Forum
Simone Vacaro Fogazzi
Sinara Maria Boone escreveu:

Olá,

Acredito que os professores que hoje se beneficiam das TICS no processo ensino e aprendizagem são aqueles que se mantiveram ativos e pensantes dentro dos processos educacionais. Como disseste, Simone, se voltarmos no tempo, perceberemos que mesmo antes das tecnologias contemporâneas não haviam garantias de aprendizado efetivo, a não ser que se soubesse explorar adequadamente os meios, fossem eles "cadernos de anotações" , pastas, memoriais, etc. 

Prolongamos a memória, e os pensamentos na medida que aprendemos a nos beneficiar dos recursos, possibilidades de conhecimentos que qualquer ferramenta de aprendizagem permite, não é mesmo? 

Como arte educadora,  sempre desafiada e curiosa pela novidade,  penso que o que nos mantém e "atualiza" nossos softwares seja exatamente isso: a pesquisa, investigação, construção de relações a partir da descoberta e do planejamento dessa "brincadeira e sensibilidade à matéria e suas possibilidades". 

Penso que talvez o disparate seja o fato de que "os modos de aprender e recursos se atualizaram"  em alta velocidade;  em contrapartida, nossos "HDs" ainda estão lentos (eu tenho me sentido um pouco lenta ultimamente..rsrsr) e precisarão de ampliação da nossa capacidade de "Memória" para processarmos tudo isso, pois nesse "compartilhamento de saberes, diferentes e importantes" se faz necessário as escolhas, o planejamento, a pesquisa do melhor recurso ou a descoberta do que nos levará a ampliação das nossas redes de aprendizagem, bem como a utilização destes para melhorar, recriar, e transformar o mundo. 

Só não dá para voltar para trás né?... Estamos todos na correnteza desse rio... Nos resta aprender a nadar. 


Olá Sinara,
Isso mesmo - ativos e pensantes. Estar motivada, sentir-se desafiada, manter-se atualizada - isso é aprender. Cada um aprende no seu tempo, mas podemos utilizar recursos simples das TICs, sem pretender dominar o último software lançado.  
Às vezes basta uma ideia criativa e recursos simples, como o celular dos alunos (a maioria já tem câmera fotográfica). Seguimos pensando.
Simone Vacaro Fogazzi
Olá amigos do Blog,
  Já vi palavras inspiradoras: professor-artista-pesquisador-aprendiz... percebo entusiasmo e isso é bom. Motivar e motivar-se parece ser um ingrediente importante.
  Pensando junto... O surgimento de novas tecnologias não significa o abandono de antigas tecnologias. Lidar com as novas tecnologias pode ser natural às novíssimas gerações, mas ao mesmo tempo manifestam um fascínio com os procedimentos antigos, de raciocínio analógico. Por exemplo: Vocês notaram que apesar de ser tão fácil fotografar hoje em dia, os alunos pouco utilizam os recursos de uma máquina digital (iguais aos recursos analógicos)? Que os mesmos recursos de um programa de manipulação de imagens já se fazia no século passado em um laboratório de revelação de fotos?  Ao serem apresentados à magia da revelação de uma foto pin-hole... é uma “revelação” em si mesmo.  Isto é só um exemplo... o tato na tela é somente um: do liso, que responde sempre da mesma maneira, clique/arrasta. Mas e a percepção da argila? Das mudanças: de massa quase líquida a “ponto de couro”? E o vermelho de uma tinta têmpera, opaca e translúcida, é o mesmo de uma tela de luz? Os fascínios da arte não são diferentes: uma reprodução é sempre uma reprodução – não é o original, mas tem suas qualidades, ser acessível, mostrar detalhes, etc. E com os novos meios –  dá para ver detalhes impressionantes. Zoom... e ficamos bem perto, olhamos os detalhes dos pés embaixo da mesa... da “A Última Ceia” de Leonardo da Vinci!
  Porém fica a questão - o que ensinamos para além da técnica? com a fotografia oportunizamos o olhar mais? perceber mais e melhor?
  Seguimos pensando juntos.
Simone Vacaro Fogazzi

Olá amigos do fórum,

Pensando juntos... Os comentários do fórum falam de um professor pesquisador, cheio de entusiasmo e, também, de falta de recursos. No entanto, quando falamos de TICs, não significa utilizar apenas a sala de informática, há tecnologias que estão incorporadas ao modo de vida e não percebemos seu uso pedagógico de imediato, como os celulares com câmera fotográfica. São desafios para o professor. Além do que, o surgimento de novas tecnologias não significa o abandono de antigas tecnologias. Lidar com as novas tecnologias pode ser natural às novíssimas gerações, mas ao mesmo tempo manifestam um fascínio com os procedimentos analógicos. Por exemplo: Vocês notaram que apesar de ser tão fácil fotografar hoje em dia, os alunos pouco utilizam os recursos de uma máquina digital (iguais aos recursos analógicos)? Que os recursos de um programa de manipulação de imagens são os mesmos que se fazia, no século passado, em um laboratório de revelação de fotos?  Ao serem apresentados à magia da revelação de uma foto pin-hole... é uma “revelação” em si mesmo.  Talvez nosso desafio seja justamente lidar com este equilíbrio: procedimentos digitais e analógicos, na contemporaneidade.

