel com as imagens coloridas e outro com as preto em branco. Veja o resultado. Volte a obra e descubra quanta coisa ainda pode surgir daí. Bem esta é apenas uma sugestão, espero que você possa utilizar no seu processo. Lembrando sempre que o material sugere inúmeras possibilidades, e quando trocamos idéias podemos ampliá-las. Um grande abraço
Eliana Tumolo Dias Leite
Belmira, recebi seu material hoje , li as colagens musicais e estão muito boas mesmo, estarei vendo a fita de vídeo e comentando também, depois entregarei a fita no arte br para que todos possam vê-la . Os trabalhos estão ficando ótimos mesmo, seus alunos pelo que podemos notar , estão craques e cada vez mais podendo mostar seus trabalhos. Parabéns ,mais uma vez. Adorei ter recebido o material com as músicas e estou curiosa para ver a fita, assim que puder dou retorno, ok? Beijos a todos!
Belmira Amorim Salvador De Paiva
Eliana que bom que você gostou!! Você verá que os alunos gostaram de fazer esta atividade e apesar de não parecer são tímidos. A questão do ritmo foi resolvido (neste momento): podendo ser declamado , não apenas cantado e nós tivemos de tudo um pouco, até brincadeira de declamar éguinha pocotó. Como uma forma de interpretação diferente e espontanêa, que inclusive desinibiu as equipes seguintes! Desculpe algumas falhas na fita , foi toda feita por nós, uma aluna filmou e alguns colegas me ajudaram a editar. Vamos aguardar você assistir.Beijos.
Eliana Tumolo Dias Leite
Belmira, infelizmente estou encontrando dificuldades em ver sua fita. Não sei se foi no transporte,mas ela está mastigando o nício da fita e não estou podendo vê-la. Vou levar a uma loja especializada para ver se conseguem consertar, ok? Fiquei frustada ao colocá-la para assistir e ter dado este tipo de problema, não é o meu vídeo, pois as outras fitas consigo vê-las perfeitamente, ao ejetá-la vi que está mastigada no início, o que eu puder fazer pra poder consertar o farei, ok? Quanto as xilogravuras enviadas para dowloads estão realmente muito legais. Não deixe de publicar seu projeto na íntegra na sala de aula e os trabalhos de seus alunos também , ok? Assim que conseguir resolver o problema da fita, comunico a vocês... Estou super curiosa para vê-la. Beijos!
Eliana Tumolo Dias Leite
Olá Lidiana, vi as sujestões dadas por Vênera e senti vontade de completar, ok? Também já dei aula para crianças com deficiência; DM e autistas. Quanto aos cursos, acho que você poderia ver na "Pinacoteca", onde existe um trabalho voltado para crianças com deficiência, inclusive visitas monitoradas. Tive a oportunidade de presenciar um trabalho na sala de Almeida Junior, onde os monitores têm as obras em tamanho menor, em relevo, onde as crianças DV podem sentir a textura da madeira, da areia do chão, do vestido das personagens, onde nesta obras são representados em tridimensional por bonecos iguais aos personagens com roupas , para os DV foi possível cheirar o fumo para ter idéia do que é, na obra Caipira picando fumo", entre outras obras....Vale a pena você entrar em contato para verificar a possibilidade de curso e material além de agendar uma visita monitorada , apesar da distância que vocês estão de São PAulo, quem sabe eles possam informar outras alternativas que possam contemplar melhor. A respeito de como trabalhar com crianças com DA, tive a oportunidade de fazer o curso "Crônica em sala de aula", promovido pela SEE-SP, onde eles nos mostram caminhos para trabalhar com a inclusão, você pode através de relevo com um simples barbante colado no contorno das figuras e os fundos, fazer com que estes alunos possam através do tato sentir a composição da obra de arte, e como a Vênera mesmo disse trabalhar os sentidos também, dependendo da dificuldade de cada criança. Espero ter contribuido, ok? abraços e que trabalho maravilhoso você deve fazer...Parabéns! Continue escrevendo...
