Forum
Fabiana Ferrreira

Olá,

Percebo que nesse forum procede-se de arte educadores muitos experientes. Por isso, pretendo colocar uma questão referente a dar aulas de artes em salas de quase 50 alunos no ensino público estadual, voltada para o teatro. Inicialmente com questões da sociedade desses alunos, que vivem no meio do tráfico, em que muitos são filhos de traficantes e que acham o uso das drogas muito comum em suas vidas.

Desde já agradeço

Fabiana

Maria Angélica Vago Soares
Olá! Trabalhar a construção de saberes artísticos na Educação Infantil é realmente desafiador. Trabalhei com crianças de 3 a 5 anos, durante 3 anos. As aulas eram desenvolvidas a partir de projetos interdisciplinares. Interagíamos sobre um tema, eu buscava abrager em minhas aulas fa sensibilização sobre artistas e obras, que estivessem ligados ao tema proposto, de forma lúdica: com histórias, músicas, jogos, brincadeiras... Acho que a criança, nesta fase, assimila mais se o trabalho de forma lúdica e se estiver interligado. As construções eram facilitadas,  as crianças sempre  tinham algo para contar ou mostrar sobre o projeto, que estava em andamento. As experimentações eram frequentes, pois acredito que com diversidade de materiais e técnicas as aulas de Arte ficam mais interessantes. Gosto de desfios e as experiências foram enriquecedoras e muito gratificante.
Marisa Ribeiro Da Silva Pardini
Boa noite colegas!  Meu nome é Marisa . Também sou formada em Ed. Artística e trabalho com Educação Infantil (um ano e oito meses até 5 anos), que idade maravilhosa não acham? Na escola que trabalho utilizamos os projetos para abordar com as crianças todo o conteúdo. Este ano estamos trabalhando a astronomia. Dividimos este tema em vários subtemas como: dia/noite, planetas, estrelas e cometas, sol/chuva/nuvens, ciclo da água, conservação do planeta, etc. Estamos conseguindo um bom trabalho com as crianças. Além da parte "teórica", as atividades plásticas estão ficando muito interessantes. Acredito que o ensino se constrói primeiro em nós para depois, transformarmos este "saber" em aprendizagem. Como disse o filósofo norte-americano John Dewey: " O Homem talha, esculpe, canta, dança, gesticula, modela, desenha e pinta. O fazer ou obrar é artístico quando o resultado  percebido é de tal natureza que suas qualidades enquanto percebidas controlam a produção. O ato de produzir dirigido pela intenção deproduzir alguma coisa gozada na experiência imediata do perceber tem qualidades que uma atividade espontânea ou não controlada não tem. O artista incorpora a si próprio a atitude do que percebe, enquanto trabalha."(DEWEY, 1980, p. 99). Precisamos estudar muito, pesquisar muito e trabalhar muito, para conseguirmos o  fazer com intenção e perceber nossas próprias produções. A experimentação pode ser um bom começo, não acham?
Abraços,
Marisa
Claudia Carvalho
Olá...Meu nome é Claudia Carvalho, sou pedagoga,e profa. de Ed. Infantil há 15 anos e pós-graduada em Psicopedagogia e Ed.Infantil. Trabalho com crianças de 2 à 5 anos numa creche, onde o trabalho é muito gratificante. Trabalhamos com musicalização, teatro, linguagem oral, psicomotricidade,....Estou muito feliz em saber que haverá esta palestra, onde poderá nos ajudar muito em nosso trabalho. Continuem esse trabalho, onde nos possibilita a interação com outros colegas.Um bj a todos!
Elisandra Gewehr Cardoso

Trabalho numa escola particular de educação infantil com crianças de 1 a 6 anos. As aulas de artes acontecem 3 vezes por semana para cada turma, e os projetos interdisciplinares desenvolvidos estão vinculados a obras de algum artista. Imagens de obras são usadas em vários momentos do dia, em atividades diferentes. É muito legal perceber o interesse pelas imagens que as crianças adquirem desde muito pequenas!

Em relação à argila, também tenho a preocupação de potencializar seu uso criativo em diferentes propostas. Vincular a temática das esculturas à exploração das obras de arte é uma possibilidade que enriquece as formas, assim como a Daniela relatou, também lanço desafios para as esculturas ficarem "em pé" e se ampliar da massa achatada ou com a argila utilizada para fazer desenhos, com as linhas dos rolinhos.

