Forum
Ina Rodrigues Dos Santos
CAROS COLEGAS,GOSTEI MUITO DE PODER PARTICIPAR DESTE FÓRUM,JUNTOS PODERMOS AMPLIAR NOSSOS CONHECIMENTOS, ABRAÇO A TODOS ATÉ BREVE.
Maria Aparecida Dos Santos
Maria Aparecida Dos Santos
Estou feliz de participar deste forum
Lia Isabel Marques

Ahhhh essa contemporaneidade!!! Tão inusitada e carregada de significações. Pensar em Arte nos remete a um exercício experimental.Isso me faz lembrar de uma pequena historia em que o filho diz ao pai que gostaria de conhecer o mar, então o pai o leva.Sobem uma montanha e existe uma rocha imensa que não o deixa ver, então seu pai o coloca sobre os ombros e diz: "agora você filho, me diga, como é o mar?

"O encontro do inusitado daqueles que ainda se encontram com os olhos vendados *para o novo* são os verdadeiros guardiões das respostas sobre a arte contemporânea".(próprio autor).

Ana Stela O. Timo

Olá pessoal, sou arte-educadora e dou aulas para o Ensino Médio.  Desde quando cursava a faculdade sempre tive muita afinidade com a Arte Contemporânea e quando fui ministrar o estágio já comecei esboçar maus planos de aula sempre levando em conta a contemporaneidade presente nos dias de hoje.

Primeiro há que sempre ter em mente a diferença entre arte Moderna (+ou- final do séc IXI até meados do séc XX, por volta de 1960/70) e Contemporânea (depois do período moderno) conforme citado pela Jussélia e alguns outros colegas... Há que se levar em conta também que a arte sempre esteve intrinsecamente ligada à sociedade e, portanto, compropósitos mutantes ao longo de toda a história da ARTE. Justamente aí instala-se a dificuldade em trabalhar a Arte Contemporânea em sala de aula....

Primeiramente é necessário que o Educador tenha um mínimo de conhecimento sobre os outros movimentos pré-existentes ao contemporâneo para que não se despeje aos alunos a Arte Contemporânea sem que eles tenham um conhecimento prévio de outros movimentos. A Arte Contemporânea é extremamente provocativa, instigante, questionadora, reflexiva e por isso exige bastante preparo do educador para não se cair no lugar-comum de apresentar obras contemporaneas como sendo um a-arte-tudo-pode-nos-dias-de-hoje.

O Cícero A. Lopes perguntou qual o modo mais didádico de se trabalhar este tema em sala e pela minha experiência uma das possibilidades seria: Trabalhar um projeto que leve algumas semanas tendo como base os movimentos anteriores (não gosto muito do termo "linha do tempo") mas adaptando esta linha do tempo para cada série ou turma. Sempre relacionando as obras com a história social, política, econômica, religiosa daqueles movimentos até chegar aos dias de hoje com a Arte Contemporânea, porém NUNCA se esquecendo que apesar da relação entre os temas é da ARTE que devemos nos ocupar com mais tempo. É Muito importante a utilização de IMAGENS de qualidade (na medida do possível e isso dá trabalho, eu sei...)

Bem eu tinha um monte de outras questões pra falar sobre a Arte Contemporânea, mas fica pra outro post senão ninguém vai querer ler.....

Beijos e desculpem a delonga......

Ana Stela O. Timo

Esqueci de mencionar que é extremamente importante relacionarmos as obras de arte com o dia-a-dia das sociedades porque quando chegarmos à Arte Contemporânea e aos dias de hoje os próprios alunos irão questionar o porquê de tais produções....

O principal é ter me mente que a Arte Contemporânea, mais do que a técnica, materiais utilizados, beleza, estranhamento ou aquilo que é produzido no momento, propõe às pessoas uma capacidade de pensamento crítico e interrogativo. Assim, é possível trabalhar imagens não só da Arte com letra maiúscula(que estão em museus, galerias ou catalogadas), mas também da arte do cotidiano. Da arte que pode e deve ser produzida pelos professores e alunos nas escolas.... Os alunos querem contestar, reclamar, provocar ou o que quer que seja??? Que seja por meio da Arte!!!! A Arte contemporânea proporciona esta abertura....