Belmira Amorim Salvador De Paiva
Eliana não se preocupe com relação a fita vou fazer outra cópia e enviarei a vc. E vou providenciar um relato mais completo para sala de aula ok! beijos.
Elizabete Lucas Machado
Olá Antonio, antes de tudo, falemos sobre a pasta. Quem pode te responder com precisão é a Mônica no e-mail: monica@artenaescola.org.br, ela é super legal fará o possível para ajudá-lo. Mas que interessante seu projeto. Esse seu relato deveria estar em Sala de Aula – Relato de experiências, para que todos nossos colegas tenham acesso às suas informações e vivências. Fica claro sua ousadia em relacionar dança, música e, ainda um movimento tão significativo para os alunos, como o Hip Hop, com a leitura de imagens, de obras de arte de artistas e períodos tão diferentes. Muito bom.... Isso dá pano para manga. Percebo que você é muito politizado e engajado nas questões sociais da comunidade com quem trabalha, talvez periferia como eu também trabalho... Por esse motivo você poderia ir além (apenas sugestão, pois tudo está muito redondinho). 1º ponto principal em seu projeto - A leitura da obra é fundamental na proposta do material arte br, que visa formar leitores visuais através das imagens da arte. Portanto, o passo a passo na leitura é importantíssimo. Fixe bastante tempo nessa questão, para isso eu indico o livro Olhar em Construção da Drª Anamélia Bueno Buoro, Editora Cortez, que é a coordenadora do projeto arte br e está baseada em Teoria de leitura da imagem com uma metodologia própria (metodologia escolhida entre outras para este trabalho, material) da qual gera toda nossa ação pedagógica. Estou lhe indicando, pois, uso(usamos) a quase dez anos e funciona. Pelo que li, na gênese do Hip Hop, estão o canto falado, o elemento oral milenar que nos leva aos cantos tribais, ou ainda aos escravos cantando em plantações dos fazendeiros sulistas americanos. Foi criado em meados de 1968 por Afrika Bambaatta. Ele teria se inspirado em dois movimentos, um deles estava na forma pela qual se transmitia a cultura dos guetos americanos, a outra estava justamente na forma de dançar popular na época, que era saltar (hop) movimentando os quadris (hip). Sabemos que o Hip Hop tem um caráter político, contestador, combativo; mas que também reflete o dia-dia da periferia, um mundo repleto de drogas, violência. Você está muito interessado em denunciar e refletir sobre com seus alunos, mas também poderia, em um segundo momento, voltar lá em cima, e explorar sua gênese, a CULTURA AFRICANA, (música, dança e religião), chegando ao samba sua história e qual seu caráter na sociedade brasileira (texto interessante: http://www.sabedoriamistica.com.br/materias/civilizacoes_misticas/africana/culturaafricana.htm), até chegar nas máscaras que influenciaram Picasso (os alunos adoram saber, e muitas vezes acaba caindo em tom de fofoca, curiosidade, mas surte efeito, que um artista tão famoso como esse, foi passível de sofrer influências externas em sua criação). O protesto dos escravos africanos ao esculpirem anjinhos e santos no Barroco com suas características étnicas ou a de seus deuses, enfim linkar com outros elementos, informações, questões que sustentam não só o Hip Hop, como outros movimentos de rua, que o hoje são reflexo da história da humanidade. Isso que é considerado novo, radical, uma nova forma de expressão, não passa de conseqüência do nosso passado distante ou nem tão distante assim, por isso a importância do SABER, da CULTURA, do CONHECIMENTO. 3º Relate e peça para seus alunos relatarem tudo o que está acontecendo, cada passo, cada etapa do trabalho (atitudes, sensações, sentimentos) ele pode se expressar não só pela letra da música, mas também pelos textos que podem ser compartilhados (ou não), com toda a comunidade escolar, através de uma grande exposição mural ( com lindos grafites) junto das apresentações das danças... São apenas dicas. Você está de parabéns!!!! Continue em contato, para qualquer questão. Também nos mande fotos de seus trabalhos, compartilhe com todos nós suas excelentes idéias. Abraços.
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