Forum
Maristela Maria Rbeiro
Renilda Laeber

Com certeza! Adaptado para a faixa etária, com recursos em que os alunos interajam e não sejam meros expectadores. Infelizmente na educação infantil onde atuo nem outras épocas são apresentadas ás crianças, pois em muitos escolas de educação infantil o que se vê são pedagogos no lugar de professores de arte para que os professores regentes possam ter o planejamento. Os mesmos vão reforçando o que já acontece dentro de muitas escolas: o belo, o bonito através de produções de artesanato.

Joelma Santos Castilhos
Olá todos(as),
também como os colegas quero parabenizar pela escolha do tema de grande relevância, principalmente por se falar de infância um assunto tão pouco lembrado. Concordo que para haver um ensino de arte é necessário saber arte e saber ensinar arte, são duas coisas muito importantes, e depois vem o planejamento
, a organização de conhecimento e saberes. Mas estou aqui para aprender pois sou pedagoga apaixonada por arte!
Um carinhoso abraço a todos!
Joelma Santos Castilhos
Jussara
O infanto de hoje é muito ativo, criativo e tem habilidades múltiplas, acesso ao recursos tecnológicos, logo penso que arte contemporânea já está de certa maneira presente na vida dos mesmos, o que o arte educador fará é apenas mediar de acordo com a realidade dos mesmos e de maneira lúdica. Jussara Supelete
Nilton Volnei Souza De Matos
Jussara escreveu:
O infanto de hoje é muito ativo, criativo e tem habilidades múltiplas, acesso ao recursos tecnológicos, logo penso que arte contemporânea já está de certa maneira presente na vida dos mesmos, o que o arte educador fará é apenas mediar de acordo com a realidade dos mesmos e de maneira lúdica. Jussara Supelete

Parabéns pelo tema ...  também é certo dizer que a criança está frequentemente em contato com a arte, através da multimídia, ou através da própria escola porque os profissinais em educação estão voltados à essa premissa dado aos cursos que realiza frequentemente, como formação continuada ou mesmo em seminário, etc.

Nilton Matos  Professor de Linguagem e Comunicação



Silvana Claudio

Leia aqui a seção Celeiro de Ideias do Boletim Arte na Escola sobre o tema:

http://www.artenaescola.com/links/boletim/BOLETIM64.pdf#page=3

Silvia Zveiter De A. Rocha
Na minha opinião, o mais interessante na Arte Contemporânea é o fato de suas obras nos chamarem a atenção para a diversidade infinita da criação humana. Quase tudo que nos cerca, desde o momento em que vimos ao mundo, é fruto desta criação. Nossa tendência é, então, entender tudo isso como natural, já que sempre esteve lá e sempre foi do jeito que é. Essa naturalização é quebrada pela arte contemporânea. Ela nos diz que tudo pode ser diferente do que sempre foi, pode ter novos usos. Podemos ver tudo de forma diferente. Não vejo nada de inadequado em trabalhar esse conceito com as crianças.
Polo Arte na Escola - Goiás
Mirca Izabel Bonano escreveu:

Caros(as) Professores(as),

 

 

Bem-vindos ao Fórum Arte na Escola do mês de março/abril. Este espaço é seu e pretende dar voz a você, suas inquietações e quem são seus interlocutores.

 

O tema escolhido para esta discussão foi pensado a partir do Celeiro de Ideias proposto no Boletim Arte na Escola nº 64 março de 2012, que discute o ensino de arte contemporânea na educação infantil.  O que é recomendado e o que não é recomendado, neste processo.

Nossas convidadas a mediar este encontro serão:  Manoela dos Anjos Afonso - Professora da Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (FAV/UG). Mestre em CulturaVisual com trabalho artístico desenvolvido na linha de pesquisa Poéticas Visuais e Processos de Criação. Coordenadora do projeto de pesquisa “A prática relacional nas artes visuais: comunicação, interação, convívio e proximidade como elementos constitutivos de processos

artísticos contemporâneos.

Mirtes Marins de Oliveira, é Mestre e Doutora em Filosofia e História da Educação (PUC-SP), graduada em Artes Plásticas (ECA-USP). Trabalhou no Museu de Arte Contemporânea da USP e na Oficina das Artes da Associação Brasileira “A Hebraica” de São Paulo. Coordena o Mestrado em Artes Visuais da Faculdade Santa Marcelina (SP) e é Supervisora

Pedagógica da Escola São Paulo.

