Forum
Ursula Rosa Da Silva

Olá colegas

aproveitando o relato de Cláudia Valéria e de Lindernia, sobre o uso de DVD Auto-retrato, gostaria de sugerir que assistam os video-documentários, neste site, do Prêmio Arte na Escola de 2009, ali tem dois trabalhos com essa temática. O da profa. Flávia Costa, do Recife (Escola Mater Christi) que trabalha com Ensino Médio e apresentou a proposta: "Arte: Impressão e Expressão que transforma", ela aborda o auto-retrato de um modo bem contemporâneo. E a profa. Gilmária Cunha, da Bahia (Centro Municipal de Educação Infantil Cid Passos), que na Educação Infantil trabalha de modo interdisciplinar a questão da identidade, e mostra a proposta "Somos brasileiros, somos diferentes". São exemplos de aulas como projeto de trabalho, investigação, pesquisa, em que o aluno se sente motivado a buscar mais sobre o assunto. Os temas da arte local, das variedades culturais, da regionalidade, da identidade estão presentes na nova LDB.

Uma das mudanças que também ocorreu no campo do ensino de arte, desde a LDB de 1996, é a necessidade de repensarmos alguns conceitos ligados ao ensino e à educação. A noção de trabalho colaborativo, interdisciplinaridade, professor reflexivo, ensino não fragmentário, são alguns destes. Como trabalhar isto junto à inovação de metodologias pedagógicas em aula? O uso dos DVDs junto ao material educativo nos dá uma grande possibilidade de conciliar inovação com conteúdo.


 

Eliane Mattozo De Mattos

Colegas, na equipe  de arte da qual participo tivemos o trabalho de um mês inteiro, no final do 3º trimestre de 2010, com alunos de 1º e 5º anos conhecendo a obra e a artista Leda Catunda.

O material da DVDteca "Recortes - Leda Catunda" foi fundamental para que os professores conhecessem melhor a artista pela sua própria fala, e os frutos de sua pesquisa estética. Os alunos envolveram-se com maior entusiasmo e mergulharam num proceso criativo repleto de materiais, experimentando combinações, saturações, adequações, transformações, colagens, fotografias, memória, e tantas outras possibilidades de pensar e experimentar conhecimentos da arte.

Além de excelentes em termos de conteúdo, são também produzidos em um tempo de duração que se encaixa perfeitamente dentro da aula, com possibilidades de tempo para roda de conversa e encaminhamento de proposta plástica. Um material e tanto na pesquisa diária do professor de arte.

Pedro Ubirajara Rosa

Acho absolutamente adequado a utilização dos DVD's (materiais de apoio). Vivemos a era da imagem, e essa possibilidade de mostrar aos alunos o Artista, sua fala, suas vicissitudes, seu pensamento, por intermédio do elemento videográfico é importantíssima, e até lúdica.

Mais do que isso, essa ideia de arte como um ambiente multidisciplinar, é o que mais me chama a atenção. O encarte que dá as sugestões de utilização do Dvd em sala de aula foca isso. Como exemplo, recordo o Dvd do Mestre Didi,  patrimônio cultural do nosso país (acho importante que nossa cultura também esteja destacada em sala de aula). A obra de Mestre Didi, além de ter caráter religioso, tem toda uma composição com ícones e elementos da natureza, sem contar a plasticidade peculiar e poética instintiva. Neste Dvd (como em outros) há nitidamente uma visão antropológica, ampla, e menos polarizada da arte. Saímos, desde a formalidade plástica, e vamos às heranças afro-brasileiras, profundamente arraigadas a obra do artista. Este liame proporcionado pelo mapa dos materiais educativos, dá aos alunos "possibilidades" (no plural, mesmo) de familiarização. Por exemplo, temos uma aluno identificado com a herança africana, já outro aluno está ligado a cultura baiana como um todo, outro aluno está ligado a arte naif, outro aluno está ligado à religião, enfim, tantas coisas, que neste material educativo é apresentado e proposto. A verdade é que juntando estas ideias todas, há nitidamente a possibilidade de montarmos um "mosaico" de ideias, de discussões, de exercícios de raciocínio, o que é muito significativo.

