Forum
Sonia Tobias Prado
Valdemir, boa tarde....fui a primeira professora a escrever neste foum, e não obtive respostas a minhas dúvidas. Gostaria tbém de saber o que vc quiz dizer, no dia 26/05 com a frase"...falo de uma parcela dos professores de arte, mas daqueles que me interessa falar."????? O forum não é para todos colocarem suas idéias ou dúvidas e dividirem repostas?
É muito bonito falar, historiar, dizer o que se deve fazer teoricamente com alunos de ensino médio, que já são difíceis pela fase de idade dos mesmos, Arte é uma aula onde muitos querem conversar sobre suas idéias, pois não precisam "fundir a cuca com cálculos", os alunos gostam dessas aulas e temos a capacidade de com um tema instigálos a realizar as atividades, qquer professor que queira realmente trabalhar sabe fazer isso, infelizmente, temos colegas que ainda pensam na velha fórmula de realizar somente artesanato, e não colocam o aluno a pensar na Arte sua e do mundo....Novamente peço que vc explique, onde chega a Performance? Já fazemos isso, praticamente todos os dias, mesmo que não seja aula de teatro....mas, como conquistar o aluno, sem a teoria apenas, mas com prática? Como introduzir um assunto, insistindo pra participarem? Enfatizo, que um grupo de teatro( já participei de vários) é diferente de uma aula de 50 minutos numa escola. No grupo de teatro ninguém foi forçado a participar, eles querem participar, eles aceitam desafios, pois querem se encontrar, mas e em uma aula, dentro da escola? Como realizar uma Performance? Digo que sou professora a muitos anos e ainda não encontrei essa forma de realizar atividade na aula de 50 minutos.....Jogos dramáticos são performance? Teatro é performance?Dança é performance? Acho que nós professores já fazemos performance nas aulas para poder conquistar o aluno.........
Hirlândia Milon Neves

Olá  Prof. Sonia

Desculpe por não ter comentado seu tópico antes.

Vamos por partes: uma vez que este seu novo tópico traz vários desdobramentos.

Quanto a "aqueles que me interessa falar" refere-se a todso os que diferem-se dos descritos em seu comentário, os quais há outras abordagens, entendendo o fórum como este lugar aberto onde todos podem manifestar-se mas nem tudo necessariamente refere-se ao tópico, e desta forma não necesariamente carece de comentário neste momento (entendendo mediação).

Professora, eu entendo sua angustia que é igual em todas as partes do país: os 50 minutos, o trabalho com performance pode ser trabalhado neste contexto sim, mas depender do professor o entendimento desta limitação onde ela passa a ser determinante no processo criativo, está é uma base para a montagem de uma performance: o que se faz criativamente em 35 minutos? uma vez que entre chegar e se organizar lá se vão alguns minutos.

já fiz isso partindo dessa colocação: preparar o foco de abordagem (por exemplo: corporeificação de sentidos abstratos a partir da apreciação de um vídeo X, realizado em aula anterior). e outros desdobramentos...

Vou encaminhar a seu e-mail um projeto de aula nesta proposta.

quanto as outras questões que achei muito instigantes retornarei para continuar comentando, meus 50 minutos me chama neste momento.

Um Abraço e grato pela atenção.

Valdemir

Carlos Cartaxo

Sonia e demais colegas ilumina(o)s

Seus questionamentos são realmente pertinentes para um bom debate. Eu estive  dias atrás no Congresso Ibero-americano de Educação Artística de Beja, Portugal, e o que marcou o evento foi a quantidade de trabalhos sobre práticas pedagógigas. Até aí muito bom, a questão é que a maioria dessas práticas estavam descontextualizadas, sem fundamentação teórica. Em outras palavras: não basta fazer, o aluno tem que saber o que está sendo feito, está inserido no processo, ter informação precisa sobre o conteúdo, a proposta e a atividade. Realizar uma prática pedagógica no ensino de arte porque é bonita, bacana, moda, se não tiver uma fundamentação terórica com base numa contextualização é como um saco vazio, não se sustenta em pé.

Adianta TENTAR convencer o aluno pobre, marginalizado, da periferia de que a obra famosa de um grande, brilhante artista (modernista) é magnífica e que ele (ALUNO) tem que adorar, NO MÍNINO ACHAR AQUILO LINDO? É claro que essa proposição está descontextualizada da realidade desse aluno. Fale da alma dele, da arte do seu entorno, do seu universo, que a partir daí ele chegará criticamente a universalização da arte, sem imposição  de uma verdade da genialidade artística. ESSE CONCEITO DE GENIALIDADE ARTÍSTICA HUMILHA E INIBINE A CRIATIVIDADE E AS INICIATIVAS EXPONTÂNEAS.

