Forum
Marília Schmitt Fernandes
Olha eu aqui de novo!!!!!! E aí Beloni, estou tentando convencer meu cerébro que estamos de férias, que é preciso diminuir o rítmo, mas confesso que para uma hiperativa não está sendo fácil. Bom está semana estive na escola e já falei de nosso desejo de trocarmos vivências culturais e artisticas entre alunos de Canoas, Belo Horizonte, Caxias e ..... Todos ficaram muito animados com a idéia, mal posso esperar para ver no que vai dar. Quanto aos textos que estas lendo, quando tiveres versões on -line me envie ou diponibilize aqui no forum que terei a maior satisfação de discuti-las contigo. Estou com saudade das tuas perguntas, das tuas provocações... falando em provocações como estão as tuas buscas, dê notícias, quero saber como anda o teu processo artístico. Abraços dourados de sol e mar da Marilia Schmitt Fernandes.
Beloní Cacique Braga
Márilia Os textos que estou lendo fazem parte do livro indicado pela Miriam Celeste e que só agora consegui adquirir. Aqui em Uberlândia os livros vem a cavalo ou de carroça. Estou esperando uma encomenda de "Deleuze e a Educação" (15 dias). Estou amando as discussões propostas por Fernando hernandez em " A formação do professor e o ensino de Artes visuais da Editora UFSM. São questões que abarcam a formação docente e em alguns pontos me fazem pensar a formação de artista que já compartilhei com você. Gostaria até de ouvir (ler) nossos colegas se pronunciarem sobre esta questão: Para quem quiser discutir e compartilhar: Como professor de arte você é um artista? Tem produção e expõe seus trabalhos? Qual a linguagem que você vivencia? Espero também que continuemos neste movimento de discussão sobre as questões que nos inquietam, mas que haja uma ação mais efetiva sobre o que o Vitor e Marília chhamam de ações. Vamos a materialização dessas ideáis? Marília Estou alinhavando minhas idéias e em breve proponho uma discussão para nossas turmas. Quando estiver em casa me avise. Abraços Belô
Beloní Cacique Braga
Diana, Jú , pessoal .... Onde vocês estão??? E o pessoal do grupo que não aparece . Dêem as caras. Vamos nos envolver . Sei que estão de férias , mas passem para dar um oi! Depois de ler o texto do Jabor compartilhado pela Roseli e de confrontar com a leitura que faço por hora , muitas questões afloram. Ivana Lopes e Victor H. Rodrigues levantam estas idéias: "necessitamos aprender a tecer relações para poder entender o que acontece" "A linguagem escolarizada tende a matar o talento que a criança tem em se produzir imagens e sufoca as suas tentativas de criação de uma linguagem própria onírica, tornando esta situação um hábito". E aí, vamos tecer nossa rede e discutir sobre a ação da escola e as nossas ações para 2006? Abraços inquietos Belô
Marília Schmitt Fernandes
Olá Belô ! e também a todos que vem só espiar... Sabe Belô fico só imaginando se a gente morasse na mesma cidade ein ? Bom para continuar a trama das idéias que estas propondo, volto a questão da formação do repertório tanto do arte educador, quanto do artista e também do apreciador da Arte. Concordo com o texto que fala da necessidade de aprendermos a tecer relações e penso que quanto mais vivências, mais imagens, mais conceitos fizerem parte do nosso repertório mais ricas e inovadoras serão as articulações realizadas na busca de um novo entendimento. E quando falo de repertório, estou propondo uma leitura ampla e irrestrita não só do mundo das Artes e suas mais diversas expressões mas também das ciências e todas as humanidades por que foi-se o tempo em que as especialidades não se tangenciavam. Agora é preciso não só tagenciar o novo, o desconhecido, mas penetra-lo na sua essência. Quanto aos crimes cometidos nas escolas contra o talento das crianças é triste ter que admitir que isto ainda aconteça nos diversos níveis ensino, ainda existem professoras trazendo desenhos reproduzidos para seus alunos colorirem igual ao modelo proposto ou então propondo `que os alunos apreciem uma obra e depois façam uma tentativa de cópia da idéia do artista e isto em nome da " releitura" e desde quando fazer uma releitura é isto ? Ai fica uma pergunta para todos que passarem por aqui- Qual é o seu conceito de releitura? Como ela é proposta aos alunos ? Mil beijocas cheias de saudades, Marilia Schmitt Fernandes
