Forum
Edina Regina Baumer
Quero registrar a convergência entre os pensamentos das colegas Márcia e Sílvia e os meus, quanto aos objetivos da aula de arte. Concordo sim, com elas, que a música deve estar contemplada na disciplina de Arte, em toda a educação básica, e que se pode pensar, com certeza, em aumentar a carga horária da disciplina para obtermos melhores resultados. A LDB 9.394/96, em seu artigo 26, § 2, enuncia que "o ensino da arte é componente curricular obrigatório nos diversos níveis da educação básica, com o objetivo de promover o desenvolvimento cultural". Então, a meu modo de ver, promover o desenvolvimento cultural é muito mais do que formar habilidades para ser um músico, ou pintor, ou ator, ou bailarino, não é?! Por isto, todas as linguagens da arte devem estar presentes na disciplina para isto designada: Arte.
Jairo Larroza
Sou filho de uma professora de música e de um pedagogo. Passei toda a vida convivendo com as coisas boas e ruins da educação formal. Mas, se há algo de que preciamos, alunos e professores, é: disciplina, espírito de equipe, autocontrole, autoestima, trabalho por objetivos e prazer naquilo que faz. Tudo isso e muito mais pode-se encontrar na aprendizagem, prática e ensino da Música. Parabéns pela discussão do tema! Parabéns bravos professores de música, "domquixotes" num mundo de moinhos de aço.
Guilherme Romanelli

Prezados colegas,

É um grande prazer acompanhar uma discussão tão rica sobre a música na escola. Em primeiro lugar fico feliz de ver o tema tratado com o respeito que merece, transparecendo a concepção de que a música é uma área do conhecimento que deve fazer parte da escola. Complementarmente, é importante lembrar que mesmo não estando presente nos currículos escolares de forma sistemática, a música acompanha o cotidiano dos alunos de outras maneiras, desde a educação infantil até o ensino médio. Diante desse panorama, temos que pensar de que forma trazer a música para as aulas respeitando a musicalidade que os alunos já têm.

Sobre a área de formação, vocês apontaram com muita propriedade uma grande barreira: ninguém ensina o que não sabe. Entretanto, como fazer para atender a determinação da Lei? Eu sempre tenho orientado os meus alunos a se manterem fiéis as suas áreas de formação principal (geralmente artes visuais ou música), mas orientarem seus interesses também para outras áreas. Isso não significa que um artista plástico com formação inicial em história da música possa dar aulas de música, mas possibilita que esse professor (especialista em artes visuais) possa tangenciar a área da música estabelecendo relações que serão muito importantes para a formação de seus alunos.

Será que para ensinar música é necessário ensinar um instrumento musical?

Qual é o objetivo do ensino de música na escola?

Apenas algumas perguntas para refletirmos.

Abraços,

Guilherme

Marília Nascimento Curvelo

Olá. Antes de mais nada quero parabenizar o site pela escolha desse tema. Que bom estarmos conversando e trocando opiniões  sobre tudo isso!!!!!