A partir daqui quero comentar um artigo que estou escrevendo sobre polivalência. A tão contestada polivalência, tem outras vertentes que precisam ser focadas. A performance é uma delas. De fato, a performance se enquadra em que gênero artístico? Entra no conteúdo de artes visuais, de teatro, de dança? A música pode ser performance? E o circo é performance? Mas, o circo não está contemplado no ensino de arte, então não é arte? Que arte deve estar na escola? O que o aluno aprende quando realiza uma atividade performática? Essas perguntas precisam ter respostas precisas para que a performance, enquanto prática pedagógica, contribua na construção do conhecimento.

Eu estou certo de que essa "arte" essencialmente modernista que busca a genialidade, a autenticidade, que insiste na originalidade, no sucesso, no fetichismo, fatores derivados de um mercado elitista, não satisfaz a escola democrática, plural, aberta, em que o aluno é sujeito, cuja subjetividade deve ser respeitada e alimentada como a essência da aprendizagem.

Essa escola moderna, é burguesa demais para atender alunos e professores que vivem uma condição pós-moderna.

Mas, com a experiência do coletivo desse debate e especialmente com a maturidade profissional do coordenador, certamente concluiremos algo com relação a performance enquanto contéudo no exercício de uma prática pedagógica.

Até mais.

Carlos Cartaxo

Sonia Tobias Prado escreveu:

Valdemir, boa tarde....fui a primeira professora a escrever neste foum, e não obtive respostas a minhas dúvidas. Gostaria tbém de saber o que vc quiz dizer, no dia 26/05 com a frase"...falo de uma parcela dos professores de arte, mas daqueles que me interessa falar."????? O forum não é para todos colocarem suas idéias ou dúvidas e dividirem repostas?
É muito bonito falar, historiar, dizer o que se deve fazer teoricamente com alunos de ensino médio, que já são difíceis pela fase de idade dos mesmos, Arte é uma aula onde muitos querem conversar sobre suas idéias, pois não precisam "fundir a cuca com cálculos", os alunos gostam dessas aulas e temos a capacidade de com um tema instigálos a realizar as atividades, qquer professor que queira realmente trabalhar sabe fazer isso, infelizmente, temos colegas que ainda pensam na velha fórmula de realizar somente artesanato, e não colocam o aluno a pensar na Arte sua e do mundo....Novamente peço que vc explique, onde chega a Performance? Já fazemos isso, praticamente todos os dias, mesmo que não seja aula de teatro....mas, como conquistar o aluno, sem a teoria apenas, mas com prática? Como introduzir um assunto, insistindo pra participarem? Enfatizo, que um grupo de teatro( já participei de vários) é diferente de uma aula de 50 minutos numa escola. No grupo de teatro ninguém foi forçado a participar, eles querem participar, eles aceitam desafios, pois querem se encontrar, mas e em uma aula, dentro da escola? Como realizar uma Performance? Digo que sou professora a muitos anos e ainda não encontrei essa forma de realizar atividade na aula de 50 minutos.....Jogos dramáticos são performance? Teatro é performance?Dança é performance? Acho que nós professores já fazemos performance nas aulas para poder conquistar o aluno.........


Andréa Teixeira
Olá, gentem!
 
Arte performance... pensar sobre isso está sendo interessante para mim.
Começo a questionar: estará a Arte dissociada da Performance? Ou uma completa a outra? Ou estão ambas presentes no ato de pensar, discutir e fazer arte?
Vou fazer aqui o que faço primeiro com meus alunos: procurar a significação das palavras envolvidas no assunto que quero discutir com eles. Após a leitura, termino minha 'fala'.
 
arte1
[Do lat. arte.]
Substantivo feminino.

1.
Capacidade que tem o ser humano de pôr em prática uma idéia, valendo-se da faculdade de dominar a matéria:
A arte de usar o fogo surgiu nos primórdios da civilização.

2.
A utilização de tal capacidade, com vistas a um resultado que pode ser obtido por meios diferentes:
a arte da medicina; a arte da caça; a arte militar; a arte de cozinhar; Liceu de Artes e Ofícios.

3.
Atividade que supõe a criação de sensações ou de estados de espírito de caráter estético, carregados de vivência pessoal e profunda, podendo suscitar em outrem o desejo de prolongamento ou renovação:
uma obra de arte; as artes visuais; arte religiosa; arte popular; a arte da poesia; a arte musical.

4.
A capacidade criadora do artista de expressar ou transmitir tais sensações ou sentimentos:
A arte do Aleijadinho é considerada a maior manifestação do barroco brasileiro.

