Forum
José Brasil De Matos Filho

Olá a tod@as!

Sou professor de música, regente de coral e atualmente estou trabalhando na 6ª coordenadoria regional de educação (CREDE), órgao vinculado à Secrearia de Educação do Estado do Ceará (Seduc). Como na maioria dos estados, nossa secretaria deixou para a última hora as ações de implantação da "11769". Aqui em Sobral recentemente foi instalado um curso de Licenciatura em música pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Sabendo da carencia de professores para atuarem nas 41 escolas atendidas pela 6ª Crede, criamos em parceria - Seduc  e UFC - um curso de formação para professores de música. Com encontros presenciais e atividades on-line visando o nivelamento conceitual e a capacitação em serviço para que os professores sem formação academica em música possam, pelo menos em carater emergencial atuarem de forma satisfatória nos 9º anos do Ensino fundamental e no 1º ano do ensino médio.

É uma formação em carater emergencial, repito, mas de qualquer forma já demontra a preocupação do poder público em atender ao disposto na lei.

Cristiane Magda Nogueira De Souza
Boa noite a todos! Sou professora de música de uma escola particular, já lecionei em escolas públicas e atualmente coordeno a área de Educação Musical da Secretaria de Educação de minha cidade. Considero a falta de professores habilitados o grande problema para implantação da lei, dentre outros. Percebo que as licenciaturas em música não preparam os alunos para atuarem nas escolas regulares, e sim, para darem aulas de instrumento, com turmas pequenas, por exemplo. Com isso, os profissionais não se sentem atraídos para a escola regular. Quando o recém formado entra numa escola pela primeira vez, principalmente se for pública, encontra uma realidade tão diferente à que foi preparado na universidade que não dá conta. A lei quer democratizar o ensino da música, mas as universidades ainda formam profissionais para elitizar a área.
Teca Alencar De Brito
Boa noite a todos!

Antes de mais nada, obrigada a todos vocês que deram início ao movimento do fórum, levantando questões  que, com certeza, poderão disparar reflexões importantes e, mais ainda, que contribuirão no sentido de enriquecer e fortalecer o trabalho com a música na escola.

Que a presença da música é importante no contexto da educação, é um consenso (felizmente!). Todos apontam seu valor e importância na formação do ser humano, como bem lembrou a Morgana citando meu querido mestre Koellreutter! Como ele repetiu muitas vezes, "o objetivo da educação musical é o ser humano".
Fazendo música tornamo-nos mais inteiros, integrando nossas potencialidades e necessidades. E assim sendo, é essencial que a música esteja na escola.

A lei 11.769 versa sobre a obrigatoriedade da música como conteúdo obrigatório da área de artes, não exigindo a presença de um especialista, como todos nós já sabemos. De fato, como a Morgana falou, é uma situação que já estava colocada desde 1971, com a lei 5692, mas sem que houvesse a exigência de obrigatoriedade. Desse modo, não podemos dizer que a música tenha ficado totalmente fora da escola, mas que seu acontecimento se deu de modo muito heterogêneo, dependendo de cada contexto, de cada lugar. E agora, não temos professores em número suficiente, nem, ainda, a exigência do especialista.
Estamos, no momento, em um "entre-lugar", nem aqui, nem acolá.  Pelo país afora, como atestam as participações de vocês, as situações divergem. Alguns estados buscam soluções, outros seguem alheios. Vejam o exemplo do Ceará, que criou um curso de Licenciatura, o que vem acontecendo em alguns locais, felizmente.

Os professores da área de artes se preocupam, e com razão. Os professores de Ed.Infantil também, pois devem ser responsáveis pelo desenvolvimento do trabalho (ou já estão sendo!.).
É preciso que haja formação, envolvimento, desejo...para trazer a música para a escola sem deixar que ela perca sua potência!
Somos seres musicais, dentre outras características que nos constituem, e para que o jogo musical se atualize em nossas vidas ele deve estar presente na escola.
Precisamos de formação, de materiais, de sugestões para organizar o trabalho, com o cuidado de não aprisionar o jogo musical, perdendo o que tem de mais forte!

Falaremos sobre muitas coisas, com certeza. Por enquanto, vamos aquecendo as turbinas.
um abraço
Teca
Roniclei Batista Vieira

Olá...

Sou professor Licenciado Pleno em Educação Artística - Habilitação em Música, concursado, no entanto a disciplina Artes e bem sucateada no estado do Pará, na verdade a educação em si, quando entrei no estado cheguei com um pensamento e me deparei com a desgraça. Agora com o ensino de Música obrigatória é que piorou de vez. Não há nenhuma base para os professores da mnha cidade. o que vamos repassar? Teoria? Prática? O ensino da música assim como artes em geral é um ensino lúdico e crítico e não um simples "tapa buracos"!!!

