Forum
Carla Gioconda Alves Pinto
Acredito que música ensina : auto estima, participação, criatividade, amizade, disperta a curiosidade, ajuda da leitura, dictação....
Jerusa Ivany Cardoso

Bom dia a todos, sou professora de Arte, a mais de 13 anos, na rede publica de ensino. Acredito que todos nós que abraçamos a arte educação, estamos preocupados em abordar todas as areas das artes( visual, teatro, música e dança), mas o que preocupa mais não seria o que ensinar e sim como ficou formulada a lei onde rege somente a obrigatoriedade de música... E onde ficaram as outras áreas das artes? Cai por terra anos de batalha para oficializar a obrigatoriedade do ensino das artes, nas escola publicas...

Já leram como ficou o novo artigo da lei 11769/2008, art 26. (Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº9394,1996; p. 30)

È preocupante as novas interpretações  de leigos que formulam e manipulam as leis poderão fazer daqui por diante.

Abraços

Daniela Linck Diefenthäler
Olá! Boa tarde à todos!

Sou professora de Artes e como todos preocupo-me muito com nossa àrea.
Em primeiro lugar, mais uma vez estamos nós educadores recebendo e tendo que "acatar" estas leis sancionadas e que não passaram pelo nosso olhar pedagógico.

É maravilhoso que mais uma área da arte esteja sendo incluída no currículo escolar, no caso, a Música. Porém o fato é como ela está sendo incluída. E as outras áreas: Teatro e Dança? E o espaço que temos para o ensino de artes visuais na escola?

Trabalhamos em escolas que dispõem de um ou no máximo dois períodos semanais para o ensino de artes visuais e agora em que momento o ensino de música será desenvolvido? Em que tempo: Em que salas? Com quais instrumentos? Com que profissionais?

Não basta sancionar uma lei, sem pensar em como esta proposta será desenvolvida. Já estamos fartos de que putros professores de outras áreas ministrem aulas de artes visuais. Minha grande preocupação é sobre como se dará este processo.

Um abraço à todos.

Daniela
Everaldo Assunção Salvador
Saudações a todos!! Fico tentanto imaginar o que se passa pela cabeça dos nossos "pseudo-governantes", acreditam piamente que uma canetada a nível federal, estadual ou muncipal possa mudar os rumos tortuosos da nossa tão sofrida e penalizada educação. Não somos sequer consultados, até porque me parece que o que pensamos ou acreditamos não tenha lá tanta relevância enquanto contribuição nesse caso. Isso realmente é uma grande pena!.
Antonio Jorge Ferreira
Pois é, mais uma vez isto! Alguém atrás de uma escrivaninha resolve, pega a caneta, redige, manda cumprir. Não se preocupa em saber se há condições dessa implementação nas escolas, se os professores estão habilitados, manda e pronto. Até quando? Espero que possam me responder o que fazer?
Sandra Cardoso De Oliveira Souza

Olá pessoal!

Sou professora de Arte e Música e acredito que o ensino de 'Música" nas escolas é um grande avanço. Mas o que ensinar?

É uma pergunta bem pertinente ao momento e ao mesmo tempo complexa.

Eu acredito que mesmo falando de Arte Contemporânea, das linguagens convergentes, como é a intenção das novas propostas curriculares,  cada uma delas tem em si as suas singularidades que tem que ser trabalhadas e aprofundadas para então atingir o ser humano total. Analisar o todo para atingir as particularidades, há o "perigo" de fazermos tudo superficialmente  e o nosso trabalho ser prejudicado. A Música que é o tema da discussão eu acredito que tem muito mais a oferecer em si mesma.

A educação, o ser humano e a música é um elo inseparável. Pois, o ser humano é o centro dos objetivos educacionais ao mesmo tempo em que a música se assenta em raízes profundamente humanas. É um trabalho de educação através da música.  A  música como recurso, como meio de desenvolvimento interior do processo educativo. Não é uma educação para a música com finalidade artística musical e sim educação pela música, a qual todos devem ter direito de vivenciar. A música favorece o impulso da vida interior, sensibiliza o homem para a vida e equilibra nossas forças interiores. Sendo assim ela propicia um crescimento interior e desperta para a beleza; se a música é uma fonte inspiradora, então ela atinge o ser humano total, realizando um verdadeiro trabalho de educação. É pela sensibilidade que o professor conseguirá desenvolver uns relacionamentos fáceis, que nos dá uma visão holística do ser humano; a compreensão, a perspcácia, a intuição, um relacionamento afetivo, sincero, capaz de minimizar os obstáculos, dinamizar as estruturas interiores, a reciprocidade, o amor, a igualdade, a solidariedade, promovendo assim o equilíbrio de cada um.

A música faz parte de um conteúdo histórico, de uma ética, de uma vida, trazendo então a necessidade através dela, de conhecermos a "nossa história".