Minha formação é Dança e leciono ARTE em escola pública de Ensino Médio em Salvador(a 19 anos). A única possibilidade da Dança, minha especialidade, acontecer na escola em que trabalho é como projeto/oficina, em turno oposto, com o horário que  "sobra" de uma carga horária de 17 turmas de ARTE com 50 minutos para cada aula, apenas uma vez por semana.  Já é uma indignidade a nossa formação ser tão pouco valorizada.... mas vamos em frente!  Dentro de uma realidade tão cruel para a nossa disciplina, ARTE como um todo e  Dança (ou outra linguagem artística) em particular,  o que adianta estarmos contemplados APENAS com a obrigatoriedade do ensino da Música nas escolas? Como ficam então as outras linguagens, como bem colocou nossa colega Silvia Helena? Por que então não garantir que o aluno possa experienciar todas elas, individualmente, também garantidas por lei, já que todas desenvolvem magnanimamente habilidades e competências imprescindíveis para a formação do aluno??? Diante da real dificuldade de que isso ocorra no nosso país, imagino que  nós, professores de Arte, deveríamos nos unir verdadeiramente (nos estados e no Brasil como um todo) numa luta objetiva e concentrada no sentido de garantir uma carga horária digna de pelo menos 2 aulas por semana para cada turma de ARTE e pela obrigatoriedade do ensino desta disciplina em todos os segmentos da Educação Básica. Se não atentarmos para isso, como brilhantemente fizeram nossos colegas de Sociologia e Filosofia (que já têm hoje as disciplinas garantidas por lei com carga horária específica) estaremos sempre a mercê de qualquer necessidade de adequação da carga horária de cada unidade de ensino, como acontece em Salvador: a disciplina é tão pouco valorizada na PRÁTICA , que, todos os anos não sabemos se teremos a nossa carga horária ou se ela foi utilizada para qualquer necessidade da escola (aulas de redação, inclusão da Sociologia e Filosofia, mais carga horária para  Matemática ou Lingua Portuguesa, etc). No Ensino Médio , por exemplo, temos escolas aqui em Salvador em que a ARTE é disponibilizada apenas no 1 ano, outras no 1 e 2 e outras apenas no 3. Temos casos de alunos que saem de uma escola que só tem ARTE no 3 ano e vão para outras que só têm no 1 ano. Estes alunos, como tantos outros, não terão a oportunidade de conhecer a ARTE na escola. Estou fazendo uma Especialização em Arte-Educação pela UFBA e, muito tenho me empenhado para que nós,  professores de ARTE, reflitamos sobre este tema e tomemos atitudes práticas quanto a ele. A ARTE, pela sua comprovada importância na formação do ser humano e seu espírito integrador merece respeito e necessita de uma legislação que lhe dê suporte e garanta a sua continuidade. Pensemos sobre tudo isso e vejamos se  REALMENTE foi relevante termos apenas a obrigatoriedade de Musica nas nossas escolas.  

Marcus Vinicius Prado Da Cruz
olá pessoal meu nome é Marcus Vinicius, sou licenciado em Musica pela UEMG e gostaria de fazer meu comentário sobre o projeto da lei 11.769/2008. Precisamos de um esclarecimento urgente sobre esta lei , principalmente sobre a necessidade de profissional específico na área, e mecanismos para que a lei aconteça de forma efetiva (exemplo: concurso de professores de música, compra de instrumentos, equipamentos ou outros). Não podemos lidar de forma leviana com o ensino de Arte e também não queremos voltar às práticas polivalentes de ensino que não aprofundam o conhecimento do educando e seu aprendizado. Não sou contra os músicos, pedagogos, artistas plásticos ou advogados darem aulas de música em escolas, desde que tenham um projeto pedagógico para tal. Acho importante que para o ensino de musica o profissional também tenha vivências na área. Tocar um instrumento é de fundamental importância, pois é a ferramenta mais adequada para este trabalho. Penso que o objetivo do ensino de musica possa ser contextualista (arte como meio, muleta para outros fins) mas também devemos ser essencialistas (trabalhar arte como linguagem), ou seja, devolver a “arte a arte”, com o fim nela mesma. Desta forma, acredito ser importante que os alunos usufruam do que para mim é o mais valioso no ensino/aprendizagem e fazer musical: a prática em conjunto seja através da percussão, de harmônicos, melódicos ou voz. Devemos ampliar nossas discussões e assumir a Arte como linguagem, com conteúdos próprios e deixar de pensar que ela salvará e educação, acalmará os alunos ou coisas deste tipo. A Arte fala em dimensões que nenhuma outra disciplina fala e por isso é interpretada como forma de atingir outros objetivos. Mas minha opinião é que o objetivo maior da Arte é a própria arte. Que a Arte seja respeitada e ensinada da forma que ela merece Obrigado pela oportunidade, M.Vinicius Prado
Maisa Sonia Campos

Sou professora de Artes e também atuo na sala de tecnologia, trabalhei com escola de musica por 10 anos sei das dificuldades que um professor de musica e agora como professora de Artes sinto os dois lados. Acho que com a léi muita coisa vai mudar pra melhor, se ela sair do papel, coisa dificil de acreditar, pois as políticas do Brasil é dificil de ser cumprida, as estamos otimista e teremos que entender o que realmente querem e esse forum é muto bom, assim não nos sentimos sozinho encontramos pessoas com duvidas e  esse tema vem nos clarear um pouco.

Esse mês tivemos um encontro com o MEC foi oferecido um curso(UFGR) de 60 horas para alguns professores se tornar professores multiplicadores, confesso que estou curiosa pra saber o que vão aplicar,pois pelo que sei e senti estão todos com duvidas inclusive eu.

