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FILLIPE DUTRA RUBIM
O tema avaliação sempre estará presente nas preocupações de todos que buscam tratar a disciplina Arte como área de conhecimento.
Para o processo avaliativo diagnostico e processual busco  construir aprendizagens significativa, onde o educando possa vivenciar através de experiencias em quais procedimentos sera avaliado, e onde os pais também possam participar de forma concreta. Uma forma muito eficaz de avaliação tem sido a avaliação por portfolio, onde os educandos registram seus processos de criação, e podem perceber seus progressos. Levando-os a perceberem que são pessoas que produzem e podem sim sonhar com conhecimentos adquiridos.
Evanio Bezerra Da Costa

O tema “Avaliação em Arte” sempre gera muita discussão. Existem os contra, os a favor, os indecisos. E confesso, trata-se de um tema polemico.

 Nos poucos anos que já me encontro atuando acredito que essa dificuldade não venha a ser apenas da Disciplina, mas de todas as disciplinas em si. Lógico, algumas como matemática, e outras da área das exatas são mais objetivas, o que vem a facilitar a forma como o professor avalia um aluno. O problema e quando nos colocamos como educadores de uma disciplina que por si só já e subjetiva: A Arte.

Alem disso, ainda temos um problema que acredito que muitas pessoas fazem vista grossa: Diferença entre Agente artístico e Educador.

Veja bem, um agente, na minha visão e aquele individuo que atua sobre um publico especifico, por um determinado período e apresenta a esse publico algum tipo de produção artística, de forma reflexiva. Ou seja, de modo a fazer com que esse público entenda aquela produção (Teatro, pintura, desenhos, etc) de um outro modo. Esse entender, nem sempre leva a experimentação.

E o educador? O que e o educador? Com algumas limitações vou tentar responder, uma vez que me vejo nessa situação. Um educador, e aquele individuo que tendo domínio teórico e pratico sobre determinada ciência, ira na sala de aula encontrar um público diversificado. Sobre esse público o educador, terá de agir, formando ali, junto a esses educandos não futuros artistas, mas futuros leitores e desfrutadores da produção artística. (Aqui, partindo de sua formação especifica - Pois sou terminantemente contra a polivalência)- esse educador ira focar sua área de formação, e trabalhando com os três tópicos( Leitura, contextualização e produção), chegara a experimentação de técnicas com seus alunos.

Então, tudo ira se misturar. Tanto a ação de um educador como a de um agente. O fato e que nem sempre o agente esta na sala de aula.

O problema que surge e que muitos professores de Arte não se encaram como educadores.

Veja bem, um professor de português, lembrando que a literatura – que muitas vezes e ministrada pelo mesmo professor de português-  ( e também é uma forma de arte), não entra na sala de aula com a visão de que terá de fazer uma intervenção para que seu aluno produza literatura. Ele pretende fazer com que seu aluno saiba ler, a partir do conhecimento dos códigos lingüísticos  e entender o que cada um desses códigos propõem dentro da literatura (seja ela de qual gênero for: policial, ficção, informativa, etc). Ou seja, ele simplesmente instrumentalizar seu aluno com o mesmo conhecimento que ele, como professor, possui. E um mestre, um educador.

Para avaliar se seu aluno compreendeu o que propôs, ele como educador coloca objetivos e critérios claros de avaliação. Então se ele - como professor de português, esta trabalhando conjugação verbal, ele ira avaliar conjugação verbal e não outro conteúdo qualquer.

E o professor de Arte? O que nos impede de deixar claro as diferenças para nossos aluno, que um desenho a giz de cera e diferente de um desenho com lápis 6B? Ou o que o nos impede de mostrar a diferença entre a técnica cubista e a técnica Renascentista, dentro de uma produção?

As vezes vejo que nos professores, não deixamos muito claro os critérios de avaliação. Uma situação que tentei resolver no meu primeiro ano de sala de aula. Veja o que tentei fazer como educador em arte, quando me propus a realizar a avaliação. Pensei: Se fosse comigo, como eu gostaria de ser avaliado?