Ediberto Queijada De Souza
Travou a discussão.....Vejo que apesar das muitas visualizações como já foi observado (eram 797 quando postei esta mensagem) , infelizmente nesta fala/escrita temos grandes dificuldades. Já enviei duas propostas de temas para iniciarmos outras discussões.

Considero um  dos problemas dos fóruns educacionais este engessamento dos tópicos, por sinal poucos, raros e obrigatórios de algum curso.  Já propus dois e sequer obtive uma resposta. Um deles abordando esta questão dos nativos...migrantes....marginais digitais.  Estaremos nos tornando em marginais digitais?????

Quem são esses chamados nativos digitais? Serão eles os alunos das classes mais favorecidas que desde cedo tem acesso aos tablets, celulares, videogames e que internalizam hábitos de navegação e que os fazem parecerem mais aptos frente as novas TIC's. Vejo nossos alunos das periferias sofrendo mais uma exclusão: a digital....

Me desculpem por ter escrito neste  tópico, apesar de não estar tão fora do tópico que é:

Como e quem são os professores hoje que se beneficiam das TICS para seu processo de ensino e aprendizagens dentro do processo de formação continuada?

Simone Vacaro Fogazzi

Olá amigos do forum,

Abordando a questão dos "nativos digitais" (que entendo ser a geração que nascem na era das TICs, das novas mídias, com outras estéticas, etc) vemos , como sempre, os contrastes econômicos que estão aí, bem presentes no cotidiano. No entanto, esta geração, independente do acesso particular, convivem com lan houses, celulares, telas interativas em diversos locais (não apenas bancos)... Mas isso não garante acesso a todos os recursos, tampouco ao desenvolvimento de um pensamento crítico. O professor, me parece, pode indicar caminhos que permitam isso. Que acham? seguimos pensando... abraços.

Ediberto Queijada De Souza
Sim Simone

Nosso papel nesta intermediação é fundamental. Para que isto ocorra precisamos perder nosso "medo de errar". Acredito que foi a partir dos "controles remotos" que começamos a perder terreno para nossos jovens e os novos gadgets viraram brinquedos nas mãos dos nossos adolescentes....entretanto existe uma coisa preocupante: eles estão sozinhos, sem orientação e sem limites. 

Nossas escolas públicas (minha realidade e conhecimento) estão à margem de todas mudanças ocorridas nos últimos anos. De nada adianta financiar computadores, tablets, lousas digitais e não existir uma política consistente de  formação. Sem esta apropriação das novas TIC's estaremos cada vez mais próximos da marginalização digital, pois estamos nos colocando à margem deste processo que a sociedade vivencia. 

Estamos só colocando uma pincelada de pimenta nesta discussão....e precisamos nos transformar em:

Marilia Schmitt Fernandes
Boa tarde colegas, estive ausente finalizando minha monografia do curso de Especialização em Midias na Educação - UFRGS onde me dediquei a observar e analisar o comportamento dos adolescentes frente a Fotografia como representação nas redes sociais, tendo como proposta a criação de uma autobiografia visual digital a partir das postagens feitas no Facebook.  Estou fazendo este comentário, porque concordo com a prof.ª Simone de que é amplo o acesso dos adolescentes as tecnologias móveis digitais, a minha pesquisa foi feita em uma escola pública com 30 adolescentes, sendo que a maioria tem computador em casa e telefone celular com câmera fotográfica, claro que ter o acesso não basta. É preciso que o educador se predisponha a colocar-se no lugar de mediador entre os alunos, o conhecimento e as tecnologias, pois as TIC por si só não poderão transformar a realidade, há que se pensar antes em como usá-las de forma crítica. Agora sobre o risco que corremos de nos tornarmos "marginais digitais" ou não, penso que isto será uma escolha individual, pois oportunidades nós todos temos. Lembrando, que a nós cabe  fazer o que é mais difícil - que é escolher como agir diante tantas possibilidades de ensinar e aprender e vice-versa. Continuo acreditando no potencial criativo do educador diante as TIC como potencial de mudança. - Abraços digitalizados -Marilia
Ediberto Queijada De Souza
Oi Marília, claro  que temos o livre arbítrio para aderir ou não as novas TIC's, entretanto, não é isto que observo por aqui. Veja o caso do Proinfo, que teoricamente responde pela parte de formação do professor quanto ao uso do computador: Infelizmente existe um PRECONCEITO imenso a respeito do LINUX EDUCACIONAL por parte dos professores. Os laboratórios estão sucateados e sofrem de um problema fundamental quando falamos de internet: a CONECTIVIDADE. Dá raiva, stress e desistência dos professores quando pensam em fazer uma simples pesquisa utilizando a internet,  pois o o sistema para, trava e somente os malucos por tecnologia é que ainda insistem em fazer algum trabalho.