Um certo estranhamento é normal no começo, mas logo que os alunos percebem o potencial que eles têm em mãos com a Arte Contemporânea, logo se empolgam!!!

Beijos e boa sorte!!

Angelica Dadario Barreto
Esse tema está como top list para os educadores de arte. Eu estou começando a trabalhar com alunos de 8ª a 3º ano projetos com o tema arte contemporanea. Acredito que a prática, a experimentação para abordar o assunto é o canal. É difícil falar de museus, locais culturais, manifestações, etc, quando, infelizmente, são totalmente centralizadas na cidade de São Paulo. Dou aula em um bairro da cidade de Embu-Guaçu onde 94% dos alunos não tem noção o que é visitar esses tipos de locais. O Estado oferece excurssões para 40 alunos, considerando os "melhores", segundo algumas características ditadas. A questão, é que essas saídas não são programadas conforme o conteúdo oferecido pelas instituições, são apenas planejadas imaginando o que seria "divertido" para alunos. A cidade onde vivemos não oferece nada no quesito cultural artístico, pois acredito não haver muito incentivo e pessoas qualificadas para tais projetos. Arte contemporanea se limita ao que mostramos em sala. E também na euforia que expomos o conceito. Estou correndo atrás de palestras, seminários, workshops que abordem o tema. Aliás, fui na palestra para educadores sobre a 29ª bienal de artes em São Paulo, que será agora em 2010. Por isso digo, preparem-se porque vamos precisar de muito entendimento para expor melhor as concepções aos alunos.
Andrea Alves Silveira Costa

Oi. Colegas , este forum vai trazer  muita troca de informaçôes mas acho principalmente as trocas de experiências . De minha parte devo estar defasada e este forum vai me proporcinar uma sacudida ,aquela de levantar a poeira. BOa noite.

Marília Schmitt Fernandes
Quero parabeniza-los pela escolha do tema do fórum, pois é de extrema pertinência com a realidade da arte/educação e das produções artísticas especialmente no Brasil.  A urgência, deste olhar mais apurado e menos veloz sobre como nós arte/educadores trazemos os conceitos da Arte Contemporânea para dentro das escolas e em nossas aulas , está evidente nas falas das colegas que já se manifestaram aqui. Este espaço será uma oportunidade maravilhosa de trocarmos ideias e experiências que nos ajudem a quebrar preconceitos  através de outros modos de ver e perceber Arte, a rever conceitos sendo possível  desconstrui-los para reconstruí-los ampliados... afinal somos responsáveis pela mediação dos nossos alunos com os meandros da Arte, também  com a Contemporânea e com suas inquietações e provocações.  Talvez um modo de começar, poderia ser pensando quais os conceitos  que trazemos enraizados em nós, sobre quando algo  é Arte ? E hoje, o que é  belo em Arte ? Vou voltar para esta conversa... Abraços Marilia Schmitt Fernandes - Canoas - RS
Natalia Abreu Da Cunha
Olá,

Primeiramente, e igualmente a todos, é um grande prazer estar aqui e poder dividir com todos nossos desejos e angustias sobre o ensino nas artes, que não são poucos.
Em segundo lugar, sobre o Ensino da Arte Contemporânea, tenho três observações que particularmente considero importantes. Quando ouço professores dizerem "meus alunos não dão importância pra artes" lembro-me bem do quanto eu mesma já falei isso. Sou relativamente nova mas trabalho em 3 escolas particulares há um ano e nessa realidade eu percebo que é importante deixarmos claro o "por quê" dessa importância toda que as Artes tem pro aluno, sempre abrir uma discussão sobre o tema no primeiro dia de aula e retomar a questão oportunamente. Digo com muita felicidade que funciona.
Outra consideração é sobre o material didático. Uns colocam a Arte Abstrata como Arte Moderna, outros como Arte Contemporânea..como esclarecer com os alunos essa questão? Aliás, esclarecer essa questão é de fato importante ou é só mais um rótulo dado a um trabalho artístico?
E por último, em locais onde não há Bienais, como posso trabalhar o olhar dos meus alunos? Só com imagens não tem sido o suficiente, e esse é um grande obstáculo que venho enfrentando. No mais, sucesso a todos e todas.