A ideia principal é a utilização do DVD a partir de suas potencialidades, e não somente de sua vaga e reticente apresentação. É preciso mostrar ao aluno, e fazê-lo compreender que o universo a ser explorado é maior e até mais complexo do que aquilo que a banalização e imediatismo da imagem sugere.

 Pedro Ubirajara Rosa - Estagiário - Arte na Escola - POLO UCS/RS

Alessandra Henrique De Oliveira

Olá Professores !!

Eu sempre me utilizo da DVDteca da minha escola. As multimídias devem fazer parte do cotidiano do professor atualizado. Afinal professores de Artes trabalham a imagem.

Gostaria de saber como me utilizar aqui da DVDteca do Arte na Escola.

Ursula Rosa Da Silva

Colegas

é importante ver as experiências que temos com o uso dos DVDs, como é enriquecedor encontrar os elos com possibilidades extensivas, tanto em textos que possamos utilizar em sala, como em outros filmes, literatura, música, enfim, relações várias. Pedro destacou pontos fundamentais neste trabalho que é a vantagem de trabalhar com a imagem, como um acesso facilitador na construção e interesse pelo conhecimento, na área de artes, em específico. Como diz Vilém Flusser, vivemos na era da imagem, o mundo passa na tela (no cinema, na TV, no computador) e nós somos seres que precisamos registrar visualmente nossa existência. Veja-se a proliferação de ambientes virtuais para exposição de imagens e auto-imagens. É bom que os professores vejam também, além das relações com a LDB, que tinhamos mencionado antes, também vejam o material educativo que acompanha os DVDs como uma cartografia das possibilidades, mas das suas possiblidades. Ou seja, seguindo em primeiro lugar o nosso mapa, o espaço, o traçado e o mapa cotidiano de cada um, as linguagens nas quais melhor nos encontramos. Por exemplo, se alguém é do Teatro, então é natural que seu foco vai tender para as relações com a corporeidade e as possibilidades expressivas desta linguagem. Significa que quem define os passos do mapa é o(a) professor(a) que esboça o plano de trabalho. Ele(a) vai falar de seu lugar, sem deixar de um pesquisador(a), um "catador(a)" no sentido de Fernando Hernández, aquele que busca no cotidiano significados para reciclar, para ressignificar. Neste processo de ressignificação, gostaria de sugerir a leitura de um trecho do livro Abecedário de Criação Filosófica, de Ingrid Xavier e Walter Kohan, em anexo, para uma pequena viagem ao universo de cada um.

E gostaria de sugerir a Tahis Virginia que entre em contato com o prof. Erinaldo do Pólo UFPB, e ver se é possível que você faça um trabalho junto à biblioteca da universidade de vocês com os DVDs, quem sabe uma mostra coordenada por você??

E pergunto para Alessandra Oliveira de onde ela é e se não conhece algum Pólo do Projeto arte na escola perto de sua cidade para ter acesso aos DVDs?

abraços

Ursula Rosa Da Silva

Desculpem, como o anexo não entrou vou colocar aqui um pedaço do texto C de Cabimento, do livro citado abaixo.

"De muitas coisas, por exemplo, dos pensamentos, esperamos que elas tenham cabimento. Descartamos pensamentos se eles não cabem: isso é descabido, não tem o menor cabimento. Imagina-se que seria desejável que tivéssemos ideias com o maior cabimento. Quanto mais cabimento, melhor. Poderíamos imaginar uma medida do cabimento – do encaixe perfeito até o ovo de avestruz dentro de um dedal. Há coisas que parecem que tem cabimento, mas que, por um triz (ou dois trizes), não cabem onde as queremos colocar. Medir o cabimento seria como contar trizes – por quantos trizes não aconteceu? Ah, tantos assim, então é não foi que não aconteceu por pouco. Nem tinha cabimento esperar que acontecesse. Contar trizes é como contar acontecimentos. Mas os acontecimentos são amosos por se embaralharem uns nos outros – puxamos um para contar e aparecem logo três, entrelaçados. E quando começamos a contar trizes nos perdemos na complexa geografia dos mundos possíveis: é mais possível que a uva que você encontrou na geladeira fosse uma jabuticaba ou que este livro fosse uma bolha de sabão? Se tivéssemos um trizômetro, mais uma ou duas manivelas nos permitiria montar um medidor de cabimentos. Mas tudo isso é difícil de começar a medir: acontecimentos, pensamentos, cabimentos.

