Forum
Renato Do Prado

Querida e muito querida Solange

Ter uma proposta em Arte é uma grande conquista "nossa",mas ela funcionaria melhor e de fato funcionará, somente qdo. houver encontros semestrais ou mesmo bimestrais para discutirmos como essas propostas vem sendo desenvolvidas pelos educadores,quais as dificuldades encontradas e como foram sanadas.

Um grande abraço e obrigado por abrir meu caminho em arte-educação

Constancia Maria Soares
Caros colegas,
A proposta curricular em arte, veio contribuir para que o ensino fosse mais direcionado, dando ênfase principalmente a arte contemporânea , o que é muito bom.  Eu a vejo como um instrumento muito positivo, para que possamos trabalhar a arte com muito mais seriedade, do que há um tempo atrás. O que sinto e vejo são excelentes profissionais que trabalham as diversas linguagens artísticas de forma séria, consciente, levando  o educando a se apropriar dos conteúdos importantes para a sua formação artística e pessoal. Mas, infelizmente, também tenho contato com outros profissionais que ainda acham que arte é "fazer coisas".ou seja, aula de artesanato. Analisando essas posturas, chego a conclusão que a culpa não é desles e que esses professores não tiveram uma base séria e não tem o conhecimento necessário para ser professor de arte ou um arte-educador.Se esses ditos professores não sabem para si, como podem ensinar??
Noemi Colombati Pereira

Boa noite, a todos!

Acredito que o educador que esteja em constante busca pelo conhecimento e aperfeiçoamento, receberá bem a proposta curricular, que só tem a acrescentar, e ajudar o professor nas ações educativas, propiciando infinitas possibilidades. Na minha região, trabalhamos com a proposta curricular em Arte, que de forma alguma, seria negativa.  

Solange Utuari

Olá Todos!

É um prazer ser mediadora desse Fórum.

            A proposta do presente Fórum surgiu no planejamento do curso que estamos oferecendo no Pólo Arte na Escola da Universidade Cruzeiro do Sul (São Paulo), sobre os territórios da arte e Cultura e como esta proposição está inserida na Proposta Curricular em Arte do Estado de São Paulo. Para realização dessa ação formadora fizemos parceria com as Educadoras: Ana Cristina Santos( Leste 2), Josenalva Ribeiro( Leste 3), Doralice (Leste 4), Adriana Silveira( Diretoria de ensino de Itaquaquecetuba) e Suzana Castro ( Secretaria de Educação Municipal de Poá). Esta equipe também estará mediando este fórum. Na imagem em anexo somos: Solange, Dora, Nalva, Ana Cris, Adriana ( Foto de planejamento de ações de formação continuada do Polo Arte na escola da Universidade Cruzeiro do Sul e as educadoras parceiras).

            O curso que está sendo oferecido aos educadores de São Paulo teve a presença das autoras da Proposta Curricular; Mirian Celeste Martins, Gisa Picosque, Jessica Makino e Sayonara Pereira) e também convidados como Daniela Libaneo, Silvia Meira e Rosana Paulino. Nosso objetivo ao oferecer este curso foi aproximar os educadores dos conceitos explorados na Proposta Curricular.

Na seqüência do nosso debate segue a questão:

            Você tem participado de formações continuadas sobre propostas curriculares? Como você vê este tipo de iniciativa?  

Boa Noite

Solange Utuari

Maria Ap Colombati Pereira

Olá! Uma Ótima Noite a todos.

Acredito que, a proposta curricular está sendo bem recebida pelos professores de arte, de maneira alguma limitará o trabalho do educador, pelo contrário instigaria a criação de novas possibilidades nas suas aulas.

Na minha região, trabalhamos com a proposta currirular em Arte. Vejo esse curriculo de maneira positiva!