Beloní Cacique Braga
Ei Marília, Nossas conversas estão ficando bem animadas e se morássemos na mesma cidade coitado do povo!!! A releitura ainda não faz parte das propostas que tenho com meus alunos, talvez ,porque já se desgastou tanto a expressão quando o falso conceito , que ainda não me atrevi a mexer nessa "cumbuca". Vivencio bem perto de mim essa história de colocar a meninada para copiar os famosos e depois nomear como releitura. Tadinhos!! Voltando a nossa conversa sobre o intercâmbio que tal a gente montar um blog para iniciarmos em fevereiro os primeiros contatos dos alunos enquanto grupo? Pensei em elegermos uma série piloto, registrar nossas idéias como professoras e convidá-los a participar. Nós duas seremos tutoras pelo fato dessa molecada ter muitas idéias e fugir a proposta que é Intercambiar informações, dados, imagens, acontecimentos locais e processos criativos realizados na escola. Enfim, gerar um espaço de discussão e fomento de idéias: será um "nascedoura" de mais idéias, questões dúvidas e tudo mais. Acho que do jeito que estamos fazendo aqui no forum. O blog é mais atrativo para a idade deles. E aí? falei muita abobrinha? Ei, pessoas que passam por aqui... se quiserem juntem-se a nós. Abraços Beloní
Roseli Alves
Olha ai pessoal, Beloni, Marília que provocação intrigante. Eu também me interesso em saber mais a concepção de releitura. Penso que a maioria dos professores desenvolve esse tipo de trabalho e será interessante montar esta cartografia dos saberes. Releitura ou "refeitura"? Vamos lá? Um abraço. Roseli
Beloní Cacique Braga
Roseli, gostei da "refeitura", não tinha escutado nem lido esta palavra antes. . As ações do professor precisam estar conectadas na velha perguntinha " pra quê"? O desgaste da "refeitura" nos afasta da prática mãe : a releitura. Os percursos dos nossos alunos precisam ser mais autorais e provocativos. Essa é uma busca difícil para professores que são co-responsáveis nas produções geradas em sala de aula. Os olhares dos professores muitas vezes são decisivos para que os alunos caminhem com mais liberdade ou não. A releitura ainda trava e propõe a cópia e a idéia do estereótipo. No momento penso em propor aos alunos questões mais desafiadoras de criação, até mais que aquelas que venho experimentando. Os caminhos das professoras não especialistas em Arte também sinalizam a releitura como uma proposta muito aceita. ´Quando partem para a ação a coisa se transforma em refeitura. A comunidade escolar tanbém aplaude esta prática, então é melhor ficar no espaço que socialmente legitimado, não é? Não estudei sobre este tema a fundo, mas por hora penso assim. Como vivemos no mundo das incertezas e mudanças, quem sabe não experimentarei fazer algo mais nessa temática. Márília você ainda está praia? Meu blog está ficando pronto para em fevereiro aquecermos nossas discussões com a fala dos nossos alunos. Só pra te animar, o ponto de encontro nosso(blog) tem cara de site e tem o nome de " malabau" tradução: mala baú. Assim que tiver pronto quero convidar a todos, viu Roseli, para um "dedim de prosa" no espaço "mala baú", pois lá será local de conversas sobre educação, arte, literatura e outras conversinhas mais. Aguardem... Estamos em cosntrução. Abraços animados Beloní
Roseli Alves
Beloni Obrigada por suas colocaçoes. Vamos pesquisar mais sobre este assunto e com isso vamos deixando nossas descobertas aqui . Quem sabe em fevereiro, quando os demais professores voltarem das merecidas férias tenhamos mais contribuições, inclusive algum relato de experiência em releitura. Pesquisando no site do IAE encontrei no link Pesquisa/Artigos, um texto da Mirian Celeste denominado "O que vemos com um olhar estrangeiro?" que contribui para esta nossa discussão sobre releitura. Dá uma olhada lá, depois me fala o que achou. Um grande abraço. Roseli