5.
Restr. As artes plásticas:
crítica de arte; mercado de arte; uma história da arte.

6.
O conjunto das obras de arte de uma época, de um país, de uma escola:
a arte pré-histórica; a arte moderna; a arte italiana; a arte impressionista.

7.
Os preceitos necessários à execução de qualquer arte:
a arte da marinharia; a arte de falar corretamente uma língua.

8.
Livro, tratado ou obra que contém tais preceitos:
a Arte Poética de Boileau; a Arte da Fuga de Bach.

9.
Capacidade natural ou adquirida de pôr em prática os meios necessários para obter um resultado:
a arte de viver; a arte de calar; a arte de ganhar dinheiro; escrever sem arte.

10.
Dom, habilidade, jeito:
Tem a arte de comunicar-se; Esse cachorrinho tem a arte de me irritar.

11.
Ofício, profissão (nas artes manuais, especialmente):
Naquela família a arte de entalhador é uma tradição.

12.
Artifício, artimanha, engenho:
Não sei que artes usou para convencê-la.

13.
Maneira, modo, meio, forma:
De tal arte envolveu o chefe que logo se tornou seu secretário;

"A podenga negra, essa sumiu-se por tal arte, que ninguém no castelo lhe tornou a pôr a vista em cima." (Alexandre Herculano, Lendas e Narrativas, II, pp. 14-15).

14.
Edit. Jorn. Editoria de arte (q. v.).
15.
Prop. V. arte de propaganda.
16.
Bras. Traquinada, travessura. ~ V. artes.


Arte abstrata. 1. Abstracionismo (2).

Arte cibernética. 1. Art. Plást. Qualquer manifestação artística do séc. XX que utiliza as tecnologias modernas, como informática, xerox, holografia, fax, transmissões via satélite, etc.

Arte cinética. 1. Art. Plást. Forma de arte que rompe com a imobilidade da pintura e da escultura tradicionais; as obras, em três dimensões, têm partes móveis animadas por motor, pelo movimento do ar ou por impulsão manual. [Cf. móbile.]

Arte conceitual. 1. Art. Plást. Corrente artística surgida na década de 1960, que privilegia o conceito, a idéia (por oposição ao objeto em si) e que não se prende especificamente nem à pintura nem à escultura; o artista recorre a associações que convidam à reflexão.

Arte concreta. 1. Concretismo (2).

Arte culinária. 1. Arte de preparar alimentos segundo normas gastronômicas ou dietéticas.

Arte da gramática. E. Ling. Ant. 1. Na educação latina medieval, uma das disciplinas humanísticas que compunham o trívio (2). 2. P. ext. A descrição gramatical de uma língua.

Arte de propaganda. Prop. 1. Conjunto de atividades relacionadas com a apresentação gráfico-visual de anúncios. 2. Especialização dos artistas (leiautistas, ilustradores, fotógrafos) que trabalham na preparação de um anúncio. [Sin.: arte publicitária. Tb. se diz apenas arte.]

Arte de vanguarda. 1. A que apresenta características inovadoras na forma e no conteúdo, opondo-se geralmente aos padrões aceitos pelo consenso geral.

Arte do livro. 1. Parte das artes gráficas que, compreendendo a judiciosa escolha de papéis e tintas, a tipografia, a ilustração e a encadernação, tem por fim a harmoniosa integração, no livro, de sua dupla função de objeto de estudo e de objeto de arte.

Arte do marinheiro. 1. Marinh. Arte de fazer costuras em cabos e lonas, de dar nós e voltas em cabos, e de executar outros trabalhos artesanais próprios do marinheiro de convés.

Arte dramática. 1. V. teatro:
"O país onde primeiro apareceu a arte dramática moderna foi a Inglaterra" (Alexandre Herculano, Opúsculos, IX, p. 75).

Arte informal. 1. Art. Plást. Designação comum às tendências abstratas que se manifestaram depois da II Guerra Mundial, cujas características são a espontaneidade, o uso expressivo da matéria pictórica e de materiais heterogêneos, o equilíbrio da composição. [Cf. abstracionismo (2).]

Arte mágica. 1. Magia, feitiçaria. 2. V. prestidigitação.

Arte marcial. 1. Repertório mais ou menos sistematizado de técnicas, movimentos e exercícios corporais para defesa e ataque, com emprego de armas ou sem ele. [A maioria das técnicas assim denominadas é de origem oriental.]

Arte moderna. 1. V. modernismo (4 e 6).

Arte naval. 1. Mar. Estudo do navio, sua estrutura, equipamento, conservação, e das manobras que com ele se fazem e fainas que nele se realizam. [Cf. marinharia (2).]