Ultimamente tenho uma descrença muito grande quando vejo jovens na frente de um computador e para mim eles basicamente utilizam para:

  • redes sociais ( especialmente facebook)
  • besteiras/e sites impróprios (Youtube...redtube)
  • e jogos
Em relação ao facebook, até tentei desenvolver alguma coisa, criamos um grupo em uma das turmas, mas nossos adolescentes gostam apenas de ficar fazendo CARAS e BOCAS. Quando o assunto é aprender, participar....a história é outra e raros são os alunos que fazem um trabalho utilizando o facebook  e a menina Isadora Faber de Santa Catarina, através do seu diário de classe é um belo exemplo a ser seguido e pelo que vi, outros diários já foram criados.
Como já foi dito, as visualizações cresceram, e os comentários óóó...são  que nem o salário do professor....

o debate continu@

Marilia Schmitt Fernandes
 Oi Ediberto, sei que existe preconceito em relação ao Linux Educacional, eu também tenho meus desconfortos em relação a ele, mas admito que é por falta de tempo de  me dedicar a compreendê-lo, para assim poder transpôr os recursos para as minhas propostas de aprendizagem em Arte. Também sei dos laboratórios sucateados e das dificuldades de conectividade, mas também descobri por experiência própria que é possível usar e muito bem, a tecnologia que os alunos fazem uso, seus telefones..., basta que se criem estratégias evolvendo propostas de aprendizagem colaborativa, compartilhando os conteúdos e resultados em grupos on-line e tudo mais.  Quanto a sua descrença, estes são os adolescentes que precisam da mediação do educador, pois sabemos que não basta ter acesso a informação é preciso saber fazer escolhas. Sabemos que muitos alunos, embora tenham um grande acesso as tecnologias e as redes sociais e outros recursos do ciberespaço, ainda não tem maturidade para discernirem entre momentos de estudo e lazer tanto nos ambientes presenciais quanto virtuais. Falando nas " caras e bocas " a minha pesquisa observou a exposição excessiva dos adolescentes no Facebook especificamente, o título é:  Adolescentes, Fotografia e Redes Sociais: uma relação perigosa. Por isto continuo insistindo, nossa tarefa de educadores diante as mídias é o de mediar interações também nos espaços virtuais, além muros da escola.      Sigo digitalizando ideias...
Ediberto Queijada De Souza
Sim Marília, nosso papel de intermediação é fundamental para que nossos alunos possam autilizar de forma consciente, produtiva e criativa essas ferramentas existentes na rede. Concordo com você quanto ao uso de celulares que são centrais multimídias fantásticas: foto, vídeo, som, geocaching, QRcode, quizzes e nossas escolas simplesmente proibem (por atrapalharem as aulas, com razão)  mas  nada fazem para explorar suas potencialidades.
Meus "nativos digitais" deste ano me mostraram uma dura realidade. São incapazes de digitar um simples endereço como este: www.google.com/a/cef04.info , seu nome de usuário e senha que simplesmente esquecem. Assisti todo tipo de erro acontecer devido a forma como eles acessam os sites, você já prestou atenção como é:  eles digitam o nome no google e clicam no link. Inclusive esse foi um dos trabalhos de iniciação ao mundo virtual através do Google apps para educação que pude desenvolver, pois na escola, um professor apaixonado por tecnologia tinha cadastrado a escola para esta suíte extraordinária. Ano que vem, já reservei um domínio e cadastrei a nova escola no Google apps...
Bom ....nossas férias estão chegando......é hora de desconectar.....mas desejo que em 2013 possamos construir essa rede de pessoas interligadas por um mundo melhor. Para finalizar por hoje,  deixo uma postagem que fiz em 2010 de um vídeo viral que vocês já devem ter assistido. tentei incorporar nesta mensagem, mas existe alguma proibição de apresentação. Sem problemas...acaba fazendo um link para o Youtube.


Ediberto Queijada De Souza
Em tempo o link  www.google.com/a/cef04.info que postei não abre e não deu para corrigir na reposta e neste fórum não temos como corrigir esses  problemas. O administrador poderia configurar para permitir a edução em 30 minutos ou testar o link.....
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