Uma turma de dois anos me surpreendeu numa exploração de espaços na sala, quando as crianças começaram a tentar prender a argila na parede e perceberam que pedaços grandes não ficavam, dividindo a massa em pedaços menores para conseguir, com a maior satisfação, deixar a argila grudada. As descobertas em artes acontecem concomitantemente com a exploração do mundo ao redor das crianças, e é no estímulo da curiosidade que está um dos maiores compromissos da educação infantil.

Julmara Goulart Sefstrom

Boa noite. Meu nome é Julmara. Sou licenciada em Artes Visuais, me formei no ano de 2006 na UNESC-Criciúma. Tenho 14 turmas onde leciono a disciplina de Artes. Na rede municipal (Criciúma) , trabalho 20 horas, onde tenho 10 turmas, que vão da Educação Infantil (3 a 5 anos) até 5º ano. Na rede estadual (Forquilhinha) , tenho 4 turmas, 5ª a 8ª série. Bem, a Educação Infantil é o nível com o qual mais me preocupo. Confesso que, apesar de ser professora especialista de Artes, me falta um pouco da Pedagogia, do como lidar com as crianças. Quando fiz meu estágio, achei que fosse chegar lá e falar de cores primárias, secundárias, etc. Ledo engano!!!! Não tinha sequer a idéia de como trabalhar com crianças desta faixa etária. Nas turmas com as quais trabalho hoje, tento partir de um tema, ou mesmo de uma historinha infantil, e a partir daí as atividades vão acontecendo. Tentarei explicar com detalhes. Por exemplo, numa das turminhas, iniciei o ano contando a história de João e Maria. Ao fim da história pedia que as crianças relembrassem o que aconteceu.  Depois, convidei que elas ajudassem o João e Maria a nunca mais se perderem. Perguntei: como podemos fazer pegadas que durem para sempre? Aí eles falaram: De guache!!!!! Bom, pedi para a moça que cuida do xérox me ajuda na sala. Acho bem difícil trabalhar sozinha com 25 crianças pequenas. Eu ia molhando o pezinho de cada um com guache e imprimindo na folha de papel pardo. A moça ia lavando o pezinho de cada um. Eles sentavam de volta aos lugares. Eu ia conversando: “Gente , que legal, João e Maria vão poder seguir as pegadas de vocês para voltar para casa, etc etc”. Na outra aula, relembrei a historinha. Falamos da floresta. “O que tem na floresta?”, eu perguntava. Aí vinham as respostas: “Casa de doces, pasarinhos, árvores.” Mostrei a imagem de uma árvore feita por Van Gogh e perguntei: “Como é essa árvore? Tem muita ou pouca cor?’ “Colorida” respondiam em côro. Organizei as crianças em 4 grupos. Disse que cada uma delas tinha que pintar bem colorido no papel pardo, de forma livre, como no “baile das linhas” (trabalhamos isso no começo do ano). Eu disse que esta pintura ia se transformar no tronco colorido da árvore. Na outra aula, lembrei o que fizemos, falei do tronco. Perguntei: ‘O que mais tem na árvore?” Ai falaram: “laranja, maçã, etc” E o que mais? “Folhas”. Saímos no pátio da escola a coletar folhas. Disse que eles iriam ajudar a fazer as árvores da floresta da história. Ensinei às crianças a técnica de fazer texturas. Deixei várias cores de giz de cera, de modo a não levá-los a pintar as folhas apenas de verde. Eles recortaram as folhas que fizeram e guardei numa caixa. Alguns desenharam árvores nas folhas em branco, mas acho que isso faz parte. Na outra aula, cheguei com uma caixa em forma de casinha. Eles já sabiam que iríamos fazer a casa de doce. Uma das meninas trouxe papéis de bala para colar na casinha. Eu havia pedido na aula anterior. Todos os alunos, de três em três, vieram pintar a casinha. Dei só o azul, amarelo e vermelho. Eles ficavam encantados em descobrir que surgiam novas cores das misturas. “Olha prô, eu fiz roxo!” “E como tu fez, me conta?” “Eu misturei azul e vermelho.” Aí, os outros queriam imitá-lo quando vinham fazer sua pintura, e misturavam também para produzir novas cores. Quem já tinha pintado, voltava para o lugar. Dei a eles folhas brancas e jornal, para que fizessem as balinhas para colar na casa de doce. Isso foi a aula de hoje. As crianças diziam que falta ainda na casinha a bruxa, o João e a Maria, etc. Penso agora em propiciar a modelagem, talvez até com argila, rsrsr o fórum me inspirou. Para que eles façam os “Joãos” e “Marias”.  Não sei se estou no caminho, sou bem insegura com relação à minha prática com Ed Infantil. Gostaria de críticas e sugestões da moderadora e dos demais colegas. Às vezes tem pouco material? Sim!,As salas estão cheias, é muito 25 crianças para um só professor? Sim! Mas eu tento buscar alternativas. Tento envolver outras pessoas da escola para me ajudar a cuidar da turminha, compro livros e mais livros sobre Ed Infantil. Ah, e troco muitas experiências via internet. As duas professora que ganharam o Prêmio Arte na Escola a nível de Ed Infantil ano passado, a Rosane de Joinville e a Soninha de Bauru foram maravilhosas e muita coisa devo a elas. Devo muito também a Beloní Cacique Braga.Pessoa maravilhosa que também já foi contemplada com o Prêmio Arte na Escola e já foi moderadora de um dos fóruns por aqui. Beloní muitas vezes divide comigo seus conhecimentos e experiências com relação ao ensino da Arte. Uma coisa que acredito que falta nos curso de Licenciaturas em Artes é falar da parte pedagógica mesmo. Uma de minhas colegas falou uma coisa que guardo até hoje: “Não adianta entender de Artes se eu não entender de criança.” Aprendi (a duras penas) que é importante brincar com eles, abraçar, pegar no colo, enfim, criar um vínculo afetivo. Desculpem o tamanho da mensagem, mas eu esperava ansiosamente a abertura de um espaço no fórum Arte na Escola para falar sobre a Educação Infantil. Abraços.

