Forum
Roseli Alves
Olá Marília Adorei seu texto e as possibilidades de conexões com Nietzche. É isso mesmo. Seu texto é poético, doce, anímico. Traz sua subjetividade. Aponta movimento na sua profissão. Que bom poder contar com você. Tente incentivar seus colegas a participar deste espaço. Vamos discutir as sugestões da Beloní, da Juliana, que tal? Eu estou tabulando as informações que vocês deixaram na avaliação do encontro. Doze professores apontaram desejo em discutir a idéia de rizoma. Quem sabe podemos começar uma catografia possível para nossas conversações. Vamos retomar isso brevemente. Um grande abraço. Roseli
Marília Schmitt Fernandes
Roseli, já estou pensando na minha cartografia para 2006 e vejo todos vocês como colaboradores fiéis com seus olhares e vivências tão particulares. Esta oportunidade de diálogo que se abriu entre nós é muito enriquecedora pois podemos encontrar eco para o nossas idéias e isto traz uma sensação muito boa de "pertencimento" algo assim como estarmos inseridos num contexto de pensadores e produtores de Arte. Penso que nós, que estamos em sala de aula não podemos ficar apenas presos a teoria da Arte é muito importante o corpo a corpo com a Arte e suas linguagens. É preciso um espaço para a experimentação dos nossos sentidos através de uma produção onde seja possível o lambuso nas tintas, os arranhões nos suportes, o deslize nos passos da dança, os tropeços e os cacos do texto, o desconforto das notas fora de timbre... Enfim, os esfolamentos dos erros e os prazeres dos acertos e consequentemente o nascimento de um novo olhar sobre os tantos conceitos da arte,o olhar que surge do gesto vivido. Isto é um sonho muito particular que todo educador experimentasse antes suas propostas antes de apresenta-las aos alunos. Falando nisto queria parabeniza-las por terem nos colocado literalmente com a mão na massa durante o encontro, poder dar visibilidade ao pensamento através do fazer, para mim sempre é muito interessante, é um jeito do corpo se colocar predisposto ao devir. Quanto ao povo do encontro que está desaparecido estou um pouco desencantada com eles e chego a pensar que me enganei, quando imaginei um movimento sem fim de troca de idéias, parece que foi só um momento.... Vou mandar novos e-mails para ver se ecoam, mas penso que você também poderia fazer umas provocações para o grupo. Que achas ? Abraços carinhosos da Marilia S. Fernandes
Marileusa De Oliveira Reducino
Olá pessoal do Suvaco da Cobra, desculpem pela minha ausência nas últimas semanas nas discussões do fórum. Esta greve está me deixando fora do ar e sem chão. Estou torcendo para que ela termine logo e que minha vida retorne à rotina. Mas, deixando de lado as reclamações vamos um pouco às ações. Gostaria de trazer para o grupo uma experiência por mim vivenciada, como observadora, nos últimos quinze dias. Durante os dias 23, 24 e 25/11/05 aconteceu nas Escolas Municipais de Uberlândia uma Mostra de trabalhos de alunos de Arte intitulada Visualidades II. Esta mostra objetivou expor, simultaneamente, em todas as escolas desse segmento, trabalhos de alunos, do Ensino Infantil, do Ensino Fundamental e do Supletivo, desenvolvidos durante o segundo semestre de 2005. Esta ação oportunizou um envolvimento e um movimento diferenciado no cotidiano escolar em torno da Arte. Não sei ao todo por quantas escolas a Secretaria Municipal da Educação é responsável, certamente ultrapassam a 20, mas isso não importa, o que conta é que tive a oportunidade de visitar esta Mostra, na manhã do dia 24/11, quando apreciei os trabalhos expostos em seis escolas. Foi mágico! Em cada espaço físico, a ocupação nas paredes, chão e teto das salas, pátios, galpões, cantinas, laboratórios e corredores apresentavam um viés de produções permeadas por técnicas e temas que indiscutivelmente, alteravam a estética e o cotidiano da escola. Pude perceber pelo olhar de visitante e apreciadora das produções infantis que, cada escola