Forum
Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Sílvia,

Na realidade a 5692 trouxe outros tantos problemas que persistem até hoje...

Você disse que seu grupo de pesquisa tem trabalhado com Portfólios. Gostaria de saber como vocês têm utilizado esse instrumento. Tentei incentivar os professores daqui a utilizar mas esbarramos em um problema: a quantidade de alunos com que cada professor trabalha. Se formos pela linha de pensamento que diz que o portfólio é um instrumento individual, cada professor terá que avaliar aproximadamente 500 portfólios, o que é um trabalho fora do comum. Aqui em Uberlândia tenho conhecimento de apenas uma professora que utiliza o portfólio como instrumento de avaliação. Ela avalia 550 portfólios por bimestre. Os demais professores acabam ficando desmotivados de começar quando ouvem os depoimentos dela.

Vocês trabalham com esse número de portfólios?

Aparecida Bonfim Lopes

Avaliar é sempre um problema:

Como avaliar uma criança no primeiro ano do ensino fundamental 1?

É preciso estar atenta para os pequenos detalhes , obedecer diretrizes , fazer perceber  o erspaço a ser utilizado em qualquer atividade , pois na dança , na expressão corporal o seu gesto necessita de um limite e que esse limite e motado em todas as expressões artísticas (desenho , teatro,música) .

Mostrar a criança que seu desempenho é percebido e que a forma de se expressar é valorizada , que o perguntar o procurar faz dela um ser participativo , independente do resultado inicial mais que o progresso  pode  ser gradativo e lento , ter confiança pessoal que isso resulta em grandes feitos.

Avaliar é valorizar pequenos acertos , corrigir  erros ,  permitir iniciativas ,elogiar atitudes .

Avaliar é se perceber capaz  de uma convivencia em grupo , respeitando diferenças e se fazer respeitado. 

Rozenei Maria Wilvert Cabral

Silvia,

Antes do surgimento de propostas contemporâneas para o ensino da arte, podia-se conviver com certa tranquilidade com a avaliação classificatória e diagnóstica. Com a percepção do ensino de arte como área de conhecimento, com conteúdos específicos, passa-se a necessitar de processos de avaliação compatíveis e coerentes com esta nova concepção. Porém, temos uma cultura escolar e uma cultura avaliativa que impedem romper com as práticas tradicionais de avaliação.

Um grande abraço,

Rozenei Cabral

Silvia Sell Duarte Pillotto
Rozenei Cabral escreveu:

Silvia,

Antes do surgimento de propostas contemporâneas para o ensino da arte, podia-se conviver com certa tranquilidade com a avaliação classificatória e diagnóstica. Com a percepção do ensino de arte como área de conhecimento, com conteúdos específicos, passa-se a necessitar de processos de avaliação compatíveis e coerentes com esta nova concepção. Porém, temos uma cultura escolar e uma cultura avaliativa que impedem romper com as práticas tradicionais de avaliação.

Um grande abraço,

Rozenei Cabral

Roze;

Estamos, eu e Marilene em Chapecó, finalizando um processo avaliativo de Reconhecimento de curso. Concordo plenamento, o sistema educacional não tem acompanhado os processos conceituais e contemporâneos da avaliação.

Um abraços;

Silvia

Silvia Sell Duarte Pillotto
Eliane de Fátima escreveu:

Sílvia,

Na realidade a 5692 trouxe outros tantos problemas que persistem até hoje...

Você disse que seu grupo de pesquisa tem trabalhado com Portfólios. Gostaria de saber como vocês têm utilizado esse instrumento. Tentei incentivar os professores daqui a utilizar mas esbarramos em um problema: a quantidade de alunos com que cada professor trabalha. Se formos pela linha de pensamento que diz que o portfólio é um instrumento individual, cada professor terá que avaliar aproximadamente 500 portfólios, o que é um trabalho fora do comum. Aqui em Uberlândia tenho conhecimento de apenas uma professora que utiliza o portfólio como instrumento de avaliação. Ela avalia 550 portfólios por bimestre. Os demais professores acabam ficando desmotivados de começar quando ouvem os depoimentos dela.