Vou ser uma delas e com certeza estarei de olho pois Artes não tem sua oficina e fico me perguntando musica terá?.... só vendo pra crer.

ate mais ver abraços

Maisa Sonia Campos
Comecei desbafando e vou continuar afinal o fórum e pra nos questionar, instigar, trocar conhecimento. aqui no MS, cidade de Dourados, ano passado fiquei feliz da vida, as escolas estaduais nas series iniciais passaram a ter 03 aulas semanais,  esse ano voltou novamente 02 aulas e ensino médio apertaram tudo que podiam e EJA tiraram as aulas de artes. Fui no núcleo responsavel saber o  porquê? eles simplesmente responderam que o orgão tem autonomia pra fazer o que quiserem. então fica a pergunta se eles criam a lei e dão tantas lacunas pra fazer o que quiserem, será que vão dar o suporte necessário as aulas de música (artes). até mais abraços
Marcus Vinicius Prado Da Cruz
Olá pessoal gostaria de continuar comentando o tema e ampliando as discussões e referencias para tal.
Dentro de três anos as escolas terão que implementar o ensino de música para crianças e jovens. Acontece que o plano decenal de educação que está sendo construído pela Assembléia Legislativa aqui de Minas Gerais / MG - ALMG-  não prevê o ensino específico de música (como manda a lei 11.769/2008), bem como não prevê os mecanismos para que isso aconteça de forma efetiva (exemplo: concurso de professores de música, compra de instrumentos, equipamentos ou outros).
 
A ALMG disponibiliza atendimento de sugestões e críticas ao referido Plano, através do 800-0310888 ou pelo e-mail debate.educacao@almg.gov.br . Penso que esta discussão esteja também sendo feito por outros estados e acho legal pesquisarmos pois a realidade é a mesma. Se puderem, sugerir ou fazer críticas sobre o plano para a ALMG através do link, acho que dá mais força ainda para esclarecimentos sobre o projeto de lei.
Vamos usar desse e de outros mecanismos para reclamar sobre a não previsão do ensino de música e esclarecimentos dos planos de Educação que  duram  logo tempo (aproximadamente 10 anos) pois se não fizermos,este projeto ficará apenas no papel.
 
Conto com a ajuda de vcs para reclamarem sobre esse ponto e sobre outros que entenderem necessários.
Abraços, M.Vinicius Prado
Guilherme Romanelli

Prezados colegas,

Foi mais uma vez muito agradável ler as últimas postagens e observar o comprometimento de todos na discussão séria sobre o ensino da arte e mais especificamente sobre o ensino da música.

A Márcia nos alerta para o descompasso que existe entre as diversas áreas artísticas e o espaço escolar reservado para o ensino das artes. Normalmente as artes visuais ocupam a maior parte das aulas de arte, sendo que a música agora está no centro das atenções em virtude da Lei recentemente promulgada. O teatro muito freqüentemente está ligado a raras iniciativas individuais de alguns professores e muitas vezes acaba ficando a serviço de festas e eventos escolares. Finalmente a dança é geralmente assumida pela área da educação física. Esse breve panorama nos mostra que uma das dificuldades quando se discute a disciplina "artes" é a especificidade de cada linguagem o que estimula a pergunta para ser discutida no fórum: "Não seria necessário um professor específico para cada linguagem artística?" ou “É possível formar um professor de artes polivalente com competência nos quatro eixos artísticos propostos nos PCNs?” Devemos lembrar que a Lei que torna obrigatório o ensino de música na escola teve vetado o parágrafo que exige um professor com formação específica na área. Ver link

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm

Outro aspecto intrigante quando se discute a disciplina de artes é a carga horária a ela reservada dentro da matriz curricular da escola. O pequeno espaço das artes traduz a pouca importância dada a ela pela sociedade, incluindo nossos próprios colegas da escola. Creio que a campanha para orientar e esclarecer as pessoas sobre a importância da arte certamente passa pela luta por mais carga horária, entretanto, deve-se planejar com muito cuidado a utilização das horas "conquistadas", dando retornos sólidos aos alunos, à comunidade escolar e à sociedade sobre a importância da arte na formação do sujeito. Com base nessa reflexão, me pergunto: “Qual a quantidade de horas ideal para o ensino das artes?” e “Qual deveria ser o espaço para a música dentro dessas horas?”

Sobre os materiais para a aula de música, assim como destacou o Marcos Vinícius, vejo um elemento essencial de discussão: “Como é possível seduzir os alunos para os exemplos musicais trazidos para sala de aula apenas com um pequeno aparelho de som portátil?”. Finalmente, para provocá-los ainda mais: “É possível dar aulas de música sem instrumentos musicais?”

