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Johnatam Elioenai Ferreira Matos
Ola, Boa tarde!
Meu nome é Johnatam sou formado em arte-educação pela UEMG e trabalho com a EJA dentro de um Presídio no municipio de Ribeirão das Neves - MG.  Nestes anos que estive trabalhando Arte na EJA, notei muitas dificuldades quanto ao prender a atenção dos alunos, visto que estes ja não tem muita paciência e disponibilidades como os alunos do ensino regular.
Como solução para tal problema, procurei fazer um levantamento sobre o real interesse desses alunos para com a disciplina Arte.  O resultado foi emocionante, pois justamente o que eu pensava ser um conteúdo cansativo, foi o mais requisitado pelos alunos - a história da Arte. Sendo assim, comecei a abordar este tema juntamente com as aulas práticas e com o dia-a-dia desses alunos.
Acredito que é possivel abordar o conteúdo de arte por inteiro nessa modalidade de ensino, porém este, deve ser exposto de forma a aguçar a curiosidade e criatividade destes alunos.
Uma das aulas que os alunos mais gostam é a aula sobre cores, onde uso como referência os artistas Van Gogh, Modrian, Seraut; trabalhando assim a cor e sua expressividade, a cor aditiva e cor material. Dessas aulas saem trabalhos maravilhosos e como incentivo a esta apreendizagem, procuro sempre expôr os trabalhos destes alunos ao publico escolar e da comunidade.
Esta seria uma das formas com que acredito, ser possivel prender a atenção e o interesse dos alunos da EJA. Para eles nada é melhor que ver sua produção sendo apreciada e até mesmo criticada pelos outros.
Esta seria minha sugestão: Dinâmismo e Pesquisa.
Sonia Carbonell

 

Olá a todos os colegas!

Meu nome é Sonia e há mais de 20 anos atuo como professora de Artes Visuais e de Artes Cênicas para alunos adultos.

Na EJA, pude conviver com uma extraordinária variedade de tipos humanos, provindos das mais variadas regiões do Brasil e até de outros países latino-americanos. Pessoas de diferentes origens, representantes dos inúmeros grupos culturais que habitam o nosso país, portadores dos mais diversos costumes e crenças, indivíduos que falam a Língua Portuguesa com os mais raros sotaques, o que inclui até o “portunhol”; trabalhadores rurais, empregadas domésticas, caseiros, porteiros, donas de casa, motoristas, artesãos, trabalhadores de escritório, office-boys ou executivos; de jovens recém excluídos da escola regular a pais de família ou mulheres na terceira idade, há muito afastados de uma sala de aula.

Na educação de adultos, a diversidade traz consigo a marca da singularidade. Cada indivíduo é rico em experiências vividas e vai para a escola receptivo, querendo compartilhar vida, o que deflagra férteis situações educativas, marcadas pelo envolvimento intenso dos alunos. Por meio desse convívio pujante com os contrastes, com as distinções, com as particularidades, pude aprender com meus alunos não somente os meios para ensiná-los mas, sobretudo, a cultivar valores éticos, fundados na decência, na integridade, na solidariedade.

Com o tempo, aprendi a acolher e, em certa medida, a reverter um tipo de expectativa recorrente em alguns alunos que, ao ingressarem em um curso de EJA não esperam encontrar uma disciplina de Arte no currículo. Algumas pessoas, sobretudo as mais maduras, têm uma visão pragmática da escola, onde esperam estudar apenas as disciplinas tradicionais – Português, Matemática, Ciências, História.

“Afinal, estudar Arte serve para quê?” Tive de responder muito a esta pergunta. Com o tempo, fui tomando um gosto especial por ela e comecei a respondê-la não somente com palavras, mas orientando meus cursos no sentido de que as próprias atividades artísticas e as reflexões sobre a arte respondessem per se.

Quero compartilhar com vocês alguns depoimentos de alunos adultos, que guardei com carinho ao longo dos anos. Constituem escritos preciosos porque revelam a riqueza da experiência humana com a arte, em pessoas inicialmente pouco familiarizadas com ela.

Alaíde, por exemplo, era uma aluna com uns 30 anos de idade, empregada doméstica. Após um semestre do curso de Artes Visuais, ela escreveu em sua avaliação:

Ao deparar com a arte na minha vida fiquei surpresa, pois eu não tinha nenhum conhecimento, muito menos contato. As aulas de Artes me mostraram um outro lado desconhecido. É como uma pessoa que não conhece o mar, só ouve falar como ele é. O sentido da arte é uma coisa que não tem uma explicação concreta para quem nunca teve contato. Eu adorei ter a oportunidade de conhecer a arte. É maravilhoso! A arte tem muito a ver com a alma das pessoas. Eu gostaria que a experiência que tive com essas aulas, todos tivessem a oportunidade de ter. Foi muito legal!

