Forum
Ronilson Lima De Oliveira E Silva

Olá,

Sou Ronilson Lima, Fortaleza, graduado em Licenciatura em Música, professor de Arte de escolas públicas Municipais e Estaduais.

Sem dúvida que o professor deve ser, talvez a principal figura na construção de uma proposta curricular em sua própria disciplina, seja ela qual for. Acho que as secretarias de educação podem mediar, principalmente no que diz respeito a  parte legal, burocrática, etc.

É importante que professores das diversas linguagens artísticas (Música, Teatro, Dança, Artes Visuais) reúnam-se para formar a proposta curricular de sua cidade, tendo em visto as peculiaridades de cada uma delas.

E isso já gera um outro problema que acontece pelo menos aqui em Fortaleza, que é a formação do Professor de Arte pois temos uma variedade de colegas (com todo o respeito) ensinando a disciplina de Arte sem a formação devida para tanto. Será que um colega graduado em Letras (e que ensina Arte) deve participar da elaboração desta proposta curricular. Qual o melhor caminho a se trilhar?

Estou apenas colocando o dedo numa ferida que não quer sarar...

É um prazer participar de um fórum tão importante quanto este.

Um grande abraço a todos os participantes

Ercilia Maria De Melo Florentino Gonçalves
olá caros colegas. náo é a primeira vez que participo deste tipo de fórum.Sou professora de artes em escola publica já tem 21 anos. Amo lecionar arte, mas sinto que estou melhor preparada no final de carreira, o que é uma pena pois o cançasso vaí chegando inversamente a sabedoria. Seria otimo um encontro para a construçáo de uma proposta curricular em arte, pois assim como eu devem existir muitos outros professores querendo trocar experiencias.
Maria De Fátima Cordeiro Oliveira

OLÁ, PUXA UM ESPAÇO COMO ESTE IDEAL PARA NOS COMUNICARMOS E SABER QUE NÃO ESTAMOS SOZINHOS NESTA MISSÃO DE LEVAR ARTE A VIDA DE TODOS OS DIAS...ENTRETANTO, AINDA PRECISAMOS DE UM ESPAÇO ADEQUADO NA ESCOLA E DIMINUIÇÃO DO NÚMERO DE TURMAS(TENHO 12). ME IDENTIFICO COM OFICINAS PRÁTICAS DE ACORDO COM OS CONTEÚDOS, ASSIM CONHEÇO MAIS OS MEUS ALUNOS....CONCLUÍ PEDAGOGIA E ATUALMENTE SOU ACADÊMICA DE ARTES VISUAIS O QUE ESTÁ ME DANDO MUITO SUPORTE PARA A MINHA PRÁTICA PEDAGÓGICA...ABRAÇOS...famencor

Itamar Alves Leal Dos Santos

Romilson,

muito prazer em trocar mensagens com vc.

Eu sou graduada em Educação Artística - Artes Pláticas (naquela época era o nome dado à formação). Depois fiz o curso de Pedagogia - Administração e Supervisão. Duas pós - uma em Formação de Professores para Educação a Distância e outra para Informática na Educação e finalmente o meu Mestrado foi realizado em Artes - Teatro Educação. Mesmo sendo Mestre não me aventuro (sim vejo como aventura) lecionar disciplinas que não tenho formação. Mas vejo que Artes é uma 'praia' onde muita gente 'mergulha', mesmo não tendo o suporte da 'natação'. Ai o resultado é o esperado... 'afogamento e mais afogamento'.

O MEC está tentando solucinar o problema, ainda 'modestamente', mas já é um caminho. As universidades públicas puderam se inscrever para organizarem cursos de licenciatura a distância, em diferentes áreas, para dar a 'formação' mínima necessária aos professores que lecionam na Educação Básica, sem a formação prevista pela LDB.

Foi o primeiro ano que incluiram Artes como um dos cursos que poderia ser realizado. A Unb organizou uma parceria com outras universidades e está realizando agora no inicio de 2008 o primeiro vestibular para os professores que precisam de tal formação.

O curso será a distância com momentos presenciais. Todo material está sendo elaborado e os professores-tutores contratados para trabalharem com esse público tão especial - que já possuem a prática mas precisam da formação acadêmica. Alunos que dificilmente poderiam parar de lecionar para se locomoverem até uma universidade presencial - tanto pela distância, como pela impossibilidade de ficarem sem os recursos de seu trabalho.