Um grande abraço a todos,

Guilherme Romanelli

Edina Regina Baumer
Colegas, organizando as idéias para este Fórum, relembro o artigo 26 da LDB, que, em seu parágrafo segundo diz que "o ensino da arte constituirá componente curricular obrigatório nos diversos níveis da educação básica, de forma a promover o desenvolvimento cultural dos alunos"; em seu parágrafo sexto complementa: " A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.769, de 2008)". Diante destes escritos legais, penso que é possível ensinar música sem instrumentos  musicais, porque não se trata de ensinar música na escola regular, no sentido de tocar instrumentos. O desejo da LDB 9.394/96 é o desenvolvimento cultural que pode ser promovido através da apreciação de produções musicais e o conhecimento de produtores da música brasileira e de outras partes e culturas do mundo. Por estes mesmos dizeres legais, creio que a legislação sobre ensino da arte não prevê, como OBJETIVO, o desenvolvimento de habilidades para dançar , dramatizar ou fotografar, esculpir, pintar, etc., o que deixa mais distante ainda, da nossa realidade física escolar, a contratação de um professor habilitado para cada linguagem da arte. Devemos pensar sobre o que temos e com os pés no chão... 
Moises Daniel De Sousa Dos Santos
A obrigatoriedade do ensino da música na minha opinião é de suma importância, pois possibilita aos alunos um contato mais intenso com música. mesmo por que deverá ser o unico lugar onde a criança poderá ter contato com a música.
Renilson Miranda De Oliveira

Adorei o comentário de todos. Na Bahia, passamos momento difícil com o ensino de Arte. A música vem fortalecer, embora estivesse orientada nos PCNEM. Que secretários e dirigentes escolares de educação são estes, que necessitam de obrigatoriedade para fazer educação?

Marília, minha colega de luta. Estou com você. Deve-se legislar para que Arte esteja em todos os anos do ensino médio. Isto em virtude dos diretores nos respoderem que Arte é obrigatória, mas não em todos os anos.

Marília Nascimento Curvelo escreveu:

Olá. Antes de mais nada quero parabenizar o site pela escolha desse tema. Que bom estarmos conversando e trocando opiniões  sobre tudo isso!!!!!

Minha formação é Dança e leciono ARTE em escola pública de Ensino Médio em Salvador(a 19 anos). A única possibilidade da Dança, minha especialidade, acontecer na escola em que trabalho é como projeto/oficina, em turno oposto, com o horário que  "sobra" de uma carga horária de 17 turmas de ARTE com 50 minutos para cada aula, apenas uma vez por semana.  Já é uma indignidade a nossa formação ser tão pouco valorizada.... mas vamos em frente!  Dentro de uma realidade tão cruel para a nossa disciplina, ARTE como um todo e  Dança (ou outra linguagem artística) em particular,  o que adianta estarmos contemplados APENAS com a obrigatoriedade do ensino da Música nas escolas? Como ficam então as outras linguagens, como bem colocou nossa colega Silvia Helena? Por que então não garantir que o aluno possa experienciar todas elas, individualmente, também garantidas por lei, já que todas desenvolvem magnanimamente habilidades e competências imprescindíveis para a formação do aluno??? Diante da real dificuldade de que isso ocorra no nosso país, imagino que  nós, professores de Arte, deveríamos nos unir verdadeiramente (nos estados e no Brasil como um todo) numa luta objetiva e concentrada no sentido de garantir uma carga horária digna de pelo menos 2 aulas por semana para cada turma de ARTE e pela obrigatoriedade do ensino desta disciplina em todos os segmentos da Educação Básica. Se não atentarmos para isso, como brilhantemente fizeram nossos colegas de Sociologia e Filosofia (que já têm hoje as disciplinas garantidas por lei com carga horária específica) estaremos sempre a mercê de qualquer necessidade de adequação da carga horária de cada unidade de ensino, como acontece em Salvador: a disciplina é tão pouco valorizada na PRÁTICA , que, todos os anos não sabemos se teremos a nossa carga horária ou se ela foi utilizada para qualquer necessidade da escola (aulas de redação, inclusão da Sociologia e Filosofia, mais carga horária para  Matemática ou Lingua Portuguesa, etc). No Ensino Médio , por exemplo, temos escolas aqui em Salvador em que a ARTE é disponibilizada apenas no 1 ano, outras no 1 e 2 e outras apenas no 3. Temos casos de alunos que saem de uma escola que só tem ARTE no 3 ano e vão para outras que só têm no 1 ano. Estes alunos, como tantos outros, não terão a oportunidade de conhecer a ARTE na escola. Estou fazendo uma Especialização em Arte-Educação pela UFBA e, muito tenho me empenhado para que nós,  professores de ARTE, reflitamos sobre este tema e tomemos atitudes práticas quanto a ele. A ARTE, pela sua comprovada importância na formação do ser humano e seu espírito integrador merece respeito e necessita de uma legislação que lhe dê suporte e garanta a sua continuidade. Pensemos sobre tudo isso e vejamos se  REALMENTE foi relevante termos apenas a obrigatoriedade de Musica nas nossas escolas.  