 O dilema se esclareceu quando vi que se eu mesmo como educador, me colocando no lugar do educando gostaria de ser avaliado sempre ciente dos critérios pelos quais eu seria avaliado. Então, acho que desde que venhamos  definir os critérios e tenhamos objetivos claros e específicos para cada assunto abordado, tudo fica mais fácil, tanto para nos, quanto para o aluno. Faço isso no meu dia-a-dia, e meus alunos tem noção de como avalio seus trabalhos. Veja o exemplo, partindo do desenho:  Eles sabem que no decorrer do ano vou observá-los e que a partir de um momento eu já tenho noção de quem trabalha bem e quem não consegue, e sabem também que vou respeitar tanto aquele que desenha muito bem, quanto aquele que não sabe fazer nem um desenho estereotipado.

Eles sabem que vou avaliá-los conforme o que conseguem fazer. Trata-se de uma questão de respeito e compreensão por aquilo que cada um sabe ou consegue fazer.
A partir desse momento, faço a avaliação dos meus alunos, atribuindo notas, sem medo ou remorsos de que um ou outro venha a ficar com vermelho, afinal os critérios foram explicados de formas claras e objetivas.Muitos as vezes nao entendem, mas ai entra a questao do dialogo. A educaçao tem de mudar, mas e necessario que nossos discursos estao coerentes com a nossa pratica.

Desde que a avaliação seja realizada dessa forma, pois para as outras disciplinas existentes dentro das instituições escolares, existem criterios para avaliar,  poderemos avançar nesse assunto. Esses criterios que aprendi a colocar para meus alunos, aprendi no convivio diario de sala de aula, fazendo minhas proprias reflexões, que muitas vezes passaram pela aceitação ou não-aceitação deles. E quando digo a eles que vou avalia-los, muitos continuam nao entendendo, devido a herança maldita que recebemos da educaçao proposta nas decadas passadas. Mas aqueles que entendem, agradecem, pois sentem que no fundo fez algum sentido.

Maria Salete Melo Martins Pinto

Avaliar segundo o "Michaelis" é...

avaliar
a.va.li.ar
(a1+valia+ar2) vtd e vti 1 Calcular ou determinar o valor, o preço ou o merecimento de. vtd 2 Reconhecer a grandeza, a intensidade, a força de: Avaliar a dor, a mágoa. vtd 3 Apreciar: Avaliar a força, os costumes. vtd 4 Computar, orçar: Avaliar a riqueza de um povo. Avaliam a herança em dois milhões de dólares.

Calcular ou determinar valor... preço... merecimento de...

 Como no desenvolvimento de uma relação ensino-aprendizagem em Arte  poderíamos determinar um valor calculado, quantificado para algo tão "subjetivo"? Apenas Subjetivo? É por isso que sentimos tanta dificuldade para determinar os critérios de avaliação em arte.

No entanto,  torna-se um pouco diferente quando nessa qualificação entra o viés de que Arte encontra-se na área de conhecimento, do complemento intelectual e cultural na formação de cada sujeito. 

Dessa forma, há um conteúdo formal básico em arte a ser trabalhado com esse sujeito-aprendiz  que poderá fazê-lo criar, sentir e apreciar a Arte - subjetiva e objetivamente.

É esse "aspecto intelectual formativo" - dentro do qual há que se contemplar aspectos de postura social conjugados ao conhecimento - que acredito que  qualifica alguém em alguma coisa.

Cabe a nós, professores, na praxis pedagógica, o papel de perceber esse "deslocamento-qualitativo" e  de gerar mecanismos e instrumentos que traduzam esses resultados na linguagem que caracterize a avaliação de cada instituição a que faz parte.

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Pessoal;

Importante as considerações apresentadas! Tenho refletido muito sobre o que avaliamos de fato? Penso que não avaliamos a arte ou a produção artística. Esse papel é do crítico de arte. o que avaliamos são os processos de avaliação em arte. Como os estudantes se apropriam dos saberes e conhecimentos sobre a arte e na arte nas mais diversas formas. Assim, a avaliação se torna menos complexa, pois se temos clareza dos indicadores de aprendizagem em arte e dos critérios avaliativos, o processo é mais transparente. Ah! E precisa ser compartilhado entre professor e estudantes!

abraços.