Traudi Hoffmann

Olá!! Sou Traudi Hoffmann, professora formadora do CEFARPO (Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica do estado de MT), e recente mente participei como co-autora das orientações curriculares do MT, elas estão disponíveis no site da SEDUC-MT, partindo de uma realidade onde 80%, de pendendo da região 100%, dos profissionais que atuam com artes não tem formação específica, penso que é um instrumento que auxiliará a prática do profissional, que muitas vezes assumi coesivamente uma disciplina que não tem identificação e muito menos formação, isso devido ao contexto das políticas públicas do estado e a falta de mão de obra qualificada. Por outro lado, fica a sugestão aos colegas para lerem as nossas OCs do MT, seria muito interessante saber a opinião de outros arte educadores sobre o referido material, mesmo porque é um material em construção.

Também, vale salientar que a minha pesquisa na federal do MT, UFMT, tem como foco: A formação continuada dos professores de Artes no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (CEFAPRO): implicações entre diferentes contextos do ciclo e a política de currículo. Assim, aceito também sugestões bibliográficas e idéias sobre o tema da minha pesquisa....Um forte abraço a todos os apaixonados pela arte educação.

 

 

Solange Utuari

Conheça nossa equipe de parceiros!

Ana Cristina Santos( Leste 2), Josenalva Ribeiro( Leste 3), Doralice (Leste 4), Adriana Silveira( Diretoria de ensino de Itaquaquecetuba), Katia e Suzana Castro ( Secretaria de Educação Municipal de Poá).

Viviane Rodrigues

Olá !!!

Aqui no Estado do Rio de Janeiro a Secretaria Estadual de Educação criou um documento que norteia os conteúdos e o currículo da disciplina de arte.

Ao meu ver, devería investir no estudo do PCN, pois considero ele bem completo e de acordo com as nossas  necessidades.

Viviane

Ivania Gonçalves Meireles
Boa noite a todos.Olha sou Professora na rede publica em Minas Gerais,e vejo com muita preocupação o ensino de arte em Minas gerais,pois o pcn é muito bonito na teoria mas na prática é muito dificil ver a sua colocação adequada a realidade escolar.Até pela organização da carga horária,arte ainda é um tabu,não existe profissionais capacitados,e não está sendo trabalhado de acordo com as necessidades.O Estado tem feito sistematicamente provas que abragem todo o curriculo de Arte para serem aplicadas no primeiro ano do ensino médio,mas os alunos não estão preparados para tal cobrança.È o ensino de Arte aqui em Minas Gerais é só pra ingles ver lamentavelmente.
Lidinalva Batista De Souza
 boa noite colegas !!  a proposta  caiu como uma luva.porem na mimha opinião não tem nada a ver com a realidade do aluno,pendo ainda que o nosso governo tem muito investi mas em curso de qualificação para professores  fora de aula para  essa nova proposta curricular
Arthur Fernando Drischel

ANTES DOS CADERNINHOS...

Eu era feliz. Eu planejava os conteúdos por série e dividia as linguagens artísticas por bimestre. Fazia corais, bandas rítmicas, conjunto de flautas doce, coreografias, enfim...a criatividade de propor era meu veículo motivador de trabalho...trabalhava as 4 linguagens com a música como tema gerador.

DEPOIS DOS CADERNINHOS...

Eu desisti de dar aula depois que implantaram esses caderninhos medonhos...

Está tudo pronto...é ridículo...na minha opinião tudo muito tendencioso e fora da realidade do aluno. Estou falando isso porque eu fiz o curso de capacitação sobre a nova proposta curricular e tentei, juro que tentei aplicar essas receitinhas que o governo chama de "proposta". Sem contar que esses caderninhos acabaram com qualquer chance de proposta paralela. Tudo que é imposto e obrigatório torna-se massante e desmotivador. Porisso desisti de ser professor e agora estou fazendo uma pós graduação em psicologia e vou clinicar que eu ganho mais da vida...

Boa sorte pra quem gosta e pra quem fica...mais 4 anos de azar com um governo PSDbista miserável e sem vergonha alguma de humilhar os professores com uma política purulenta e desleal.