apesar de participar de um movimento coletivo reagia de forma diferente no que se referia à importância à mostra e aos visitantes. Em algumas escolas percebia-se o envolvimento da escola como um todo, já em outras, até o espaço destinado à apresentação dos trabalhos não se inseria num contexto diferenciado, misturava-se aos elementos instituídos que, de certa forma, prejudicavam a apresentação dos trabalhos de Arte. Nesse percurso, torna-se importante ressaltar que, para esta Mostra se tornar realidade, num contexto de muitas escolas disseminadas pelos diferentes bairros da cidade, encontra-se um diferencial na prática dos professores de Arte do município de Uberlândia, que não se resume apenas à sala de aula. Há muitos anos, desde 1992, esses profissionais, encontram-se quinzenalmente no Centro Municipal de Estudos e Projetos Educacionais (CEMEPE), referendado pela Secretaria Municipal de Educação, para elaborarem em conjunto, propostas, ações e estudos nesta área de atuação. Esse encontro é coordenado por um/a professor/a de Arte eleito/a pelo próprio grupo anualmente. Ao meu ver, tanto a coordenação por um profissional que compõe o grupo quanto as resoluções tomadas por este seriam fatores relevantes para a efetivação das realizações coletivas elaboradas e construídas por esse grupo. As decisões e ações coletivas dão maior credibilidade que as ações isoladas construídas individualmente, principalmente, nos contextos das instituições de poder público em que a Arte necessita de se alimentar de forças e conquistas a cada momento. Por acreditar neste contexto participei da visita à esta Mostra juntamente com o grupo de professores do Departamento de Arte/UFU da área de Prática de Ensino, pelas professoras e Arte da ESEBA/UFU e pelas coordenadoras do Pólo UFU – Rede na Escola, em seis escolas, ou seja seis Mostras. Para além das visitas fiz questão de estar presente na reunião quinzenal desses professores, no CEMEPE, no dia 08/12/05, para assistir às comunicações de algumas professoras envolvidas nesta ação, onde elas relatariam suas experiências sobre o processo dos trabalhos expostos. Nesse momento tive a oportunidade de analisar as mostras sob um outro olhar, somado às apresentações da pesquisa, do fazer, da produção e da exposição, transpareciam as questões de ‘invisibilidade’ incorporadas no trabalho do professor e do aluno que muitas vezes não transparecem no produto final. Torna-se importante ressaltar que nem todos os professores de Arte do Município freqüentam as reuniões nesse Centro de Estudos, mas, particularmente, nessa ação, todos participaram da Mostra. Outro ponto de relevância está na presença de indícios visíveis nos trabalhos dos alunos, da utilização, de diferentes formas, na realização dos trabalhos, de algumas imagens da pasta Arte-br. O que nos leva a crer que uma grande maioria freqüentou os cursos do Pólo Arte na Escola, e podemos constatar que a utilização desse material de forma diferenciada em sala de aula extrapolou o senso comum. Nessa oportunidade de visitação à Mostra e de ouvinte dos relatos de experiência, pudemos analisar a distancia de ações e re-a-li-za-ções dentre aqueles que buscam no coletivo a construção de uma identidade para o grupo de educadores em Arte e os individualistas que não conseguem sair do senso comum e que, insistentemente, repetem as mesmas atividades e produções, tornando desestimulante para as crianças e para o observador a apreciação dos trabalhos. Então, questionamos, qual seria o significado das aulas de Arte para esse professor? Assunto que merece um aprofundamento maior. Senti necessidade de compartilhar com o grupo do Suvaco da Cobra essas ações que certamente, não são isoladas no contexto nacional, mas que indubitavelmente precisamos dar-lhes visibilidades. Principalmente àquelas que diferenciam-se por sua elaboração, construção e apresentação. Certamente esse trabalho trouxe um outro olhar para cada profissional que dele participou como professor e orientador dos alunos. Para nós os visitantes, muito mais que apreciadores, ficam as reflexões sobre a importância da formação continuada do professor, do trabalho em grupo, da vontade de ultrapassar os limites e as dificuldades que geralmente o ensino da Arte tem encontrado junto às instituições. E o que é mais nos impressionou foi a certeza de que esse grupo é movido pela vontade e pelo desejo do conhecimento, da pesquisa, do ensino e da ação. Ações assim me fazem refletir cada vez mais nos Suvacos das Cobras. Abraços a todos Marileusa