Irani Bernadate Roani
Minha experiência com Artes é bastante abrangente, trabalhei desde Educação Infantil até 3ª Idade, passando pela EJA também. A minha maior  frustração é perceber que os prõs de ed. infantil, 1º e 2º anos trabalham a arte, depois os seguintes tem uma preocupação em "vencer conteudo", não se dando conta de que trabalhando os conteudos integrados se ensina e se aprende muito mais. Todos os professores deveriam passar pelos bancos da pedagogia e das artes antes da especialização e entrar em sala de aula para ensinar. A formação acadêmica ainda é muito fraca. Muitos confundem  arte com artesanato e quando fazemos trabalhos de artísticos envolvendo tintas, argilas e outros materiais, ficam encantados "como você conseguiu que eles fizem isso? Não deu muita sujeira?"  Mas como a arte é terapêutica, vamos indo, trabalhando e vencendo os percalços que nossa missão nos impõe.
Lilia Standerski
JULIANO FARIAS escreveu:

Saudações. Sou Prof. de Arte da rede pública estadual...Uma dica que dou para quem quiser trabalhar com modelagem e a famosa massa de trigo...estou começando esse trabalho e por hora não posso relatar, mas estou confiante.



Juliano, fiquei curiosa para saber sobre essa "famosa massa de trigo" e sobre o trabalho que está realizando, ainda que não o tenha concluído com as crianças!
Lilia Standerski

Estou muito contente de participar desse fórum, nunca havia conversado sobre temas de pedagogia pela internet.

Queria voltar à minha dúvida inicial, das possibilidades da modelagem com argila. Gostei bastante das dicas que me foram dadas, mas ainda fico com uma questão, que na verdade é das crianças: algumas vezes propomos que experimentem (com diferentes propostas) e devolvam no saco. Mas outras vezes, quando propomos que façam algo para secar, alguns ficam muito insatisfeitos com o resultado, pois normalmente grudaram uma parte na outra e quando secou, quebrou!

Está posto o problema, para elas buscarem a solução, mas se nem eu mesma sei quais as possíveis soluções, fica difícil propor uma discussão com as crianças.

Precisaria de idéias/ajuda nesse sentido...!

Muito obrigada!

