Forum
Maria Leticia Rauen Vianna
Sandra Marli Cadore escreveu:

Olá Maria Leticia !

Que bom encontrar você.

Muito já usei , como recurso didático, também de leitura, as tuas escritas.Estou sempre procurando algo que venha de você, me identifico muito com  a forma como  elabora o teu pensamento. De desenho infantil e seus esteriótipos, em grande parte o que sei, apreni lendo os  teus artigos.Gostaria muito de ler a tese de doutorado.

Grande Abraço

Profª.Sandra Cadore

scadori@gmail.com -

Olá Sandra. Obrigada por tuas palavras! Que bom que já conhece meus textos. Fico feliz em contribuir. Um forte abraço Leticia

Maria Leticia Rauen Vianna
ATENÇÃO PROFESSORES! LENDO AS MENSAGENS DE VOCÊS, CONSTATEI QUE MUITOS ESTÃO COMETENDO UM EQUÍVOCO, ALIÁS, MUITO COMUM, ENTRE OUTRAS PESSOAS TAMBÉM. MAS, COMO SOU UMA DAS PESSOAS QUE MAIS PESQUISA O TEMA NO BRASIL, (NÃO SEI SE LERAM MINHA  MENSAGEM ANTERIOR NESTE FORUM) NÃO POSSO ME FURTAR DE APONTAR O ERRO: NÃO É ESTER-I-ÓTIPO, COM 'I', É ESTER-E-ÓTIPO COM 'E'. ESPERO QUE COMPREENDAM MINHA POSIÇÃO E ADOTEM A FORMA CORRETA, PELO QUE, FICAREI AGRADECIDA...UM FORTE ABRAÇO A TODOS/TODAS. LETICIA
Guimar Josefina Biondo
Sou profa. Guiomar, docente da Universidade Estadual Paulista/ Bauru, tenho me dedicado  a pesquisa do desenho,  em especial o desenho Infantil. Com todos  os meus estudos e trabalhando  no Curso de formação de professores ( pedagogos e Arte- Educadores) achei  por  bem  não  combater os estereótipos ( pois ele é uma erva daninha), mas preparar o professor  para olhar  o desenho da criança como se olha para outras disciplinas . Dar ao desenho a mesma importância que se dá  a Lingua Portuguesa, ou a Matemática etc. Mostrar para o aluno da graduação que o desenho da   criança  é  a sua  primeira  escrita, aprender a ler esse desenho não voltado para a terapia, mas para  a educação foi uma saida que encontrei . Dentre  minhas reflexões o caminho encontrado foi aplicar um método onde os graduandos revejam seus desenhos,alfabetizando-os no traçado e assim passem a respeitar e adimirar o que é seu, a  sua escrita gráfica para  que possam repeitar o desenho da criança. Ter um profissional  bem  preparado para atuar na Ed. Infantil. Acredito  nessa minha proposta.
Jefferson Passos
Guimar Josefina Biondo escreveu:
Sou profa. Guiomar, docente da Universidade Estadual Paulista/ Bauru, tenho me dedicado  a pesquisa do desenho,  em especial o desenho Infantil. Com todos  os meus estudos e trabalhando  no Curso de formação de professores ( pedagogos e Arte- Educadores) achei  por  bem  não  combater os estereótipos ( pois ele é uma erva daninha), mas preparar o professor  para olhar  o desenho da criança como se olha para outras disciplinas . Dar ao desenho a mesma importância que se dá  a Lingua Portuguesa, ou a Matemática etc. Mostrar para o aluno da graduação que o desenho da   criança  é  a sua  primeira  escrita, aprender a ler esse desenho não voltado para a terapia, mas para  a educação foi uma saida que encontrei . Dentre  minhas reflexões o caminho encontrado foi aplicar um método onde os graduandos revejam seus desenhos,alfabetizando-os no traçado e assim passem a respeitar e adimirar o que é seu, a  sua escrita gráfica para  que possam repeitar o desenho da criança. Ter um profissional  bem  preparado para atuar na Ed. Infantil. Acredito  nessa minha proposta.