Neusa e Nilda, duas jovens alunas do Ensino Médio da EJA, também demonstram que mudaram sua visão da arte após freqüentarem aulas de Artes Visuais:

(...) não sei se você se lembra professora, do primeiro dia de aula, em que eu disse que odiava artes? Hoje eu jamais falaria isso. As aulas de Artes foram muito significativas para mim e, acredito, para todos nós... Hoje, se você me perguntar o que eu acho de artes, eu te digo que arte é cultura, arte é vida. (Neusa)

Quando estudei em escolas convencionais, Educação Artística era uma coisa mecânica, não dava prazer em estudar. Mas fui obrigada a mudar de opinião (...). Aprendi sobre museus, quando antes só ouvia falar em novelas, filmes ou lia em algum jornal (...). De tudo que aprendi, sei que Educação Artística não se limita somente à régua e compasso. Existe muito além dos limites de simples traçados. Digamos que a arte é infinita e maravilhosa. Simples, completa e fascinante. (Nilda)

Shirlley Anne, 35 anos mais ou menos, também foi aluna do Ensino Médio da EJA. Ela revela com agudeza que, em poucas aulas, vivenciou em profundidade a dimensão de ser artista e a de ser espectadora, a do fazer e a do apreciar arte, a da criação e a da fruição:

(...) Logo de início, me perguntei o que Artes estaria fazendo no Ensino Médio. Hoje compreendo que está no curso para a abertura dos olhos das pessoas para um tema tão importante: “Arte”. Antes de freqüentar essas aulas eu não imaginava que a verdadeira arte está nos olhos de quem a vê.

Após o curso de Artes, agora de olhos bem abertos, posso admirar diversas obras com olhos não só de um pouco de conhecimento, mas também com os da experiência, ou seja, de já ter tido contato com argila, pincel, tintas, etc.

Tudo o que aprendi, nesse curto espaço de tempo, não só estará presente no meu conhecimento, mas também estará guardado nas minhas melhores lembranças e em um lugar bem especial no meu coração.

Hoje entendo quando alguém fala sobre arte e quando comento alguma coisa, falo com convicção, pois sei que a arte está em todos os lugares à nossa volta.

Basta que as pessoas abram os olhos, para assim poder se deslumbrar com toda a beleza que ela traz para a nossa vida.

Do fundo do meu coração, muito obrigada por este maravilhoso conhecimento. (Shirlley Anne)

 Penso que as vozes dos alunos colorem e dão vida às nossas reflexões sobre a importância da arte na escola. São palavras singelas que ratificam o quanto a arte nos comove, o quanto cumpre uma função decisiva na vida de todos nós.

 

Joseildes Almeida Alves

Olá a todos,

Trabalho na coordenação pedagógica na EJA e sei como arte pode contribuir na aprendizagem, autoestima e confiança dos alunos. Procuro  desenvolver um trabalho com os docentes de forma que esses percebam que a ação arte educativa indenpende da idade. Já tive diversas experiências positivas com diferentes linguagens. A resposta do aluno adulto é muito positiva, eles são capazes de se envolver de tal maneira nas atividades que chegam a esquecer a hora de ir embora. O que é um grande feito, pois bem sabemos que a EJA , em sua grande maioria, ocorre no período noturno.

Sou pedagoga, acabei de fazer uma pós em Arte Educação pela Escola de Belas Artes,  na Universidade Federal da Bahia. Já tenho 5 anos que trabalho com a coordenação na EJA, e cada vez que consigo fomentar em sala alguma prática arte educativa percebo que aprendizagem ocorre de forma mais prazerosa.

Tanea Koslovski

Olá!

Sou Tanea Koslovski licenciada em Desenho e Plástica(UFSM/RS), especialista em Artes(UnB), trabalho na SMEC/ São Borja/RS, coordeno um grupo de estudos continuados de professores com habilitação em outras áreas e que lecionam Artes, inclusive na Eja. É um trabalho gratificante, as discussões são muito ricas e em se tratando de Eja o que se observa é a timidez inicial, o medo de errar do adulto que não teve quase contato com Artes e depois a satisfação de ver o resultado de seu trabalho. Tenho encentivado atividades à partir da realidade do aluno e sempre aproveitando os DVDs do Arte na Escola.

