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Elizabete Simãozinho Augusto
Vejo a proposta curricular implantada as pressas, sem capacitação para os professores, para que pelo menos tivessem um conhecimento prévio, na tentativa de melhor se reciclarem para elaboração das aulas. Hoje a proposta esta na nossa rotina do dia a dia, acredito que o compromisso faz com que todos nós procuremos aplicar o currículo da melhor maneira. Eu estou fazendo o segundo módulo e ja fiz o primeiro módulo de implementação dos cadernos, na tentativa de capacitação, procurando entender melhor a proposta para aplicá-la. Considero o conteúdo difícil nas linguagens que não tenho formação, como por exemplo em música, mas achei super importante a abordagem das quatro linguagens. As dificuldades encontradas na aplicação das apostilas, vejo que também são de muitos outros professores e fico muito feliz  que estão aparecendo cursos para nos dar estruturas para a realização de um bom trabalho em sala de aula. Espero que apareçam mais cursos e com certeza se estiverem em horários disponíveis estarei participando. Seria importante o estado abrir oportunidades para que os alunos tivessem mais contatos com espetáculos de dança, música ,teatro e mostras de artes visuais, fazendo parcerias, para que nossos alunos ampliassem seu repertórios. Quem sabe um dia,  os governantes acreditem na importância da arte e da cultura para formação de nossos educandos.
Maria Cristina Bosco
A implementação do Currículo de Arte (não é mais uma "proposta"!) foi confusa e mal feita. Os professores receberam o material sem terem sido previamente preparados para utilizarem os Cadernos em sala de aula. Sou professora da rede pública de São Paulo e na época, trabalhando na Oficina Pedagógica da minha Diretoria, vivi essa situação "na pele". Acredito que o professor deva ser um pesquisador constante em sua área e que uma inovação de currículo não deveria servir de mote para que ele finalmente comece suas investigações e estudos. A formação deve ser constante (mesmo que por conta própria), interessada e investigativa a ponto de ao recebermos qualquer material (imposto ou não) saibamos argumentar e analisar seu conteúdo com propriedade. Tenho visto e convivido com professores que saem de cursos de licenciatura sem nenhuma profundidade e com o agravante de estarem a uma grande distancia da realidade das escolas. Falo com professores e tenho a sensação de que tudo o que sabem ainda está em algum manual da antiga "Educação Artística". Diferentemente de se ter conteúdos norteadores e gerais para o ensino da Arte é receber em mãos receitas prontas, que não foram por nós criadas, refletidas e elaboradas. Além de não sermos e nunca termos sido professores polivalentes, temos agora um manual em forma de proposta. Ok, já foi dito que são apenas sugestões, que a utilização é livre, que o professor deve se sentir a vontade para utiliza-la, etc, etc. Mas até que ponto a autonomia do professor diante de sua profissão, dele com ele mesmo, do que acredita, de seu desenvolvimento como profissional não está sendo tolhida ou pelo menos não levada muito em conta? Ainda acho, se me permitem uma opinião, que a implementação do novo currículo de Arte (assim como das outras disciplinas) não está sendo direcionada à solução de um problema e sim sendo apresentada como mais um paliativo para esse grande problema que é o desprezo com a educação, especialmente com o professor nesse país.
Patrícia Ferraz Da Silva

OLÁ SOLANGE , PCOPS E COLEGAS DE CURSO DA UNICSUL,

  BOA NOITE,

     A Inicitiva de uma formação continuada é magnífica e extraordinária, pois a proposta curricular do Estado de São Paulo.

     À partir do ponto de vista das autoras é demais , o que demanda é a criatividade do professor e da equipe.

    Depois desta iniciativa deste curso vi com outros olhos esta proposta e passei aplicar de outra forma e vendo que para o ano que vem uma prática diferente.

    E ao grupo de PCOPS , COORDENAÇÃO DO  ARTE NA ESCOLAE AUTORAS PARABÉNS E PEÇO BISSSSSSSSSSSS.

   Grande Abraço

   Patrícia Ferraz

   

M.fanny Gretto Augusto de Alencar
Olá Solange, que bom ter um contato com você depois de tanto tempo.

Quanto ao seu questionamento, acho que a proposta curricular não modifica o nosso trabalho, ela só acrescenta.  Deveríamos ter materiais diversificados para o nosso trabalho (variedade de imagens, salas próprias, etc...) Mas como isso é algo que acontecerá um dia, vamos acreditar, temos que ir montando nossas aulas de acordo com o que temos nas mãos, sempre focando o nosso aluno, tentando ampliar o conhecimento deles, para que sejam bons cidadãos.