Concordo em preparar os educadores, mas minha preocupação é o que pode ser feito com as crianças. Penso que usando os estereótipos como formulas prontas, as crianças trabalharão menos a criatividade para solucionar problemas que vão além do campo das artes...


Leila Ramos Monteiro

Sou professora de Educação Infantil e 1º ano, atuo na formação de professores e nos últimos anos venho me dedicando aos estudos na área de arte. Quero comentar a respeito dos desenhos das crianças acima de 6 anos, tema que deu início a este fórum. Nos cursos de formação é muito comum professores apresentarem esta mesma questão, então é fato que nesta faixa etária as crianças modificam seus desenhos, desenham menos e se tornam mais exigentes com suas produções.

As crianças continuam gostando de desenhar, mas passam a ter um grau de exigência muito maior com suas produções. Olhar o mundo ao seu redor, com olhos mais críticos, faz parte das características desta faixa etária. Não podemos esquecer disso. Como não queremos que nossos alunos passem a fazer desenhos menos criativos,  passamos a apresentar uma quantidade maior de imagens, na tentativa de fazê-los reconhecer e se apropriar de uma diversidade, para agregar em seus desenhos. Será que ao apresentarmos tantas imagens não estamos estimulando nossos alunos a acreditar que nossas escolhas são as melhores? Este não é um conceito estereotipado? Apreciar imagens (produções de arte, fotos, ilustrações, desenhos de outras crianças, recortes de revistas) amplia o olhar das crianças para a forma, cor, movimento, linha, mas não é tudo. 

Acredito na formação de um percurso pessoal, através da diversidade de encaminhamentos num planejamento equilibrado. Propostas variadas para atender a diversidade da sala; situações onde as crianças sejam convidadas a experimentar ferramentas, suportes, meios variados.; atividades de oficina. É preciso dar oportunidade para que possam pesquisar e perseguir seus temas e materiais favoritos.

Apreciação é importante, mas deve ser pontual e trazer temas que venham de encontro com a faixa etária e a pesquisa dos alunos.

Estou adorando a conversa. Vamos continuar nos falando.

Daniela Linck Diefenthäler
Boa noite pessoal!
Adorei o tema do fórum! Pesquiso muito sobre o tema. Já li vários artigos da professora Maria Letícia e também artigos e livros da professora Silvia Pillotto, qe ainda tive o grande prazer de ter tido como professora em minha banca de Dissertação de Mestrado no ano passado. Como professora de Artes Visuais para crianças de Educação Infantil ao Ensino Médio e cursos de formação de professores, acredito que o termos estereótipo é algo de extrema importância nas discussões docentes. Minha dissertação também trata deste assunto.
Acredito que a ampliação dos repertórios visuais das crianças desde a Educação Infantil é muito importante e deve ser analisada a melhor forma de incentivar esta prática de acordo com a realidade que temos em nossas escolas.
Mas não basta mostrar, apresentar imagens, é preciso que exista a proposição de desafios, de pensar sobre as imagens, de possibilidades de transformá-las, recriá-las.
Acho que teremos muito assunto neste fórum e com certeza irá enriquecer nossa prática pedagógica.
Seguimos conversando
Denise Nalini
Olá a todos ,
Nossa que grupo bacana e quantas perspectivas surgem ao discutir esse tema, isso nos mostra o quanto esse é um assunto que merece a nossa atenção.
Vou nessa minha função de mediadora tentar mapear algumas questões que surgiram neste fórum e que podem nos guiar na continuidade dessa discussão :
1) querendo ou não os estereotipos estão presentes no nosso cotidiano
2) eles parecem surgir com bastante força nesse período entre o final da educação infantil e a chegada no fundamental
3) essa força toda parece estar vinculada a uma certa estabilização do desenho, ou seja as crianças já sabem uma série de coisas sobre o desenho ou o que se espera "socialmente" que ele seja 
4) ele tem sido um objeto de pesquisa tanto na perspectiva acadêmica, quanto nas práticas de sala de aula
5) temos algums tendências em relação ao tratamento dessa questão :
- ampliar a partir desse repertório já existente o que as crianças  sabem e fazem
- buscar pela via de uma alimentação/ fruição um aumento do repertório imagético
- formar os professores para que possam pensar em propostas que ajudem as crianças a valorizar o proprio traçado
- observar os traços e os desenhos infantis em busca de seu caminho

