Forum
Bruno Fischer Dimarch

Listei abaixo alguns links tanto solicitados por colegas quanto novidades da SEESP.

Para conhecer o Currículo de Arte do Estado de São Paulo:

entre no site www.educacao.sp.gov.br

entre no link São Paulo Faz Escola (coluna direita do site)

clique em Proposta Curricular - Ciclo II do EF e Ensino Médio

Atalho: http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Default.aspx?alias=www.rededosaber.sp.gov.br/portais/spfe2009

Para acessar as videoconferências de Arte do curso A Rede Aprende com a Rede:

entre no site www.educacao.sp.gov.br

entre no link A Rede Aprende com a Rede (coluna direita do site)

No campo Videoconferências, clique em "Cursistas, cliquem aqui e vejam se a VC de sua disciplina está disponível."

Clique no ícone Arte e escolha sua VC.

Atalho:

http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/redeaprende2009/Home/Ferramentas/VideoconferênciasDescrição/AcessoàsVCs/ArteVideoconferências/tabid/1181/Default.aspx

 Aproveito também para enviar um material "fresco", os textos do planejamento 2010:

http://cenp.edunet.sp.gov.br/planejamentoescolar2010/

(o texto de Arte está na coluna esqueda da pagina, em Linguagens, Códigos e suas Tecnologias)

[]'s

Bruno Fischer Dimarch

Oi, Vivane.

Esse diálogo sobre os referenciais é muito interessante para o fórum e estou muito feliz com sua participação!

Hoje é meu primeiro dia de acesso e poder interagir já nesse momento é muito bom ;-)

Para ampliar a discussão aos demais colegas, acho que um estudo de caso pode nos ajudar a refletir.

Me proponho a exemplificar uma situação de aprendizagem contida nos cadernos do professor para continuarmos.

Vou digitar e já copio aqui!

[]'s

Viviane R. Nikolaus Leal escreveu:

Quando menciono "referências" quero dizer, principalmente, a questão da evolução da Arte através do tempo... da Arte como reflexo da sociedade.... da materialidade que se transforma...

Os alunos não tem essa visão ampliada que nós temos; eles têm repertório próprio e no interior é complicado ampliar esses limites quando não se tem acesso à cultura que não seja a da televisão, por exemplo. Aqui não nos chegam espetáculos teatrais ou de dança onde arte e público possam interagir.

Nas escolas os materiais dos alunos ficaram conhecidos como "caderninhos"; não são livros...  os alunos os chamam assim... apenas isso.

Para não prejudicar o fórum, agradeço se pudermos trocar mais ideias sobre isso.

vinikolaus@yahoo.com.br



Marilise
sou professora de Artes na rede pública de ensino aqui no Paraná há dez anos. O governo do Estado em discussão com os profs.de todas as matérias, mas o que interessa aqui é o de artes, elaboraram as Diretrizes Curriculares. Segundo as DCE's do Paraná , o texto do  curriculo em artes é o seguinte:
Estão organizados por área e de forma seriada. O professor faz o planejamento tendo como referencia a sua formação, e abordará conteúdo de outras áreas(teatro, visuais,música e dança) a partir de sua formação continuada, pesquisa, estudos, capacitações....
o desenvolvimento dos conteúdos em cada série deve pautar-se nos conteúdos estruturantes(os quais são de grande amplitude) e nas 4 áreas. Bem... é muito interessante e todo este material está a disposição da página do dia-a-dia educação do governo do paraná. Lá tem todos os conteúdos cada série e cada área( conteúdos estruturantes(elementos formais, composição, movimentos e períodos) depois conteúdos básicos para cada série(sujestão, as quais o professor pode acrescentar outros mas nunca suprimi-los.) Explica também a abordagem pedagógica e expectativas de aprendizagem. A página do dia-a-dia educação é muito completa e tem inclusive o livro público didático de artes, elaborado pelos professores do Paraná democratizando o conhecimento em artes, o qual é distribuído gratuitamente para todos os alunos do ensino médio e disponibilizado totalmente na internet. é só acessar e conferir. um abraço.Marilise.
Bruno Fischer Dimarch
Acredito que esse espaço pode ser também usado para divulgar alguns eventos de interesse de todos.
Apenas peço para não divulgarem cursos e palestras pagos e privilegiar esse espaço como um fórum de discussão.
Esse foi enviado pela Stella Barbieri (que está Curadora Educativa da Bienal!):
Por ocasião da vinda do Prof. Dr. Alfons Martinell ao Brasil, o Centro de Cultura da Espanha em São Paulo/AECID, convida todos os educadores especialistas em arte para participar da palestra sobre “Cultura de Proximidade e Gestão Cultural Comunitária”, que ocorrerá no dia 24 de fevereiro, na Fundação Bienal de São Paulo, às 15 horas.
 