 A música deve ser ensinada de modo prazeroso, mas muito bem conduzida e orientada pelo professor, sem o perigo de confundir música como recreação, mas como fonte de informações, conteúdos e outros.

Aplicar estes conceitos utilizando o silêncio e sonoridades diversas, ruídos, bandinha rítmica, exploração sonora e rítmica, som corporal, histórias com sonoplastia, construção de trilha sonora e sonoplastia para a história, grafia dos sons através de criação de simbolos, paisagem sonora, analise dos sons do desenho animado e programa da TV, produzir  sons e ruídos de acordo com os desenhos da história em quadrinhos , dramatização de ações do dia--dia utilizando recursos sonoros, contextualização da história da música e analogia com os dias atuais, reflexão sobre o uso da tecnologia na música e a sua influência , musicas folclóricas nacionais e internacionais, poemas musicais e sua interpretação, cantos e cânones, improvisação de músicas e rítmos, histórias dos instrumentos, comparação da nossa ética e cultura e as demais regiões e as sua constantes inovações musicais e brincadeiras utilizando-se da música, da expressão corporal, do rítmo, da coordenação motora, da criatividade e da socialização.

Enfim, na minha opinião, estes conteúdos que deveriam ser ensinados nas escolas.

Mas eu acredito que para um bom trabalho é extremamente necessário um especialista em Música.

Abraços.

Ilana Assbú Linhales Rangel

Olá colegas,

como eu previa o fórum está ficando ótimo com muitas opiniões e reflexões. Precisamos num momento como este ter claro para nós mesmos o que estamos fazendo dentro da escola, porque estamos ali, com quais finalidades, etc. Devo dizer que até onde estamos entendendo (como já disse antes o assunto é novo e ainda está sendo analisado em centros de referência), a música deverá ser ensinada por professores com licenciatura em música ou por professores que tenham "conhecimento e experiência musical". Precisamos nos preocupar em defender uma profissão que trilhou seus caminhos e tem sua história. Não acho que os professores de artes visuais, por exemplo, devam tomar para si a incubência de realizar tais aulas de música. Volto a dizer que a música enquanto fenômeno pode estar na sala de aula de qualquer professor,  como um elemento agregador de idéias, por exemplo, mas só pode entar na sala de aula de música enquanto campo de conhecimento. Aí está uma grande questão: entender a música como campo de conhecimento a ser apropriado pelos estudantes, através da mediação de um profissional capacitado para tal com sua formação musical extensa e com sua profunda formação pedagógica. Fazer atividades relacionadas à música como, por exemplo, caminhar num determindo espaço enquanto ouve uma música, não significa estar dando aula de música. Para ser aula de música, após uma atividade como essa é preciso que haja desdobramentos tantos que culmine na apropriação pelos estudantes de conceitos musicais que constituem a própria linguagem, chegando ao ponto onde eles possam se comunicar através desta mesma linguagem, onde eles possam criar suas estrururas musicais e se sentirem potentes e com referências variadas para que possam tentar escapar de modos preestabelecidos de expressão. E aí volto ao início desta mensagem onde digo que precisamos ter bem claro o que queremos com o que estamos fazendo. Falo então por mim, sou professora de música em escola de formação geral porque acredito que a formação de um sujeito deva ser a mais estimulada e variada possível e que todas as potencialidades devam ser desenvolvidas. Além disso ao fazer do meu espaço de trabalho um espaço onde a criação está na base de tudo estou dizendo aos sujeitos que caminham comigo, sejam eles do 2º, 6º, 8ºanos, Ensino Médio ou Graduação, que eles podem e devem buscar os seus próprios meios de comunicação e expressão, pois só assim poderão se defender de uma ordem vigente que nem sempre os representa de fato. Provoco neles através da linguagem musical processo irreversíveis de singularização. Contudo, só posso fazer dessa maneira porque vivi e estudei música por quase toda a minha vida. O meu conhecimento musical de muitos e muitos anos, enquanto musicista e professora, me permite fazer a provocação necessária para uma criação musical de qualidade e que seja promotora de prazer estético. Acredito no papel da música na formação de sere sensíveis, críticos e criativos. Vamos tentar buscar engendramentos que nos ajudem a resistir a uma expressão que parece não nos representar de fato,  como é o caso da 11.769?

até mais, Ilana

Maisa

Olá... Faz um tempo q visito o site e esta nova lei chamou minha atenção. Acabei por visitá-lo com mais frequencia, justamente por também me preocupar com o impacto que ela vai gerar. Sou formada em artes e tb tenho a licenciatura em música, meu grande questionamento é de que forma espera-se que a música seja aplicada.