Juliana Carvalho Carnasciali
OI pessoal!!!Perdão imenso pelo sumiço, mas estava precisando arejar a mente para ela começar a pensar de novo...sabem como é né...mas estou voltando...não consigo entrar comfrequência na internet pq meu computador é muito lento...mas hoje consegui...muita saudade de você e de nossas conversas e discussões...olha só, amei a idéia do blog...dependendo de como nos organizarmos topo participar com uma turma minha da Fundação...posso inclusive falar com um rapaz especializado em tecnologia lá na escola para ele ajudar talvez, quem sabe na construção e organização de tudo isso...acho que precisamos investigar com o nosso grupo de trabalho questionamentos para começarmos isso...Já topei em Belô!!! Adoro sua energia sabia!!! Olha, ainda não respondi a sua pesquisa mas não esqueci viu!!!pretendo responder...ela muito me interessa. Ufa!!!Desabafei...estava com saudade deste espaço e especialmente de vocês... Vamos lá então... ressonâncias... EM MIM CHEGA HOJE SOBRE O ONTEM O QUaNTO A DISTÂNCIA PODE SER PEDRA NO CAMINHO, PEDRA ESTA QUE EM GRANDE QUANTIDADE VIRA MATERIAL DE CONTRUÇÃO E ENTÃO LENTAMENTE EM UMA BRINCADEIRA DE ESPAÇO LISO ESCORREGAMOS E COMEÇAMOS A CONECTAR, CRIAR MONTAR CONSTRUIR TECER, COMO MUITOS GOSTAM DE DIZER... TAMBÉM RESSOA EM MIM A QUESTÃO DA SIMPLICIDADE DAS COISAS, AS SUTILEZAS E AS INUTILIDADES COMO DIRIA MANOEL DE BARROS, É NECESSÁRIA A INUTILIDADE DO ESPAÇO PRÉ CRIADOR PARA ALGUMA COISA GENIAL POSSA ACONTECER... DISPOSIÇÃO!!!MUITA DISPOSIÇÃO E PACIÊNCIAS SÃO NECESÁRIAS PARA DARMOS CONTINUIDADE EM NOSSAS TENTATIVAS DE PROPOSTAS... ...chega por hoje... Beijos coloridos para todos e até mais
Beloní Cacique Braga
Roseli , encontrei o texto da Miriam. Já tinha lido em outra ocasião, mas retomei a leitura. Por incrível que pareça as questões colocadas sobre metodologia sãosempre evidenciadas e alguns professores não se tocam. O uso dos artistas de "Caras" como a Miriam fala é exaustivo. Por outro lado também me preocupa ações que se tornam cansativas mesmo com uma proposta arrojada. Os projetos cujo nascedouro é o olhar do professor não são condenáveis. O problema é que alguns insistem em permanecer um longo tempo na temática sem instrumentalizar ou ampliar o olhar dos alunos buscando mais conexões. Nesse ponto deixo estas questões apontadas pela Miriam "Há uma obra de Amélia Toledo que me toca profundamente: Limites do dentro. Uma gamela que esconde/desvela pequenas pedras coloridas em meio à areia. Limites precisam ser vencidos para que o ensino de arte possa ser recriado, fortalecendo atitudes e a construção de conceitos. Isso implica em assumir significações mais amplas, mais interligadas com a vida, mais atentas ao mundo de nossos alunos e alunas. Cada um deles tem algo a dizer, tem algo a expressar e para isso a linguagem da arte, apreendida e aprendida com seus códigos, sua maneira singular de expressar viabilizada pela imaginação criadora e pela percepção estética precisa ganhar um espaço de recriação inquieta em cada mestre". Ufa! Que discussão ela nos propõe!!! Depois nos falamos Jù, mesmo acessando pouco a gente se fala.Bjim Beloní
Roseli Alves