Este evento é apoiado pela Fundação Bienal de São Paulo, com a colaboração do Itaú Cultural.
 
ALFONS MARTINELL SEMPERE, (1948), Doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Girona, licenciado em Filosofia e Letras pela Universidade Autônoma de Barcelona.
Professor Titular da Universidade de Girona, especialista no campo da Formação de Gestores Culturais, Cooperação Cultural e desenvolvimento de Políticas Culturais Territoriais, é Diretor da Cátedra Unesco de “Políticas Culturais e Cooperação” da mesma Universidade. De 2004 à 2008, foi Diretor-geral de Relações Culturais e Científicas da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento do Ministério de Assuntos Exteriores e de Cooperação Espanhola.  Publicou diferentes livros, artigos e trabalhos no campo de gestão cultural, políticas culturais, cooperação cultural internacional, a educação no tempo livre, gestão municipal e educação social.
 
A AECID é um órgão governamental espanhol responsável pelo desenho e execução da política espanhola de cooperação para o desenvolvimento e o Centro Cultural da Espanha em São Paulo faz parte de sua rede de cooperação na Iberoamérica. A ênfase do trabalho da CCE_SP não se limita a promoção da cultura espanhola, mas reside no desenvolvimento de iniciativas que agreguem diferentes atores iberoamericanos em assuntos de interesse comum.
Mais informações: www.ccebrasil.org.br
 
 
Inscrições antecipadas pelo email: guga.queiroga@fbsp.org.br.
Enviar nome completo e telefone de contato até o dia 23/02. Vagas limitadas. Até 40 lugares.
O evento é gratuito.
Informações pelo telefone: 11 5576 7611 com Guga
Local: Fundação Bienal de São Paulo, 3º andar, entrada pelo Portão 3 do Parque do Ibirapuera
Data: 24 de fevereiro de 2010
Horário: 15 horas
Lívia Gomes Ribeiro Da Silva Crivellari

Olá Amigos Arte/Educadores,

Meu nome é Lívia, sou de Juiz de Fora/MG, e acabei de me formar tanto em Licenciatura Plena em Arte/Educação quanto em Bacharelado em Artes Visuais. Apesar da pouca prática como professora, durante o curso, pude analisar e refletir bem sobre o currículo proposto para a educação em arte nas escolas das redes públicas (estaduais e municipais) e das redes particulares de ensino. Dessa forma, pude entender que os PCN e o conteúdo proposto pelas secretarias de educação são elementos que devem nortear o nosso trabalho como arte/educadores, mas nunca limitar.

Durante os meus estágios obrigatórios, procurei suprir a necessidade de cada turma a qual eu era responsável. Para isso, foi de grande valia os conhecimentos adquiridos na disciplina Psicologia da Educação, que procura entender o processo de ensino/aprendizagem nas várias faixas de idade, respeitando e conhecendo as limitações físicas, intelectuais e cognitivas inerentes a cada uma delas.

Nos anos iniciais da Educação Infantil, procurei trabalhar o universo das "descobertas": o reconhecimento de si mesmo e do outro, a vida em sociedade, as diferenças e as semelhanças, a valorização da diversidade e a valorização pessoal de cada aluno, procurando erradicar do ensino de arte na educação infantil os juízos de valores (bom e mau desenho, jeito ou não para modelar, pintar, recortar, colar) e as formas prontas, enaltecendo assim a capacidade humana de poder realizar tudo de várias maneiras.