Kamock Antonio Melo Silva

Que bom saber que não estou sozinho nessa luta. Percepo que os problemas são semelhantes quando abordados em artes. Penso que se o profissional habilidade em artes e é especifico em música, deveria a secretaria de educação junto a escola, elaborar um plano de ensino voltado a esse perfil profissional?

Valeu. Grato.

Ed Nelson Maia Alfaia

Venho com muito respeito participar deste fórum, sobre a música na educação, no momento  curso Licenciatura em Artes Plásticas, pela Universidade Federal do Amazonas, e vejo , pessoas de grande qualificação e formação pessoal participam deste Fórum, e pelo presente momento é de suma importância observar que, hoje o homem se desenvolve com uma perna só! Pelo fator de falta de bom senso com sigo mesmo.

 

Também no meu município com quase 95 mil habitantes, é quase engraçado dizer, mas é a, mas pura verdade, não tem “um professor formado em artes”, e aparte desta afirmação pode-se verificar o quanto se perde com isso. Nosso crescimento, é preso a recursos financeiros as pessoas são deixadas de lado desde crianças, e se  estudar a Lei que se apresenta agora, é muito distante de nossa realidade trabalhar musicas na escola, vejo que até muitos professores irão , temer essa situação, grato pela oportunidade e sou grato pela exposição de nossos mais diversos educadores.Essa interação é de grande valia para o crescimento ao menos no conceito das pessoas.

 

Paulo R M Rodrigues
Guilherme Romanelli escreveu:

Prezados colegas,

É um grande prazer acompanhar uma discussão tão rica sobre a música na escola. Em primeiro lugar fico feliz de ver o tema tratado com o respeito que merece, transparecendo a concepção de que a música é uma área do conhecimento que deve fazer parte da escola. Complementarmente, é importante lembrar que mesmo não estando presente nos currículos escolares de forma sistemática, a música acompanha o cotidiano dos alunos de outras maneiras, desde a educação infantil até o ensino médio. Diante desse panorama, temos que pensar de que forma trazer a música para as aulas respeitando a musicalidade que os alunos já têm.

Sobre a área de formação, vocês apontaram com muita propriedade uma grande barreira: ninguém ensina o que não sabe. Entretanto, como fazer para atender a determinação da Lei? Eu sempre tenho orientado os meus alunos a se manterem fiéis as suas áreas de formação principal (geralmente artes visuais ou música), mas orientarem seus interesses também para outras áreas. Isso não significa que um artista plástico com formação inicial em história da música possa dar aulas de música, mas possibilita que esse professor (especialista em artes visuais) possa tangenciar a área da música estabelecendo relações que serão muito importantes para a formação de seus alunos.

Será que para ensinar música é necessário ensinar um instrumento musical?

Qual é o objetivo do ensino de música na escola?

Apenas algumas perguntas para refletirmos.

Abraços,

Guilherme


Olá Gulherme.

Como disse antes nunca trabalhei música nas minhas aulas, sou formado em desenho e também sou artista plástico, então minha preocupação é nas artes visuais.

Gostei o que vc disse ...ninguém ensina o que não sabe... Todos temos nossas limitações, mas também achei legal quando vc disse que devemos respeitar a musicalidade que os alunos já têm.

Fiz uma pesquisa nas salas de aula, e a maioria dos alunos tem interesse em música. Penso que realmente a música deve ser trabalhada em sala de aula, sim. Pois hoje em dia até brigamos com os alunos por estarem ouvindo música e não prestam atenção na aula. Acho que o caminho deve ser por aí. Saber o que eles escutam e tomar proveito disso. Oque você acha?

Abraço

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