Em geral, quando dizemos que alguma coisa não aconteceu por um triz, há alguma coisa que pensamos que ia acontecer. Quando apelamos para os trizes estamos diante de pensamentos que, de alguma maneira, roçam nos acontecimentos. Trata-se de uma relação entre o que prevemos – ou tememos, ou esperamos, ou torcemos – e o que acontece. E quando medimos para ver se os pensamentos – ou outras coisas – cabem, onde esperamos que eles caibam? Quando falamos em cabimento, evocamos a aceitabilidade de alguma coisa: o que é cabível é aceitável.

Mas em que caixa devem caber nossos pensamentos? Alguém poderia dizer: na caixa daquilo que acontece. Ou na caixa daquilo que julgamos que acontece. Não tem cabimento dizer que algum homem engravida porque julgamos que tal coisa não pode acontecer. Quando estamos falando de cabimento tratamos de como os acontecimentos encaixotam os pensamentos: também aqui os pensamentos roçam (nos caixotes) dos acontecimentos. Falar de cabimento parece ser falar de como os pensamentos se encaixam no (que supomos ser) o mundo. Medir o cabimento seria então medir o encaixe entre aquilo que pensamos e como as coisas são. Medimos o encaixe de uma estante entre o sofá e o armário comparando as dimensões do espaço entre os outros móveis e as dimensões da estante. Caber é, às vezes, entendido como ter lugar – quando dizemos, por exemplo, que o bode cabe na sala, mas não cabe no banheiro. Então nos perguntamos se tem lugar para um pensamento (deve ser por isso que dizemos que fazemos colocações – se houver lugar). Pensar fica parecendo ser colocar alguma coisa entre as caixas e sacos do mundo, e ver se tem cabimento. O cabimento invoca a ideia de que a relação entre o que pensamos e o que existe é de encaixe; se pudermos medir o cabimento poderemos medir as proporções daquilo que pensamos e daquilo que há. (...) Os pensamentos e os acontecimentos têm uma intimidade com o cabimento como têm uma consanguinidade com o movimento. A ideia de cabimento evoca, além da autoridade que faz caber (por exemplo, a autoridade da gaveta em determinar que o elefante nela não cabe), a ideia de obediência: ter cabimento é não começar nada, não ser um ponto de partida; é ocupar um posto – que já existia. Caber é encaixar e fica encaixado aquilo que ocupa um lugar em um plano organizado. Aquilo que tem cabimento obedece – faz o que lhe cabe. Não ter cabimento é começar alguma coisa diferente – que não cabe em um planejamento pronto. A obediência devida: ao soldado marchar, ao escrivão escrever. Fora do cabimento começamos um novo, que não tem lugar, mas que cria para si um lugar. As coisas, quando já estão descritas, já têm um lugar para ocupar – se elas não o ocupam, não têm cabimento. O pensamento se move porque nele não há um conjunto fixo de descrições. O pensamento está entre as coisas e delas pode escapar. Nem os pensamentos e nem os acontecimentos podem não ter cabimento todo o tempo: é dos lugares que eles ocupam que eles começam o seu movimento. E o pensamento é o que fica pastoreando o rebanho daquilo que tomamos como cabível. A exceção é também detectada apenas no movimento. Aquilo que não cabe nas caixas que estão disponíveis. Novas caixas virão, mas ali, naquela tentativa de encaixar, houve um excesso que não coube (não teve o menor cabimento)."