Beloní Cacique Braga
Acompanhando o relato de Marileusa retornei a pesquisa do mestrado na qual trablahei com 4 professoras dess grupo do CEMEPE e que são integradas de fato com uma garra enorme. Respiram visívelmente a arte-educação no cotidiano. Uma questão que me inquieta, e que a Marílai ressalta em sua fala anterior, é exatamente a participação docente nas questões essencias como a alimentação do ser artista que habita em nós professores e a discussão do nosso encontro e seus desdobramentos. Tanto que ao não me encaixar nas discussões iniciais desse tópico,provoquei em outro tópico a abertura de um espaço para romper com uma possível leitura de não pertencimento ao sovaco da cobra ou ao grupo de professores premiados. Paralelamente venho convidando e provocando outros grupos a discutirem conosco. O distanciamento aparente dos colegas do "sovaco" (e do coração!!!) pode nos induzir a uma leitura precipitada de apatia. Por isso, sugiro que os colegas que nos visitam e não registram idéias sintam-se à vontade para falar. As ações também precisam ser mais diretivas. Ex: Estou buscando ler na internet sobre rizoma e mapas mentais. Quem tiver texto e pudere me enviar agradeceria, pois esta é uma área nova. As minhas idéias estão voltadas para o planejamento da escola na qual leciono. pois aqui sairei de férias com o"esboço" do planejamento e compra de materiais do semestre encaminhados. Não pensem com isso que o plano é fechado. Já terminei o ano conversando com os alunos e avaliando. Registrei a opinião de cada turma e o trabalho não é pouco. A flexibilidade não elimina o organizar e o planejar. Roseli, estou de olho no curso de férias. É uma abordagem para iniciantes com o material ou é algo instigador que valha a pena sair de Minas para frequentar o curso com Lucimar. Não pela pessoa, porque com Lucimar eu sei que a gente pode se dar o luxo de fazer um curso dez vezes.Mas é pela inovação e engajamento tão necessários neste momento que estamos: pós-prêmio, festividiades e muitas idéias pulando na cabeça para 2006. vamos lá pessoal não vamos deixar a peteca cair!!! abracim mineirim Belô
Katia Guimarães Zirnberger
Lendo Victor, respirei ar fresco! Que tempestade fresca, como a ar rizoma invisível (sobre o qual escrevi pra a Juliana no "molhar a boca com palavras..."),que entra e sai de todos e que se transforna e que volta a ser ele e que traz e leva cheiros e ... Como o Victor tenho um certo receio da "institucionalização" da "coisa". Há uma inclinação inconsciente de se cristalizar o que não deve ser cristalizado. O pensamento e as idéias fluem velozmente e temos necessidade de capturar esse movimento num projeto, ou mapa, ou esquema, nem sei... mas o movimento do pensar escapa a tudo e já vai lá adiante. O ir atrás dele nos impulsiona e tsso é que é rico e que faz a diferença nesse grupo de professores, por exemplo. A leitura de todas as participações no forum tem sido muito boa. Acredito que mais colegas estejam lendo, embora não respondendo. Talvez estejam se sentindo literalmente no sovaco da cobra, vendo e se alimentando da participação dos demais mas ainda processando esse alimento, vendo de fora estando dentro. Alguns têm movimento mais dinâmico, saem poetizando, dando as caras; outros são mais reservados, observam de longe, sentem no corpo as palavras. Todos sentem mas, os processos são diferentes. Beijos a todos, Katia.