Abraços.
Fanny
Guacyra Do Carmo Franco

Sou Arte Educadora e acredito que a Proposta Curricular em Arte não é tão inferior como percebi nas leituras dos depoimentos dos colegas.

Em 2008, certamente nos sentimos "um barco a deriva", pois nos foi entregue e incertezas e devaneios foram notórios entre as diversas áreas do ensino.Entretanto, aos poucos, fomos percebendo que somos mais que professores; somos muito capazes de driblar qualquer problema e seguirmos adiante.É evidente que não é possível ir para a escola e dar nossas aulas sem nos prepararmos antecipadamente e a cada ano tudo fica melhor e acabamos por adotar a proposta como um norteador sem nos sentirmos sem apoio algum.

Não há necessidade de que sigamos a risca tudo que existe nos cadernos, mas nos dá um direcionamento.Com isso não precisamos nos preocupar com o que é certo ou errado, afinal a Arte é assim mesmo, acertos e desacertos muitas vezes conturbados, mas o que interessa é que fugimos dos padrões tradicionais.Eu também tive muitas dificuldades, pois acredito que até os Professores Orientadores não tinham certeza de nada.Assim fomos passo a passo somando idéias, contribuindo, trocando, errando,acertando sem perder a direção.

Os alunos estão, finalmente, entendendo e porque não dizer, nos ensinando, pois devemos estar abertos para isso.Tenho postado alguns trabalhos no Instituto Arte na Escola, com intuito de somar aos conhecimentos.

Em 2011 teremos aulas de música ou musicalização, não sei, mas agora certamente que haverá maior contribuição da SEEESP para que possamos nos sentir mais seguros com a linguagem da música.

Um grande abraço e parabenizo a iniciativa.

Guacyra

Vanessa Leme Amancio Marçal

Boa Tarde a todos!!!

Quero dizer inicialmente que foi um grande prazer participar desses encontros, que para mim foram de grande valia.

Esse foi meu primeiro curso de formação, e eu gostei muito dessa iniciativa.

Bom, sobre as propostas curriculares o que ficou muito claro pra mim é que elas na verdades são uma referência, um norteador do caminho em que o professor pode percorrer, não é algo fechado e delimitado e sim aberto para novas possibilidades. Acredito que seja uma ferramenta importante na busca de um trabalho mais consistente, claro que deve ser adaptado a cada necessidade, pois sabemos que cada um aprende em tempos e formas diferentes, e que a cada realidade os conteúdos e temas podem e devem ser contextualizados e trabalhados da melhor maneira possivel.

Eu já conhecia a proposta, mas nunca havia trabalhado com os cadernos, pois minha escola só tem ensino fundamental I, e para mim esse curso foi bastante importante e significativo no sentido de ampliar o conhecimento e a real idéia dos cadernos. 

Vivian Cristina Soares

Olá colegas,

Sou professora  Vivian Cristina Soares da rede estadual E.E. Belize há seis anos e acredito que a proposta curricular veio acrescentar mais qualidade nas aulas de artes. Foi muito bom ter uma material em que os alunos pudessem observar obras de artes e percebessem a importância da disciplina. Através do material o estudo de artes não ficou apenas na especialização do professor, mas contou também com as linguagens da arte.

O  curso estimulou um melhor entendimento das apostilas e o professor percebeu que é partir dessa nova realidade que buscamos construir um currículo orientado para a inclusão de todos no acesso aos bens culturais e ao conhecimento, entre eles, o conhecimento estético. Dentro dessa perspectiva, as Artes, têm como principal objetivo fazer com que os estudantes, com mediação do professor, vivenciem experiências estéticas ricas e contextualizadas, tanto no ambiente escolar quanto em visitações a espaços de divulgação cultural. Entretanto, essas experiências estéticas devem levar os alunos a, necessariamente, analisar, ressignificar, criticar e ampliar o seu repertótio cultural.

Celia Regina Justiniano

Olá pessoal!

Achei que o curso Nos territórios da Arte foi muito importante para minha formação e acrescentou muito à minha prática docente.

Grande parte dos professores estão trabalhando com a proposta curricular da melhor maneira possível e estabelecendo conexões entre as linguagens artísticas.