 

Os professores poderão participar desta discussão até o dia 30 de abril, podendo argumentar, questionar, responder, dar sua opinião, pedir e oferecer ajuda. Seu texto é publicado imediatamente no fórum e você pode responder diretamente a um participante ou dirigir-se a todo o grupo.

Desejamos que este seja um momento produtivo para todos os professores.

Abraço,

 

Mirca Bonano

Instituto Arte na Escola


Olá Mirca! Obrigada pelo convite. Espero contribuir com os colegas professores para o desenvolvimento das reflexões sobre o tema proposto. Vamos lá! Um beijo,
Polo Arte na Escola - Goiás
Myrna Azevedo Valente escreveu:
Tenho minhas reservas quanto a abordagem da Arte Contemporânea na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, principalmente quando, e porque, as aulas são ministradas por um professor que não é licenciado em Arte. Uma vez que, a Arte Contemporânea é menos reconhecida como arte e também é de difícil entendimento, as professoras acabam caindo no tal reducionismo, ou pior, no tal do tudo pode, tudo é Arte. Há que se possuir uma bagagem considerável e também uma metodologia específica para tal conteúdo. Caso contrário dá-se a errônea impressão que qualquer um faz Arte Contemporânea, que é uma "bagunça" a aula, e que ninguém entende mesmo essa nova forma de fazer Arte.
Olá profa. Myrna, você tem razão e este é um dos pontos-chave de todo o problema: o professor que está nestas séries iniciais não é formado na área de artes. Ele teria mesmo que "correr atrás" de um estudo mais aprofundado sobre o tema para não cometer maiores equívocos.

Será que se um professor das séries iniciais escolhesse projetos poéticos de alguns artistas contemporâneos para trabalhar com seus alunos - ao invés de tentar abraçar toda a complexidade e contextualização histórica da arte contemporânea de uma só vez (mesmo porque na educação infantil qualquer cronologia ou biografia nem faria sentido) - isso poderia dar certo?

Por exemplo: Ernesto Neto, um dos nossos jovens artistas em plena produção, um pesquisador de formas orgânicas em esculturas extremamente sensórias que envolvem tecidos, isopor, temperos, estruturas que envolvem o corpo e são interativas. Se o professor aprofundasse seus estudos sobre este artista, estudasse as questões que o movem a produzir estes trabalhos e, a partir do que move o artista, o professor pudesse propor uma pesquisa sensória, corporal, uma ocupação da sala de aula ou de outros espaços da escola... etc. Isso poderia funcionar? O que você acha?

Eu me pergunto: o que das artes é pertinente trabalhar com os alunos da educação infantil? Quem é Ernesto Neto, onde nasceu, quais são seus trabalhos? Ou compreender Ernesto Neto pelas bordas, levando aos alunos algumas operações, materiais e mecanismos próximos daquilo que participa do projeto poético do trabalho deste artista?

São dúvidas minhas também profa. Myrna e a sala de aula para mim tem sido um laboratório para as metodologias para o ensino de artes. Acredito que a metodologia a ser adotada terá uma relação estreita com a poética do artista que eu escolher para trabalhar com meus alunos. No caso do Ernesto Neto, as atividades pedem que o corpo participe das atividades como um todo, que exista uma exploração de materiais flexíveis, que a coisa toda não recaia no desenho, por exemplo.

Deixo aqui estas ideias para continuarmos esta rica conversa.
Um abraço,
Polo Arte na Escola - Goiás
MARIA JULIANA SA escreveu:
Acredito que a arte contemporânea pode ser trabalhada na educação infantil com diferentes enfoques. Óbvio que não haverá discussão, nem tampoco inserção de conceitos, mas leciono em uma escola onde além da disciplina de artes visuais, temos História da Arte na educação infantil.

Através de contação de histórias, experimentações de uso de objetos na produção estética, experimentações do uso do corpo e muitas imagens, vamos construindo um repertório que sem dúvida alguma, irá facilitar estudos futuros, pois a criança se sentirá familiarizada com a produção.