Roseli Alves
Queridos amigos, O movimento está acontecendo. A intensidade é perfeitamente compreensível pois final de ano em escola é complicadíssimo. O trabalho dobra e para dar conta das ações mais burocráticas a gente sofre. Bate o cansaço e o tempo fica parecendo uma coisa tão concreta que não nos damos conta do resto. Já elaboramos um e.mail para aqueles que ainda não conseguiram participar destas conversações. Kátia, que fala sensível. A idéia é essa mesma. Não queremos institucionalizar e sim oferecer um espaço de conversação sobre Arte-educação. Projeto pode ser uma das maneiras de não cairmos no vazio. Vamos continuar levantando outras sugestões. Beloní o curso de férias será ministrado por duas tutoras, a Vênera e Beth. A Lucimar estará apenas supervisionando os trabalhos. O curso vai abordar a elaboraçao de projetos a partir do Art br. Como você já vem desenvolvendo ótimos projetos fica a teu critério vir ou não para SAMPA. Talvez ainda no 1º semestre tenhamos um módulo II a partir do Art br. Para uma discussãozinha envio a vocês um artigo do Arnando Jabor onde ele manifesta sua percepção sobre a Arte Contemporânea. Vamos continuar? Um grande abraço a todas (os), e que neste tempo de rito de passagem todos celebrem com feixes de luz iluminando coloridamente nosso existir, nosso co-existir. Roseli
Marileusa De Oliveira Reducino
Olá pessoal do "suvaco da cobra". vocês de férias e eu, até que enfim trabalhando. Vai ser uma dura jornada, mas fazer o quê, não é mesmo? Tenho acompanhado o fórum e participado pouco. Outros trabalhos me tem ocupado o tempo, mas nesse novo ano participarei mais, com certeza. E por falar em Ano Novo, desejo a todos os companheiros/as que vivem e respiram Arte, um 2006 colorido, caleidoscópico, rizomático, performático e mais alguns áticos ......áticos......áticos . Assim, como nosso ABRAÇO CIRANDA! Marileusa
Victor Venas
Olá pessoal, desculpem a ausência foi uma loucura de coisas até o dia 29...e já estou trabalhando novamente.... Enviamos o projeto de Perinho Santana, aquele artista que escreve nos muros da comunidade, como proposta para o centro cultural da ciaxa...torçam para que esse genuino suvaco possa ser mostrado para o resto da cidade.....a idéia é construir um labritinto de muros com as intervenções de perinho dentro do espaço da exposição, labirinto esse como metáfora da cidade, convidando o fruidor para ter essa postura mesmo fora da exposição, nas ruas por onde passa... Achei uma pena o Jabor ver apenas um dos lados da arte contemporânea, talvez ele não aprendeu a apreciar os suvacos de cobra maravilhosos que existem nas poéticas contemporâneas e não estão contempladas em livros e catálogos e mesmo em museus e bienais....que triste não saber florir nem fruir... Katia aproveitando o seu fólego que tal lançarmos uma tempestade de idéias que possam desdobrar em ações práticas na sala de aula no contexto do suvaco da cobra....coisas que possam ser realizadas em sala de aula, não precisa de um projeto pedagógico formal...apenas idéias, exercícipos, vivências que possam levar os nossos alunos a fruir pelos variados e multicolores suvacos da cobra que existem....tenho certeza que vamos nos surpreender com os resultados.... vamos propor ações.... feliz novo ciclo no espiral da evolução para todos
Marcio Tadashi Ishizaki
Desculpem a intromissão.Gostaria de entrar em contato com a Katia Zirnberger, sou um velho amigo dela e encontrei o nome dela neste forum. Meu email é marcio.ti@ig.com.br Márcio Tadashi, de Mogi
Marília Schmitt Fernandes
Olha eu aqui de novo !!!!! Espero que todos tenham realizado um lindo rito de passagem de ano renovando todas as energias para uma nova jornada em busca de muita luz, por que segundo Leonardo da Vinci " não tem volta quando a meta são as estrelas". Brilhem, mas brilhem muito em 2006. E por falar em Jabor... ele é partidário da mesma opinião da escritora gaúcha Marta Medeiros que em tempos de V Bienal do Mercosul - 2005 fez uma crônica sobre a Arte Contemporânea que gerou muita polêmica aqui pelos pampas - Porto Alegre - RS. Em seu texto publicado na Zero Hora ela levanta questões muito semelhantes as tocadas por Jabor , inclusive quando tenta buscar referências de Arte em artistas renomados da História da Arte. Pessoalmente, considero lastimável que estas pessoas formadoras de opinião demonstrem este ranso na formulação de seus conceitos sobre as diversidades propostas pela Arte Contemporânea. Talvez o que lhes falte é uma predisposição para olhar o novo sem preconceitos, sem ficar tentando buscar uma relação com aquela história da