Já no Ensino Fundamental, conhecendo a tendência natural (biológica) do pré-adolescente e adolescente para a abstração, procurei trabalhar com o imaginário dos alunos descrevendo oralmente obras de arte (desenhos, pinturas, esculturas, textos teatrais e literários, instalações, perfórmances) dos mais diversos períodos, para que eles mesmo criassem a obra de arte podendo fazer parte do processo criativo dos artistas (desmistificando também a idéia do artista como um ser inatingível, místico, e dotado de inspiração mágica) e só depois da execussão do trabalho proposto que a obra original foi mostrada (reforçando a idéia de obra inacabada, proposta pela Arte Contemporânea). Como os adolescentes estão totalmente inseridos no universo tecnológico do audio-visual, procurei trabalhar com dentro deste contexto (na medida do possível). Além disso meu foco de trabalho era, primeiramente, utilizar os elementos e produções presentes no cotidiano dos nossos alunos (brasileiros, urbanos, na maioria das vezes com realidades sociais diversas), para depois trabalhar produções estrangeiras.

E no Ensino Médio, também tive a mesma preocupação. Tentar encaixar o conteúdo proposto às necessidades educacionais, intelectuais e sociais dos alunos.

Não existe um modelo a ser seguido. Cada professor encontra sua maneira própria de alcançar bons resultados educacionais. Mas defendo com veemencia a naturalização da educação em arte e da arte am si, como produção cultural necessária do homem.  E nas turmas do Ensino Fundamental (séries finais) e nas turmas de Ensino Médio que tive oportunidade de poder praticar a arte/educação, eu comecei minhas aulas mostrando, através de simbolos, sinais, desenhos e imagens, o quanto a arte e a produção artística é cotidiana, universal e se faz necessária para a comunicação entre pessoas das mais diversas culturas e hábitos.

Ah!!! Consegui trabalhar plenamente Arte Contemporânea em todas as etapas da Educação. E foi o que me norteou. A Arte Contemporânea é a arte do cotidiano dos alunos, por isso ele têm grande identificação.

Recomendo aos que não conhecem, a bibliografia de Ana Mae Barbosa!!!

Bruno Fischer Dimarch

Estudo de caso para discussão

Caríssimos,

trago a vocês um estudo de caso que nos ajudará a discutir a questão levantada pela profª Viviane e pode contribuir para nossa conversa sobre o Currículo de Artes Visuais:

Caderno de Arte (material de apoio do Currículo do Estado de São Paulo)

1ª Série do ensino médio - volume 2

Tema: Intervenção em arte: elaborando projetos poéticos na escola

Conhecimentos priorizados: Intervenção em arte nos territórios de processo de criação, mediação cultural e linguagens artísticas

Intervenção. Interferência num lugar, num
espaço. Um jeito criativo, um jeito poético de
chamar a atenção das pessoas para questões
artísticas, ecológicas, geográficas, sociais, políticas,
pedagógicas... Intervenções. Interferências.
Geralmente são efêmeras. Intervenção.
Interferência. Dura o tempo de acontecer
uma rachadura no olhar, no pensamento daquele
vê, participa. Durando o tempo de um
deslocamento do ritmo cotidiano para um
ritmo poético. Intervenções. Interferências.
Pequenos incidentes estéticos que rompem o
dia-a-dia da escola. É na intervenção em arte
que é pensado este Caderno, instigando os jovens
do Ensino Médio à criação de projetos
poéticos de in[ter]venção na escola, como um
modo de aguçar o olhar viciado e familiarizado
com o lugar-espaço-escola.

Podemos sintetizar como competências e
habilidades possíveis neste estudo:
-compreender a idéia de intervenção em
arte;
-articular imagens, idéias e sentimentos por
meio da especificidade dos processos de
criação nas linguagens das artes visuais,
música, teatro ou dança, gerando projetos
de intervenção na escola;
-observar o lugar-espaço-escola como modo
de fazer uma leitura-sondagem detonadora
de questões propositoras para a intervenção;
-apresentar a idéia da intervenção em artes
visuais, música, teatro ou dança na escola
por meio de projetos individuais ou colaborativos
visando à mediação cultural na escola.