Silvia Pillotto

Camila Carvalho Wanderlei
Ao se guiar toda uma construção de conhecimento durante certo período, criar uma atmosfera  em que criatividade , espirito critico, reflexivo e senso estético são trabalhados  é no mínimo retrogrado avaliar o aluno atraves de uma simples nota.Creio que a auto critica bem proposta é a melhor forma. 
Leticia Terezinha Coneglian Mognol
Olá professora Silvia. Fico feliz que toda a rede esteja discutindo um tema tão importante quanto a avaliação. Gostaria que comentasse sobre o Portfólio como processo e instrumento de avaliação em arte. Um abraço, Letícia Mognol.
Regina Rozania Lima De Araujo
 Não acho difícil avaliar o aluno. Desde que eu tenha um objetivo claro do que quero ensinar e o que espero que o aluno aprenda, se torna muito fácil. Uma coisa que acho importante é despertar em meu aluno a criticidade, pois dessa forma ele poderá fazer a auto avaliação ou avaliar os colegas e por vezes tenho percebido que os próprios alunos são bastante esclarecidos quanto a sua própria produção ou dos  colegas. Aprendi a explorar a auto avaliação ou a avaliação coletiva, no final vc mesma verifica que tem coerência a opinião deles com a sua e vc não comete injustiça.   
Antonio Souto
Estou plenamente de acordo com os comentários aqui escritos. Acho muito importânte colhermos opniões acerca do tema arte. Não tenho uma boa lembança sobre esse tema ensinado em sala de aula. Acredito que os atuais  padrões de ensino não contemplam o tema com o seu devido respeito, por isso o não entendimento, de alguns alunos. Creio que ensinar arte é antes de tudo formar cidadões. Atraves da arte temos a possibilidade de formar pessoas criticas, com uma visão de mundo em dimensões maiores. Temos a possibilidade de trabalhar as diversas inteligências, agrupando em uma só matéria a visão lógica e humana. O aluno ali tem possibilidade de enchergar o mundo com olhar mais determinaso para o belo. Ensinar arte é antes de tudo formar carater. Acho extremamente necessário aumentar o numero de aulas de arte em escola para que o aluno tenha a possibilidade de ver o mundo de forma menos violento.
Maria Da Penha Fonseca
Barbara Cristina Prestes de Oliveira escreveu:

Acho extremamente difícil avaliar o aluno em algumas circunstâncias. Também proponho leituras, discussões, produções de texto e práticas. Os critérios ficam definidos lá no início: participação nas discussões e leituras propostas, pontualidade, capricho, coerência com as temáticas...

Só que nos trabalhos práticos, sempre tem um com grande dificuldade, enquanto se mostra dez em todos os outros critérios. Daí vem um monte de dúvidas. Além disso, existe também o problema dos trabalhos em grupo, sempre tem um que faz mais. Ou aquele que não participa quase das discussões, atrapalha inclusive, mas ao fazer o trabalho prático se supera.

As duas habilidades tem o memso peso?

Barbara,

Concordo com você que avaliar não é nada fácil, principalmente se pretendemos avaliar as competências e habilidades adquiridas pelos nossos alunos. Nesse caso, não podemos perder de vista a diversidade existente em nossas salas de aula: alunos com preferências tão variadas.

Penso que, o ato de avaliar em Ensino da Arte não deve ser com o mesmo peso quando nos referimos às questões teóricas e práticas, mas que devemos ter um olhar especial - o que não é fácil devido ao número de turmas e alunos que temos - há alunos que se envolvem ou desenvolvem mais nas teorias e outros nas práticas. Práticas essas que podem ser propostas em técnicas diversas para que o aluno tenha condições de optar. 

Não sei se estou me fazendo entender, mas é que às vezes, elaboramos propostas pedagógicas em que todos ao final deverão aplicar uma mesma técnica, por exemplo: mosiaco. Acontece que o aluno pode não se identificar com tal técnica e alcançaria um resultado muito melhor se trabalhasse com lápis grafite na sua produção plástica (Penha Fonseca).



Victor Alexandria

Acredito que avaliar o aluno nas aulas de artes não seja o melhor caminho para a sua compreensão dos conteúdos apreendidos. Proponho sempre aos meus alunos que eles se baseiem nos objetivos do trabalho que estamos desenvolvendo e como eles escolheriam o que mais se aproximou do que que foi pedido, qual chegou perto e quem ficou muito aquém do ideal. A partir dessa divisão atribuimos três notas diferentes. 

Infelizmente somos orientados por um sistema que precisa avaliar, numerar, classificar os alunos e nao valorizar o processo de aprendizagem.

Professor Victor.

