Forum
Marília Schmitt Fernandes
Muito obrigada pelas palavras professor Luciano elas são um estímulo ainda maior, para continuar a minha caminhada de 27 anos colocando a gurizada em contato com a Arte especialmente no ambiente expositivo. Lendo o teu depoimento, logo lembrei de meus ex  alunos  que quando  os encontro sempre lembram de nossas visitas e o mais bonito de tudo isto ,é que muitos já tem filhos, e quando podem levam as crianças nas exposições. Nem preciso dizer  que fico me "achando," como dizem os alunos .   Por tudo isto, sempre valerá o nosso esforço !! Sem contar no repertório imagético que se amplia  e junto a visão de mundo tanto do professor  como do aluno.  É inconcebível, que mesmo tendo possibilidades de acesso um arte/educador não frequente estes espaços por puro comodismo. Como ensinar Arte, sem  perceber  e ver Arte?  Afinal, só conseguimos falar bem do que  transborda em nós. Sobre o projeto  AprenDI da profª  Maria Cristina Biazus  é muito interessante pelas possibilidades de ação e interação qualificando nossa pratica  de viver  e ensinar arte.  na contemporaneidade. No dia 17/09 vou participar de uma oficina do projeto, seria muito bom podermos ter a profª Maria Cristina por aqui, falando sobre o uso da  tecnologia no ambiente virtual como meio de produção  e apreciação estética. Quanto a exposição TRANSFER mencionada pelo colega, já levei meus alunos e  é maravilhosa !!!   Desafia  a uma reflexão sobre a Arte Urbana que está rua, a céu aberto... que sob um outro olhar conquista um outro status  e adentra a suntuosidade do prédio do Santander Cultural.  É imperdível!! Muito obrigada também pelas dicas de leitura .  Abraços - Marilia Schmitt Fernandes
Irani Bernadate Roani
Caro colega, muito interessante o tema proposto. Realmente, asdificuldades em levar nossas crianças ao museu existem, mas somos super profissionais, sempre damos um "jeitinho", e como eles gostam desses passeios, o assunto vai por semanas até ser esgotado, e as produções então, nossa são riquíssimas. Sempre fico empolgada quando conseguimos fazer uma visita ao Museu. Ainda bem que nossa área de trabalho  é ampla, diversificada, não nos mumifica, o resultado acaba sendo uma globalização que ajuda os outros componentes curriculares a entenderem conteúdos que só a teoria não consegue. Também faz com que  nossas crianças se transformem em discípulos da arte, questionadores, curiosos, produtores, enfim ótimos educandos. Abraços e valeu pela oportunidade de participação.
Suzely Paizano Neves
Boa Tarde Luciano e amigos,

Estou acompanhando o fórum a algum tempo, porém somente tive tempo para participar hoje.
O tema é muitissimo interessante, pois esta relação deveria existir já há algum tempo.
Aqui em minha cidade, há um museu municipal e o museu da UNEMAT-Universidade do Estado de Mato Grosso, e não são realizadas visitas por parte das escolas nos mesmo, os professores daqui alegam não ter tempo pra isso, e também pelo fato das escolas não possuirem meios para eftuar o transporte dos alunos até o local.
No entanto na minha opinião dificuldades sempre vão existir, temos que saber como resolve-las.
Gostaria de receber sugestões.
Atc.

suzely
Josenara Nunes

Olá pessoal, adorei o tema e não pude ficar de fora.

Arte, escola e museu são uma parceria fantástica. Morei alguns anos em Passo Fundo, onde o Museu de Artes Visuais Ruth Schneider faz parceria com escolas. Os programas das exposições são passadas para as escolas cadastradas  (interessadas) e o agendamento é feito. A visita dos alunos é orientada e a seguir oferecida oficinas de arte, de acordo com a temática da exposição. Os alunos podem ainda, assistir um filme sobre história da arte. Certa vez, em um projeto que desenvolvi com a 3ª série, levei os alunos na exposição intitulada PASSO FUNDO ONTEM E HOJE. Como já havia agendado, fiz um tour pela cidade, enfatizando com os alunos os principais pontos históricos da cidade bem como seus monumentos. O passeio foi riquíssimo, com muitas críticas, aprendizagem e constatações. Quando fomos ao museu o resultado apareceu e surpreendeu inclusive a professora que nosorientava. Osalunos identificaram facilmente os locais visitados, comparando o ONTEM E O HOJE. Trabalho bastante explorado em sala de aula, fonte de debates, redações, expressão plástica e exposições. Amo museu e os alunos ficam deslumbrados com a história.Considero tanto o museu como galerias de arte forte aliados no desenvolvimento sócio-crítico do aluno. Vale a pena investir.