Situação de Aprendizagem: Intervenção em Artes Visuais

O que acontece se subvertemos a função ou
a imagem de um objeto e a disponibilizamos
em outros locais sem avisar ninguém? O que
poderia provocar, por exemplo, vários apagadores
de lousa enfiados em diversos vasos de
plantas ou uma folha de papel sulfite em branco
nos quadros de avisos? O que isso pode provocar?
Deixaria as pessoas curiosas, inquietas?
Ou, não veriam a intervenção? Se não a vêem,
por que não? Que hipóteses levantamos?
Certas intervenções estão tão inseridas no
cotidiano que podem passar despercebidas.
Cildo Meirelles, em pleno tempo da ditadura,
em 1970, cria Inserções em circuitos ideológicos:
carimba em cédulas de 1 cruzeiro, moeda corrente
no Brasil à época, Quem matou Herzog?
Em pleno momento de repressão e ditadura,
Cildo Meirelles cria brechas de denúncia e reflexão
a partir de seus objetos. Mas os alunos já
ouviram falar do jornalista Vladimir Herzog?
Novas pesquisas e estudos podem ser feitos
junto com o professor de História, pois o
jornalista, como preso político pela ditadura
militar, é morto em outubro de 1975, mas a
causa oficial de sua morte é declarada como
suicídio. A obra de Cildo reforça questão
pelo fluxo da arte que se intromete no curso
da vida.
No Projeto Coca-Cola, de 1970, outros “circuitos
ideológicos” são desvelados. Nas embalagens
de vidro retornáveis, Meirelles grava
informações e opiniões críticas e devolve-as à
circulação. Com silkscreen, a tinta branca vitrificada
não aparece quando a garrafa está
vazia, mas apenas quando cheia, tornando
visível a inscrição contra o fundo escuro do
líquido da Coca-Cola. Por que este refrigerante
é escolhido? Por que este título? Por que o
artista escolhe objetos que operam em sistema
de circulação, sejam as notas de dinheiro, sejam
as garrafas retornáveis?
Problematizar e levantar hipóteses provoca
a leitura que se amplia com referências pessoais
e culturais dos estudantes. Cildo Meirelles
pulveriza pela arte um pensar reflexivo, já que
cria uma oposição entre a consciência (inserção),
como função da arte, e anestesia (circuito),
como função da indústria.
A publicidade encontra meios de penetrar
no cotidiano das pessoas de muitos modos, mas
como podemos instigar reflexão e crítica por
meio de inserções/ intervenções sem perder o caráter
singular da arte? Que objetos nos convidam
a apropriações para criá-las? Como o público da
escola reagiria às potenciais intervenções?

Ampliando idéias

Idéias geram idéias, e é neste sentido que
a ampliação do repertório cultural nos move
para caminhos ainda não trilhados. Entre muitas
intervenções, apresentamos uma curadoria
de imagens. Que leituras elas provocam?

[nesse momento, são apresentadas imagens do projeto JAMAC de Mônica Nador e da intervenção Momentos Íntimos de Néle Azevedo]

O que os estudantes interpretam a partir
das imagens? Percebem procedimentos diferentes
em locais diversos? Percebem que as
intervenções se inserem no cotidiano ou onde
não são esperadas?
Paredes e muros de casas transformam
o Jardim Miriam, um bairro na periferia de
São Paulo. Lá, a artista Mônica Nador tem
oferecido máscaras de motivos ornamentais a
moradores para que adornem suas casas; Nador
pinta paredes, propõe reformas, organiza
lideranças locais, realiza ateliês para jovens,
tudo por meio do Jamac – Jardim Mirian Arte
Clube, que ela fundou e dirige.
Néle Azevedo faz intervenções em espaços
públicos com seus Monumentos mínimos
– pequenas figuras em gelo que se derretem
delicada e morosamente aos olhos dos transeuntes.
Há muitos artistas que fazem intervenções.
O Grupo Poro é formado por dois
artistas que criam interferências em arte.
Interferem em espaços públicos, fotografam
ralos, tampas de bueiro, caixas de inspeção
que se tornam adesivos colados no chão da
galeria onde expõem. Jenny Holzer trabalha
com a palavra, intervindo em espaços como
nos pára-choques dos caminhões, em painéis
luminosos ou em projeções sobre o mar,
montanhas, prédios.
Cada um destes artistas, ou cada procedimento
inventivo utilizado pode se tornar uma
pesquisa e uma idéia para outras possibilidades.
Por quais caminhos os alunos gostariam
de ir? A nossa observação e escuta do modo
como lêem as obras encaminham para quais
proposições?
Atenção!
Sempre importante é o registro destes caminhos
apontados pelos alunos, para posterior
planejamento de intervenção em sala de
aula que favoreça a compreensão dos alunos
sobre os temas e competências trabalhados.