Tânia Mara Guarneri
Olá sou Tânia Mara, professora da rede Estadual de Educação do Paraná. Estamos já a algum tempo na construção das Propostas Curriculares em nossas escolas. Desde 2003, as nossas dIretrizes Curriculares de Arte também estão sendo construidas, efetivando-se no ano de 2008.
Parto da concepção do norte que a Proposta Curricular propoe a disciplina de Arte. Até então as aulas, e em muitas delas atualmente não são diferentes apesar de todas as orientações da arte enquanto conhecimento, ficam na "fazeção" da cópia, da ênfase na História da Arte, enquanto conhecimento em arte, do desenho livre sem mediação dos elementos que compõem o ensino da arte.
Entendo sim, a necessidade de documentos que norteiem a nossa disciplina, e eles não são "pacotes fechados", o profesor deve sentir-se a vontade para interagir com estes documentos e com o conhecimento que tem da arte.
 E, com relação a questão especifica deste fórum, percebe-se que grande parte dos educadores da disiciplina de Arte não tem profundidade dos fundamentos da arte para construção da Proposta Curricular, ficando apenas um documento "bem feito" para ser lido e não efetivamente um documento que norteia a realidade da escola no sentido de que sujeito ela quer formar, considerando a realidade que o mesmo vive.
Edileine Carvalho Vieira
Bom dia a todos. Sou professora da rede pública de ensino a pouco tempo, mas já foi possível perceber a distancia entre a tentativa de implantar novos métodos de ensino (Proposta curricular em arte), e a realidade em sala de aula. Primeiro os alunos não estão familiarizados com a arte contemporânea, (peguei uma turma no segundo semestre e eles tinham feito apenas "desenhos livres" durante o primeiro semestre); segundo, a escola não possuía nenhum tipo de material especifico para as aulas de arte (que por sorte eu tinha disponível). Para dar um exemplo, eu apresentei imagens no meu notebook (por julgar importante a leitura de imagens), sendo que nem sala de vídeo havia na escola. Portanto, só a proposta não adianta...temos que nos preocupar com todo o aparato técnico que vai nos dar condições de trabalhar a proposta.
Ana Cristina Dos Santos

Boa tarde!

Sou Ana Cristina SAntos e para mim também é um prazer participar deste fórum com vocês!

Percebo que a interação já está pegando fogo! Então, para por mais lenha nesta fogueira...

Ter um currículo na instituição educacional facilita a auto-formação do professor?

Abraços!!

Sinara Maria Boone
Olá à todos!
 
Acho muito importante essa movimentação em relação às propostas curriculares dos estados, pois sinaliza a preocupação na atualização dos processos de ensino da arte pelo país e faz com que todos possam repensar as suas práticas pedagógicas. 
Por aqui, o que nos preocupa são as questões relacionadas à compreensão e interpretação equivocada dos documentos propostos por alguns grupos de professores e coordenações, que estão exigindo que o professor de arte trabalhe com todas as linguagens da música, dança e teatro mesmo quando não tem formação específica. (A maioria dos professores possui formação em Artes Visuais).
O espaço aberto para outras linguagens é ótimo e os documentos aos quais tivemos acesso ainda possibilitam a flexibilidade necessária para que o professor mantenha-se autônomo e busque os subsidios e recursos de acordo com as realidades locais.
As mudanças estão ocorrerão gradulamente a partir de muita conversa e discussão nas escolas, mas ainda é preciso amadurecer algumas idéias. Continuamos apostando na melhoria do ensino da arte e acreditamos que o processo só será bem sucedido se houver o devido respeito pela especialidade de cada professor.
Professores de Arte devem unir-se na sustentação de seus propósitos, mas para isso, também é necessário estudo e clareza de muitos conceitos pertinenetes à Área da arte e educação.
 
Ainda assim, acreditamos que esse seja um pensamento positivo, uma aposta em algo que ainda pode dar certo e nos muitos profissionais que se dedicam diariamente pelo país para provar que é possível oferecermos um ensino da arte qualificado, amadurecido pelos estudos e conhecimentos adquiridos por cada professor. 
 
Sinara Maria Boone
Arte na Escola - Polo UCS
Caxias do Sul - RS
 
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