=)
Gilson Nunes
Natalia Abreu da Cunha escreveu:
Olá,

Primeiramente, e igualmente a todos, é um grande prazer estar aqui e poder dividir com todos nossos desejos e angustias sobre o ensino nas artes, que não são poucos.
Em segundo lugar, sobre o Ensino da Arte Contemporânea, tenho três observações que particularmente considero importantes. Quando ouço professores dizerem "meus alunos não dão importância pra artes" lembro-me bem do quanto eu mesma já falei isso. Sou relativamente nova mas trabalho em 3 escolas particulares há um ano e nessa realidade eu percebo que é importante deixarmos claro o "por quê" dessa importância toda que as Artes tem pro aluno, sempre abrir uma discussão sobre o tema no primeiro dia de aula e retomar a questão oportunamente. Digo com muita felicidade que funciona.
Outra consideração é sobre o material didático. Uns colocam a Arte Abstrata como Arte Moderna, outros como Arte Contemporânea..como esclarecer com os alunos essa questão? Aliás, esclarecer essa questão é de fato importante ou é só mais um rótulo dado a um trabalho artístico?
E por último, em locais onde não há Bienais, como posso trabalhar o olhar dos meus alunos? Só com imagens não tem sido o suficiente, e esse é um grande obstáculo que venho enfrentando. No mais, sucesso a todos e todas.

=)

Concordo em parte com seu ponto de vista viu, professora. Pois a arte do passado ela pode ser tão comtemporãnea, quanto a arte que fazemos hoje. Vai depender da forma como ela é abordada e para isso pressupõe conhecimento. Como este espaço está reservado para fazermos reflexões, estou postando abaixo um ensaio para apreciação de todos. Um forte abraço.

Tecnologia Digital: adeus professor do século passado?

 

Vasculhando modésto acervo de revista SUPERINTERESSANTE, procurando informações sobre a Arte na Pré-história no Brasil, já que muitos livros didáticos da Disciplina de História só retratam, na grande maioria, as cavernas de Altamira na Espanha e de Lascaux na França, como se no nosso país não existisse Arte Pré-histórica, a negação de nosso passado primitivo,  certo complexo de inferioridade, para sublimarmos que somos modernos e contemporâneos em todos os sentidos, menos primitivo, por isso, só enxergamos essas duas cavernas da Europa. Ou seja, fomos acometidos por longos anos, por uma cegueira da caverna da indústria do analfabetismo antivisual de nosso passado, impingido pela indústria do livro didático. Só reconhecemos a cultura externa e subestimamos a nossa, delegando a mesma uma realidade virtual.

 

Só nos reconhecemos como nação indígena no dia 19 de abril, Dia do Índio, ridiculamente pintamos as nossas crianças como se fossem coelhinhos da páscoa e colocamos numa roda dançando a mais popular música da Lady Zú, “Todo dia é dia de índio”, depois esquecemos, e podemos até confundir índio com mendigo e atear fogo, para esconder, eliminar a nossa miséria preconceituosa, com o extermínio do outro. Uma cena bem marcante, que sensibilizou a todos no Distrito Federal, mais os índios existem, mesmo que silenciados pelos fazedores dos livros didáticos.

 

Acidentalmente deparo-me com a seguinte manchete: “MESTRES COM DOTES CIBERNÉTICOS”.  Pela qual afirma que, “a informática entrou nas escolas pela porta da frente, como disciplina indispensável nos currículos. Agora começa mudar o conceito de aula.”. Afirmo, pelo menos no Colégio Objetivo, de São Paulo, onde três salas superfuturistas passaram a funcionar no semestre de 1998. Revista ano 12, nº 9, página 94. Segundo a reportagem, “em vez de lousa, um telão eletrônico. No lugar de cadernos, micros, com editor de texto e navegador para internet. Tudo que é mostrado no telão aparece instantaneamente na tela do aluno. Pode ser um trecho de um vídeo, um site ou as anotações do professor. Esqueça a possibilidade de se distrair com joguinhos: de sua mesa, o mestre tudo vê”.