Karen Greif Amar

Queridas colegas

Que maravilha encontrar nosso forum tão comentado e com tantos relatos! Com certeza é um fator que contribui muito para continuarmos pensando e trocando nossos saberes.  Iniciarei comentando a questão inicial sobre a modelagem, pois acredito que ainda não esgotamos o assunto por completo e temos as participações da Betania e da Elisandra que acrescentam detalhes importantes no caminho que iniciamos de pesquisa com o material, de referências imagéticas e da questão levantada pela Lilia sobre modelar sem tiar pedaços. Primeiro vou retomar o que a Betania diz em seu relato sobre "ensinar como trabalhar com o material e dar as soluções de modelagem  para as crianças". Concordo totalmente com ela no sentido de que devemos propor situações de aprendizagem sobre o procedimento sem dizer como os alunos (principalmente dessa faixa etária em questão!!) devem ou não fazer. Não é mais interessante ouvir o que os pequenos tem a nos dizer e compartilhar essas descobertas com o grupo de alunos? Nesse caso, as oportunidades de trabalho com os materiais devem ser as mais variadas possíveis (dentro das possibilidades de cada escola, é claro), com ofertas de ferramentas e objetos que possam suscitar nas crianças diferentes situações do manuseio da argila. Por outro lado, não precisamos nos preocupar em "inventar" coisas para usar, pois é importante sempre retomar os mesmos materiais já oferecidos para que os alunos tenham outras oportunidades de utilizá-los. As imagens que a Elisandra nos enviou exemplificam essa variedade a qual me refiro. Os brinquedos de plástico estão totalmente integrados no trabalho, e com certeza cada aluno desse grupo conseguiu um resultado diferenciado. Imagino a diversidade de soluções encontradas, as possibilidades de organização que puderam experimentar e a riqueza que foi essa roda de conversa sobre as produções. Certamente cada aluno conheceu nesse momento diferentes formas de trabalhar a argila e não uma única. Os elementos encontrados na natureza também são excelentes para usar com argila. As pedrinhas que marcam sua superfície, os gravetos que deixam sulcos e se alinham espetados na massa, as folhas que são organizadas nas mais variadas formas... com certeza oferecem aos alunos poder modelar, picar, alisar, entre outros movimentos tão pertencentes à esse procedimento.  Até agora falamos muito de procedimentos e de como a produção pode trazer aos alunos um momento de reflexão sobre a prática. E sobre as imagens que podemos apreciar? Como elas contribuem para esse saber construído pelos alunos?

Um grande abraço

Karen

Elaine Cristina Da Silva Faria

Sou professora de Educação Infantil e sei o quanto o pocesso artístico permite que as crianças explorem, descubrame  manuseiem seus mundos. A criança da educação infantil precisa de experiências sensoriais como sentir a tinta escorrer por dentre os dedos, ou ver como as cores se misturam inesperadamente, ou como a bola da massa de modelar toma forma,. O processo artístico pode ser uma maneira de deixar a criança liberar suas energias e emoções, ou seja, esmagar uma bola de argila , em vez de outra criança. 

O nosso trabalho é simplesmente dar oportunidades para que estas experiências ocorram e o processo aconteça, fornecendo materiais, observar (sem atrapalhar!). oferecer ajuda quando necessário com os materiais ou na limpeza. O que não podemos é fazer modelos para que sejam copiados, pois isto limitará o processo de criatividade da criança.

Minha turma deste ano é na faixa etária dos 3 anos e gostaria de saber se posso (se é possível e correto) trabalhar com esta idaade as releituras de obras de artistas, por exemplo, como estou trabalhando cores e formas, pensei em estar apresentando algumas obras de Romero Britto, e depois propor algumas atividades referentes às obras do artista , o que acham? Seria viável? Possivel? Qual a melhor forma de fazer este trabalho? De modo que fosse  significativo para as crianças.

Abraços.

Karen Greif Amar

Lilia

Sobre a sua questão,  vamos tentar pensar  sobre ela. Esses trabalhos que voltam para o saco de argila... tem algum que você poderia guardar para ele quebrar na secagem e servir de tema para uma roda de conversa sobre argila? Você acha que o seu grupo teria condições de conversar sobre o que pode ter acontecido com ele? Por que quebrou e o que o aluno ou aluna poderia ter feito para que ele não quebrasse?  Talvez essa seja uma estratégia que funcione, um problema que você traz para o grupo tentar resolver junto - um problema que acontece no grupo e deixa algumas crianças chateadas. Vale retomar o que foi dito nas próxima aulas que você oferecer argila novamente, antes de iniciar o trabalho. Você pode anotar o que foi dito e ler para o grupo, perguntar se alguém quer acrescentar algo para que sirva de dica aos amigos. O que você acha?