Não podemos esquecer que o material é muito rico e se utilizado de forma adequada de acordo com a realidade de nossos alunos, nos auxilia muito a criar possibilidades para que os alunos pensem e reflitam sobre a arte construindo conhecimentos significativos.

 Um abraço!

João Batista Da Silva
Parabéns pela iniciativa, que todos nós possamos trocar experiencias e idéias. Tive algumas dificuldades de implantação da proposta de inicio,  me senti um barco a deriva,hoje com essas nossas formações está bem mais fácil. Agradeço a todos que possam nos ajudar crescer. Um abraço a todos. João
João Batista Da Silva
Quando resolvi me formar em Artes Plásticas já era formado em Desenho Industrial, minha formação era bastante técnica, preparado para atuar com projetos de máquinas. Entre definitivamente em 1989 para o mundo da arte, apesar de desde a infância estar ligado ao artesanato e a arte popular e inscrito projetos na SUTACO. Porém minha formação foi bastante receituário, ou seja, olhávamos, recebíamos instruções das técnicas como ainda víamos livros principalmente do ensino médio na década de 80 e inicio de 90. Porém uma pr5ofessora inesquecível do 4º semestre nos mostrou a importância da apreciação como processo de integração da experiência. Percebi a partir disso, que era possível ligar a criação à imaginação e inteligência, justamente o que já propunha a Escola Nova após a Semana de Arte Moderna. Por causa desse tipo de formação e minha pouca experiência no magistério quando surgiu essa nova proposta curricular tive bastante dificuldade, porém ao fazer as formações, participar trocar experiências visitar as bienais já com outro olhar percebi que temos sempre que estar abertos a sensibilização, partindo para reflexão e ação. Isso tenho experienciado e oportunizado os meus alunos de 5ª a 8ª séries, proponho a observação, trabalho sensibilização, parto a reflexão e a ultima etapa é a ação que deve estar envolvida sempre de muita criatividade e da percepção individual sem deixar de lado a criticidade. Tenho tido boas novas com o meu novo olhar sobre outros territórios da arte, sobretudo com a música e a dança. Portanto acho de vital importância a troca de experiências e a formação voltada para a proposta curricular, bem como esta que estamos experienciando na Unicsul
João Batista Da Silva
Este currículo tem sido bastante positivo, pois tem estimulado professores e educandos a buscar, a criar um novo olhar não só para as aulas de arte, mas também para a própria arte. Tem oportunizado o trabalho de projetos multidisciplinares e despertado a criticidade e também tem dado acesso a cultura mais ampla no currículo de arte, como música, dança, teatro.
Ivani Pereira Da Silva
boa tarde,

Esse tema é algo de muito relevância, pois ao meu ver percebo que muitos de meus colegas e eu especialmente, encontramos algumas dificuldades em lidar com a proposta curricular em arte. No entanto com leituras acerca do assunto fomos com o tempo aprendendo a lidar com essa proposta e como se trabalhar com os mesmos.
Edileine Carvalho Vieira
Pelos depoimentos dos colegas podemos ver que a proposta tem seus defensores e os seus opositores e julgo que esta situação já é por si só muito positiva, porque nos leva (professores de arte) a questionar as metodologias empregadas neste momento na rede de ensino. A proposta deveria servir como mais um suporte durante as aulas, tanto para os alunos, como pra nós professores. Conhecer a nossa disciplina é o mínimo que nós professores deveríamos ter como obrigação. Atualizar nosso conhecimento em relação as linguagens contemporâneas e trazer esse discurso para a realidade dos alunos, numa aproximação tanto conceitual como prática. Nesse sentido a proposta é muito bem vinda. O que não pode existir e a tentativa de aplicá-la de forma engessada e sem critério, por que neste caso ela passaria a ser mais um manual tipo passo a passo.
Maria De Fátima S. Dos S. Basílio

Olá pessoal,

por perder a formatação ao inserir o texto nesse espaço, optei por anexá-lo.

Patrícia Ferraz Da Silva

Olá pessoal ,

    Tenho me sentido a vontade em falar do tema, provocada e provocadora, mesmo porque a ARTE nos faz isso.

  A proposta curricular da Secretaria de Estado de Educação ela é provocadora, fz com que o professor pesquise, busque.

   E não seja o mero professor de ARTE , mas o transformador.

    A ARTE reflete no homem o seu verdadeiro eu.Que busca inspiração para entrar em sala de aula junto dos alunos  compor o espetáculo da vida.

   Grande Abraço

    Patrícia Ferraz

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