Nesse primeiro momento do Fórum  avalio que temos um movimento muito importante. Um movimento em que aparecem simultaneamente todos os muitas ramificações do assunto. Isso  nos ajuda a mapear e levantar todos os conhecimentos e crenças disponiveís para pensar nessa questão.
Avalio ainda que é importante caracterizar melhor esse fenômeno , se puder chamá-lo dessa forma, para poder  pensar em como tratá-lo . Nesse sentido, gostaria de contribuir com algumas inquietações : Porque esse tipo de produção surge nesse momento ?  Aproveitando a presença em nosso fórum da Letícia que estudou o tema gostaria que você pudesse discutir conosco um pouco mais sobre sua pesquisa e quais seriam os indicadores para pensarmos nesses estereotipos. Seriam apenas os sóis no canto esquerdo de uma página ? De quais estereotipos estamos falando ? Como caracterizar o que seriam esses desenhos estereotipados?
beijocas e vamos em frente ...
Rosa Maria Cavassin
BOM FÓRUM À TODOS. LOURIDES SUAS PALAVRAS VIERAM DE ENCONTRO COM AS MINHAS.QUANTO MAIS SE TEM DE INFORMAÇÃO, E DE FONTE DE PESQUISA, MAIOR O FATOR CRIATIVIDADE, SERA MAIS RAPIDAMENTE REALIZADO.CRIANÇA NECESSITA DE ESPAÇO DE TODAS AS FORMAS PARA TRABALHAR,  VAMOS LEMBRAR DE TIRÁ-LAS DAS CARTEIRAS SENTADAS E MOSTRAR QUE SEU CORPO TAMBÉM PODE FALAR, E QUE EXISTE MUITAS FORMAS DE REGISTRAR AS IDÉIAS ,ALÉM DO DESENHO NO PAPEL.
Maria Leticia Rauen Vianna
Daniela Linck Diefenthäler escreveu:
Boa noite pessoal!
Adorei o tema do fórum! Pesquiso muito sobre o tema. Já li vários artigos da professora Maria Letícia e também artigos e livros da professora Silvia Pillotto, qe ainda tive o grande prazer de ter tido como professora em minha banca de Dissertação de Mestrado no ano passado. Como professora de Artes Visuais para crianças de Educação Infantil ao Ensino Médio e cursos de formação de professores, acredito que o termos estereótipo é algo de extrema importância nas discussões docentes. Minha dissertação também trata deste assunto.
Acredito que a ampliação dos repertórios visuais das crianças desde a Educação Infantil é muito importante e deve ser analisada a melhor forma de incentivar esta prática de acordo com a realidade que temos em nossas escolas.
Mas não basta mostrar, apresentar imagens, é preciso que exista a proposição de desafios, de pensar sobre as imagens, de possibilidades de transformá-las, recriá-las.
Acho que teremos muito assunto neste fórum e com certeza irá enriquecer nossa prática pedagógica.
Seguimos conversando
Olá Daniela. Que prazer reencontrá-la neste forum. Te parabenizo pelo mestrado e peço que aguarde o meu livro sobre os estereótipos! Deve sair em setembro. Te aviso quando isso acontecer...Um forte abraço Leticia

Maria Leticia Rauen Vianna

Meus caros. Envio a vocês uma parte do prefácio do meu livro, a sair em setembro/2010. Vejam se ele atende seus  anseios e questionamentos..  Infelizmente, não posso adiantar mais do que isso. Peço que aguardem e espero que fiquem com vontade de ler o livro.