Ei Beloni, Andei pensando na sua frase sobre releitura ..." A releitura ainda trava e propõe a cópia e a idéia do estereótipo". Me fez refletir que realmente nossas propostas de ensino não podem ser organizadas sem pensarmos em que atitudes/ valores estamos disseminando aos nossos alunos. No mundo das artes há também o que chamamos de mercado. Esse mercado parece que já definiu a diferença entre releitura, plágio e falsificação. Um dos profissionais do mercado das artes assim definiu a releitura: "A releitura artística acontece quando se objetiva criar uma nova obra de arte, tomando por base um motivo utilizado por outrem, usando-o de forma diversa, sem qualquer compromisso com a verossimilhança, no que se refere à obra objeto da releitura". João Carlos Lopes dos Santos - Autor do Manual do Mercado de Arte Júlio Louzada Publicações - SP. Sabemos de toda ideologia do mercado, não estou colocando a arte-educaçao no mesmo plano, longe disso, só achei interessante alguns aspectos. O texto na íntegra está anexo. Ele cita que Monalisa de Da Vinci é única e que Botero criou a sua. Será que nós da arte-educação chegaremos a um consenso sobre isso? Que tal fazermos uma coletânea de imagens sobre releitura? Temos que fazer uma verdadeira "militância pedagógica" para combater esta prática que você menciona acima. Será que corremos o risco de ensinar a fazer plágio? Falsificação?Bem, hoje estou extremada mas podemos parar para pensar? Juliana, bom retorno à nossa ÁGORA virtual. Estávamos com saudades. Abraços Roseli
Beloní Cacique Braga
Roseli O texto é muito bom e vou utlizá-lo na escola, enquanto lia me lembrava de algumas situações que acontecem paralelas as aula de Arte na escola. Os chamados atelieres particulares, que alguns alunos ou familiares frequentam ensinam a cópia e o plágio. Depois de ver várias exposições de uma pessoa que dava aulas e ensinava a um aluno resolvi eu mesma fazer aulas de pintura. Tive como professora uma ex-aluna do nosso curso de Arte da UFU(Bacharelado). Gostei muito. mas ela deixou claro o que fazia como artista e o que fazia ali como professora. E agora nessa discussão reconheço que ela me enisnou a copiar. Foram telas lindas, presenteie aos amigos que gostaram muito. Mas se for fazê-las sozinha não ficarão "tão boas " como as primeiras. Tenho didifculdade em seguir modelos, graças a Deus. Quando olho já fiz outra coisa. Outro ponto interessante, quando ele fala dos retroprojetistas. Não sei se entendi bem, mas aprendi a ampliar com mais rapidez desenhos para os painéis da escola utilizando essa técnica que é muito utilizada por uma professora de arte que possui o bacharelado. depois de pronto o painel ainda assina o próprio nome, Realmente ela é a executora/reproduora de uma imagem, mas não criadora Hoje utilizo a técnica com meus desenhos e quando não são meus não me atrevo a assiná-los. Logo, não afastemos os arte-educadores e artistas de tais práticas. Elas estão mais próximas de nós do que pensávamos. Gostei da sua idéia de organizar as imagens de "releituras". Valerá a pena discutir. Lembrei-me do Maurício deSousa e suas releituras de aristas famosos. Refeitura?!! Temos muito pano pra "manga", dá pra fazer um terno inteiro de tanto ainda pra se desenrolar. Abraços Beloní
Beloní Cacique Braga
Maríla, Cadê você? Começou a puxar o fio dessa conversa sobre releitura e sumiu. Cansou? Está trabalhando muito? Não desapareça "guria"... EI PESSOAL :Todos são bem-vindos a discussão. Não desapareça povo arteiro!!!! Beijocas Bbeloní
Roseli Alves
Olá pessoal do Suvaco! Onde estão todos? Voltando às aulas? Fazendo planejamentos? Saudades de todos! Beloni, Marília e demais professores, lembrei que no Boletim 17, do IAE, de 1999 a Professora Rosa Iavelberg escreveu sobre releitura. Estou anexando o texto, coloquem suas opiniões sobre o texto. O que acham de alguém socializar aqui um breve relato de experiência sobre releitura? Um grande abraço a todos. Roseli
Beloní Cacique Braga
Roseli Gostei da idéia. Tenho uma proposta de trabalho na faculdade na qual o professor de Pintura3 solicitou-nos três trabalhos a sreem apresentados em conjunto: releitura- referência e cópia. Deverá ser um trabalho de cada a fim de promover o debate em sala. Levarei minha máquina e tentarei obter imagens e anotarei as impressões. A data prevista deve ser final de março. Mesmo que demore um pouco trarei um retorno para o fórum. Abraços Beloní
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