Vocês trabalham com esse número de portfólios?

Eliane;

Temos trabalhado num processo de avaliação coletiva. A avaliação não fica sob a responsabilidade somente do professor. o aluno constrói seu porfólio durante o processo, o professor vai acompanhando o processo e posteriormente eles fazem apresentação e discussão oral e dialogada! Cada aluno organiza sua auto-regulação e o processor orienta e acompanha o processo. No entanto, é bem complexo esse método, exige do professor concentração, observação e atitude, ufa. Podemos continuar essa conversa no Encontro.

Abraços.

Silvia



Estella Lolila Ohlweiler Mallmann

Bom dia!

Meu nome é Estella, sou professora de Artes em Igrejinha RS e participo do Grupo de estudos do Arte na Escola na FEEVALE em Novo Hamburgo.

Eu avalio meus alunos usando vários instrumentos. Trabalho escrito, trabalho prático, teatro, artesanato.

Em uma escola que eu trabalho, atribuimos notas aos alunos e em outra escola fazemos parecer descritivo para artes, educação física, ensino religioso e língua inglesa.

Rosi Lopes Petersen

Participo dos encontros Arte na Escola, no polo do Centro Universitário Feevale- RS, e acredito que a ação pedagógica do professor em sala de aula, conforme o encaminhamento metodológico, precisa propiciar a práxis artística (unidade entre a teoria e a prática artística), por meio de vivências e do entendimento histórico e teórico das experiências vivenciadas. O docente necessita vivenciar experiências pedagógicas, didáticas e artísticas, ou seja, é preciso participar deste processo enquanto aluno para que se possa conduzir o processo ensino-aprendizagem como professor com os alunos em sala de aula.

A avaliação na disciplina Arte apresenta duas funções: a diagnóstica e a diretiva. Na função diagnóstica, a qual é processual, contínua, permanente e cumulativa, tem-se como ponto de partida os conhecimentos artísticos construídos historicamente pelo Homem e expressos na escola como conteúdo artístico. Já como ponto de chegada, está a apreensão destes conteúdos pelos alunos a partir da sistematização e mediação dos mesmos pelo professor na relação ensino-aprendizagem. Na função diretiva, a avaliação baseia-se na reflexão e no questionamento da práxis artística que foi desenvolvida no encaminhamento metodológico pelo professor. Desta forma, além de ensinar, também cabe ao docente avaliar o ensinar e o aprender durante o processo de desenvolvimento do trabalho pedagógico da disciplina arte, tornando consciente ao aluno o que foi aprendido e ao professor o que foi ensinado.

Caroline Bertani

Bom dia!

Estamos com os professores do grupo de estudos do polo Feevale  no laboratório de informática, propondo que respondam à questão da Eliane em relação à avaliação.

No último encontro iniciamos os estudos com a professora Cristina Mentz, professora  do projeto, que trouxe alguns conceitos de teóricos sobre o que seria AVALIAÇÃO e o que ela envolve, dando ênfase à avaliação em arte. Abordou também conceitos sobre o que é Portifólio, os seus objetivos e sua relação com a avaliação. A professora apresentou um estudo em que a nota é apenas um “resumo simplificado” de todo um processo.

Destaco alguns apontamentos do grupo:

   - O modo de avaliar está intimamente ligado ao modo de ensinar.

   Estiveram também presentes no encontro um grupo de 5 professores de uma escola de educação infantil em São Leopoldo. Foi muito positivo porque o grupo trazia questões pertinentes a essa faixa etária, já que a avaliação perpassa o processo de ensino-aprendizagem em todas as etapas da educação básica.

   Segundo eles a avaliação é mais do que dizer se “a criança recorta ou não recorta”. É mais que “SIM’ ou “NÃO e “AS VEZES”, mas apontar o processo da sala de aula e as intervenções que foram realizadas pelo professor. A avaliação descritiva é apresentada semestralmente, mas construída  durante todo esse período, segundo o grupo.

   A professora Cristina mostrou um exemplo de instrumento de avaliação construída juntamente com seus alunos, apontando a importância do aluno saber o que  está sendo avaliado: os critérios.