O ambiente escolar brasileiro, especialmente nas fases da escolaridade pré-escolar e séries iniciais do ensino fundamental, é povoado de imagens padronizadas. Tais imagens, pelo aspecto particular que apresentam, pelas suas características de rigidez, imutabilidade e reprodutibilidade, entre outras, durante muito tempo foram denominadas de desenhos estereotipados.Essa denominação está correta e chega a fazer parte do vocabulário dos professores de arte; no entanto, parece que não estava clara a razão pela qual tais desenhos eram assim denominados. Para mim também, devo destacar, denominar tais imagens de uma forma mais adequada foi, durante muito tempo, uma questão crucial. As tentativas que fiz em torno dessa denominação remontam a 1987: naquele ano, foi a primeira vez que escrevi algo a respeito da questão e denominei-os de desenhos oferecidos às crianças por seus professores. Depois, já no Doutorado, minha professora-orientadora sugeriu a expressão: desenhos copiados. Também tomei conhecimento que, em 1997, uma professora, em sua tese de Mestrado na Universidade de Brasília (UnB), denominou tais imagens de desenhos reproduzidos. Porém, nenhuma dessas denominações me satisfez.Baseada nos estudos que realizei e nas minhas próprias observações da realidade escolar, após diversas tentativas de encontrar uma denominação mais apropriada para tais desenhos, decidi chamá-los de desenhos recebidos, em associação ao fenômeno das idéias recebidas de longa tradição na civilização francesa, definitivamente colocado pelo escritor Gustave Flaubert em seu Dictionnaire des Idées Reçues, publicado pela primeira vez em 1911.Assim, a crença de que os desenhos estereotipados e/ou recebidos empobrecem a percepção e a imaginação da criança (e, por conseqüência do adulto), inibem sua necessidade expressiva, embotam seus processos mentais e não permitem que desenvolvam naturalmente suas potencialidades, foi que impulsionou a realização deste trabalho. Partindo do princípio que tais desenhos são bloqueadores da imaginação e da expressão individual, mediante ações específicas sobre eles, pretendo, com este livro, demonstrar ser possível atenuar seus efeitos nocivos tanto na expressão gráfica do adulto já-professor ou futuro-professor bem como, e, principalmente, na sua adoção com crianças.A partir das "idées reçues" do escritor francês Gustave Flaubert, estabeleci correlações entre aquela noção francesa e as imagens escolares brasileiras. Recebidos é a designação que proponho para nomear os desenhos encontrados no ambiente escolar no Brasil, e imageria é o nome que atribuo ao conjunto daquelas imagens. Inspirando-me no Dictionnaire das Idées Reçues de Flaubert, teci uma série de reflexões sobre tais imagens, baseada em observações pessoais da realidade escolar e no desenvolvimento de um processo de desenho que denomino de Método de Transformação dos Desenhos Recebidos, testado em um grupo de pesquisa constituído de professores de ensino fundamental.Para tanto, no primeiro capítulo deste livro, discorro sobre os contextos do recebido: como, onde e porque a questão se manifesta, tecendo considerações históricas e observacionais sobre os diferentes contextos em que se verificam as imagens estereotipadas ou recebidas, tanto no Brasil como no Exterior. Além do mais, a necessidade de me aproximar das razões e motivos que fazem as imagens escolares terem o aspecto que têm, no Brasil, impôs o exame de aspectos da história da ilustração de livros infantis e as tendências que, na sua evolução, possam ter influenciado nesta questão. No segundo capítulo, apresento informações históricas sobre fatos e conceitos que deram origem aos termos que qualificam, ou poderiam qualificar, indiferentemente, as imagens recebidas brasileiras e, a partir de suas origens, estabeleço paralelos entre eles e a nossa realidade escolar, demonstrando como aqueles termos se vinculam às questões da imageria escolar brasileira. Assim, examinando conceitos tidos como sinônimos na linguagem corrente: “estereótipos”, “clichês”, “poncifs”, lugares comuns” e especialmente “ideias recebidas”, traço paralelos entre esses fenômenos ocorridos na França e no Brasil. Para estabelecer os paralelos que intuí existirem entre as “idéias recebidas francesas” e os “desenhos recebidos brasileiros”, tive que me aprofundar na obra do escritor Flaubert, especialmente em seu Dictionnaire des idées reçues, ao qual tive acesso por meio das reedições francesas de 1994 e 1995 e da tradução brasileira de 1997. Nessas obras, os prefácios de diferentes autores, editores e tradutores foram também consultados. Além disso, pesquisei a obra Lugares-comuns do escritor brasileiro Fernando Sabino, que traduziu e adaptou o dicionário de Flaubert, tendo inclusive a ele anexado um bem humorado Esboço para um dicionário brasileiro de lugares comuns e ideias convencionais (1952).A compreensão da noção das idéias recebidas levou-me a buscar sua evolução histórica desde o século XVII. Já no terceiro capítulo, apresento resultados de pesquisas realizadas junto a professores e futuros professores sobre os desenhos recebidos. Para compreender o descompasso verificado entre as imagens que são oferecidas às crianças e as que ela espontaneamente produz e também para analisar as produções gráficas dos professores que participaram da pesquisa, tive que me aprofundar na questão do “desenho infantil” e do “desenho pedagógico”, segundo diversos autores.Discorrendo sobre o enfrentamento da questão junto a esses professores, abordo o modo como foi realizado o resgate de seu desenho, uma vez que, são eles que atuam, ou pretendem atuar, com crianças e adolescentes no ensino fundamental, promovendo o que considero “mudanças nas suas posturas pedagógicas”. Ao mesmo tempo, ao proceder à análise e interpretação dos dados visuais e verbais obtidos de forma sistematizada, pretendia-se verificar concretamente se as respostas às ações propostas para os desenhos, estariam sendo também conscientizadoras, formadoras e transformadoras da postura pessoal e pedagógica dos participantes, o que pude constatar com os desenhos e os depoimentos colhidos por escrito e apresentados no terceiro capítulo.

