Forum
Adriana De Freitas Cardoso
Prezadíssimos, estou imensamente feliz sobre a discussão, pois sou professora de artes (pedagogia e curso tecnico) e coordenadora de Uma pós em edcuação com enfase em artes e inclusão. acho o tema de extrema relevancia, pois muitos acham que nao é adequado apresentar a arte contemporanea para educacao infantil - discordo!, a arte é uma forma de conhecimento como outra qualquer, acho ainda mais importante a arte na infancia, pois serve para explorar, experimentar e colocar algo abstrato no concreto da vivencia infantil. vi relatos de experiencias como da colega que fez a intervenção urbana - as crianças vivenciaram esse foque, se ludicamente elas percebem e refletem a seu modo suas experiencias, elas estao aprendendo, constituiem em seres viventes, mais expertos. os professores da educao infantil concordo em relacao a sua pouca experiencia, mas devemos insistir no fato que nos devemos estar na educacao infantil tambem, ja que isso esta na obrigatoriedade na educao. os pedagogos da educao infantil devem ser conscientes e buscar mais estudos sobre oassunto. nosso curso de pedagogia, ja temos disciplinas em artes, para possamos ensinar arte para aqueles que ano tiveram aoportunidade de aprender. Fiz uma experiencia com minhas alunas de Pós, em varias séries e inclusive com alunos especiais, sobre cadeiras - cadeira como objeto artistico - separamos textos para educacao infantil e fundamental, para cada idade foi feito um tipo de intervencao, na educacao infantil comecou com a historia de cachinhos dourados, depois partiu-se para pesquisa em casa, na internet e revistas, reccortar, colar, rasgar objetos cadeiras, alem de incentivar o olhar p/ percepcao, formas, tipos, cores, materiais, apos feito as pesquisas, foi mostrado 2 pinturas com cadeiras, e os pequenos fizeream a apreciacao de cada um, falando o que viam, o que sentiam, suas cores, para que cada uma servia, apos a apreciacao fizeram suas cadeiras: que englobou, desenhos e barro. foi uma experiencia ótima! as aulas ficam densas e gostosas, aguçam o olhar e a percepção das coisas ao seu redor. Tenho visto no Fórum varias experiencias, sugiro uma coletanea de experiencias sejam circuladas por nós para ampliarmos o leque de experiencias, quanto mais pudermos lsaber de nossas experiencia, mais sera fácil o entendimento do conteudo. Adorei o tema, parabens. Adriana Cardoso drifcardoso@yahoo.com.br
Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Olás!!!

Esse fórum veio em uma boa hora. Esse ano estamos trabalhando mais a fundo as questões da Arte Contemporânea na formação continuada dos professores. Enviamos cartões postais com imagens de trabalhos que estão no Museu do Inhotim e de artistas locais para as casas dos professores durante as férias com uma proposta no verso. Estamos percebendo que os professores que fizeram a visita ao Museu do Inhotim, na viagem cultural que realizamos todos os anos, conseguem uma melhor reflexão sobre a imagem e trazem propostas mais complexas. Desse modo, fica claro que o convívio com a arte contemporânea é primordial. Se já era importante levar os alunos à exposições de pinturas, desenhos ou gravuras, quando o assunto é instalação a visita se torna imprescindível. O difícil é que na maioria das cidades brasileiras não há galerias de arte e muito menos, mostras de artistas contemporâneos. Para o trabalho na Educação Infantil em cidades onde não é possível esse tipo de encontro com a arte, sugiro que os professores pensem espaços na escola que possam sofrer interferências, para que as crianças percebam o que é o trabalho no e com o espaço. É possível intervir com materiais fáceis de se conseguir como barbantes, caixas, TNT, ou mesmo com as mesas e carteiras da sala de aula. Na realidade, esse trabalho é possível para qualquer faixa etária, no entanto, na Ed. Infantil, pelo tamanho das crianças e pela facilidade de se envolverem em brincadeiras, é mais fácil convencê-las a passar por dentro de caixas, a pular barbantes, a se arrastarem sob cadeiras, etc.

Mirtes Marins De Oliveira
Eliane de Fátima escreveu:

Olás!!!