 

Julmara Goulart Sefstrom
Boa noite a todos! Sou a professora Julmara Goulart Sefstrom. Sou professora de Artes, com licenciatura em Artes Visuais pela Universidade do Extremo Sul Catarinense – UNESC de Criciúma-SC e pós graduação em Educação Estética: arte e as perspectivas contemporâneas pela mesma universidade. Trabalho com alunos da Educação Infantil ao 5º ano, sendo 20 horas na Rede Municipal de Criciúma e 10 horas na rede Estadual de Santa Catarina. Fico muito feliz pela oportunidade de discutir possibilidades em torno do riquíssimo material da DvdTeca Arte na Escola. Fiz a leitura das colocações deixadas pelos colegas, e vejo como é importante para o professor de Artes e aos alunos ter acesso a esta belíssima ferramenta. No meu caso, os dvds da DvdTeca suprem a lacuna de não haver a possibilidade de levar meus alunos a espaços expositivos, em virtude de algumas questões que dificultam. Como contribuição neste fórum, gostaria de socializar algumas das experiências que tive com determinados dvds. Inicialmente, trarei algumas considerações gerais do modo como utilizo os dvds: - Antes de mostrar o DVD aos alunos, faço a leitura do encarte, para depois assistir ao vídeo. Vou escrevendo o que o documentário vai despertando em mim, ideias de propostas práticas, conceitos de artes que podem ser trabalhados, discussões que podem ser estimuladas. - Às vezes a escolha do documentário parte dos conceitos e temas que pretendo ensinar. Por exemplo, se quero trabalhar arte contemporânea, faço uma busca no site do Arte na Escola para ter conhecimento dos dvds abordam a temática. Gostaria de socializar a experiência com a utilização do DVD “A arte imaginária de Eli Heil” com uma proposta de ensino envolvendo duas turmas de 3ºs anos (alunos de 8-9 anos) da EEB Antônio Guglielmi Sobrinho de Içara – SC, realizada no ano de 2010. O objetivo geral da sequência de atividade foi “ampliar o repertório imagético dos alunos a partir do estudo de uma artista catarinense, valorizando a arte regional.” A ideia da proposta partiu da observação da turma, onde verifiquei a dificuldade que muitos aluno tinham em fugir do desenho que tentasse imitar a realidade e muitas vezes de forma estereotipada: casinhas, solzinho com rostinho, nuvenzinhas. Antes de mostrar o DVD, li para as crianças a poesia “A visita do pássaro”, de autoria da artista Eli Heil. A poesia encontra-se no anexo, para quem se interessar. Partindo da poesia, pedi que cada criança desenhasse este pássaro imaginário, tão importante para Eli Heil. Na aula seguinte, mostrei para as crianças a primeira parte do documentário “A arte imaginária de Eli Heil”. As crianças logo associaram a escultura do enorme pássaro com a poesia lida em sala de aula. Fizemos um levantamento do que chamou a atenção da turma, sendo que destacaram, entre outros: as esculturas de Adão e Eva, o pássaro de 5 metros de altura, as cores vivas, a mistura de cores, a relação das cores com os sentimentos da artista (pintou em preto e branco quando ficou triste, e colorido quando superou a tristeza). Como proposta artística, pedi que fizessem um desenho com elementos do documentário que mais chamaram a atenção. Uma das questões que chamou a atenção foi o pássaro esculpido. Ficamos juntos imaginando como a artista teria feito. Expliquei que uma escultura pode ser feita com diversos materiais e sugeri que realizássemos esculturas de papel machê. As crianças trouxeram de casa jornais e revistas velhas e fizemos a massa. Com a massa, realizaram esculturas em papel machê, criando seres imaginários. Alguns quiseram fazer pássaros, remetendo-se ao pássaro que tanto chamou atenção. Estas esculturas foram utilizadas numa proposta de trabalho que misturou pintura e escultura. O tema da pintura era “meu mundo imaginário”, feita com guache sobre papelão. Coloquei umas fotos em anexo. Depois disso, numa outra aula, assistimos ao restante do documentário, sendo que ficou cada vez mais claro para as crianças a predominância do imaginário da artista em suas produções. Também chamou atenção o fato de Eli Heil reaproveitar materiais, como rolinhos, saltos de sapatos, entre outros. Fiz uma campanha para a turma guardar rolinhos de papel higiênico, para posteriormente realizarmos uma produção coletiva. Num outro momento, as crianças foram reunidas em grupos em outro momento, sendo que escolheram imagens desenhadas nas aulas anteriores por cada um dos colegas do grupo, realizando com estas uma composição. Os rolinhos de papel higiênico foram pintados pelas crianças. Por fim, foi finalizada a produção coletiva sobre um grande papelão, sendo que os rolinhos deram volume à pintura. Coloquei fotos em anexo como exemplo. Realizamos uma exposição dos trabalhos para toda a escola. O que percebi nos alunos foi que, depois de todo este processo, eles se permitiram criar mais, e se desprenderam daquela preocupação em fazer os desenhos e pinturas estereotipados. Também passaram a valorizar a artista, e terem orgulho pelo fato desta ser catarinense. Outra coisa que chamou a atenção é o fato dela estar viva. Há muitas outras coisas a falar, mas creio que já escrevi demais. Devo destacar, no entanto, a fala de uma das pequenas alunas: “Professora, quer dizer que para a Eli Heil, as cores preto e branco representavam a tristeza, pra ela era assim.” Achei de uma profundidade esta afirmação, pois demonstra o reconhecimento da singularidade poética da artista. Ou seja, para outro artista, usar o preto e o branco pode ser apenas uma questão formal, para Eli Heil, isto estava diretamente ligado às emoções. Espero ter contribuído de alguma forma.
Julmara Goulart Sefstrom
Esqueci de anexar a poesia "A visita do Pássaro". Segue abaixo no anexo.
Celio Dos Santos Soares Júnior