Betania Libanio Dantas De Araujo

Olá Luciano

No próprio site do Arte na escola tem um artigo interessante:

Museu e Escola: um diálogo possível
Dora Maria Dutra Bay*

http://www.artenaescola.org.br/pesquise_artigos_texto.php?id_m=5

Betania Libanio Dantas De Araujo

Luciano, a autora faz umas questões que somam as perguntas legais que você fez a nós:

Mas, para além da parceria, estabelece-se realmente um diálogo pedagógico entre a escola e o museu? Pode o professor transladar para o contexto da escola algumas das práticas educativas de museus? De que forma o educador se serve dos conceitos, dos procedimentos e das vivências lá ocorridas para complementar ou aperfeiçoar sua prática escolar?

Ela também fala que a sobrevivência do museu se deve a escola. Assim quanto mais relações houver entre os dois espaços, mais garantimos a vida do museu, não é? Ela também fala do depois do museu, como fica este trabalho na escola, sabe?

Não sei se coloquei, mas a bienal de arte discute se a arte contemporânea everia estar mesmo num espaço fechado (concepção de museu ou não).

Betania

Luciano Buchmann
Bom dia Brasil, essa nossa conversa vai muito bem, participações de diversas regiões do país, deixando uma panorâmica da realidade DIVERSA que temos.
Deveríamos chamar as associações de Arte Educadores para buscar uma política pública que compreendesse o que está fora da escola, como parte dos interesses e necessidades da formação da sociedade.
A participação de Sérgio de Florianópolis traz o professor de história e seu olhar sobre o museu. Deve ter sido um encontro maravilhoso o quadro a Primeira missa no Brasil e a comunidade de Victor Meirelles. Com certeza a exposição deve ter ocorrido no museu que foi residência do pintor, trazendo outros significados.
Parabéns Sérgio, pelo uso da biblioteca. Pensá-la como dispositivo de compreensão de museu é uma excelente estratégia. Biblioteca, pinacoteca, videoteca e DVDteca, gliptoteca, Hemeroteca, mapoteca, essa "partinha" da palavra, teca, vem do grego theke que significa: receptáculo, caixa, local em que se guarda algo; livros, pinturas, mapas, bustos, etc. Esta idéia abre todo o sentido e os sentidos que podemos dar a museus, brincar com o significado e construir coleções, eu tive na escola a Mariposamortasecateca, com o nome já dá para saber o que esta caixa continha! Foi muito divertido e a pesquisa que gerou foi muito boa.
Possivelmente o pessoal do Museu procurou a Teresinha Franz, aí na UDESC. Quando houve a exposição do “A primeira Missa” aqui em Curitiba, nosso pólo a trouxe para uma palestra a professoras e professores. Ela abordou o quadro em seu doutorado e seu livro se chama: Educação para uma Compreensão Crítica da Arte (Florianópolis: Letras contemporâneas, 2003). Foi legal, apesar de um participação pequena dos professores, o que foi chato.Era um sábado.
Você conhece o livro: “A danação do objeto”, o museu no ensino de História? O autor é Francisco Régis Lopes Ramos (Chapecó:Argos,2004). Pocure. É excelente, muito bom para o ensino da arte inclusive.
        Irani empolgada diz," -Somos super profissionais", ao dizer que nos esforçamos para conseguir driblar as dificuldades. Mas, não seremos um pouco bobos, também? Fazemos das tripas coração, damos nossos jeitinhos pelos nossos amores: estudantes, arte, escola, nos virando em 10 pela satisfação que temos e propiciamos, e o estado, confiante em nossa abnegação, cruza os braços...que dor, não! Uma medida política seria uma greve? Não faremos enquanto não nos derem condições de trabalho, recursos! Mas e as conseqüências? Então faremos uma greve branca, operação qualidade 1000, e mostramos o que seria uma escola com excelência! Quais as conseqüências? Enfim, falta nossa união para fortes como grupo, acharmos soluções.
Outra coisa que  Irani traz é a qualidade da expressão nas produções das crianças que o contato com os objetos no museu, permite. Eles voltam a mil, pintam, escrevem, pensam e falam. Uma beleza, percebia isso nos meus, sempre!
         A Suzely do Matogrosso fala das dificuldades, e como diz, sempre existirão, mesmo! Existem até nos países que imaginamos ser 1000 maravilhas", se tudo fosse fácil, teríamos muitos suicídios.
Você me pede sugestões, e lhe digo, é só o trabalho, mostrando o que uma aula externa a um museu pode propiciar, que dá a noção de sua importância aos dirigentes da escola (como dizia o paulo Freire, transformadores da realidade). Quando eu estava na escola, fiz um bazar. Fizemos lápis decorados, toalhinhas, pulseiras, cartões e limonada, as mães quando vinham buscar as crianças eram tão pressionadas pelos seus filhos e até os professores, que compravam alguma coisa.
 Arrecadamos um dinheiro, e pedimos um pouco mais a escola. Pagamos o ônibus e o sentido que as crianças terem "conseguido o din-din" para pagar, fez da coisa uma conquista. Isso tudo também foi reforçado porque eles estavam trabalhando com adição e subtração, com a professora regente, valores financeiros. Eu peguei carona e  quem ficou na barraquinha com eles foi a professora. o pacote completo foi uma delícia.
Josenara nos fala do museu de Passo Fundo, que legal! Existe esperança e ao que parece, o centro de referência dessas experiências, pela participação que vocês têm mostrado, é o Rio Grande do Sul! Parabéns.
Betania Libanio Dantas De Araujo