Estou orgulhosa da realização desse curso, pois participei de um momento decisivo quando ele estava sendo gerado.

Ronilson, vejo que é uma solução para tentar resolver o problema de professores não habilitados trabalharem com nossa área.

Abraços

Yta

Itamar Alves Leal dos Santos

email e msn yta_sp@hotmail.com 

RONILSON LIMA DE OLIVEIRA E SILVA escreveu:

Olá,

Sou Ronilson Lima, Fortaleza, graduado em Licenciatura em Música, professor de Arte de escolas públicas Municipais e Estaduais.

Sem dúvida que o professor deve ser, talvez a principal figura na construção de uma proposta curricular em sua própria disciplina, seja ela qual for. Acho que as secretarias de educação podem mediar, principalmente no que diz respeito a  parte legal, burocrática, etc.

É importante que professores das diversas linguagens artísticas (Música, Teatro, Dança, Artes Visuais) reúnam-se para formar a proposta curricular de sua cidade, tendo em visto as peculiaridades de cada uma delas.

E isso já gera um outro problema que acontece pelo menos aqui em Fortaleza, que é a formação do Professor de Arte pois temos uma variedade de colegas (com todo o respeito) ensinando a disciplina de Arte sem a formação devida para tanto. Será que um colega graduado em Letras (e que ensina Arte) deve participar da elaboração desta proposta curricular. Qual o melhor caminho a se trilhar?

Estou apenas colocando o dedo numa ferida que não quer sarar...

É um prazer participar de um fórum tão importante quanto este.

Um grande abraço a todos os participantes



Roberta Benevit

Olá, primeira vez que participo do fórum. Gosto muito do conteúdo do Arte na Escola. Sou artista plástica, bacharel em Artes Visuais pela UFPel. Comecei atuando na rede público por convite, em 2005, por falta de profissionais habilitados na área, aqui em Santa Catarina. Atualmente eu faço curso de complementação pedagógica, o que vai acrescer a licenciatura à minha graduação.

Sobre formular uma proposta curricular... acho que já esta na hora. Esta na hora de nós professores de artes sermos mais coorporativistas, regulamentarmos como e o que deve ser ministrado, pelo menos algumas diretrizes.

Respondendo a pergunta de algum colega aqui no fórum, não lembro quem, eu não sei qnto a professores não habilitados, mas já vi professores com habilitação em artes fazendo coisas que eu não acho cabiveis: reproduzindo desenhos em mimiógrafos para os alunos pintarem??!!! Por esse motivo, e outros, que não se dá importância a disciplina, isso qualquer pessoa faz. Puxa a gente estuda tantas coisas, há tantos conteúdos interessantes! Eu sei que pode ser falta de profissionalismo questionar a prática de um colega, mas poxa se vive num mundinho cômodo-instaurado que nenhum professor quer ter sua prática questionada.

Enfim. Qual a opinião de vcs?

Um abraço.

Roberta.

Marcia De Fatima Silva Duarte
olá companheiros de luta! sou professora de artes visuais do estado e municipio do rio de janeiro  a 8 anos e apesar de ter uma base sólida de conteudos a serem trabalhados, percebo e passo por constrangimentos de alguns colegas de profissão não terem compromisso em fazer um planejamento dos conteúdos e segui-los deixando assim a disciplina de artes sem parâmetros. Sou a favor da construção da proposta curricular e gostaria que fosse adotado pelo governo federal livros didáticos para a disciplina, pois sinto muitas dificuldades de possibilitar imagens para ministrar as aulas. bjs para todos até a próxima.
Verena Rogowski Becker

Ola.Como primeira vez participando deste forum talvez não tenha interpretado o tema corretamente, mas arrisco a minha opinião.   A arte nas escolas, mais precisamente em salas de aula, durante muitas décadas sofreu várias modificações e interferências. Na medida do possível acredito que ela foi se adaptando aos currículos impostos pelos que decretam as leis.  No decorrer deste tempo a Arte em sala de aula foi mudando assim como todos os conteúdos. Para entender é nescessário ter o conhecimento de que a arte há trinta anos era considerada desenho, música, atividades de datas especiais, trabalhos manuais e as vezes pintura, em muitas escolas pelo Brasil afora e talvez até em outros países.