Linguagens da arte e potenciais intervenções

Um dos possíveis encaminhamentos é mergulhar
no território das linguagens artísticas.
Quando olhamos as várias obras, nem sempre
percebemos que elas apresentam um modo singular
de linguagem dentro das artes visuais.
Propomos uma cartografia no território
das linguagens das artes visuais a partir das
obras apresentadas no 1º e no 2º bimestres em
artes visuais. Para isso convidamos a reolhar
estas imagens, sem mostrar as legendas. Quais
as linguagens de artes visuais os alunos conseguem
identificar? Esta pergunta acarreta dúvidas
devido à rasa compreensão do conceito de
linguagem? Confundem linguagem com materialidade?
Por exemplo, pintura é uma linguagem,
mas há muitos materiais possíveis para
a sua produção, como o óleo ou o acrílico, ou
mesmo locais específicos para a pintura, como
muros (linguagem da pintura mural), o corpo
(pintura corporal) etc.
Levantar com os estudantes as linguagens
que eles conhecem a partir das imagens de
artes visuais destes dois bimestres pode gerar
novas possibilidades de compreensão do
conceito de linguagem e ampliar idéias para
a criação de um projeto de intervenção a ser
realizado no segundo semestre.
O mapeamento pode desvelar as seguintes
linguagens de artes visuais:
-escultura
-grafite ou graffiti
-instalação
-intervenção
-linguagens híbridas
-livro-objeto
-objeto
-pintura
-pintura mural
-projeção
-site specific
Quais linguagens não aparecem? Há desenhos,
gravuras, fotografias como linguagem?
Quais outras linguagens poderiam gerar
intervenções nas escolas? Haveria possibilidade
de criar algumas intervenções como a land
art de Christo nos jardins da escola, praças
ou terrenos baldios próximos da escola? Ou
as projeções de Regina Silveira, provocando
experimentações com lanternas ou o retroprojetor?
Ou colagens, ou performances?
Viver a experiência de criar em determinadas
linguagens é importante para o desenvolvimento
de idéias que nascem também no próprio
fazer. O que podemos encaminhar para que experiências
estéticas sejam vividas, preparando
para o futuro projeto de intervenção?
Abrir espaço para esta experimentação
exige, além do tempo do buscar materiais e do
fazer, espaço também para uma boa conversa
sobre os resultados, tanto no sentido das idéias
geradoras, como nas reações e interpretações
de seus fruidores, sejam os colegas da classe ou
aqueles que habitam a escola. Entrevistas com
eles podem evidenciar o quanto as intervenções
provocaram o público. Lembramos aqui
a proposição de Cildo Meirelles, para quem a
arte é um processo também de tornar o público
consciente. Pode-se ainda pensar projetos
de mediação cultural, aproximando o público
da escola da arte e do patrimônio cultural, especialmente
de sua região.

Pensando nesta situação de aprendizagem, que transcrevo do primeiro caderno que me veio à mão:

como podemos pensar a questão do repertório do aluno?

é urgente a existência de intervenções em sua região para que esta situação de aprendizagem aconteça em sala de aula?

como você se colocaria nesta situação?

Bruno Fischer Dimarch

Como última postagem de hoje, quero reforçar a percepção da diversidade espacial, até o momento, dos educadores que participaram nestes curtos e movimentados dois dias de fórum:

Lívia de MG, Marilise do PR, Silvia de DF e de regiões distintas de SP, Sérgio, Viviane, Vênera e Simone, somando ainda Licilea e Julia!

Abraços inquietos e até breve!

Maurilio Da Silva Santos Filho

Saudações a todos...

É a minha primeira vez que entro num debate assim (forum), ainda mais via internet. Sou professor de artes da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro, sendo uma matrícula numa cidade da Baixada Fluminense/ Mesquita, onde atuo no ensino fundamental basicamente; e outra matrícula na Zona Oeste da Cidade do Rio de Janeiro/ Campo Grande no ensino médio... ou seja, realidades, vivências, hábitos e culturas diversificadas onde um único currículo é praticamente impossível de se aplicar. Eu vejo o currículo de artes numa "senóide", flexibilidade de acordo com o seu público.

Estou aberto à idéias, obrigado.