Esse fórum veio em uma boa hora. Esse ano estamos trabalhando mais a fundo as questões da Arte Contemporânea na formação continuada dos professores. Enviamos cartões postais com imagens de trabalhos que estão no Museu do Inhotim e de artistas locais para as casas dos professores durante as férias com uma proposta no verso. Estamos percebendo que os professores que fizeram a visita ao Museu do Inhotim, na viagem cultural que realizamos todos os anos, conseguem uma melhor reflexão sobre a imagem e trazem propostas mais complexas. Desse modo, fica claro que o convívio com a arte contemporânea é primordial. Se já era importante levar os alunos à exposições de pinturas, desenhos ou gravuras, quando o assunto é instalação a visita se torna imprescindível. O difícil é que na maioria das cidades brasileiras não há galerias de arte e muito menos, mostras de artistas contemporâneos. Para o trabalho na Educação Infantil em cidades onde não é possível esse tipo de encontro com a arte, sugiro que os professores pensem espaços na escola que possam sofrer interferências, para que as crianças percebam o que é o trabalho no e com o espaço. É possível intervir com materiais fáceis de se conseguir como barbantes, caixas, TNT, ou mesmo com as mesas e carteiras da sala de aula. Na realidade, esse trabalho é possível para qualquer faixa etária, no entanto, na Ed. Infantil, pelo tamanho das crianças e pela facilidade de se envolverem em brincadeiras, é mais fácil convencê-las a passar por dentro de caixas, a pular barbantes, a se arrastarem sob cadeiras, etc.



Olá Eliane, Acho que ofereceste um ótimo exemplo de como - sim! - é possível trabalhar algumas questões de arte contemporânea com as crianças da Educação Infantil, sem desvirtuar a proposta do artista e não ficando satisfeita com uma apreensão meramente formal, quando a proposta é participativa! Parabéns!
Mirtes Marins De Oliveira
ana luiza machado paschoal escreveu:

Concordo tanto com Manoela como com Mirtes, que os pequenos da Educação Infantil têm o direito de serem apresentados à Arte Contemporânea que está ao nosso redor a toda hora e a todo instante, mas de forma que sua apreciação seja inteira , devem-se respeitar as faixas etárias e seus diferentes estágios cognitivos, assim como devemos nos inteirar dos temas que pretendemos mostrar. Sejamos realistas, há algumas expressões da arte contemporânea que podem chocar e até mexer negativamente com o imaginário infantil.

Os pequenos , quando envolvidos, em todos os sentidos, mergulham na obra, como bem mostrou uma foto tirada na exposição de Lígia Pape, Espaço Imantado, atualmente em cartaz na Pinacoteca do Estado de São Paulo, em que as crianças provam literalmente o gosto das cores. É uma instalação feita de pratos fundos dispostos em círculo no chão cheios de líquidos coloridos por corantes comestíveis para serem degustados.

Eu mesma divido outra experiência com o grupo. As crianças fizeram desenhos do tamanho de selos dos correios. Recortei as bordas com tesoura de picotar e a "cola" era feita de gelatina de morango que preparada em um vidro na véspera, bastava aquecer um minutinho no mircroondas, aplicar com pincel no verso, deixar secar e no dia seguinte , "selar" as cartas ou outros trabalhos de arte. Aí que estava a diversão, eles tinham que passsar os selos nas língua ´para que fossem colados.