 

Como subtítulo  da matéria: “Aprendizagem on-line: professores e alunos unidos pela eletrônica”. Coincidentemente,  na  página de nº 114  da revista, pude encontrar várias citações de pessoas famosas. Posso citar aqui a primeira, do escritor americano, Tom Wolfe, que na época da publicação da revista, contava com 67 anos: “Francamente, hoje em dia sem uma teoria para seguir, eu não consigo entender uma pintura”. No mesmo espaço o ilustre artista da vanguarda do início do século XX, Pablo Picasso (1881-1973) afirma: “A pintura é uma profissão para um homem cego. Ele não pinta o que vê, mas o que sente, o que disse para si mesmo que tinha visto”. Obedecendo a mesma lógica considera o suíço Paul Klee (1879-1940): “a arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver”. Levando a importância da imagem pictórica as últimas conseqüências, considerou o dramaturgo irlandês George Bernard Shaw (1856-1950): “é mais fácil substituir um homem morto do que uma boa pintura”. Parafraseando-o este último, posso questionar:  é mais cômodo substituir um professor do século passado por uma nova tecnologia digital?

 

Está última página da revista é um relicário antropológico do pensamento de várias figuras ilustres da cultura universal. Porém, não poderia deixar de registrar duas citações que saltaram os olhos de tanta veemência, quando o pintor inglês John Constable (1776-1837) afirmou: “Nunca houve um garoto pintor, nem nunca vai haver. A arte requer um longo aprendizado, tanto mecânico quanto intelectual”. Esse conceito pode ser comparado ao professor da Disciplina de Artes da Escola Pública ou Privada, que de forma ingênua ministra as  aulas, vítima do neoliberalismo educacional, que tudo pode, condenando este profissional a escuridão da caverna, entre a vida e a morte, significado sublimado da pintura pré-histórica.

 

Depois de 12 anos da publicação dessa matéria, as nossas escolas públicas pouco mudaram ou ironicamente em “nada mudou”, restando saber se esta experiência pioneira da escola de São Paulo aqui citada na introdução desse ensaio, mudou  a prática do ensino nas diversas disciplinas daquele colégio, tido como lugar privilegiado da elite educacional. Logo, se a “pintura é a arte de proteger uma superfície plana do tempo e expô-la aos críticos”, conforme considerou o escritor americano Ambrose Bierce (1842-1914), as novas tecnologias a serviço do ensino da arte é uma ferramenta concreta e poderosa a serviço de uma nova práxis crítica educacional, que não estamos cegos e que podemos sim fazer uso dessa tecnologia.

 

Evidente que  esta reportagem, curiosamente foi destacada discretamente nas últimas páginas da revista de grande circulação nacional. Indago: Por que não foi uma manchete de capa? Por que, os avanços tecnológicos não interessam  ao grande público, apenas ao grupo restrito que freqüenta as salas de aulas da escola referente, os filhos da elite brasileira. Até porque os salários dos professores daquela escola devem ultrapassar os R$ 3.300,00 pelo método dedutivo em relação aos demais salários dos professores públicos espalhados por este Brasil, que 80% recebem abaixo de piso defasado da miséria R$ 950,00, colocando todos na mesma vala comum, sem especificar a qualificação. A Paraíba é exemplo, onde um professor ganha R$ 610,00.

 

Sob o manto  dessa cruel realidade financeira, o sonho de consumo  do professor,  de ter acesso as novas tecnologias digitais é algo utópico e surrealista, mesmo com a ridícula propaganda de um banco federal, de patrocinar em suaves e infinitas prestações esse sonho, pelo qual o banco fornece o dinheiro para compra de um computador e o professor paga o valor de outro, só de juros do empréstimo. Sem esquecer aquele político de plantão, que se aproveita do projeto de inclusão digital do Governo Federal e distribui 150 notebooks para 150 professores, esquecendo os demais, num total de aproximadamente 2 mil profissionais, ainda por cima manda estampar a cidade de outdoor,  “professor na era digital, na nossa cidade é uma realidade”, tratando todos como analfabeto político. Essa é uma mídia barata que se espalha pelas principais cidades do Nordeste.