Eva Terezinha Ferreira Jornada
É a primeira que participo deste Fórum. Achei ele super interessante e aprendi muito com as colocações dos colegas. O ano passado foi a primeira que trabalhei Artes Visuais com os meus alunos, no início foi difícil depois aprendi mais nos Cursos que frequento.Um abraço e um bom trabalho aos colegas. Tenham sempre bom ânimo que a Arte é bela. EVA 
Fernanda Vieira De Paula Lutterback

É com grande prazer que participo pela primeira fez de um forum, espero poder aprender muito com vocês, e quem sabe colaborar com alguma coisa. Leciono Artes para as turmas da Educação Infantil de 04 e 05 anos e para as turmas do 1º, 2º e 3º ano e como não sou formada na aréa é sempre um grande desafio ter que fazer o planejamento tanto anual e o semanal, pois não quero errar com os meus alunos.  Um grande abraço, Fernanda Vieira de Paula Lutterback.

Rozineide Maria Dos Santos

Oi gente...

seria interessante que, pelo menos nesse espaço, tivéssemos acesso aos currículos, ou propostas pedagógicas de arte de algumas secretarias pra podermos analisar os avanços e limites dos/das mesmos/as e, a partir desta análise, construirmos um/a, o que acham?

Cleonice Da Silva

Tenho formação em Pedagogia e este ano lecionarei a disciplina Arte para alunos do 1º ano do Ensino Médio, numa escola do interior da Bahia, próximo a capital.

Gosto de dedicar-me ao que faço, por isso participo do fórum no desejo de enriquecer minhas reflexões e por conseguinte, minha prática.

Agradeço ao colega de SP que listou uma série de sites com informações sobre o programa de arte do seu estado.

Sergio De Abreu
Bom dia a todos, é minha segunda vez mas ja posso perceber o quanto são desatenciosos com um colega q pede informaçãoes, como em td forum ha amigos inceparaveis e os que atacam como lobos os iniciantes indefesos.
 Bom vamos falar da coisa mais importante para um artista a ARTE, tenho algumas experiencias em sala de aula, algumas agradaveis outras desagradaveis, mas posso perceber que os alunos percebem quando vc está conectado ou não, porque isto porque muitos colegas não gostão o não sabem interagir com o mundo digital, isto é uma grande desvantagem, quando digo isto não é só ler e-mail, mas baixar e editar audio e videos, esta pequena atitude encurta a distancia entre professor e aluno, quando podemoos comunicar a comunicação fica melhor.
opiniões kkkkkkkk

abço

sergio
Tânia Monnerat
Cleonice da Silva escreveu:

Tenho formação em Pedagogia e este ano lecionarei a disciplina Arte para alunos do 1º ano do Ensino Médio, numa escola do interior da Bahia, próximo a capital.

Gosto de dedicar-me ao que faço, por isso participo do fórum no desejo de enriquecer minhas reflexões e por conseguinte, minha prática.

Agradeço ao colega de SP que listou uma série de sites com informações sobre o programa de arte do seu estado.

Olá Cleonice

Faço minhas as suas palavras,eu também agradeço aos colegas pelas informações disponibilizadas. Muito bom fazer deste fórum um espaço de trocas de informações entre  arte educadores de diversas regiões.

Abrs Tânia

Paulo Cesar Marques Assumpção

Olá, pessoal,

Sou professor de Artes Visuais aqui da cidade do Rio de Janeiro. Existe um trabalho da Secretaria de Educação Básica, do Ministério da Educação, que trata diretamente sobre a elaboração de currículos. O nome é " Indagações sobre Currículo" e é composto por 4 módulos: Currículo e Desenvolvimento Humano; Currículo, Conhecimento e Cultura; Diversidade e Currículo, Direitos de Educandos e Educadores e Currículo e Avaliação. Eu estou começando a ler o primeiro módulo e, a princípio, estou gostando. Eu procuro elaborar o currículo que vou trabalhar com meus alunos a partir dos conceitos que eu desejo que cada série estude. Por exemplo, eu gosto de trabalhar o desenvolvimento da percepção e da observação com os alunos do sexto ano. Então, preparo atividades práticas que ajudem a desenvolver estes dois quesitos. E não deixo, também, de incluir teorias da arte que eu julgo indispensáveis, como o estudo das cores (conhecer mesmo o efeito do uso de cada cor, compreendendo as combinações de cores complementares, etc., etc.). Passo a teoria sempre acompanhada de muita atividade prática. Insiro, também, logo para os primeiros anos do segundo segmento, algumas informações importantes como o que são linhas horizontais, etc., paralelas,etc., Quero que os meus alunos saibam o que é traçar uma paralela quando forem solicitados a isto. Insisto bastante nestes conceitos básicos e,paralelamente, vou desenvolvendo alguns projetos.

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