Pétira Maria Ferreira Dos Santos

A avaliação escolar no ensino da arte na escola, é de fundamental importância para o processo ensino-aprendizagem, porque o educa-dor tem que está atento como o seu aluno aprende aquilo que lhe é ensinado. Na construção do conhecimento, de que modo que eles aprendem os conteúdos entre teoria e prática de ensino, que dificul-dades os alunos sentem na hora que estão sendo avaliados, todo educador tem que pensar positivo em tudo aquilo que for avaliar, na percepção do trabalho, conjunto e individual, estimular a criação, autoconfiança, autonomia, produção e na apreciação da pesquisa e auto-avaliação.

Existe hoje, muitos procedimentos de avaliação que o professor de arte pode proceder com seus alunos. No campo pedagógico, as prá-ticas docentes no ensino da arte são muito significativas, tanto no teatro, música, dança, artes visuais. Devemos nos preocupar com o que avaliar, como aaliar e saber avaliar nossos alunos, para que mais tarde se tornem alunos críticos para saber enfrentar a socie-dade hoje em que vivemos.

Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Fiquei surpresa ao ver tantos depoimentos! Quem bom, o assunto é de interesse de muitos!

Estou terminando minha dissertação sobre esse tema e tenho encontrado muitas reflexões e práticas interessantes. A minha angústia ainda é quanto à atribuição de notas no ensino de Artes. Durante a pesquisa de campo foi possível perceber que em vários momentos essa atribuição de notas no ensino de Artes é uma mentira, pois mesmo que o aluno receba notas ou conceitos vermelhos, ele não é reprovado. Não que eu queira que alunos sejam reprovados, não é isso. Na realidade eu acredito, como Luckesi, que o ideal seria a não existência de notas em nenhuma disciplina.

Nas escolas estaduais em Minas Gerais, na cidade de Uberlândia, os alunos têm Artes somente em um ano do Ensino Fundamental e um do Ensino Médio. Geralmente a aula do Ensino Fundamental é na oitava série. Qual a importância que o aluno vai dar a essa disciplina que o próprio Estado relegou a um segundo, ou terceiro plano? (antes que alguém de outra região do Estado me corrija, preciso dizer que no texto dos Conteúdos Básicos do Estado há a indicação de que o ensino de Artes é obrigatório em todas as séries do 6º ao 9º ano, no entanto essa realidade ainda não chegou em nossa região) Na maioria dessas escolas há a atribuição de notas e os professores geralmente usam essas notas como chantagem com aqueles alunos que se negam a participar das aulas. Mas, em um sistema de ensino que prioriza a nota em todas as disciplinas como o aluno poderia compreender uma disciplina que não atribuisse notas e com a qual ele só tem contato ao final de um nível de ensino? Uma aluna do primeiro ano do Ensino Médio contou-me que ficou de recuperação em Artes no ano passado, não fez a recuperação e em seu histórico está escrito: 'aprovado'. Pelo currículo do Estado de Minas essa aluna não terá mais a disciplina nos outros anos do Ensino Médio. O que ela aprendeu? Adiantou as ameaças e as notas vermelhas que o professor lhe deu?

Nas escolas municipais de Uberlândia os alunos têm aulas de Artes desde a Educação Infantil com professores habilitados. Nessa rede de ensino na maioria das escolas não há atribuição de notas. No entanto, como o aluno está familiarizado com a disciplina e com a não atribuição de notas, não há tantos conflitos quanto a esse quesito. Dessa forma penso que o ideal é que existam aulas de Artes em todas os anos de escolaridade do aluno para que eles compreendam a importância desse conhecimento e não façam a relação comum às outras disciplinas de que avaliar é atribuir notas.

Silvia Sell Duarte Pillotto
Eliane de Fátima escreveu:

Fiquei surpresa ao ver tantos depoimentos! Quem bom, o assunto é de interesse de muitos!

Estou terminando minha dissertação sobre esse tema e tenho encontrado muitas reflexões e práticas interessantes. A minha angústia ainda é quanto à atribuição de notas no ensino de Artes. Durante a pesquisa de campo foi possível perceber que em vários momentos essa atribuição de notas no ensino de Artes é uma mentira, pois mesmo que o aluno receba notas ou conceitos vermelhos, ele não é reprovado. Não que eu queira que alunos sejam reprovados, não é isso. Na realidade eu acredito, como Luckesi, que o ideal seria a não existência de notas em nenhuma disciplina.