Como em trinta anos passamos do telefone via telefonista para celular, precisamos entender que em sala de aula ocorreram as mesmas mudanças e as vezes na mesma velocidade. muitas professoras se formavam em cursos de licenciatura em desenho e plástica ou em música, a Educação Artística ou a Arte Educação, como atualmente a denominamos, tem um tempo muito curto na história das artes. Também é necessário entender que por muito tempo e ainda no interior do Brasil, muitas escolas não tem o professor com formação para atender a demanda das escolas. É uma realidade e ela está ai.

As vezes nos parece fácil orientar para cursos via internet ou outros, mas as distâncias no Brasil são grandes e a distância dos governantes em relação a esta realidade também. Digamos que a Arte, como os outros conteúdos vem sobrevivendo assim como o professor vem sobrevivendo com os baixos salários que tem recebido. De qualquer forma, qualificado ou não, um professor que tenha que dar aulas de artes (ou outras disciplinas) em dois ou três turnos para sobreviver, não tem tempo para se qualificar e esta é a realidade mais cruel que se apresenta para nós.

Mas, a minha principal questão, não é a salarial, não é a da formação dos professores de sexto (quinta) ao nono (oitavo) ano do ensino fundamental, ou do ensino médio, a minha principal questão é na qual acredito estar o maior problema é nas séries iniciais, de primeiro ao quinto ano, onde encontramos o maior número, senão todos, de professores despreparados para as atividades de Artes.

A formação destes professores, além de fraca em todas as disciplinas é menor ainda em relação a arte Educação. Então recebemos alunos acostumados as aulas como se estivessemos há trinta anos atras.

Quanto ao currículo, a LDB nos dá um suporte muito grande quando nos apresenta os parâmetros curriculares, o problema é que nem todo professor sabe interpretar os parametros curriculares na área de artes da forma correta, assim como muitas vezes nem os leu, ou teve acesso a ele. Mesmo que, quando distribuídos pelo MEC tivesse sido entregue a todos os professores, mas como falei no início o tempo passa rápido e o MEC não se dá conta que já existe em cena muito mais professores do que a doze, nossa nem acredito, doze anos atras.

Por enquanto esta é uma parte da minha discussão, que já virou jornal, desculpem.

abraços

Verena

Célia Regina Santana Junqueira
Caros colegas, muito interessante as colocações em relação as situações problematicas  que envolvem a arte na educação deste país. Acredito que esse aprofundamento de discussão só  poderá ser  concretizadose tivermos o principal ponto de discussão já bem definido. Nossa carga horaria, já que todos devem concordar que nenhum conteúdo pode ser bem ministrado e trabalhado com uma carga horária semanal de  40 à 50 minutos, principalmente arte que é tão ou mais abrangente que qualquer outro conteudo.  Atenciosamente, Célia Santana.
Ana Cristina
"Quem decide quais conteúdos a serem trabalhados? Professores, secretarias de educação, escolas, estudantes?" são perguntas que ela procura responder e que, desejamos, incitem e aqueçam este fórum!

 Olá, sou Ana Cristina, licenciada em música, moro em Palmas, Tocantins. Aqui, realizo, juntamente com uma colega, um trabalho de um Curso de Capacitação em Música para professores da rede pública estadual que lecionam a disciplina de Arte. Pude perceber a fragilidade desta disciplina nas escolas através dos relatos dos professores. Ao final do ano passado, ao tratarmos de currículo, vimos que  não existe nada definido nas escolas a respeito de arte. A Secretaria de Educação já tem o referencial curricular de Arte, falta uma maneira "legal" de se exigir seu cumprimento de fato. Na minha opinião, para a decisão dos conteúdos a serem trabalhados seria preciso um trabalho coletivo entre secretaria, professores e até estudantes. Mas, tudo isso com um bom acompanhamento da aplicabilidade do que foi produzido no planejamento.

Ana Cristina

Olá, conterrâneo e demais participantes!

Concordo com o colega no que diz respeito a quem leciona a disciplina Arte. É preciso que a disciplina seja vista em toda a sua complexidade e não como uma simples complementação de carga horária para "resolver a vida" de professores de outras áreas que, na maioria das vezes,  lecionam como um "fardo".