Olha que legal que Dutra colocou como nota de rodapé:

2) Os programas de artista residente, comuns na Grã-bretanha e outros países europeus, consistem em um artista instalar seu atelier na escola, desenvolvendo suas criações, ao mesmo tempo em que realiza oficinas com professores, funcionários e alunos. Assim abre seu processo criativo e envolve a escola oportunizando entrecruzamentos de saberes. Quanto à presença ocasional de artista na escola, é interessante ver a experiência da professora gaúcha Elenice Porcela que, filha do artista Paulo Porcela, levou-o para a sala de aula e trabalhou com as obras originais do mesmo na escola.

O governo francês trabalha com projetos onde atua conjuntamente artista e professor. Porque concebem que o artista aprende com o professor a ação pedagógica e o professor aprende com o artista a criar e experimentar o novo. Lá, os projetos não são isolados. É diferente desta concepção da Grã-Bretanha, acredito. Na França conseguem perceber que cada um desses dois profissionais carecem da experiência do outro e só na relação é que as coisas caminham.

Hirlândia Milon Neves

Bom dia, boa tarde, boa noite!

Olá meus amigos de todos os cantos, meios e pontas.

Luciano tenho me divertido muito com teu jeito espontâneo de dizer tantas coisas importantes.

Hoje, são 23:34 aqui em Manaus, e estamos reunidos em nosso grupo de estudo de história da arte, e estava comentando sobre o que tenho lido no fórum, entáo abrimos o site para ler alguns comentários e resolvi socializar isso, que os menetários de vocês foram pauta da conversa em nosso grupo e foi muito positivo no sentido de cruzarmos tantas visões sobre o mesmo tema e a recorrência de alguns problemas.

Estamso agora na fase das imagens recorrendo aos livros, catálogos e folders e nossa colega (de sua viagem a Europa) e ela esta nos narrando a experiência do contato com a obra em seus espaços "sacralizados" e que tanto admiramos por meio dos espaços "profanos" das paginas estigmatizadas dos livros de arte, que felizmente deixam de ser relíquias e abundam nas prateleiras das bancas e papelarias, e até na prateleira do supermercado.