Certa vez, mostrei imagens de uma intervenção urbana chamada coral de árvores (vide abaixo), do artista Divino Sobral,  para uma turma com faixa etária de 5 anos. Em seguida, saímos para experimentar a produção de um coral ou pintar com lãs, termo que usei. Dias depois me senti imensamente orgulhosa, quando uma mãe me contou que o filho havia dito que fez uma intervenção urbana.
Claro que técnicamente o termo pode parecer obscuro, mas depois de experimentar o real sentido da palavra, não será preciso uma aula técnica sobre o termo intervenção.

As vezes, o que para um adulto pode ser imensamente dificil de entender ou até de chamar de arte, pode ser muito simples para uma criança. Se estamos vivendo a arte contemporânea, não faz sentido este ser um assunto para depois.

Maria Juliana Sá - arte/educadora

Olá Maria Juliana, que delícia ler seu relato! Você é aqui do Estado de Goiás? Faço esta pergunta pois o artista Divino Sobral vive aqui. E sei bem de qual trabalho você está falando. Eu acredito que o caminho é este: arte no geral pede experimentação, pede um fazer e, no que diz respeito à arte contemporânea, temos que explorar materiais diversos, conceitos ampliados, corporeidades outras. Certamente o convívio com tudo isso fará a maior diferença para estes pequenos no futuro. Não podemos seguir pensando atividades ligadas à arte contemporânea sentados nas carteiras usando folha de papel A4 e lápis ou canetinhas. O exercício do deslocamento - dos materiais, do corpo, das ações - é o exercício que vai ajudar estes alunos a estarem criticamente diante das obras contemporâneas mais tarde. Parabéns,
Polo Arte na Escola - Goiás
Elisandra Gewehr Cardoso escreveu:
Tema apaixonante o deste fórum! Trabalhar com arte contemporânea com a educação infantil é possível, sim, e encantador. Aproveitar a falta de fragmentação das disciplinas e de preconceitos sobre a arte, ainda presentes nesta fase da vida, oportuniza um envolvimento intenso das crianças com as propostas de atividades. O mais importante é pensar que em arte contemporânea vale quase tudo (em relação a temas, meios e materiais), mas não vale qualquer coisa. A utilização de materiais variados não significa que aquilo que iria para o lixo pode simplesmente passar a ser arte. É preciso uma proposta, o envolvimento significativo com procedimentos, obras e artistas, para que as crianças se sensibilizem num fazer contextualizado. As imagens em anexo são de trabalhos realizados a partir das obras da artista Brígida Baltar.
Oi Elisandra, boa noite! Muito pertinente a sua fala.
Uma curiosidade: qual é a sua formação? Ainda há pouco estava respondendo à profa. Myrna e falávamos das dificuldades para um profissional que não é formado na área de artes tratar deste tema. Gostaria de ouvir sua experiência neste sentido.
Abraços!
Polo Arte na Escola - Goiás
Raquel de Paula escreveu:

em

Inúmeras análises sobre a produção gráfica infantil  revela-nos aspectos[1] que nos remetem a inventividade, originalidade, espontaneidade .

Utiliza a cor emocionalmente, pelo prazer;

       Aprende a desenhar a partir de suas próprias pesquisas gráficas;

        Explora combinações possíveis de traço;

       O desenho é flexível, variável, pode ser transformado;

       As cores incentivam a exploração;

       E meios inéditos de representar  o mundo ;

       A proporção é afetiva, não visual;

       Há uma ótica pessoal de ver, pensar e sentir o mundo;

 

 Características que, com certeza levaram o Pablo Picasso dizer "Levei quatro anos para pintar como Raphael, mas a vida toda para pintar como uma criança"

Neste sentido acredito que apresentar à criança a arte contemporânea é apresentar-lhes seus pares.

 

 



[1] MARTINS, Mirian Celeste; PICOSQUE, Gisa; GUERRA, M.Terezinha Telles. Didática do ensino de arte- A língua do mundo: Poetizar, fruir e conhecer arte. São Paulo: FTD, 1998

 


Olá Raquel... uau! Que citação da professora Miriam, muito instigante!
Este texto me fez pensar que... talvez devêssemos nos perguntar o que os professores da educação infantil (e todos os outros professores) podem aprender com o fazer da criança sobre arte contemporânea... afinal... ela deixa de experimentar, talvez, porque se adequa às imposições feitas pela escola, pela sociedade. Realmente, a criança explora o mundo, pois está a descobri-lo cotidianamente... como desejam fazer os artistas.