RONILSON LIMA DE OLIVEIRA E SILVA escreveu:

Olá,

Sou Ronilson Lima, Fortaleza, graduado em Licenciatura em Música, professor de Arte de escolas públicas Municipais e Estaduais.

Sem dúvida que o professor deve ser, talvez a principal figura na construção de uma proposta curricular em sua própria disciplina, seja ela qual for. Acho que as secretarias de educação podem mediar, principalmente no que diz respeito a  parte legal, burocrática, etc.

É importante que professores das diversas linguagens artísticas (Música, Teatro, Dança, Artes Visuais) reúnam-se para formar a proposta curricular de sua cidade, tendo em visto as peculiaridades de cada uma delas.

E isso já gera um outro problema que acontece pelo menos aqui em Fortaleza, que é a formação do Professor de Arte pois temos uma variedade de colegas (com todo o respeito) ensinando a disciplina de Arte sem a formação devida para tanto. Será que um colega graduado em Letras (e que ensina Arte) deve participar da elaboração desta proposta curricular. Qual o melhor caminho a se trilhar?

Estou apenas colocando o dedo numa ferida que não quer sarar...

É um prazer participar de um fórum tão importante quanto este.

Um grande abraço a todos os participantes



Valeria Peres Asnis
Olá, meu nome é Valéria, tenho 38 anos e estou cursando licenciatura em música (com ênfase em educação musical) na UFSCar. Resolvi voltar a estudar pois, apesar de lecionar musicalização infantil há anos em escolas, não possuía a licenciatura. Enfim, acho que a questão, principalmente do ensino da música nas escolas é que, com excessões, os professores não estão devidamente preparados para ter a música como uma ferramenta importantíssima para o aprendizado do aluno. A questão não é ensinar música nas escolas, e sim usá-la como ferramenta para trabalhar questões que vão desde concentração, memorização, auto-estima à questões como os temas transversais. Não adianta nada ensinar flauta, notas musicais, rítmos aos alunos e estes continuarem a dançar na boquinha da garrafa! A música precisa entrar no ambiente escolar para trazer mudanças significativas no contexto social, precisa estar integrada com outras matérias, precisa ser encarada, não como uma forma de tapar buracos na programação ou no currículo, mas sim como algo extremamente sério, como o é nos países de primeiro mundo. Um professor licenciado em artes está realmente capacitado para dar aulas de música? Precisamos colocar nas salas de aula professores realmente capacitados nas suas respectivas áreas. As universidades públicas finalmente estão abrindo suas portas para o curso de música com ênfase em educação musical. As secretarias de educação precisam ouvir nossos educadores musicais, eles sim, juntamente com outros profissionais das artes saberão mostrar os caminhos para a construção de uma proposta curricular em Artes.
Regina Maria De Lima Sanson
Olá colegas,

Sou professora de Artes do ensino fundamental e médio em Cuiaba,MT.
É possível ver (lendo) as mensagens postadas pelos participantes, que os problemas não mudam. A cada escola citada sempre são os mesmos: pouco pessoal qualificado, as aulas de artes sendo "distribuídas" para completar a carga de outro profissional; pouco número de aula por turma e o principal : a falta de um currículo com os conteúdos por série, definidas para (pelo menos) ter um planejamento definido, pesquisado, valorizado.
Na minha escola não é diferente.
Em 2007 na reunião pedagógica foi solicitado que montássemos esse cronograma curricular. Fizemos isso com apoio de livros da LDB e esse ano fizemos algumas mudanças necessárias, mas  não tendo os livros de apoio para cada aluno, sempre é necessário a montagem de apostilas de conteúdos com as imagens ( tão caras) de obras e artistas.
Estamos montando uma sala exclusiva para as aulas de artes, onde expomos trabalhos de alunos dos anos anteriores, fica bem interessante perceber como os alunos comparam o que ele faz, com o trabalho de outros alunos, e não apenas observando obras de artistas famosos.
Nem tudo funciona como a gente planeja,mas não podemos desistir!
Beijos.





Sandra Cardoso De Oliveira Souza

Olá!