Um forte abraço Leticia   




Maria Carmem

Oi gente,

Muito prazer meu nome é Mia,

Tbm me interessei muito por este tema, estou chegando agora, e aos poucos vou me familiarizando com esta sala de discussão... sou educadora de artes ... e estou nesta estrada desde os 16 anos, estou com 45. Começei com ballet, depois teatro e agora estou iniciando um trabalho em artes visuais, estou fascinada com este universo mas me sinto dentro de um útero, sendo gerada, um feto!

Por isso, apenas vou lendo vcs e aprendendo...

Tenho uma reflexão no momento:

O educador deve interferir na escolha do objeto que a criança deseja representar?

Por hora apenas isso...

um abraço a todos !   

Paula Regina De Vargas

Olá pessoal!

Sou professora municipal em Montenegro e também atuo em cursos de capacitação aos professores do município. Já dei aula para a Eduação Infantil e Anos Iniciais do Ens. Fundamental, ainda antes da Graduação em Artes, agora dou aula de Artes do 1º ao 5º ano, em uma escola que possui desde o Maternal até o 5ºano. Concluí há pouco minha Especialização em Arte-Educação, onde realizei uma pesquisa na escola onde leciono sobre esta questão dos estereótipos. Lá ainda existe uma resistência muito grande quanto a este assunto. Na Educação Infantil, o uso de folhas prontas, apenas para pintar e/ou recheadas de estereótipos era frequente até pouco tempo, e, quando estes alunos chegavam nos Anos Iniciais, era visível a dificuldade deles em atividades que envolviam a criação e imaginação. Será que seria possível um processo de "desestereotipação"? E como deveria acontecer?