É isso que dar querer imitar os países de primeiro mundo sem nenhuma estrutura para isso!

Marília Nascimento Curvelo
Olá colegas: sou professora de Dança e Arte no Ensino Médio aqui em Salvador e recebi com reservas esta lei que regulamenta o ensino da música nas escolas. Naturalmente, em primeiro momento, vemos que é um avanço termos alguma das linguagens artísticas com a presença garantida por lei na matriz curricular... mas, o que vejo logo em seguida é que, além de termos pouquíssimos professores de Música que lecionam nas escolas estaduais, número insuficiente para que todas possam ser contempladas....me preocupa que termine "qualquer professor podendo lecionar esta disciplina", não só para garantir carga horária dos que estão com perigo de ficar excedentes (sem carga horária na sua escola) como também por alguma necessidade da escola ; me preocupa ainda mais a eterna crença de que "qualquer pessoa" pode vir a ser um professor de arte. Isso tem me deixado bastante triste no nosso estado; ninguém vê um professor de arte tentando ensinar matemática, língua portuguesa ou biologia mas..... muitos professores de outras disciplinas se sentem capazes de lecionar alguma das linguagens artísticas, mesmo sem formação para isso e são incentivados a isso para resolver questões administrativas pessoais ou da Unidade de Ensino ( ambas as formas são absurdas e ilógicas).Acho um desrespeito e uma irresponsabilidade isso acontecer!!!! Ainda mais numa cidade como Salvador que tem a UFBA que contempla cursos de graduação e pós graduação em cada uma dessas linguagens artísticas.... Enfim, estas são algumas das minhas preocupações!!!! Concordo com uma colega que falou no fórum que isso deveria ter sido planejado primeiro para depois ser implementado.... mas, enfim.... coisas do nosso Brasil! Agora, é torcermos para que as escolas individualmente encontrem um caminho ( legítimo e responsável) de lidar com esta situação e que a Música na escola não seja mais uma coisa que existe no papel e que na prática ou não acontece ou acontece de forma insuficiente. Um abraço a todos, Marília
Glaucia Esteves


Oi Teca, saudades amazonenses. jinhos para você!!

Oi Mirca, obrigada pela oportunidade.

O que sei é que este discurso se prolonga desde não sei quando, e o fato é que ninguém ainda comentou/organizou como será de fato o ensino de música nas escolas. Foi, é e sempre será um dilema, uma jorrada de situações,  mas continuam perdidos sem saber o que fazer e o que ensinar. "Ensino teoria?
Ensino história da música? Ensino musica ou trabalho musicalidade? As SEDUC´s e SEMED´s bem como os Conselhos Estaduais e Municipais estão perdidinhos, sem saber o que fazer. Imaginem que o Conselho Municipal de Educação de Manaus reduziu a carga horária de Artes para uma aula por semana!!! E ainda dizem que Artes não é currículo, é Eixo ou subeixo. O que tem de professor de outras disciplinas ministrando  Artes, só para completar a carga horária, não é bricandeira. É uma gracinha como diz a apresentadora de progama Hebe Camrargo, olha a Lei aí Genteeeee!! Como grita o sambista!!!! 
"Ser ou não ser (Professor de Música), eis a questão. !!!!"

  Abração para todos.
Glaucia Esteves
Hirlândia Milon Neves
Mirca, Teca, colegas
Um prazer estar com tod@s

"Entre-lugar" é um termo que a Teca utilizou e que me faz pensar em "lugar algum" porque estamos em todos ao mesmo tempo - enquanto potencialidade estética - artística.
Para não ser pessimista frente a realidade local talvez possamos encarar essa situação como favorável no tocante a dar uma visibilidade a área  - ARTE - frente a tantos discuros um tanto quanto "técnicos", repensar o humano, como foi o tema proposto no evento de Goiânia no ano passado. Resolver, não resolveremos agora, agir, já o fazemos a tempos. Aquestão me parecde girar em torno das possibilidades, do possível, do plausível e do ético, sobretudo o ético. Neste caso repensamos os processo de formação de professores, o que fazer e que abordagem seguir, uma vez que atestamos as possibilidades da arte na educação e a necessidade de formação e entendimento de sua complexidade. Na educação continuada o que podemos dizer a quem nem se quer teve uma formação básica na área, mas a minsitra a seu modo, dentro de suas intencionalidades, possibilidades, o que aponta para um "entre-lugar" entre o que poderia ser o ensino de arte o que realmente se faz. Na graduação para onde direcionar olhares já tão dispersos em um mundo de possibilidades e interfaces, uma vez que trabalhamos com fomações especificas de professores que atuarão em áreas que lhes pedem a generalização.

Muitas questões, tantas possibilidades, mas ainda professores que se fazem ver, ouvir, sentir, ainda que seja quando uma "lei" nos traz a pauta.