Sou professora de Arte com hablitação em música, leciono para o Ensino Fundamental e Médio, tenho dois cargos em duas escolas em cidades diferentes, embora perto mas com "públicos" totalmente diferentes, realidades diferentes...

ACREDITO que para a elaboração do conteúdo temos que levar em conta as realidades diferentes dos nossos alunos, seria como investir naquilo que traz interesse e prazer na aprendizagem,  "moldando" a sua maneira de agir tornando-os menos violentos e com objetivos de "vida" e fazendo-os acreditar em um futuro promissor e melhor. Para isso precisamos conhecer de "PERTO" a realidade dos nossos alunos, a sua maneira de viver, a conduta da sua família, o seu "dia-dia".

Só assim podemos conhecê-los, diminuir a indisciplina e fazer da EDUCAÇÃO algo que inspire confiança, futuro e seriedade, e não uma UTOPIA.

Paulo R M Rodrigues

Olá, Silvia.

Que cara simpática você tem.

Sou professor de Arte já faz 16 anos, leciono em São Paulo mais precisamente na E.E. Prof. Amadeu Olivério, cidade de São Bernardo do Campo.
Gosto muito de lecionar no péríodo noturno, principalmente para o 3º ano do EM, mas a partir desse ano o gorverno, através da secretaria da educação decidiu retirar essas aulas e colocar outras em seu lugar. Acabei sendo prejudicado, tive que ficar em 3 escolas para ter uma jornada de 30 horas semanais.
Nunca tive dificuldade em organizar os conteúdos de arte, estou sempre fazendo cursos e procurando novidades para os alunos não se cansarem do mesmo conteúdo que se repete a cada ano. Já que o principal conteúdo é a criatividade, nós também temos que ser criativos em nossas aulas.
Notei nesse tempo que as aulas de Arte no 3º ano eram muito mais envolventes, os alunos eram bem críticos e criativos, pois tinham um bom pre-requisito. Para mim todas as séries deveriam ter ensino de Arte obrigatório.

Não é só o conteúdo que nos preocupa, mas também a grade curicular, que a cada governo vai se alterando, e os professores que se virem. Pra que tanto concurso, se depois os professores acabam ficando adidos em suas sedes.

Em meio a isso tudo, minha opinião é que tanto como a secretaria da educação, as escolas juntamente com seus professores, devem decidir sobre os conteúdos e mesmo a grade curricular da sua escola, baseado na realidade a que pertencem.
Um grande abraço.

Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Olá professores!!

Quantos temas em comum, quantos problemas em comum!!!

Sou coordenadora do Pólo UFU da Rede Arte na Escola.

Fiquei preocupada e me senti contemplada com o depoimento da Yta que fala sobre as dificuldades de tantos conteúdos distribuídos por ano letivo e depois conta que a proposta foi construída por professores de Arte. Se os próprios professores constroem um curriculo, ou diretriz ou parâmetro, que não conseguem cumprir, temos um problema.

Aliás, esse é um problema com o qual nos deparamos aqui em Uberlândia. Apesar de algumas pesquisas dizerem que temos construído propostas curriculares desde 1991, a primeira que teve esse nome e esse intuito, com investimento da Secretaria Municipal de Educação foi construída por um grupo de 10 professores da rede municipal mais um assessor da Universidade Federal de Uberlândia em 1996. Depois foi reescrita em 2002 e agora começa nova fase de discussão.  A dificuldade encontrada é que o grupo de professores que constrói a proposta curricular (que se modifica a cada edição) estuda aprofundadamente vários autores e temáticas durante o processo de escrita e os demais professores da disciplina só conhecerão esses autores e temáticas tempos depois. Há um descompasso de construção e aquisição do conhecimento entre os grupos. Assim, quando o grupo que não escreveu a proposta começa a entendê-la, o outro já está querendo modificá-la.

A distribuição de conteúdos por série, principalmente nas iniciais, é sempre um problema que acho que ainda não resolvemos à contento. Construimos uma tabela de conteúdos que são distribuídos por série pensando em uma contrução linear do pensamento, ou seja, começa pelos conteúdos mais fáceis ou básicos e vai aumentando o grau de complexidade.

No momento preciso parar minha contribuição, espero conseguir voltar depois.

Abraços preocupados mas felizes por compartilharmos..

Eliane

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