Pessoal!

Sou aluno do Curso de Teatro-Licenciatura da UFPel. Tive contato com a DVDteca no ano passado através do Pólo Arte na Escola – UFPel - coordenado pela Professora Úrsula. Além do material também participei das oficinas que foram pensadas para os Professores de Arte da rede municipal de ensino. Como ministrantes eu e mais duas colegas montamos uma oficina com adaptação do “Teatro Imagem” através dos contos de Simões Lopes Neto (Lendas). No primeiro momento, após um aquecimento e alongamento, dividimos os grupos e fizemos um jogo de integração (Ilhas) e depois o Teatro Imagem – imagem congelada que mostra “O quem, O quê e O onde”. Posso dizer que foi muito “enriquecedor” a  troca de experiências e ou leituras que podemos fazer através do material disponível em DVDs e gratificante pela participação de todos os envolvidos. “Os materiais estão nas Escolas” e devemos nos apropriar das riquezas de “conteúdos” e “idéias” e transformar em experiências nas salas de aula!

Abraços!!!!

Ursula Rosa Da Silva

Oi Pessoas

muito interessante o trabalho de Julmara e o processo de elaboração das aulas com os DVDs de acordo com a temática a ser desenvolvida. Na verdade, todos os documentários dão esta possibilidade de relacionar com poesia, ou música, ou peças teatrais, ou experiências vividas no cotidiano. Isso tudo vai do repertório do professor e de seu espírito criador e poder de estabelecer relações. Por exemplo, quando ela menciona a questão do desenho esteriotipado (casinha, solzinho, etc...) temos que considerar que estes são fruto também de um repertório constituído e, de certa forma, cabe à arte ampliar e diversificar este repertório, fazer uma educação do olhar, que pode começar com um passeio na sua cidade. Olhar os prédios, as formas, as construções, as cores destas, as relações entre prédios e pessoas, entre lugares e ações realizadas nestes espaços. Como a humanidade ocupa os espaços?? O DVD "Cores Urbanas" pode servir para fazer provocações neste sentido, junto à poesia, por exermplo de Chico Buarque (Construção). Outro exemplo é explorar a arte regional, e para isso os documentários de "Mestre Vitalino" e "As Fábulas de Antonio Poteiro" podem remeter à pesquisa de uma arte do lugar, quem são as pessoas que contam a história daquela região através da arte?? Os alunos podem fazer este levantamento, levar estas pessoas para palestrar, expor na escola, pode-se fazer leitura e produção a partir desta vivência. Trabalhar com o cotidiano é ser um catador destas possibilidades. Muitas vezes não temos acesso a museus ou galerias, e precisamos tratar da imagem que está a nossa volta, saber fazer leitura dela. Pode ser um começo olhar a cidade e frui-la, assim como buscar nos costumes da sociedade os seus motivos de expressão. Como no DVD "Irmãos Campana", em que podemos ver muitos objetos do cotidiano transformados em obra, ver o "Sofá papelão" ou a "Cadeira plástico bolha". E são materais que podem ser acessíveis para sala de aula.

até daqui a pouco!