Karen

Regina Lydia Rodrigues Jaeger

Olá, Lilia!
Gostaria de deixar uma dica sobre a modelagem com argila. Sugiro que trabalhe com as crianças a técnica da 'soldagem': Antes de grudar uma parte na outra, devemos dar umas 'pontilhadas' nas duas superfícies para fazer uma 'pega'. Depois gruda-se uma na outra fazendo uma leve pressão e para garantir, fazemos uma 'costura' com a ajuda de um instrumento que pode ser um pauzinho de picolé (substituindo os estecos).  Se somente grudarmos uma parte na outra com a superfície lisa, ao secar fatalmente irá descolar, pois a argila desidrata e diminui de tamanho, além de perder a aderência. Também recomenda-se não fazer coisas muito miúdas que não terão resistência, nem ficar passando água ('lambendo'). Deixa-se secar ao natural sobre plaquinhas de madeira e lentamente, longe do sol. Depois de totalmente seca, pode-se fazer uma queima artesanal (com serragem dentro de latões). Fica meio escurecida, mas na falta de um forno, funciona bem. Claro que vai depender da área física na escola, com um lugar adequado para não causar acidentes e com um certo conhecimento prévio da técnica pelo professor.
Realmente é muito frustrante para criança fazer todo um trabalho para depois vê-lo todo em pedaços.
Se
o professor não tiver certa intimidade com a argila, é melhor usar outros materiais como sugerem os colegas. Existem vários tipos de massas para modelagem, desde as caseiras até as comercializadas.
Até mais!

Adriana Beatriz Pacher
Olá, sou Professora Adriana Beatriz Pacher Raach, natural de Timbó-SC e estou morando a 4 meses aqui em Porto Alegre-RS. sou formada em artes plásticas e pós graduada em história da arte. Estou lecionando este ano de 2009 para turmas de educação infantil, 1 ano até 5 anos e por isso, sinto como um desafio muito grande, quais são as propostas de ensino para esta faixa etária? Cada turma tem uma aula semanal de 25 minutos, peço ajuda dos colegas educadores, que práticas posso realizar nestas turmas? È a primeira vez que leciono arte para crianças desta idade, tão pequenas e sinto algumas dificuldades. Sempre lecionei para turmas de 6 anos até ensino médio. Se alguem tiver sugestões de´práticas nesta faixa etária agradeço. Boas reflexões!!
Inara Linhares

OLÁ, meu nome é Inara Linhares,  trabalho com crianças dos anos iniciais, 1ª e 2ª séries, e também com Educação Especial. Sempre trabalhei com anos finais e confesso que a experiência de lecionar para crianças é desafiadora. Minha formação é em Artes Plásticas e tenho especialização em História da Arte. Resolvi trabalhar com os pequenos ( dois anos seguidos) porque percebo ainda em muitos alunos maiores o esteriótipo nos trabalhos realizados, e muitas vezes estes não aceitam mudanças e não aceitam criar uma nova forma de ver a arte. Nos trabalhos que desenvolvo com minhas crianças procuro seguir uma linha do tempo, caminho pela história da arte com uma linguagem adequada para a idade e o entendimento deles, na escola que trabalho não disponibilizamos de materiais, então os trabalhos são de acordo com a realidade escolar. Uso imagens de obras em quase todos os trabalhos, acho importante o contato com estes materiais, procuro despertar no meu aluno em primeiro lugar o gosto pela arte,  e impor também aos demais colegas de profissão que arte não é suporte de outras disciplinas, pois tem conteúdo próprio, conteúdo que pode e deve ser contextualizado com outras disciplinas. Nas minhas metodologias uso ressignificações, trabalho o bidimensional no primeiro momento, logo sigo para o tridimensional, acho importante nesta idade também trazer vídeos educativos, por exemplo aTurma do Cocoricó, traz um clipe que comenta sobre Franz Krajcberg de forma lúdica e abre espaço para trabalhar diversas atividades que envolvem meio ambiente.  Nossas crianças precisam criar, foi o tempo do trabalho pronto, nós professores das séries iniciais temos uma responsabilidade grande, pois a criatividade faz a diferença no mercado de trabalho e na vida.  Por  isso parabenizo e agradeço a idéia do forum para trocarmos experiências.  Abraços :)

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