Vamos continuar aqui mais um pouco estudando, na expectativa de que nosso "interesse e paixão" possa extener-se a nossos alunos e colegas, edificando espaços sólidos no terrreno arenoso da arte e educação.

Luz e cor no coração de todos

Valdemir, Erick e Evany

Marise A. Pacheco

Olá

É isso aí, Sr.Luciano; Parece um círculo vicioso: Os museus, públicos e privados,em sua grande maioria, náo têm programas/projetos de 'recepção-captação-formação' de público. Isso é um dado. Como outros que os participantes oportunamente colocaram.

Outro, é que, em 90% das localidades brasileiras não existem museus, nem similares que conservem, preservem ou desenvolvam memória, procedimentos, comportamentos, etc.  Tenho a impressao de que quando se fala em museu para os alunos o assunto parece uma abstraçao para agrande maioria.
E na verdade é. Talvez com chegada, embora ainda da informática nas escolas, possa-se ter um acesso virtual.

'bjos mineros'

Marise A. Pacheco

Há um projeto na secretaria de estado da educacao de minas gerais que propoe a criaçao do 'museu da escola'. Eles devem realizar levantamento de dados, etc. Algumas já estáo implantando, mas falta orientaçao especializada e ainda depende de da 'visao' de cda diretor de unidade escolar.

Olga Estela Scholze Macanhão

OI Luciano. Achei interessante o tema abordado neste forum.

Acho que precisamos pensar sempre em democratizar a arte e mostar aos alunos que eles tem direito de acesso a todo o patrimônio cultural que a cidade abriga. Muitas vezes passamos em frente a obras de arte ou  nos deparamos com outras manifestações artísticas e não nos damos conta, simplesmente porque não fomos preparados para isso. Portanto acho que a escola deve prepara os alunos para este olhar, seja dentro ou fora de um museu ou espaço cultural.

No ano passado desenvolvi um projeto bem legal chamado Conhecendo museus e ampliando o espaço da cidadania. Neste projeto fizemos o possível para democratizar a arte ou o acesso a ela. Preparamos os alunos e depois os levamos ao museu e ao atelier de um artista, trouxemos uma artista para dentro da escola com o objetivo de desmistificar a figura do artista e até mesmo montamos uma exposição intitulada "museu da comunidade" com objetos de arte e artesanato elaborados pelas famílias dos alunos, valorizando aquilo que eles também sabem fazer. Apareceram coisas maravilhosas.

A aplicação do projeto foi bem legal, mas somente neste ano é que me dei conta de como foi marcante para os alunos. Retomando os conteúdos trabalhados e as visitas feitas neste ano, percebi como os alunos se empolgavam contando as atividades vivenciadas no ano passado e uma grande diferença de percepção entre os alunos que participaram do projeto e aqueles que não haviam participado.

O trabalho precisa continuar. Acredito que não podemos esperar que as famílias compreendam e valorizem arte e manifestações artísticas sem que tenham acesso a ela. Acredito que é função da escola e especificamente do professor de arte fazer esta ligação e proporcionar acesso das pessoas aos museus, considerando-os como cidadãos no exercício dos seus direitos. 

 

Olga Estela Scholze Macanhão

OI Luciano. Achei interessante o tema abordado neste forum.

Acho que precisamos pensar sempre em democratizar a arte e mostar aos alunos que eles tem direito de acesso a todo o patrimônio cultural que a cidade abriga. Muitas vezes passamos em frente a obras de arte ou  nos deparamos com outras manifestações artísticas e não nos damos conta, simplesmente porque não fomos preparados para isso. Portanto acho que a escola deve prepara os alunos para este olhar, seja dentro ou fora de um museu ou espaço cultural.