Tanea

Arlete Costa Balderrama

Os depoimentos

São realmente admiráveis, porém acho inconscistente relatar o resultado das ações e não as experiências em si, que geram dicas, sugestôes e trocas.

Silvio Pêra

Olá,

Sou o Silvio, professor de ensino médio (há muitos anos!) em História, mas também trabalho com ensino de jovens e adultos no Ilha de Vera Cruz, instituição ligada à escola Vera Cruz em São Paulo. Mas no Ilha eu trabalho com o ensino de informática, onde eu ensino o básico sobre o assunto: internet e produção de textos. Neste segundo semestre de 2009 vou trabalhar também na área de Cinema.

Caso queiram dar uma olhada em meu trabalho, acesse o nosso blog de trabalho em sala: http://atividade.ilha.zip.net.  Os alunos são adultos e que trabalham na região (Vila Leopoldina, zona oeste de SP), em sua maioria porteiros, empregadas doméstica e faxineiros. Em torno da escola existem muitos condomínios de prédios imensos, onde habita uma grande população de trabalhadores, muitos deles, meus alunos.

Todas as aula ocorrem no laboratório de computação e, por isso, teve um caráter muito prático e no semestre em que dura o “módulo” pode-se perceber progressos incríveis entre eles, que em sua maioria chega ao módulo 1 (em que trabalho – referente ao 5º ano) . Sempre que se tem a oportunidade de trabalhar com algo em que o aluno perceba que está aprendendo algo de verdade e com significado, é mais fácil trabalhar.

Fazer Cinema em EJA para mim é parte de grande desafio que gostaria de compartilhar mais tarde.

Maisa Sonia Campos

Olá sou profesora (formação Artes Visuais c hab em Artes Plasticas) trabalho com EJA a três anos e trabalho sempre com projetos com outra disciplina.  Percebo que os educando gostam da maneira que aplico essa disciplina o resultado tem sido otimo. Tenho alguns resultados de projetos postado no meu blog como: releitura de Arte Bizantina, aula sobre Romero Brito entre outros.De uma olhadinha.

http://arte-educaparavida.blogspot.com/

Rho Gonçalves
Oi sou formada e artes, sou professora da rede estadual do Paraná com alguma experiência em EJA. Principalmente alfabetização. Essa discussão muito me interessa  pois é um campo em que leio e quero ler mais. Sinto uma carência teórica relevante na modalidade no que diz respeito a concepção e teoria.
Luciene De Cassia Lamberti

Sou Luciene de Ubatuba - Litoral Norte de São Paulo - Professora e coordenadora da EJA do Ensino Fundamental de 1ª ao 4º ano.

Há dois dias atrás estava conversando com nossa Supevisora sobre a quantidade de retenção e como diminuir o fúnil que vai se formando com aqueles alunos que não aprendem e acabam sendo retidos.

Temos em mãos uma modalidade diferente de qualquer modelo educativo. Os alunos da EJA normalmente não valorizam a arte, não conhece sua importância, não consegue vê-la como importante. Não porque não querem, mas porque a arte fica muito distante de suas vidas. O mesmo acontece com a escola. Ela só é procurada quando o serviço obriga, para tirar carta, depois que estão aprendendo passam a valorizar a instituição escola.

No dia 29/07 tive a oportunidade de assistir uma palestra do Professor José Pacheco - talvez uma estratégia seria adotar algumas ideias sugerida por ele. Ele é o idealizador da Escola da Ponte.

Fica aqui a sugestão de pesquisarmos no saite: www.eb1-ponte-n1.rcts.pt/ e quem sabe descobrirmos outros caminhos.