Arte que está nas pinacotecas, nos museus... Num primeiro olhar me parece que estas pessoas, como muitas outras não estão preparadas para esta nova forma de percepção sensorial e cognitiva que as obras contemporâneas nos exigem... Para aprecia-las é preciso o movimento do olhar, da aproximação do corpo e de toda a sua sensorialidade , mas fundamentalmente a inter - ação entre o apreciador e a obra. E para esta inter -ação é preciso predisposição de jogar -se de corpo e alma diante o desconhecido, sem medo dos confrontos que a estética pode provocar nos conceitos que trazemos sobre o que é Beleza e que sentidos ela suscita. Eu tenho certeza que todos que se libertarem das teias do que já é sabido e se permitirem um novo saber através do contato com a Arte Contemporânea proporcionarão um belo exercício de fruição estética a todos os seus sentidos. Roseli, adorei a provocação deste texto, é claro que eu teria mil outras coisas para falar sobre isto, afinal as vezes também fico pensando quais são as fronteiras que separam a Arte Contemporânea de alguns experimentos científicos, mas isto fica para depois. Continue a compartilhar textos conosco é uma oportunidade de agregarmos mais valores a nossa conversa. Abraços a todos. Marilia Schmitt Fernandes
Roseli Alves
Oi Pessoal, Salve Marília, parece que os amigos estão curtindo mesmo as férias não é? Esqueceram até de nós! Marília, delirei com seus comentários e faço minhas as suas palavras. A Arte contemporânea está contruindo a sua história, não tem coisas prontas para fazermos nosso porto seguro. Essa areia movediça incomoda aqueles que colam os pés no chão. Movimento dá trabalho. Fiquei preocupada com a percepção do mundo do Jabor. Como será? M. Ponty diz que "O mundo é aquilo que nós percebemos. [...] O mundo não é aquilo que eu penso, mas aquilo que eu vivo; eu estou aberto ao mundo, comunico-me indubitavelmente com ele, mas não o possuo, ele é inesgotável". Um abraçao. Roseli
Beloní Cacique Braga
De tudo que Jabor disse algumas coisas nos escandalizam pela maneira arcaica e grosseira como ele conduz sua lógica. Por outro lado concordo com Marília, o problema está nas muitas "obras de arte" que se perdem no vazio e querem que o espectador dê conta de uma frução além do que esta posto. Gosto de ler as entrelinhas das coisas e da vida, mas percebo que em muitas discussões não há profundidade, tudo é válido. Assim também a arte de muitos. Jabor "pegou pesado" reduzindo a arte contemporânea a mediocridade, a sujeira ,ao não " belo".Buscou nela espaço de relax frente ao caos da política. Nem a Arte nem a educação, de maneira descontextualizada e solitárias, são espaços de solução das questões humanas . Ambas possuem envolvimento e compromisso mas lidas como possibilidades e não como único texto. Basta olhar para uma imagem e pronto! Tudo é mágico. Ayrton Correa e Simone Matté discutem sobre a contemporaneidade da docência em Artes visuais e as novas tecnologias . Diante das questões apresentadas os autores citam Kandinsky e creio que é oportuno nesta nossa conversa. Transcrevo: "A arte deve corresponder a uma necessidade interior, buscando por certo, suas fontes em sua época, mas sobretudo, gerando o futuro(...). cada época de uma civilização cria uma arte que lhe é própria e que jamais se verá renascer. Tentar revivificar os princípios de séculos passados, só pode levar à produção de obras natimotas." IN: HENANDEZ, Fernando; OLIVEIRA, Marilda Oliveira de. A formação do professor e o ensino das asrtes visuais.SantaMaria> Ed.UFSM, 2005 p.209 Abraços Beloní
Marília Schmitt Fernandes
Olá gurias, Roseli e Beloni !!!! Talvez a percepção de mundo do Jabor e de muitos comentaristas e até criticos de Arte esteja centrada no próprio ego, no olhar que tem do seu umbigo. Quando "contratados " emitem opiniões arrogantes, geram polêmica, fazendo o tipo " eu sou mais eu". Abordando superficialmente temas que exigem profundidade de conhecimento, de conhecimento atualizado e conectado com os movimentos do mundo... Especialmente quando se fala de Arte . Esta atitude contraria o texto maravilhoso do M. Ponty , mas viver é isto é comunicar-se também com a diversidade. Volto a questão de que para tecermos uma idéia é preciso repertório, conteúdo... Quais serão os conhecimentos,as imagens, os artistas, as linguagens que formam o repertório sobre Arte contemporânea do sr Jabor ? Eu até iria mais longe " quanto valem" as idéias emitidas por este senhor?Beloni, o texto que transcreveste me toca de modo muito particular quando afirma : " A arte deve corresponder a uma necessidade interior, buscando por certo, suas fontes em suas épocas , mas sobretudo gerando o futuro (...)" Como bem sabes das nossas conversas o meu processo criativo surge assim de um transbordamento de minhas buscas interiores, que pulsam até que encontram um pensamento, um meio, uma forma ideal para se materializarem. Gurias, vou me repetir, mas que delícia é vivenciar este contato virtual com os saberes e as vivencias de vocês duas, meus neurônios agradecem este exercício que com certeza garante a vitalidade do meu desejo de saber sempre mais. Mil beijocas da prenda mais curiosa dos pampas. Marilia Schmitt Fernandes