André Alves De Medeiros
É UMA ÓTIMA FERRAMENTA DE AUXILIO NAS AULAS DE ARTE NO ENSINO REGULAR , QUE TRAZ NOVOS OLHARES AOS INTERESSADOS EM CONHECER A ARTE E SEUS PRINCIPIOS,E QUE AJUDAM NA VIVÊNCIA DO ALUNO.
O PROFESSOR DEVE SIM USAR ESSE MÉTODO DE DVDTECA, TRAZENDO NOVOS  CAMINHOS NA SALA DE AULA.
Joelma Santos Castilhos
Olá pessoal sou apaixonda por arte,e estou adorando essa oportunidade de participar do fórum, espero aprender muito e também de alguma forma contribuir. Tenho formação em Pedagogia pela UFRGS, sou educadora do 4ª ano da rede estadual, e sempre faço uso da arte como um meio de ampliar as minhas práticas pedagogicas.Também formação/experiência em teatro de rua.Adoro ir no arte na escola,fico encantada com a quantidade de possilidades que podemos enquanto educadores antenados utilizar.
No mais é isso.
Um carinhoso abraço em todos/as!
Joelma(jô)     
Dilma Marques Silveira Klem

Olá a todos!

Eu me chamo Dilma, estou na coordenação do projeto Arte na Escola no polo da Unimontes, na cidade de Montes Claros em Minas Gerais. Estou cada vez mais empolgada,  reconheço o quanto o projeto   Arte na Escola representa um apoio pedagógico para o professor. O acervo de DVDs possui um valor inquestionável. O professor que lança mão da DVDteca encontra muitas possibilidades de trabalhar a arte em sala de aula. Já conhecia o acervo, agora que estou atuando no projeto, tenho estudado e buscado as diversas formas de aplicação dos vídeos. É um material riquíssimo para ampliarmos nossas experiências estéticas e estabelecermos o fazer artístico e o conhecimento em arte. Através da aplicação dos DVDs   desenvolvemos as poéticas visuais dos alunos, proporcionando a reflexão, crítica, percepção, criatividade gerando a produção e o saber no campo artístico.

Ursula Rosa Da Silva

Pessoal

estava esperando outras participações e como esta será nossa última semana no fórum, gostaria de deixar mais dicas de leituras que possam auxiliar nas articulações dos DVDs com outros suportes.Um texto muito inspirador é a obra de Italo Calvino, "Seis propostas para o próximo milênio". Ele fala de qualidades da literatura (leveza, rapidez, exatidão, visibilidade, multiplicidade e consistência) que devem ser preservadas neste novo milênio, e eu gosto de aproximar estas qualidades das artes em geral, creio que estas devem estar presentes também no nosso modo de olhar o mundo e expressá-lo. Uma delas é a leveza. E Italo, lembrando do herói mitológico Perseu que voa com suas sandálias aladas e vence Medusa decepando-a. Mencionando que precisamos vencer o peso e a opacidade do mundo, ele lembra de Perseu: "cada vez que o reino humano me parece condenado ao peso, digo a mim mesmo que à maneira de Perseu eu devia voar para outro espaço. Não se trata absolutamente de fuga para o sonho ou o irracional. Quero dizer que preciso mudar de ponto de observação, que preciso considerar o mundo sob uma outra ótica [...]". Enfim, de um modo geral, creio que o ensino precisa ser visto sob outra lógica, e precisamos ser criativos para encontrar estas sandálias de Perseu em nós professores.

abraço

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