No ano passado desenvolvi um projeto bem legal chamado Conhecendo museus e ampliando o espaço da cidadania. Neste projeto fizemos o possível para democratizar a arte ou o acesso a ela. Preparamos os alunos e depois os levamos ao museu e ao atelier de um artista, trouxemos uma artista para dentro da escola com o objetivo de desmistificar a figura do artista e até mesmo montamos uma exposição intitulada "museu da comunidade" com objetos de arte e artesanato elaborados pelas famílias dos alunos, valorizando aquilo que eles também sabem fazer. Apareceram coisas maravilhosas.

A aplicação do projeto foi bem legal, mas somente neste ano é que me dei conta de como foi marcante para os alunos. Retomando os conteúdos trabalhados e as visitas feitas neste ano, percebi como os alunos se empolgavam contando as atividades vivenciadas no ano passado e uma grande diferença de percepção entre os alunos que participaram do projeto e aqueles que não haviam participado.

O trabalho precisa continuar. Acredito que não podemos esperar que as famílias compreendam e valorizem arte e manifestações artísticas sem que tenham acesso a ela. Acredito que é função da escola e especificamente do professor de arte fazer esta ligação e proporcionar acesso das pessoas aos museus, considerando-os como cidadãos no exercício dos seus direitos. 

 

Suzely Paizano Neves
Boa tarde Luciano e cia ltda,
Fico grata pela sugestão, vou fazer o possivel para coloca-la em prática.
Olha tenho uma novidade quando o museu-escola, que uma das colegas mencionou.
Esta semana tive conversando com a assessora do coordenador do museu da UNEMAT, e ela me disse que eles estão buscando uma parceria com as escolas municipais, estaduais e privadas daqui, e estão abertos a sugestões de eventos a ser destinados as mesmas.
Essa noticia me deixou euforica, somente espero que ele seja mesmo colocado em prática. Pois, a arte nas escolas e fundamental ao aprendizado dos alunos.
Abraços a todos.
Atc.
suzely
Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Ola a todos e todas,

Minha relação com esse tema é bem próxima. Na Diretoria de Culturas da UFU, órgão em que trabalho, estive à frente do Programa Rede de Museus por dois anos e continuo bem próxima, apesar de não mais coordená-lo. A UFU possui cinco museus dentre eles o MUnA: Museu Universitário de Arte. (Para mais informações site: www.proex.ufu.br/rededemuseus). Desde 2001 vimos organizando ações de aproximação entre museus e escolas públicas e particulares da cidade. Até no ano passado a grande reclamação das escolas era a falta de transporte para os alunos. Em 2008 concorremos ao PROEXT Culturas e conseguimos verba para transporte e organização de material de apoio ao professor. Selecionamos as escolas e fomos visitá-las para organizarmos as visitas. Quando perguntávamos quais professores gostariam de ser nossos parceiros após o término do trabalho (pois a verba acaba) para continuarmos a propor ações que envolvessem a escola e os cinco museus, não encontrávamos resposta. Então, mudamos de tática. Fomos até um grupo de professores que participam de um dos projetos de formação continuada da UFU que abriga professores de todas as disciplinas, (não os professores de Arte especificamente pois com eles já é feito um trabalho pelo Pólo UFU da Rede Arte na Escola) e propusemos uma visita aos museus em um sábado. Dos quarenta e dois lugares disponíveis, apenas 26 foram ocupados. Dos vinte e seis, ao terminarem as visitas, apenas três se comprometeram a uma parceria. Por que estou contando isso? Porque penso que são indispensáveis políticas públicas que façam o professor sair do estado de acomodação em que ele se encontra. Políticas que o façam despertar e, não acho que apenas melhoria de salários vai fazer esse milagre. É preciso recuperar o brilho nos olhos!!!

Para não ficar apenas na reclamação, devo dizer que no MUnA especificamente, temos conseguido um bom trabalho com a proximidade dos professores de Artes. Não são todos que se aventuram a sair da escola com seus alunos mas, aqueles que se aventuram têm apresentado trabalhos muito interessantes inclusive com uma real formação de público espontâneo, pessoas que vão uma primeira vez acompanhados de seus professores e depois voltam com a família. Esse movimento ainda é pequeno mas, já é um bom começo.

Um abraço!

Eliane Tinoco

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