 

Mesmo assim, muitos professores têm driblado a barreira da miséria e tem se privado de algumas necessidades, poupança doméstico forçada e comprado o sonhado bem de consumo tecnológico, e outros, submetem ao famoso crediário em 12 parcelas ou até em 16 meses, mesmos que tenha que entregar ao proprietário da loja mais da metade do valor de outro computador,  pelo parcelamento – vassalagem tecnológica. Foi possível comprar o computador, mais o trauma esbarra na conta telefônica e no valor de acesso ao sistema de internet banca larga, é uma ironia para o professor, pois com o aumento do salário mínimo todo inicio de janeiro, o salário do professor só diminui, fazendo com quer  compre quilômetros de metros de fios para sair jogando pelos telhados dos vizinhos garimpando um ponto de acesso. Esta é a realidade que pode parecer irônica, mais é a realidade de boa parte da maioria dos professores de nosso país, porque não afirmar, do povo brasileiro. Para ironizar ainda mais essa gente, os prefeitos estão instalando em vários pontos da cidade internet sem fio, um convite para o assalto de  notebook, pois segurança neste país é outro ponto nevrálgico.

 

Respondendo o questionamento do título deste ensaio, posso afirmar que o professor do século passado continuará vivinho, até porque sua forma de ensinar é útil ao sistema neoliberal, que mantém a vanguarda da elite em detrimento da exclusão da maioria, esta que sustenta o sonho de consumo da minoria. Aquele conceito de aula clássica será substituído na escola pública pelo professor atrevido no bom sentido, que mesmo a escola não oferecendo sequer uma tomada para instalar um vídeo, ele leva o seu notebook para ilustrar as  aulas, mesmo que seja uma “briga”  por parte dos alunos para encontrar um pedacinho de espaço para ver algo de extraordinário, um sonho de consumo tão distante da maioria dos alunos da escola pública, que outrora era para o professor. Por outro lado, o professor clássico será substituído sim, por outro professor vanguarda, sintonizado com as novas tecnologias, fazendo uso da internet para modernizar suas aulas, dando outro significado a profissão.

 

Logo, articular tecnologia digital com a realidade do professor é investir no salário desse profissional, fornecer cursos sistemáticos de atualização com remuneração, para que possa manipular os laboratórios de informática das escolas, caso contrário,  no futuro, poderão se converter nos velhos conservatórios de música medieval, apenas reservado aos escolhidos e dotados pelo dom divino, até porque, antes, escola moderna estava reservada apenas ao computador da diretora, instalado na administração. Sabemos que hoje, muitas escolas da rede pública espalhadas por este país possuem esses laboratórios, boa parte dos equipamentos em péssimas condições de uso, pois vão se quebrando e não existe uma manutenção frequente, “o que é público é barato, e descartável”; a miséria de recurso financeiro que o Governo Federal envia para as escolas é mágica, e a gestora tem que fazer peripécia para o dinheiro render, milagre.

 

 

Arte-Educador – (Especialista em Artes Visuais pela UEPB).

Gilson Cruz Nunes

 

Campina Grande, 01 de maio de 2010.

 



Rafaela Rafael
Olá companheiros arte educadores!

Como arte educadora trabalho em um centro cultural de arte e tecnologia e em uma escola de ensino médio técnico, estas duas práticas são complementares, não me vejo sem nenhuma delas. Meu contato com arte contemporânea se deu de maneira natural porque veio com minha formação, fiz estágio no museu  de arte contemporânea e em escolas (que não trabalhavam com arte contemporânea) .

Na grade curricular do curso de licenciatura  só era obrigatória ir até a disciplina de história da arte moderna, ou seja, se o licenciando não tivesse a curiosidade e interesse de fazer a história da arte contemporânea, não a teria em sua formação. Deu- se a primeira lacuna, a formação do profissional.