Através da minha pesquisa para a monografia, pude comprovar que isso é possível, e todo um processo de reformulação do trabalho com a Educação Infantil está sendo realizado neste ano. Aos poucos acredito que conseguiremos mudar e melhorar a qualidade das atividades.

O estereótipo é algo que está presente há gerações em nossa sociedade, por isso é necessário que primeiro instrumentalize-se o professor, para que, assim, ele possa mostrar aos seus alunos um novo modo de ver as coisas. Quando não conhece outras formas de representação para suas idéias, o aluno não faz uso de todo seu potencial criativo na realização de suas atividades. Ele repete sempre as mesmas soluções e, quando desafiado a algo completamente novo, alega não saber desenhar, e acaba fazendo uso daquilo que conhece: os estereótipos.

Logo trago ao fórum mais comentários. Um abraço a todos!

Jucileide Barreto Rocha De Lima
Sergio Donizeti Faria

olá!

como é bom saber que a ideia de combater este tipo rediculo de aula já esta com tanta força!

essa historia de pintar "desenhinhos" já esta ultrapassada, precisamos levar a arte como ela é e se apresenta.desde de grandes autores e grandes obras até mesmo eventos culturais importantes.

este tema é fenomenal para o crescimento da aulas de artes na escola.

contem sempre comigo para que o ensino de artes posse superar "aulinhas" de educação artistica.

muita sorte luz e paz

professor sergio

Maria Leticia Rauen Vianna
Paula Regina de Vargas escreveu:

Olá pessoal!

Sou professora municipal em Montenegro e também atuo em cursos de capacitação aos professores do município. Já dei aula para a Eduação Infantil e Anos Iniciais do Ens. Fundamental, ainda antes da Graduação em Artes, agora dou aula de Artes do 1º ao 5º ano, em uma escola que possui desde o Maternal até o 5ºano. Concluí há pouco minha Especialização em Arte-Educação, onde realizei uma pesquisa na escola onde leciono sobre esta questão dos estereótipos. Lá ainda existe uma resistência muito grande quanto a este assunto. Na Educação Infantil, o uso de folhas prontas, apenas para pintar e/ou recheadas de estereótipos era frequente até pouco tempo, e, quando estes alunos chegavam nos Anos Iniciais, era visível a dificuldade deles em atividades que envolviam a criação e imaginação. Será que seria possível um processo de "desestereotipação"? E como deveria acontecer?

Através da minha pesquisa para a monografia, pude comprovar que isso é possível, e todo um processo de reformulação do trabalho com a Educação Infantil está sendo realizado neste ano. Aos poucos acredito que conseguiremos mudar e melhorar a qualidade das atividades.

O estereótipo é algo que está presente há gerações em nossa sociedade, por isso é necessário que primeiro instrumentalize-se o professor, para que, assim, ele possa mostrar aos seus alunos um novo modo de ver as coisas. Quando não conhece outras formas de representação para suas idéias, o aluno não faz uso de todo seu potencial criativo na realização de suas atividades. Ele repete sempre as mesmas soluções e, quando desafiado a algo completamente novo, alega não saber desenhar, e acaba fazendo uso daquilo que conhece: os estereótipos.

Logo trago ao fórum mais comentários. Um abraço a todos!

Olá Paula Regina. Que bom que você também pesquisa o assunto e está no forum! peço que veja as colocações dos participantes e também as minhas (duas ou três). A partir do que você escreveu, tenho mais uma colocação: Como já escrevi, criei um  método que chamei  de desestereotipização, neologismo que preferi à desestereotipação, que você usou ( muita gente usa, não só você). Além de me parecer mais bonita a palavra que criei, ela deriva de estereotipia e por isso, concluí  que teria que ser desestereotipização e não desestereotipação. Concorda comigo? Um forte abraço Leticia


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