Juliana Carvalho Carnasciali
AHHHH!!!!! "...era tanta saudade, é pra matar, eu fiquei até doente, eu fiquei até doente menina ...se eu não mato a saudade, é deixa estar, se eu não mato a saudade, é deixa estar saudade mata a gente, saudade mata a gente menina...Quis saber o que é o desejo, de onde ele vem fui até o centro da Terra e é mais além... Ai amor, miragem minha, minha linha do horizonte, é monte atrás de monta a fonte nunca mais que seca... ai saudade ainda sou moço Aquele poço não tem fundo, é um mundo, dentro um mundo, um mundo que me leva aaaaaaa...." isso é muito, é bastante para chegar... voltar eu diria...estava meio que em outro plano...plano pausa, movimento interno...sabem como é??? e de repente apareço e vejo tudo borbulhando...que delícia estou até atrasada porque acabo de imprimir agora o texto enviado pela Rô...nem li ainda então me agurdem logo mais com palavras novas...olha só, quero dizer que adorei a idéia do Vitor de chegar provocando sobre o que venha ser o SUVACO DA COBRA, como gosto de escrever, independente do que as crianças e adolescentes vão inventar oudescobrir... é interessante talvez abbrirmos as respostas sem ficarmos presos a idéia que já temos disto...topo participar... perdão a todos pelo meu sumiço, fiquei embrenhada em pensamentos e em meu cd que está quase terminado... e está ficando bem interessante se é que assim posso me auto dizer... e...em relação a discussão sobre arte contemporânea, questão que envole a vida viva o sentir e o experiênciar, em especial envolve um hoje presença e disponibilidade uqe as pessoas deste século em sua maioria não tem, enfim, quero dizer que a Lygia Clark está por aí (será que escrevi certo?) está por aqui na verdade, a partir de 25 de janeiro na Pinacoteca...genial, uma retrospectiva da brasileira que cutucou este nosso espaço com suas idéias pulsantes sobre subjetividade...quem topa vir para visitar...poderíamos fazer um grupo e colar lá...quem teiver como, vamos combinar...do contrário me responsabilizo em ir mais de uma vez contar para vocês...o que não é a mesma coisa mas é alguma coisa.... Bom...o trecho de música de abertura fale por mim, pelo meu coração e busca e ao mesmo tempo dedica esta sensação a ser vivida por que não agora por vocês.... Já me vou e espero voltar em Breve...estou faminta de saudade... Muitos beijos coloridos e luminosos e até...Jú
Victor Venas
Uma coisa super-suvaco eu e meus alunos do curso de mediação cultural visitamos a exposição fotográfica LÁ-E-CÁ.... está acontecendo em plena feira de são joaquim....uma das maiores feiras livres do brasil. As fotografias estão espalhadas por toda a feira, são mais de 400 trabalhos espahados em meios a farinhas, carnes, temperos e outros cheiros.... é inusitado caminhar e sentir os cheiros dos diversos lugares onde estã as fotos....o fotografo captou várias tomdas de uma feira livre em angola que se chama são paulo e daqui de salvador da propria feira de são joaquim.... no final da nossa caminhada por essa inusitada exposição que parecia um labirinto de imagens e cheiros tivemos a feliz sorte de por acaso encontrar o fotografo que deu uma verdadeira palestra para mim e para os alunos.....dentre outras coisa ele disse.... sempre me incomodei com a idéia de fazer um trabalho com a estrética popular e colocar isso confinado numa galeria e num museu onde essas pessoas não vão....é como se roubassemos algo e não devolvolvesse mais....essa foi a minha idéia devolver o trabalho a quem realmente ele pertece.....e quem quiser ver vai ter que meter o pé na lama.... só lembrei dos nossos papos sobre os espaços institucionalizados e os conhecimentos cristalizados e os pesquisadores que fazem suas teses e não devolvem nada a comunidade... a exposição segue depois para angola.... são coisas como essas me fazem ter cada vez mais certeza do caminho que quero trihar como artista e como educador. coisou um abraço a todos
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