Abraços a tod@s.

Valdemir de Oliveira
Coordenador Pedagógico
Pólo Arte na Escola UEA- Manaus
Marcia Dall Agnol
Olá a todos os participantes, sou professora licenciada em artes plásticas e especialista em História da arte, e no momento estou na função de assessora do currículo de arte na DRE de Guaraí - TO. Ao ler alguns comentários de estados diferentes vejo que a nossa realidade é a mesma, professores de qualquer área pode ministrar as aulas de arte e o que é pior aqui no estado são raros os professores formados na área de arte. A uns dois anos é que o curso de licenciatura em Arte foi ofertado no estado, portanto talvez daqui uns anos a coisa mude de situação. Quanto aos conteúdos de música também estou sem saber o que dizer aos professores aos quais assessoro, leio muito sobre o assunto mas nada concreto ainda foi repassado pela SEDUC e Conselho Estadual. E aí o que fazer?
Ana Cristina
Marcia Dall Agnol escreveu:
Olá a todos os participantes, sou professora licenciada em artes plásticas e especialista em História da arte, e no momento estou na função de assessora do currículo de arte na DRE de Guaraí - TO. Ao ler alguns comentários de estados diferentes vejo que a nossa realidade é a mesma, professores de qualquer área pode ministrar as aulas de arte e o que é pior aqui no estado são raros os professores formados na área de arte. A uns dois anos é que o curso de licenciatura em Arte foi ofertado no estado, portanto talvez daqui uns anos a coisa mude de situação. Quanto aos conteúdos de música também estou sem saber o que dizer aos professores aos quais assessoro, leio muito sobre o assunto mas nada concreto ainda foi repassado pela SEDUC e Conselho Estadual. E aí o que fazer?
Olá a todos!
Olá Márcia.

A SEDUC realizou um curso de capacitação em música para os professores da rede estadual de ensino. Este curso foi divulgado para todas as regionais de ensino. Foi um curso de longa duração com um percentual de aulas presenciais e outro percentual de aulas a distância. Este curso foi realizado no ano de 2009 e, nós, as professoras idealizadoras e autoras do curso, repassamos, inclusive, modelos de planos de curso para todos os participantes. Você deve procurar informar-se, ok!

Um grande abraço,

Ana Cristina.
Marcia Dall Agnol
Marcos escreveu:
Olá sou professor de Arte da rede pública do estado de São Paulo. Quanto a aula de música na escola, nós somos privilegiados, digo isto porque as apostilas de Arte do estado já contempla música em seus conteúdos. Até porque muitos pensam que nós teremos que ensinar os alunos a tocar alguns instrumentos, mas quais instrumentos? E ainda mais; nós com duas aulas, não daremos conta de ensinar a música conforme alguns educadores estão pensando! E as outras linguagens? Então na minha opinião, este material em forma de apostila do estado de são Paulo está ótimo, que por sinal está dentro do currículo de arte. Um abraço.



Caro Marcos, que bom que no estado de São Paulo são duas aulas, porque aqui no TO temos apenas uma aula por semana, mas ainda bem que são em todas as séries do Ensino Fundamental e Ensino Médio, pois já houve a proposta de tirar do 2º e 3º anos do EM. Quanto a apostila também achei muito interessante, pois por aqui o professor tem que pesquisar os conteúdos que são contemplados no Referencial Curricular.

Um grande abraço.

Márcia Dall'Agnol

Marcia Dall Agnol

Bom dia  Ana Cristina!

Realmente o estado ofereceu este curso, inclusive acompanhei alguns professores aqui da cidade de Guaraí, mas enquanto assessora acredito que para poder fazer um trabalho de qualidade é preciso receber também capacitações na área, visto que minha formação é em Artes Plásticas, e infelizmente não tive esta oportunidade. Outro problema que enfrentamos é que na nossa área são vários professores em uma única escola que ministra as aulas de arte, isto por não serem formados na área. Montei um projeto e ministrei alguns encontros para levar até estes professores algumas metodologias para trabalhar a arte em sala de aula, pois nos acompanhamentos feitos junto a estes porfessores percebia-se que a parte do contexto e apreciação ficava de lado. Porém como a arte na maioria das vezes é para complementar a carga horária, são poucos os porfessores que receberam estas capacitações que ministram ainda as aulas.

Atenciosamente,

Márcia.

Marcia Dall Agnol

Olá pessoal, voltei para socializar com vocês um site onde responde 11 questões sobre as aulas de música. www.educarparacescer.abril.com.br em políticas públicas. Talvez responda a algumas dúvidas.

Abraços.