Outra questão que acho muito pertinente é; o que é arte contemporânea? O que é contemporâneo?
Enquanto Marcel Duchamp em 1917 colocava em exposição a "Fonte" questionando de fato e rompendo com o que entendíamos por arte, curioso que neste mesmo período em que se propunha um ante arte, no Brasil inic´iávamos o modernismo. A segunda lacuna, a defasagem de tempo.

Podemos trabalhar as pinturas rupestres com um olhar contemporânea, e contemporâneo no sentido de tempo atual.  vestígios, registros, comunicação visual, olhares para o cotidiano. É preciso pesquisar, frequentar espaços culturais, ir a internet, investigar...

Como arte educadora, sou propositora. Que tal um olhar para o entorno?
Fiz um trabalho com minha turma de adolescentes com o tema " rotas subjetivas". Como intigação usei um vídeo do You tube e como suporte o google maps. Em construção no

 http://maps.google.com.br/maps/ms?hl=pt-BR&ie=UTF8&msa=0&ll=-22.946696,-43.179016&spn=0.080145,0.14986&z=13

O ensino de arte contemporânea, provoca olhares é o campo para o poético....

Palavras: deslocamentos ,mapeamento, local, cotidiano, mídias, web arte, conceito, linguagens, apropriações.

Indicações na internet: canal contemporâneo, web arte, enciclopédia ITau cultural, File.

Agradeço o espaço de troca.
Vanessa Sales Rafael
Boa noite, colegas!
Não gosto muito de participar de fóruns, porque quem lê, dá a entonação que quer ao texto. A gente pode escrever um texto tranquilo e parecer que está contando vantagem. Desculpem o desabafo, mas faço curso de pós-graduação Especialização no Ensino de Artes Visuais e, claro, muitas colegas não tem  formação na área. Fui oferecer ajuda e virei a chata que sabe tudo! E o que penso a respeito é que leio, leio, leio e nunca sei o suficiente, então é impossível saber tudo de artes,
Me arrisco, então, a expôr algumas experiências que deram certo:

Boa sugestão de leitura: "Deslocamentos"-experiências de arte-educação na periferia de São Paulo - Nair Kremer

Os relatos do site Arte na Escola, também tem excelentes propostas e dão ótimas ideias.

Seguindo a metodologia ou proposta triangular, consegui fazer com que os alunos da 7ª série entendessem performance: combinamos de sair da sala alguns minutos antes do final do horário e, ao sinal, eles ficariam um minuto estáticos no meio do pátio, enquanto as outras turmas saiam. Na aula seguinte, depois de falarem sobre a experiência, começamos um estudo sobre artistas performáticos.

Outra prática que deu certo: na semana após a morte de Michael Jackson, eles fizeram a caricatura do cantor e eu propus que fossem fixadas em locais diferentes pela cidade - Intervenção Urbana

Para aproveitar os celulares, pode fazer um projeto fotográfico, baseando em vários artistas brasileiros contemporâneos como Cao Guimarâes (Gambiarras), Vik Muniz.

Quem começa a ensinar arte contemporânea não quer parar...
Lisete Maria Massulini Pigatto

Olá!

Que bom encontrar um grupo disposto a conversar sobre este tema tão importante.

Atuo nas escolas do sistema municipal e estadual de ensino na cidade de Santa Maria, RS como educadora especial e a arte contemporanea é uma ferramenta imprescindível para trabalhar a inclusao escolar e social dos alunos. Li os depoimentos de voces e com certeza vamos aprender muito sobre este assunto tão significativo. Em anexo contem a foto de um teatro musical realizado com a imigração.

Lisete

Ina Rodrigues Dos Santos
 CAROS COLEGAS,ESTOU PREPARANDO UMA APRESENTAÇÃO SOBRE ARTE CONTEMPORÂNEA COM MEUS ALUNOS DO ENSINO MÉDIO, ESTAMOS APRENDENDO JUNTOS EU  E ELES,PENSO SER ESTE UM BOM MOMENTO DE CRESCIMENTO, PROFISSIONAL ESPERO QUE DÊ CERTO. ABRAÇO A TODOS.
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