Tânia Regina Arrabal Heluy
"Agora de acordo com a Resolução SE - 48, 24-7-2009, a partir de 2010, o EJA será trabalhado por área. Na área de Linguagens e Códigos quem ministrará as aulas de Arte, será um professor de Língua Portuguesa com habilitação em língua estrangeira.." É UM ABSURDO!!!! Desculpe-me se neste forum existe algum professor que não tenha especialidade para ministrar as aulas de Artes, mas devo deixar visível a minha indignação! E a nossa especialização? Poderemos vender aulas de Língua Portuguesa?Ou quem sabe de Química? Esse é um dos problemas. ..E eu me esbarro com outro que também considero terrível: a redução de carga horária de dois para um tempo semanal. O que faço com os alunos em 45 minutos!? É uma loucura!Quando você pensa que começou a funcionar já tocou o sinal para que você se retire. É isso mesmo. As Redes Franciscanas que atendem muitas escolas espalhadas pelo Brasil já faz uso dessa discrepância nos 6º e 7º anos e em 2010 será a vez do 8º e assim sucessivamente. Até quem sabe retirar totalmente da grade curricular. Na EJA, eu trabalho com o 7º ano e me arrisco sempre em aliar a prática com a teoria. É impossível trabalhar diferente. Não se fala de cores com elas ausentes. Não se fala em perspectiva sem mostrar-lhes o final das ruas por onde passam. Não se fala de cultura sem valorizar a que eles trazem em sua bagagem. EJA é prática e doação. Claro que esbarro com problemas de materiais, e, no começo de cada período eu compro 35 réguas,tesouras, lápis de cor e canetinhas,lápis de desenho para não dar oportunidade que eles digam que não tiveram dinheiro para comprar. Estou errada? Nem ligo... O complicado no Estado do Rio é teimar em colocar 50 alunos por turma. E a gente "vai levando" e teimando nessa tarefa. Tenho como todos, um blog onde tento,quando tenho tempo, colocar alguns resultados: falandoemarte.blogspot.com Terei o maior prazer em recebê-los. Sei que não fui de muita ajuda, na verdade foi mais um desabafo! Mas vamos continuar com o forum que com certeza ótimas ideias surgirão e juntos,construiremos ótimas estratégias.
Tanea Koslovski

OI Colegas!

A EJA tem ajudado a muitos jovens e adultos a encontrar um trabalho melhor, sei que isto não é uma regra geral, mas acontece. Trabalhar a parte artístico cultural desta clientela é de suma importância, precisam saber fazer, apreciar e conhecer a Arte local e universal, isto inclusive abre novas possibilidades de crescimento profissional e também trás satisfação´pessoal ao ver seu repertório cultural acrescido de conhecimentos sobre arte o que lhes oportuniza fazer, conhecer e apreciar as mais diversas formas de arte.

Tanea

Osmar Passaura

Galera das Artes!

Sou estudante de Artes Visuais e trabalho com a disciplina de Artes na EJA em Santa Catarina.

O estudante da educação de jovens e adultos é muito especial, pois além de estudante ele é chefe de família, eleitor, consumidor e trabalhador. Tem uma vida estudantil cercada de responsabilidades, modifica o seu meio ambiente e decide ações diárias a partir dos valores familiares e das experiências vivenciadas no mundo do trabalho, sente na carne as dificuldades geradas pelo abandono escolar ou pela falta do acesso na idade apropriada. Aprendem a calcular com precisão antes mesmo da primeira aula de matemática, mas também possuem dificuldade em apontar as linguagens artísticas e os espaços culturais presente no dia-a-dia, além de muitos não reconhecerem suas próprias habilidades criativas na arte.

Acredito que a disciplina de Artes possa contribuir muito com o processo que crescimento intelectual do estudante da EJA e isso reverbera tanto no desenvolvimento pessoal, como na família e na relação profissional. Mas é importante deslocar o centro dos encontros da sensibilidade e não priorizar somente as experiências pessoais destes estudantes. É importante propor um jogo entre o local, o cotidiano e repertório circundante da arte.

Gostaria de apontar algumas contribuições que considero importante na disciplina de Artes para o estudante desta modalidade:

Debater e compreender a formação cultural como repertório e espaço de transformação do campo das artes (reflexões sobre o local de nascimento do estudante, costumes, tradições e sociedade...).

Situar as linguagens artísticas presente na sociedade (mapear, compreender especificidades, suportes, trabalhos, produtores locais e outros...)

Conhecer os espaços culturais presentes na região (debater o acesso, produção, exposição...).

Experienciar processos do fazer artístico (todo ser é criador, todos podem criar, criar e expressar o quê?)

Abraços para todos / Osmar / Meu blog: webosmar.blogspot.com

*Poucas licenciaturas abordam o ensino de Arte na EJA!