Um fato, em minhas pesquisas me tranquilizou, vejam:

(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm)

§ 6o  A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo.” (NR)

Entende-se por isso que seja necessário que ela esteja no curriculo, a forma como vamos aplicar implica em sermos criativos como sempre fomos. Não acredito que pra isso sejam necessárias grandes execuções musicais. É apenas a passagem de conceitos q trabalhamos de forma visual de forma, agora, mais sensorial. Ex: textura, simetria, forma, linha, etc.

Será q estou errada??

Ivo Gomes Da Silva

Caríssimos,

É Importantíssima a "inclusão" da "Música" no currículo escolar, mas devemos também estar atentos a algumas premissas: O que ensinar? Quais os conteúdos a serem segidos? Quais os valores a serem repassados e/ou transmitodos aos educandos? Esses conteúdos serão divididos de que forma? -1° ao 5° ano - 6° ao 9° ano... Enfim... como os Educadores elaborarão seus conteúdos programáticos...

Assim, devemos nos questionar também qual o profissional a ser habilitado para esse fim. O professor de Arte, de Língua Portuguesa... Portanto, debemos estar atentos também para isso.

Comento sobre esses pontos, pois sou também Educador Físico, e quando o Governo instituiu a Educação Física Escolar, as escolas também não tinham e em sua grande maioria não dispõem de um currículo próprio para esse fim. Mesmo asism, embuídos dessa preocupação aqui em nosso município, interior do Rio Grande do Norte, alguns acadêmicos do curso de Educação física da UERN, elaboramos alguns conteúdos que estão sendo implementados nas Escolas de nossa cidade. Mesmo assim, a cada dia buscamos novos norteamentos e estamos conseguindo direcionar um trabalho de forma sistemática e que busque a trazer informação aos alunos.

Agradeço desde já o espaço!

Ivo Gomes - Professor

Daiane S. S. Da Cunha

olá!! Sou musicista e educadora musical, atualmente sou docente de música no curso de Arte-Educação da UNICENTRO, em Guarapuava, no Paraná. Li todos os comentários e percebo uma grande preocupação por parte de dos professores em relação aos conteúdos, à metodologia, à carga horária, à formação docente, aos materiais e instrumentos musicais, para que se cumpra a lei de obrigatoriedade do ensino de música na escola.

A minha questão é a seguinte:  Se a música já fazia parte do curriculo de Artes no Ensino Básico (é o que observamos nos PCN´s, nos RCNEI e nas Disretrizes Estaduais de alguns Estados, como é o caso do Paraná) toda essa preocupação momentânea por causa da mudandça da LDB, não deveria estar tirando sono de ninguém, pois a música já fazia parte do cotidiano escolar, o problema é que a maioria dos professores não trabalham a música detendo-se apenas aos conteúdos  de visuais, ou teatro ou dança.

Desta forma, afirmo: a lei veio somente para fortalecer a presença da música na escola, como conteúdo curricular juntamente com visuais, teatro e dança. A música já está na escola, é conteúdo curricular, mesmo antes desta lei, o problema está na prática docente, que elege uma, ou duas linguagens artísticas e se detém em trabalhar somente essas.

Portanto, termino meu comentário, ressaltando duas coisas: a primeira é que acredito que a escola não tem função de formar músicos profissionais, mas sim permitir a experiência estética musical, para formação do sujeito senível e humano; e a segunda, é que penso que a música deve estar na sala de aula juntamente com a dança, as artes visuais e o teatro, e não em uma aula isolada, pois ambas têm o mesmo valor, e podem juntas contribuir para esta formação mais humana. (Defendo esta idéia, pois defendo a estrutura do curso em que leciono, no qual os alunos, são formados com o conhecimento geral nas diferentes áreas artísticas, e possuem conhecimento necessário para relaizar este ensino artístico articulando os saberes)

O que pensam sobre estas questões??

Abraço , até mais, Daiane.

Ronilson Lima De Oliveira E Silva

Olá,

Sou Ronilson Lima, licenciado em Música (UECE) e ensino em escolas públicas municipais e estaduais aqui em Fortaleza.

Acho que independente de qualquer coisa, uma questão é crucial: assim como a Matemática é ensinada por um professor graduado em Matemática, Lingua Portuguesa por um professor graduado em Letras, etc, a Música deve ser ensinada por um professor graduado em Música/Educação Musical. Ou, no mínimo, por um Músico (cantor ou instrumentista PRÁTICO).

JÁ PENSOU, POR EXEMPLO, UM PROFESSOR DE INGLÊS SEM SABER NECAS DE INGLÊS? SEM FALAR OU ESCREVER NADA DO IDIOMA?

Definitivamente, ASSIM NÃO DÁ, NÉ?

A Música precisa sim ser ensinada por pessoas capacitadas como qualquer outra disciplina, como reforçam as colegas Ilana Assbú e a conterrânea Ana Maria Timbó.