Agnes Cristina Wiedemann Lang Scolforo
Olá, pessoal! Meu nome é Agnes, sou professora efetiva do município de Domingos Martins e do estado do Espírito Santo e me senti um tanto quanto "sem chão" quando foi colocada a questão da música na escola. No entanto, ao ver esse fórum me senti um pouco melhor. Sinto agora que não estou só. Todos concordamos a respeito da importância da música, na realidade podemos falar na importância da arte na escola. Porém infelizmente aqui no Brasil as coisas vêm sempre de cima para baixo. Faz-se a lei e depois nos adequamos. Sei que tudo isso é importante, mas não sei o que exatamente deve ser trabalhado, ou mesmo qual a abrangência. Posso dizer que me sentia da mesma forma com relação à própria disciplina de Arte, como trabalhar, o que trabalhar, enfim, como dar conta de tantas coisas que podem ser vistas. Aqui no Espírito Santo o governo do estado convidou os professores da rede pública de ensino e professores da universidade federal para realizarem o Currículo Básico da Escola Estadual. Hoje temos aqui um currículo amplo que dá valor às diferentes localidades e suas respectivas culturas. Não estamos restritos à uma apostila, mas sim à uma forma de trabalho que deve abordar competências e habilidades. A princípio não sabia exatamente como deveria proceder para trabalhar, entretanto a partir da fala da professora consegui compreender o que deveria, ou melhor, poderia realizar em classe. Nada de seguir períodos históricos e artísticos, mas sim valorizar os meus alunos e buscar assuntos de seu interesse. A partir daí trabalhar a arte para eles e com eles, numa parceria. Essa abrangência acabou me facilitando, pois assim posso fazer o que eles querem/têm interesse e o que está de acordo com as suas especificidades.
Andréa Menêzes

Olás,

Sou professora de Arte do Ensino Médio da rede estadual de Minas Gerais e Técnico de Conteúdo Curricular - Música na rede municipal. Após ler os relatos de cada um, queria fazer uns comentários.

1. No Estado de Minas existe uma diretriz para o ensino de Arte chamado CBC - Conteúdo Básico Comum. Além de separar a Arte em 4 eixos temáticos, o CBC diz algo que considero de extrema importância: cada professor deve trabalhar dentro da sua área de habilitação específica. Então, se sou formada em música, vou trabalhar essa área de conhecimento.- E como ficam as outras áreas? você deve estar pensando. O CBC diz que as outras áreas que não são da área de formação daquele professor naquela escola podem ser contempladas com participação de pessoas da comunidade, voluntários, convidados, ou programas afins, coisa que nunca acontece.rsrsrs. Mas acho um ganho que cada professor tenha a liberdade de trabalhar dentro da sua área de habilitação, porque eu seria péssima professora de Artes Visuais, Dança ou Artes Cênicas. Nem sei se dou realmente conta de ensinar música no ensino regular, dado tantas especificidades deste ensino. Se o professor de Arte tiver que trabalhar todas as linguagens, voltamos no tempo,  à epoca do professor polivante, e isso todos sabemos que não vale mesmo a pena.

2. Confesso que não considero avanço essa lei que torna obrigatório o ensino de música na escolas, porque na verdade os Parâmetros Curriculares já previam a música como conteúdo. E olha que o PCN de Arte já deve ter cerca de 10 anos, ou mais. Em relação à não obrigatoriedade de um professor habilitado em música, também há uma tremenda incoerência porque nenhum professor que não tenha formação superior na área pleiteada pode ser efetivado. Por exemplo: em minha cidade, ao abrir o concurso para professor de música, a habilitação requerida foi Licenciatura em Música. Haviam 7 vagas, apenas duas vagas foram preenchidas.

3. Bem... por último quero dizer como funcionam as coisas na rede municipal. Temos um Caderno Temático  que estabelece os conteúdos que devem ser contemplados, inclusive separados em conceituais, procedimentais e atitudinais, de acordo com a tipologia de conteúdos de Zabala. Não se trata de caderno fechado, ao contrário, o professor é orientado quanto à liberdade de trabalhar com outros conteúdos que não são citados. Criamos os descritores que servem como referência para a avaliação. Coordeno um grupo de 30 professores de música que participam uma vez por mês de um encontro de formação continuada. Dos 30, apenas 2 são habilitados, fato que compromete muito o processo de formação, porque aquilo que deveria ser formação continuada (após a graduação), para quase todos é formação inicial. Alguns são bons músicos, mas sem experiência de sala de aula, outros têm experiência de sala de aula, mas não dominam os conteúdos da música. Além da música como disciplina, temos oficinas na área de música oferecidas pelo Programa Mais Educação.

Para concluir, acho que o que mais compromete nossa rede hoje é a falta de materiais e espaços adequados, assim como a falta de professores habilitados. Faltam cursos de graduação em música, e falta também adequar esses cursos à realidade do ensino regular.

Outro dia posto mais sobre as questões levantadas: conteúdos, materiais e avaliação.

Andréa Menêzes 

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