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Tania Maria De Lucas Da Rosa
Boa tarde a todos. É muito importante essa discussão, revisando conceitos e práticas. No entanto estamos distantes daquilo que deveria ser uma realidade. Não existem profissionais habilitados suficiente e não há condições de trabalho (infraestrutura, recursos, salários e consciência política e pedagógica), para melhorar  o ensino de arte no Brasil. Vivemos dias muito difíceis, o que nos atrasa mais ainda na implantação destes, ainda, projetos. No entanto a discussão é válida e precisamos ver todos os aspectos para não ficarmos só na letra. Ao se pensar em conteúdo, devemos inseri-lo nas diversas realidades,a fim de proporcionar a todos a educação de qualidade que se pretende. As discussões devem ser feitas a partir destas realidades, que perpassam pela realidade da educação no Brasil. Conquistamos um espaço, porém ele precisa ser implantado de forma a atender as diversidades, até mesmo no quesito econômico: uma escola pública não recebe os recursos de que dispõe uma escola particular. No caso específico do componente Arte, muito se deixa a desejar, principalmente pela especificidade da área que exige recursos próprios, caros e diversificados, assim como profissionais qualificados. Quem quer ser professor hoje, no Brasil?  É muito fácil dizer: o professor tem que ser criativo, principalmente se for o de Arte. Isso não é possível, todos nós sabemos disso. Por isso levanto essas questões, pois tenho 25 anos de magistério nesta área específica, e já vi progressos porém ainda falta muito.
Agradeço a atenção e espero ter colaborado.    
Edilaine Isabel Ferreira Aquino
Olá!! Gente da Arte!!

Eu li o documento da BNC, mas a preocupação que eu tenho é outra. Lutamos para o fortalecimento dos subcomponentes. Mas quem está lutando a favor da criança do presente? Qual o objetivo do ensino da Arte na escola? Qual o objetivo dos outros componentes curriculares. Penso que se hoje, tivermos um professor por linguagem na escola. Tenho certeza que não estará previsto no orçamentário do país. Alguém está lutando para a mudança do quadro curricular? Por que português e matemática continua como sempre com a maior quantidade de aulas? Para atender a demanda das provas externas, visando os investimentos, que sabemos muito bem. Acho que essas perguntas nos levam para um pensamento. A maior parte dos arte educadores são da linguagem visual(ainda), e não muito pré dispostos em entender subcomponentes que convergem. Enquanto nada acontecem, nas escolas, temos um ensino caótico voltado para reprodução de desenhos, com a justificativa de não tem material, espaço etc e tal. Quem pensa que precisamos de entendedores de Arte? Quem pensa que as crianças tem o direito de viver experiencias artísticas em outras linguagens? Se nós, profissionais da Arte, não fizermos o nosso trabalho com o foco no objetivo do ensino de arte, que a meu ver, não tem intensão de formar, atores, dançarinos, músicos,... e sim bons entendedores, leitores da vida, sensíveis, críticos humanos, quem os fará?

Vamos esperar quanto anos para mudarem a lei, e quando mudar, o que a escola fez, para termos tantos profissionais, para atender a demanda do País?

Hoje na escola, nós os professores, não pensamos que somos o maior formador de publico de Arte? ou vamos continuar  deixando que a mídia forme esse público para ela?

Vamos lutar para que as crianças percebam seu corpo, por que o conhecimento não se dá somente pela cabeça, vamos liberar o corpo da prisão das salas de aulas "quadradas" com fileiras de cadeiras, que levam a destruição do homem. 

Sempre trabalhei em escolas precárias, com mínimas condições(e não defendo que tenha que ser assim), mas mesmo assim, defendia o direito dos meus alunos em viver jogos de dança, dramáticos e musicais. Avante com as linguagens!!

Michele Pedroso Do Amaral
Michele Pedroso Do Amaral escreveu:
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Prezadas e prezados colegas de área!

O documento em questão inaugura-se por meio de um discurso neoliberal, e, concordo modernista. Certos termos são repetidos constantemente, tais como reflexão, fruição, crítica, o que aponta certa necessidade de, em tese, fixar suas implicações, porém sabemos que não é bem assim. Me chama atenção, que na p.106 a experiência estética aparece categorizada por seis dimensões, que apesar de estar dito que devem ser trabalhadas de modo simultâneo e indissociável, entendo que a experiência estética, por ser aberta, desinteressada e não unívoca, não é singular mesmo para o sujeito que a sente, pois ao ser construída em relação sensível com o meio sociocultural  que se vive, ela extrapola as categorizações, assim o que se define por ser suas características (estesia fruição, expressão, criação, reflexão e crítica), são movimentos próprias dos tipos de EXPERIÊNCIAs ESTÉTICAs, que precisam e podem ser provocados na prática docente, sem que sejam nomeados, pois não nos desprendemos de nós mesmos para pensar sobre o que se sente, ou, refletir o que se cria. Este termo poderia ser trocado por POTÊNCIA, o que abraçaria a questão da pluralidade e heterogeneidade que é o ser humano.
Quanto ao objetivo em Artes Visuais do E.F I; II; E.M: "Mobilizar conhecimentos trazidos pelos estudantes [...]", (p.109.110; 112), parece que está direcionado ao estudante, que deve partir de si mesmo por uma ação procedimental, e não ao que se espera que os estudantes sejam capaz atingir. Está confuso.
Também lamento a pouca participação de nossos colegas. Nossa área só será reconhecida quando irmos além da "visualização" de fora.

Renilda Laeber
Não estou por dentro efetivamente do texto. E hoje, sendo o último dia de participação, não disponho de tempo para lê-lo.Mas sou uma professora muito engajada e quero ajudar, participar.
Algumas colegas disseram que tem alguns itens que tiram de nós professores habilitados, o direito de ministrar a disciplina, ou seja, qualquer pessoa poderá dar aulas de arte, bem como querem colocar a disciplina como complemento. Se isso procede primeiro é fora de contexto em pleno século XXI retrocedermos e segundo como fica a LDB?
Aparecida Bezerra Xavier
Olá Elaine! Dialogando ainda sobre sua preocupação inicial, no texto menciona a área de Arte como: área de arte exige abordagens específicas e especializadas, com conteúdo obrigatório nas diferentes etapas da Educação Básica (minha sugestão é que além de ser conteúdo obrigatório o PROFISSIONAL DA ARTE possua formação especifica OBRIGATÓRIO, não como acontece hoje, que professores PEBI ministram o conteúdo obrigatório sem formação específica. O documento assegura somente a obrigatoriedade na Educação Básica, deveria constar na formação GLOBAL (OBRIGATÓRIO  na EDUCAÇÃO INFANTIL, BÁSICA EF I e II, e ENSINO MÉDIO), voltando a afirmar com professores ESPECIALIZADOS COM FORMAÇÃO COMPROVADA, em Arte não em subcomponentes. A Educação Infantil necessita urgente de profissionais da Arte e Educação Física, e a criança atual carece de orientação na formação motora, lúdica, e em grupo.



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