   A professora Miriam, do ensino fundamental, falou da importância da auto-avaliação e do desenvolvimento da autonomia através da avaliação por parte dos alunos (ex: um grupo tem seu trabalho avaliado pelos outros grupos de alunos da turma). Mas que os resultados são alcançados aos poucos, é uma construção, para que não se torne uma avaliação subjetiva. Os critérios de avaliação e a definição dos mesmos são muito importantes nesse processo.mPor exemplo, segundo a professora: O que temos que observar nesse trabalho? Qual foi a proposta? Foi atingida? Nesse exemplo, os alunos são protagonistas do  processo de avaliação.

   Aí surgiram questões: e quando o aluno não faz? Como ele vai ser “zero” se ele nem fez? Gostaríamos de lançar essa questão aos participantes do fórum!

      

Bianca Steigleder Bazzan

Bom Dia!

Meu nome é Bianca, sou professora de arte em Igrejinha  e participo do Arte na Escola Pólo Feevale.

Ambas as escola nas quais trabalho utilizam nota, porém a forma de avaliação fica a critéruio de cada professor dentro de sua área. Procuro fazer a avaliação da forma mais justa possível utilizando diferentes instrumentos e realizando diversas propostas nas diferentes áreas das artes visuais. A cada ano vou adotando estratégias diferentes e/ou as mesmas conforme os aspectos que deram certo ou não, dependendo, também, dos alunos e de seus interesses.

Mesmo assim a avaliação é uma questão bastante complexa e abranje muitos aspectos num ambito escolar e, até mesmo, local.

Silvana Maranzana Da Silva

Bom dia,sou a prof .Silvana Maranzana da Silva,coordenadora  pedagógica do pólo Feevale,em Novo Hamburgo,Rio GRande do Sul.Hoje é dia 03 de outubro e estamos com o grupo de estudos no laboratório de informática da Feevale.Este é o segundo encontro que discutimos sobre avaliação em artes. Hoje contamos  também com a presença da professora de música Ana Cláudia.No primeiro encontro surgiram muitas dúvidas sobre como avaliar na educação infantil, e no ensino fundamental. Parabéns a todos que estão contribuindo com suas reflexões e dúvidas.

Odete Mioki Shimoda
Participo do Polo Arte na Escola Feevale, e procuro adequar o melhor meio de avaliar os meus alunos. Creio que não podemos pensar apenas no resultado final, mas no processo como um todo. Avalio meus alunos a partir do momento em que a proposta é lançada. Cada passo da caminhada de construção do trabalho é considerada. A tentativa, ainda que não atingido os objetivos propostos inicialmente, a intenção e interação do aluno é importante e avaliada. Sempre procuro adequar as propostas para que o aluno consiga desenvolver e apreender mais, para que a avaliação posterior e os conhecimentos assimilados pelo aluno tenham uma significância relevante e expressiva.
Crisina Mentz
Silvia Sell Duarte Pillotto escreveu:
Eliane de Fátima escreveu:

Sílvia,

Na realidade a 5692 trouxe outros tantos problemas que persistem até hoje...

Você disse que seu grupo de pesquisa tem trabalhado com Portfólios. Gostaria de saber como vocês têm utilizado esse instrumento. Tentei incentivar os professores daqui a utilizar mas esbarramos em um problema: a quantidade de alunos com que cada professor trabalha. Se formos pela linha de pensamento que diz que o portfólio é um instrumento individual, cada professor terá que avaliar aproximadamente 500 portfólios, o que é um trabalho fora do comum. Aqui em Uberlândia tenho conhecimento de apenas uma professora que utiliza o portfólio como instrumento de avaliação. Ela avalia 550 portfólios por bimestre. Os demais professores acabam ficando desmotivados de começar quando ouvem os depoimentos dela.

Vocês trabalham com esse número de portfólios?

Eliane;

Temos trabalhado num processo de avaliação coletiva. A avaliação não fica sob a responsabilidade somente do professor. o aluno constrói seu porfólio durante o processo, o professor vai acompanhando o processo e posteriormente eles fazem apresentação e discussão oral e dialogada! Cada aluno organiza sua auto-regulação e o processor orienta e acompanha o processo. No entanto, é bem complexo esse método, exige do professor concentração, observação e atitude, ufa. Podemos continuar essa conversa no Encontro.