Abraços,

Ana Luiza



Ana! Penso realmente que relatar experiências e nossas tentativas e debates sobre os modos que nos aproximamos da arte contemporânea e, portanto, o modo como elaboramos essa experiência novamente para nossos alunos é fundamental. E acho que o Fórum e todas as oportunidades de interação entre nós, professores, são a verdadeira formação (que hoje, raramente os cursos de graduação dão conta!). O contato com a arte contemporânea exige complexidade em todos os seus momentos. Parabéns!
Mirtes Marins De Oliveira
Olá professor(a)es! Gostaria de sugerir algumas leituras sobre arte contemporânea. São títulos que fogem um pouco ao universo pedagógico, mas são super importantes exatamente para que possamos ampliar o universo da sala de aula. Um livro de leitura gostosa e, ao mesmo tempo, cheio de informações é o "Cenário da arquitetura da arte", de Sonia Salcedo Del Castillo (Ed. Martins, 2008). Coloca em debate a questão importantissima do espaço para a arte contemporânea e constrói estruturas para entendermos melhor o campo disciplinar da história das exposições. Outra leitura são os três livros editados pela Hedra (concebidos e desenvolvidos pelo Forum Permanente). É uma pequena coleção: Museu Arte Hoje (org. Martin Grossmann & Gilberto Mariotti); Relatos críticos: 27a. Bienal de São Paulo (org. Ana Leticia Fialho &Graziela Kunsch) e Modos de representação da Bienal de São Paulo: a passagem do internacionalismo artisitico a globalização cultural (de Vinicius Spricigo). Boa leitura e bom trabalho!
Pétira Maria Ferreira Dos Santos
Sim, pois em um contexto mais específico da arte contemporânea na Educação Infantil é muito importante para nossas vidas, o professor deve preocupar-se em promover as ações pedagógicas que levem crianças ao universo da criação expressando suas leituras em relação ao mundo. Desde modo, em diferentes contextos socioculturais e nas salas de aula, nossa sensibilidade e nossas formas expressivas estão se modernizando através dos processos criativos.
Mirtes Marins De Oliveira
Eliane de Fátima escreveu:

Olás!!!

Esse fórum veio em uma boa hora. Esse ano estamos trabalhando mais a fundo as questões da Arte Contemporânea na formação continuada dos professores. Enviamos cartões postais com imagens de trabalhos que estão no Museu do Inhotim e de artistas locais para as casas dos professores durante as férias com uma proposta no verso. Estamos percebendo que os professores que fizeram a visita ao Museu do Inhotim, na viagem cultural que realizamos todos os anos, conseguem uma melhor reflexão sobre a imagem e trazem propostas mais complexas. Desse modo, fica claro que o convívio com a arte contemporânea é primordial. Se já era importante levar os alunos à exposições de pinturas, desenhos ou gravuras, quando o assunto é instalação a visita se torna imprescindível. O difícil é que na maioria das cidades brasileiras não há galerias de arte e muito menos, mostras de artistas contemporâneos. Para o trabalho na Educação Infantil em cidades onde não é possível esse tipo de encontro com a arte, sugiro que os professores pensem espaços na escola que possam sofrer interferências, para que as crianças percebam o que é o trabalho no e com o espaço. É possível intervir com materiais fáceis de se conseguir como barbantes, caixas, TNT, ou mesmo com as mesas e carteiras da sala de aula. Na realidade, esse trabalho é possível para qualquer faixa etária, no entanto, na Ed. Infantil, pelo tamanho das crianças e pela facilidade de se envolverem em brincadeiras, é mais fácil convencê-las a passar por dentro de caixas, a pular barbantes, a se arrastarem sob cadeiras, etc.



Ola Eliane! Acho que as instituições que abrigam e exibem arte contemporânea poderiam aprimorar o material de apoio educativo e mesmo oferecer encontros aos professores em processos contínuos de formação. A preparação do professor não termina nunca. Mirtes
Maria Da Paz Melo
Ao trabalhar a arte contemporanea na  Educação Infantil, nem sempre é necessário que os alunos tomem conhecimento do trabalho de determinados artistas. É preciso isto sim, que eles tenham uma noção muito clara de liberdade e criatividade, ambas associadas a um modo de olhar extremamente particular.
Na verdade, crianças sao mais aptas a entender e desenvolver trabalhos de cunho contemporaneo,  criativos e esteticamente mais bem resolvidos, que os alunos do fundamental II, justamente pela capacidade de abstração e ausencia de julgamentos de valor.
Evita-se "releituras" e "apropriações", partindo muitas vezes do dialogo antes da produção. Perante os "desafios" e a disponibilidade de materiais, a produção resultante é nao raro surpreendente.
O ponto de vista das professoras Manoela e Mirtes, estao ambos corretos, dependendo unicamente da visao do professor - mas as coisas nao são simples assim - preto ou branco. Existem outras saidas. outros modos de se inventar e reinventar proposições e problematizações que vao depender em primeira instancia do ponto de vista do observador.
Michele Alves Saraiva
Sim, é preciso mostrar as mudanças na arte, e isso faz com que a criança começa a perceber melhor as coisas a sua volta. A arte enquanto meio de educar tem como finalidade quebrar alguns conceitos e tornar o apreciador uma pessoa que questione o mundo a sua volta e arte por sua vez tem caminhos para isso. Mas é importante escolher os temas, pois nem todo trabalho é apropriado para criança. A arte contemporânea tem como finalidade mostrar os trabalhos de novos artistas, e contextualizar as obras com os acontecimentos atuais, visando provocar um questionamento no apreciador.
Mara Cardoso Ladeia David

    É adequado e necessario o ensino da arte contemporanea na Educação Infantil.A arte esta presente na vida das crianças no seu cotidiano, cabe ao professor fazer essa mediação,tendo conhecimento previo daquilo que irá propor.    