Nas escolas estaduais em Minas Gerais, na cidade de Uberlândia, os alunos têm Artes somente em um ano do Ensino Fundamental e um do Ensino Médio. Geralmente a aula do Ensino Fundamental é na oitava série. Qual a importância que o aluno vai dar a essa disciplina que o próprio Estado relegou a um segundo, ou terceiro plano? (antes que alguém de outra região do Estado me corrija, preciso dizer que no texto dos Conteúdos Básicos do Estado há a indicação de que o ensino de Artes é obrigatório em todas as séries do 6º ao 9º ano, no entanto essa realidade ainda não chegou em nossa região) Na maioria dessas escolas há a atribuição de notas e os professores geralmente usam essas notas como chantagem com aqueles alunos que se negam a participar das aulas. Mas, em um sistema de ensino que prioriza a nota em todas as disciplinas como o aluno poderia compreender uma disciplina que não atribuisse notas e com a qual ele só tem contato ao final de um nível de ensino? Uma aluna do primeiro ano do Ensino Médio contou-me que ficou de recuperação em Artes no ano passado, não fez a recuperação e em seu histórico está escrito: 'aprovado'. Pelo currículo do Estado de Minas essa aluna não terá mais a disciplina nos outros anos do Ensino Médio. O que ela aprendeu? Adiantou as ameaças e as notas vermelhas que o professor lhe deu?

Nas escolas municipais de Uberlândia os alunos têm aulas de Artes desde a Educação Infantil com professores habilitados. Nessa rede de ensino na maioria das escolas não há atribuição de notas. No entanto, como o aluno está familiarizado com a disciplina e com a não atribuição de notas, não há tantos conflitos quanto a esse quesito. Dessa forma penso que o ideal é que existam aulas de Artes em todas os anos de escolaridade do aluno para que eles compreendam a importância desse conhecimento e não façam a relação comum às outras disciplinas de que avaliar é atribuir notas.

É verdade; muitas escolas não tratam a disciplina de Arte com o devido crédito, começando pelo processo de aprovação/reprovação. Isto, de certa forma é histórico. Na Lei 5692 a Educação Artística era obrigatória, mas não era considerada disciplina no currículo escolar. Desta forma a aprovação ou reprovação não fazia sentido. Acontece que a na Lei 9394 a Arte é considerada disciplina, portanto, legalmente podemos aprovar ou reprovar. O problema é que em muitos contextos escolares ainda persiste a idéia da arte como expressão apenas e não reconhecida como conhecimento e construção de saberes. Temos ainda caminhos a seguir no campo da avaliação em arte e com certeza a sua pesquisa será de grande valia, Tinoco.

Abraços,

Silvia Pillotto

Silvia Sell Duarte Pillotto
leticia terezinha coneglian mognol escreveu:
Olá professora Silvia. Fico feliz que toda a rede esteja discutindo um tema tão importante quanto a avaliação. Gostaria que comentasse sobre o Portfólio como processo e instrumento de avaliação em arte. Um abraço, Letícia Mognol.

Olá Letícia;

O portfólio tem sido um dos focos da nossa pesquisa, não é? E você tem sido parceira, especialmente na utilização do portfólio no Estágio Curricular, contexto em que atuamos na UNIVILLE. E desde que mudamos nosso foco de avaliação por meio de portfólio e da auto-regulação os resultados tem sido muito mais interessantes, não é? Penso que o portfólio é um instrumento democrático que contribui para a construção da autonomia  e de identidades. Com ele, tanto os estudantes, quanto os professores tem claro a trajetória de aprendizagem, e é isso que importa nos processos avaliativos.

Abraços.

Silvia Pillotto  

Silvia Sell Duarte Pillotto
Victor Alexandria escreveu:

Acredito que avaliar o aluno nas aulas de artes não seja o melhor caminho para a sua compreesão dos conteúdos apreendidos. Proponho sempre aos meus alunos que eles se baseiem nos objetivos do trabalho que estamos desenvolvendo e como eles escolheriam o que mais se aproximou do que que foi pedido, qual chegou perto e quem ficou muito aquém do ideal. A partir dessa divisão atribuimos três notas diferentes. 

Infelizmente somos orientados por um sistema que precisa avaliar, numerar, classificar os alunos e nao valorizar o processo de aprendizagem.

Professor Victor.

Victor, concordo com você. as vezes me parece que estamos na contramão do sistema, e a avaliação, também na maioria das vezes acompanha esse processo. Precisamos romper com isso, desbravar outros caminhos, tanto para os processos de ensino e aprendizagem, quanto para os de avaliação.

Abraços.

Silvia Pillotto

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