Não devemos JAMAIS nos preocuparmos em querer abordar TODAS as linguagens artísticas. NUNCA. A não ser que você seja um multiartista, aí sim. Se você realmente pratica várias linguagens artísticas satisfatoriamente, vá em frente. Mas caso contrário, procure ensinar o que você DOMINA.

Como sabemos que a realidade do ensino público (municipal e estadual) de Fortaleza, e, certamente a brasileira, é a de professores de outras áreas ministrando a disciplina de Arte como complemento de carga horária (certamente será também com a Música), ensine, pelo menos, a linguagem artística que mais domina, ou com a qual, no mínimo, tenha mais afinidade em executá-la.

A Música, como as demais linguagens artísticas é uma área do conhecimento eminentemente prática e, como tal, necessita ser VIVENCIADA, EXPERIENCIADA, PRATICADA, ou simplesmente: CANTADA, TOCADA.

Não precisamos nem devemos formar grandes músicos (instrumentistas/intérpretes) ou promover grandes espetáculos musicais (ótimo se fizermos) mas nos conformarmos em simplesmente chateorizar  a música, aí não, né?

UM GRANDE ABRAÇO A TODOS.

Elaine Ghiorzi Da Fonseca

Pois é meus colegas! Penso ser muito bom ensinar música nas escolas. Mas desde que seja algo que venha à contribuir na formação dos jovens. Ou seja. que eles entre em contato com vários estilos de música, desde clássica, chorinhos,tangos, etc até o lixo musical que se encontra por aí. Só assim terão condiões de reelaborar o gosto musical. No meu entender, deverá juntamente à este conteúdo, noções de teoria e solfejo, timbres, construção de instrumentos. 

Sou professora de artes na rede estadual de ensino em Fpolis/SC- Formação  Artes Plásticas

Andiara Ribeiro

Gostaria de parabenizar Ronilson Lima. Faço suas as minhas palavras.

Sou profa. de Arte há mais de 30 anos. Normalmente nossos colegas são formados em Artes plásticas, como introduzir só a música sem formação para os professores?

Sou formada em música e normalmente sou eu quem os ajudo nas poucas aulas de música que arriscam aplicar nas aulas.

Ronilson Lima De Oliveira E Silva
Olá colegas,
Concordo plenamente com você, Elaine Ghiorzi (bonito sobrenome, viu?), quando você fala que o ensino da música deve ser o mais amplo e diverso possível (vários gêneros, vários estilos, vários artistas, várias possibilidades...). Tenho apenas uma ressalva a sua fala:
O "lixo musical" eles têm a todo instante. Praticamente 24h/dia; 7 dias/semana. A própria definição de "lixo musical" pode ser um tanto quanto relativa porque inlui valoração de um objeto subjetivo. Mas acho um assunto bastante pertinente e digno de estar na sala de aula, tendo em vista a formação crítica que essa discussão pode trazer ao educando.
Logo, sua exposição (do tal lixo) deve ser meramente didática, com o intuito de proporcionar reflexões críticas sobre o seu processo de criação e suas características. NUNCA como um espaço de divulgação simplesmente.
Acho que devemos (a escola e o professor) ter o cuidado  em proporcionar o espaço para a música (e para s demais linguagens artísticas, é claro) a(s) qual(is) os alunos não têm nenhum ou pouco acesso.

Achei perfeita a colocação da Daiane Cunha sobre a (não) formação profissional dos alunos através da música (ou de qualquer linguagem artística) na escola. É, de fato(ou deve ser), a música (e as demais linguagens artísticas), uma vivência estética que certamente colaborará na formação plena do ser humano em formação que é o educando. Tornando-o ainda "mais humano e menos canino" (Dusek).

Mas a vivência é fundamental nesse processo de formação estética. Não acredito numa formação estética desvinculada da prática.

GRANDE ABRAÇO A TODOS.
Maria Celina Dias

o que ensinar?

Não tem nada que ensinar, tem é que apurar.Eu como boa mineira tenho mania de ficar bateando.Sempre digo aos meus alunos que sou mineradora isto é estou ali para descobrir minhas pepitas de ouro e encaminha-las. Quem sou eu para agora neste atual campeonato ensinar música para os meus alunos, tenho é que apurar seus ouvidos, levar para a sala de aula para eles ouvirem todos os sons e todas as organizações que estes sons produzem. E bater lata. Tem coisa melhor do que bater lata? E parabéns presidente Lula até que enfim canetou alguma coisa que presta em favor da escola pública brasileira. E não pare por aí por favor, precisamos de aulas de teatro, dança, artes plásticas, etc, etc. mas aulas mesmo com pessoal especializado. Enquanto estes professores capacitados  não chegam vamos bater latas.  

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