**Parabéns ao grupo pelo debate sobre o tema!

***Outros licenciados com a disciplina de Artes, não dá mais!!!

Vanessa Bianca Sgalheira

Olá pessoal, sou professora do EJA, fui premiada no ano passado com o IX Prêmio de Arte na Escola Cidadã/Categoria EJA, Linguagem-Teatro com o “Projeto Ação Memória Contação de Causos Impressões de Vidas”. Fiz Artes cênicas na UFU (Universidade Federal de Uberlândia), e pós Graduação em Arte Educação na Católica. Desde essa época já tive contato e afinidade para os trabalhos com adultos, pois coordenei o grupo Teatro dos Servidores técnicos da UFU durante 2 anos, essa experiência me auxiliou muito no desenvolviemnto do meu trabalho. Atualmente atuo em instituições escolares públicas e privadas e também no Programa de Controle de Homicídios de Jovens em Uberlândia FICA-VIVO/ Secretária de Defesa Social de MG.

Pelos comentários anteriores e a pela troca de experiências em outras situações observo que o contexto sócio cultural e econômico do EJA tem inúmeros pontos incomuns num panorama nacional. Aqui em Uberlândia atuo na EJA desde 2004, e aponto como uma dificuldade a diferença do repasse de recursos entre a instituição estadual e a municipal. A 1° está totalmente sucateada, sem nenhum material de didática ou de apoio mesmo. Já no município a realidade é muito mais prazerosa, pois são fornecidos materiais pedagógicos, acesso a internet e a biblioteca, além de encontros de formação continuada.

No plano das ações práticas tenho desenvolvido uma metodologia baseada no jogo teatral tendo em vista o teatro como uma ação formadora e transformadora, pois entendo que o conjunto de elementos teatrais sugere as outras linguagens das artes como a música, a literatura, e as artes visuais (com o cenário), porém com o objetivo do fazer teatral. Respeitando as vontades e os desejos individuais, tento criar uma atmosfera de espontaneidade e de prazer, no sentido que “A espontaneidade cria uma explosão que por um momento nos liberta de quadros de referência estáticos, da memória sufocada por velhos fatos e informações, de teorias não digeridas e técnicas que são na realidade descobertas dos outros. A espontaneidade é um momento de liberdade pessoal quando estamos frente a frente com a realidade e a vemos, a exploramos e agimos em conformidade com ela. Nessa realidade, as nossas mínimas partes funcionam como um todo orgânico. É o “momento de descoberta, de experiência, de expressão criativa”. (Spolin, 1979:04)”.

Minha imagem interior sobre a experiência com o EJA é de um encontro de companheiros, estimulo para que naqueles 45 min, sejam discutidos diferentes temas, que seja um momento de informação estética, política e afetiva, e que tudo seja discutido entre o grupo. É nesse sentido que realizamos a ação formadora, e que muitas vezes é transformadora de atitudes e ações. As situações propiciadas pelo jogo teatral, ou mesmo por uma manchete de jornal, de forma que vai se tecendo a atividade, pois cada grupo é um grupo e tem uma peculiaridade, e o legal é estar atento para os desejos e interesses desse grupo e também trazer a tona as dificuldades, e também os méritos e então seguimos a caminhada.

Abraços, a todos e continuamos nos "falando", trocando e aprendendo...

 

Mirca Izabel Bonano

Caros professores

 

Bom Dia!

 

Infelizmente a professora Gisela Wajskop convidada por nós para mediar esta discussão não pode até o presente momento participar com suas contribuições.

 

Contamos a partir de agora com a presença especial da professora Vanessa Bianca Sgalheira ganhadora do IX Premio Arte na Escola Cidadã na categoria Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos - EJA.

Quem desejar conhecer o projeto pode acessar o site www.artenaescola.org.br  ver o documentário da experiência educativa vencedora.

Vanessa, seja bem vinda a este espaço de trocas e relatos onde outros professores como você buscam interlocutores e parceiros de trabalho.


 

Vamos continuar nos falando...

 

abraço a todos.

 

Mirca Bonano

Maria Jose Braga Falcão

Sou professora de Arte e atuante no EJA. Considero muito pertinente o tema : "Como Construir Estratégias de Ensino para alunos do EJA," tema  do presente  Fórun.

No entanto é preocupante o  conteúdo da RESOLUÇÃO SE n° 28  de 24/07/09.(EMENTA), a vigorar a partir do ano letivo de 2010.( texto  disponivel no SITE  da Secretaria da Educação.)

A referida Resolução dispõe sobre a implementação nas Unidades Escolares Estaduais, das diretrizes dos cursos de Educação de Jovens e adultosestabelecidos  pela Deliberação CEE n° 82/09.

Segundo o artigo 7° INCISO II,o professor de Arte foi dispensado no EJA.

Maria josé Braga Falcão

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