Mara David

Prof@ de Arte

Mirtes Marins De Oliveira
Maria da Paz Melo escreveu:
Ao trabalhar a arte contemporanea na  Educação Infantil, nem sempre é necessário que os alunos tomem conhecimento do trabalho de determinados artistas. É preciso isto sim, que eles tenham uma noção muito clara de liberdade e criatividade, ambas associadas a um modo de olhar extremamente particular.
Na verdade, crianças sao mais aptas a entender e desenvolver trabalhos de cunho contemporaneo,  criativos e esteticamente mais bem resolvidos, que os alunos do fundamental II, justamente pela capacidade de abstração e ausencia de julgamentos de valor.
Evita-se "releituras" e "apropriações", partindo muitas vezes do dialogo antes da produção. Perante os "desafios" e a disponibilidade de materiais, a produção resultante é nao raro surpreendente.
O ponto de vista das professoras Manoela e Mirtes, estao ambos corretos, dependendo unicamente da visao do professor - mas as coisas nao são simples assim - preto ou branco. Existem outras saidas. outros modos de se inventar e reinventar proposições e problematizações que vao depender em primeira instancia do ponto de vista do observador.


Oi Maria da Paz! Acho tua intervenção perfeita. As coisas não são "preto no branco". E acho que essa sofisticação do matiz da situação tem a ver com o entendimento do campo da produção e reflexão artística como um campo complexo, inclusive quando trabalhamos na educação infantil. A única certeza é o estudo e debate constante. Mirtes
Danuza Da Cunha Rangel
Eliane de Fátima escreveu:

Olás!!!

Esse fórum veio em uma boa hora. Esse ano estamos trabalhando mais a fundo as questões da Arte Contemporânea na formação continuada dos professores. Enviamos cartões postais com imagens de trabalhos que estão no Museu do Inhotim e de artistas locais para as casas dos professores durante as férias com uma proposta no verso. Estamos percebendo que os professores que fizeram a visita ao Museu do Inhotim, na viagem cultural que realizamos todos os anos, conseguem uma melhor reflexão sobre a imagem e trazem propostas mais complexas. Desse modo, fica claro que o convívio com a arte contemporânea é primordial. Se já era importante levar os alunos à exposições de pinturas, desenhos ou gravuras, quando o assunto é instalação a visita se torna imprescindível. O difícil é que na maioria das cidades brasileiras não há galerias de arte e muito menos, mostras de artistas contemporâneos. Para o trabalho na Educação Infantil em cidades onde não é possível esse tipo de encontro com a arte, sugiro que os professores pensem espaços na escola que possam sofrer interferências, para que as crianças percebam o que é o trabalho no e com o espaço. É possível intervir com materiais fáceis de se conseguir como barbantes, caixas, TNT, ou mesmo com as mesas e carteiras da sala de aula. Na realidade, esse trabalho é possível para qualquer faixa etária, no entanto, na Ed. Infantil, pelo tamanho das crianças e pela facilidade de se envolverem em brincadeiras, é mais fácil convencê-las a passar por dentro de caixas, a pular barbantes, a se arrastarem sob cadeiras, etc.



Oi Eliane!!! Se dúvida, uma valiosa contribuição essa sua para o debate proposto neste fórum...De fato essa percepção da importância do contato do professor de Arte (em sua formação inicial ou continuada) com a arte contemporânea nos faz pensar que talvez o trabalho com a arte contemporânea seja, na verdade, um desafio muito maior para o professor, quando não familiarizado, do que para um aluno na Educação Infantil, visto que esse último ainda não passou por todo um processo de "cristalização" dos saberes que a própria escolaridade básica (em seus moldes tradicionais ainda vigentes) acarreta.
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