Abraços.

Silvia



Sou Cristina Mentz do Arte na Escola, polo Feevale:

Oi!
Utilizo portfólios para acompanhar o processo de construção do conhecimento dos meus alunos/acadêmicos no curso de magistério ( IENH/RS) e no curso de artes visuais ( licenciatura) na Feevale/RS.

Ao iniciarmos as aulas apresento as características de um portfólio e combinamos os critérios que serão utilizados para a sua avaliação. Procuro contemplar conteúdos conceituais, vinculados a princípios, registro de procedimentos ( processo criativos), atitudes e valores. A ficha de avaliação possui uma coluna onde são registrados os critérios e, ao lado,  a ponderação (peso  acordado com o grupo). Nesta ficha o aluno atribui -se um valor respeitando sempre a ponderação.

 Esta ficha acompanha  portfólio que é entregue 2 x por semestre.

O portfólio é entregue  num prazo  flexível. Cada aluno faz sua entrega para que eu possa lê-lo com algum tempo e devolvê-lo com a ficha de avaliação, neste momento preenchida pelo professor.

Escrevo, também,breve parecer descritivo, de meia lauda, que dá trabalho, mas os alunos amam receber!

Como tenho poucas turmas  este procedminto é viável, certamente com um grande número de turmas me ateria, apenas, à ficha de avaliação!

Ana Claudia Specht

Olá, eu sou Ana Claudia preparadora vocal do Movimento Coral Feevale, e estou muito feliz em participar dos encontros Arte na Escola que acontecem aqui na Feevale.

Minha reflexão de hoje é sobre o o diz-com-passo, a atividade de música que acontece nos nossos encontros, e como o foco de hoje é avaliação, percebo a necessidade de um trabalho reflaxivo e informativo sobre este tema nesta área que agora, de alguma forma, estará mais presente nas escolas... só lancei a necessidade... Vamos pensar e propor!!!!!!!!!!

Abraços..

Ingrid Hoffmann

OS DEPOIMENTOS DOS PROFESSORIS; acredito que este forum

será muito importante para nós professores;

Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Sílvia e Cristina,

 

Obrigada pelas respostas sobre a utilização dos portfólios.

Entender a avaliação como um processo de regulação das aprendizagens é trabalhar no sentido da “individualização das trajetórias de formação e de diferenciação dos tratamentos pedagógicos” (PERRENOUD, 1999). Dessa forma, acho que o caminho para o trabalho com o uso do portfólio passa pela compreensão de que o aluno é um auxiliar no processo de avaliação. Talvez isso ainda não esteja muito claro para os professores com os quais trabalho. Acho que ainda estamos entendendo a avaliação como uma ação do professor em relação ao aluno e não como um processo dinâmico onde há a interação e a responsabilização de ambos. Podemos continuar sim essa conversa no Encontro.

 

Caroline,

Parabéns pela iniciativa! Foi ótima essa idéia de convidar os professores do grupo de estudos para entrarem no fórum ao mesmo tempo! Adorei!

Quanto à sua pergunta, acho que, se pensarmos que devemos avaliar os processos e os produtos, esse aluno que não fez, não participou, não tem nem um nem outro para ser avaliado. Se a atribuição de notas é importante, então, em minha opinião, esse aluno deve ficar com zero sim. No entanto, se esse aluno estuda em um sistema de ensino que opta pela progressão automática entre os ciclos ou que, em um sistema por séries, depende da aprovação pelo Conselho de Classe, provavelmente esse aluno será aprovado, mesmo estando com zero. Então a fala dele será: “Não fiz nada e passei de ano. Artes não tem importância mesmo!” Mas isso também tem acontecido com outras disciplinas. O documentário “Pro dia nascer feliz” retrata bem essa realidade. Dessa forma, não faz sentido atribuir notas se depois elas serão repensadas, maquiadas ou seja lá o que for.

 

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