Abraços
Polo Arte na Escola - Goiás
Jorge Noronha escreveu:
Parabéns pelo tema! Acredito que, além de adequado, é, sobretudo, necessário. Lembro uma vez, em uma palestra com Ana Mae Barbosa em que, ao final, perguntei-a pessoalmente se é correto a transmissão linear dos conteúdos de História da Arte. Sua resposta foi de que não é necessário seguir linearmente a História da Arte, tampouco classificar sua transmissão por série de estudo. O que importa é o Professor dominar os conteúdos. Entendo que, desde que a abordagem triangular proposta por Ana Mae seja aplicada com a devida ludicidade não haverá problema algum. Nesse sentido, deve-se sim, observar a seleção de obras que possam transmitir seu aspecto lúdico.

Olá prof. Jorge, boa noite!
Você tocou num ponto fundamental: linearidade. Cronologia. Realmente, não é necessária, mas para transitar com segurança entre séculos é preciso sim dominar os conteúdos. Acredito que uma abordagem que faz conexões entre tempos pode ser muito mais interessante do que aquela que começa lá nas Cavernas e não consegue passar da Semana de 1922.
Certíssimos você e Ana Mae. Abração!
Mirtes Marins De Oliveira
Roseni Santos de Morais escreveu:

     Concordo com o que dizem sobre as reservas  no ensino da arte contemporânea na Educação Infantil. Primeiro por saber quem abordará o assunto, visto que, geralmente na educação infantil, as aulas de artes não são ministradas por um Professor de artes. Segundo, já participei de algumas discussões entre profissionais da área sobre o tema e percebi que existe uma grande reserva ao tema. Sei que o objetivo não é a reflexão aprofundada sobre o tema abordado, porém, não podemos banalizar o conceito da arte contemporânea, que talvez em primeiro momento, possa parecer "qualquer coisa". Precisamos sim, de reais capacitações para orientarmos na aplicação e adaptação de certos conteúdos da arte, para o ensino na Educação Infantil de maneira objetiva e responsável.



Ola Roseni, Acho que teu ponto é fundamental: melhor capacitação para o professor. Meus comentários no Boletim nada têm a ver com evitar arte contemporânea em sala de aula (para qualquer idade), mas antes que essa apresentação seja responsável e que não se perca a potência crítica do trabalho do artista. Para que isso aconteça, é necessário que o professor esteja muito bem preparado para não ceder a uma ação "facilitadora", que inevitavelmente acaba indo para o campo da análise formalista. Eu acredito e sei que o professor é um intelectual, portanto tem um projeto constante de aprimoramento de seu proprio pensamento. Super obrigada!
Ana Luiza Machado Paschoal

Concordo tanto com Manoela como com Mirtes, que os pequenos da Educação Infantil têm o direito de serem apresentados à Arte Contemporânea que está ao nosso redor a toda hora e a todo instante, mas de forma que sua apreciação seja inteira , devem-se respeitar as faixas etárias e seus diferentes estágios cognitivos, assim como devemos nos inteirar dos temas que pretendemos mostrar. Sejamos realistas, há algumas expressões da arte contemporânea que podem chocar e até mexer negativamente com o imaginário infantil.

Os pequenos , quando envolvidos, em todos os sentidos, mergulham na obra, como bem mostrou uma foto tirada na exposição de Lígia Pape, Espaço Imantado, atualmente em cartaz na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em que as crianças provam literalmente o gosto das cores. É uma instalação feita de pratos fundos dispostos em círculo no chão cheios de líquidos coloridos por corantes comestíveis para serem degustados.

Eu mesma divido outra experiência com o grupo. As crianças fizeram desenhos do tamanho de selos dos correios. Recortei as bordas com tesoura de picotar e a "cola" era feita de gelatina de morango que preparada em um vidro na véspera, bastava aquecer um minutinho no mircroondas, aplicar com pincel no verso, deixar secar e no dia seguinte , "selar" as cartas ou outros trabalhos de arte. Aí que estava a diversão, eles tinham que passsar os selos nas língua ´para que fossem colados.

Abraços,

Ana Luiza

15595 visualizações | 42 respostas Faça login para responder