Arte plumária. 1. A arte indígena de trabalhar plumas coloridas:
"Só é legítimo falar em arte plumária, quando o valor estético das penas é superado por um esforço de imaginação, sensibilidade e virtuosismo, que permite construir com elas obras que valham por si próprias." (Darci Ribeiro e Berta G. Ribeiro, Arte Plumária dos Índios Caapor, p. 13.)
[Tb. se diz apenas plumária.]

Arte publicitária. 1. Prop. V. arte de propaganda.

Arte rupestre. 1. Os desenhos, pinturas, etc., feitos nas cavernas pelos homens pré-históricos; inscrição rupestre.

Artes aplicadas. 1. As que se ocupam das qualidades de beleza, elegância, etc., de qualquer objeto de produção artesanal ou industrial.

Artes de reprodução. 1. O conjunto das artes gráficas que se realizam em duas fases distintas: a da criação de uma fôrma e a da multiplicação, por impressão, do trabalho nela executado, assim compreendidas a gravura, a tipografia e a fotogravura (1).

Artes do espetáculo. 1. Designação comum às artes que envolvem o espetáculo, e das quais o teatro e o cinema são as principais.

Artes gráficas. 1. Conjunto de processos e atividades us. para obter a reprodução, em qualquer número de cópias, de imagens e de escritos, mediante fôrma, chapa gravada ou matriz. 2. Restr. Conjunto das atividades que compõem o processo industrial de produção gráfica.

Artes liberais. 1. Na Idade Média, designação comum às matérias de instrução e ensino ministradas sob a égide da teologia e que se dividiam em trívio (2) e quadrívio (2).

Artes mecânicas. 1. As que se baseiam no trabalho manual, especialmente com a utilização de ferramentas ou máquinas.

Artes menores. 1. Ramo da arte (3) que se ocupa da feitura de objetos em que o fator estético se alia à utilidade prática:
A cerâmica, a encadernação, o bordado são artes menores. [Cf. artes-menores, pl. de arte-menor.]

Artes plásticas. 1. As que se manifestam por meio de elementos visuais e táteis, como linhas, cores, volumes, etc., reproduzindo formas da natureza ou realizando formas imaginárias; belas-artes; arte. [Compreendem o desenho, a pintura, a gravura, a colagem, a escultura, etc.]

A sétima arte. 1. O cinema:
"O cinema falado impediu o cinema mudo de completar sua trajetória. Quando a sétima arte começava a produzir os seus clássicos — ou seja, a aproveitar toda a sua experiência como expressão — surgiu o talkie, e foi preciso recomeçar tudo" (Mário da Silva Brito, Diário Intemporal, p. 111).

Fazer arte de. 1. Agir de modo provocante, com determinado intuito:
Estás fazendo arte de me irritar.

Por artes de berliques e berloques. 1. Por artes mágicas; inexplicavelmente; milagrosamente.

Por artes do diabo. 1. Por desgraça, por infelicidade.

performance
[p«ÕÈf¨möns] [Ingl.]
Substantivo feminino.

1.
Atuação, desempenho:
Sua performance foi notável; conseguiu quebrar o próprio recorde.

2.
Espetáculo no qual o artista fala e age por conta própria. [Cf., nesta acepç., performer.]
3.
Qualquer atividade artística que, inspirada nas artes cênicas, se apresenta como evento transitório, e que pode incluir dança, música, poesia, e até mesmo cinema, ou televisão, ou vídeo.
4.
Esport. O desempenho de um desportista (ou de um cavalo de corrida) em cada uma de suas exibições. [V. desempenho.]

Uau!!!!!!!!!! Muita coisa, não é?
Acredito que, a partir do momento em que consigo trazer meu aluno para pensar o seu real, o seu entorno, as suas relações em seus grupos sociais, e, principalmente, consigo fazer com que ele verbalize seu pensamento, já estamos fazendo arte e performance.
Quando, ao término dessa preparação inicial, resolvemos colocar o que pensamos, falamos e aprendemos de uma forma mais concreta, estamos fazendo arte e performance. Não acho necessário esquartejar ambas as ações.
Já experimentei, vivi e me diverti, junto com meus alunos, produzindo filmes, animações e, agora um documentário (ainda a ser gravado) sobre a campanha "Gentileza gera gentileza" que acontece aqui no Rio. Ah! Também desenhamos, pintamos, pesquisamos, mexemos com o meu notebook (a escola não possui computador) e várias outras coisas.
Dificuldades?! Temos "zentas"! Mas nada que uma arteperformance não supere.
Beijocas de mim,
Andréa.
 
PS: Nossa, Mica! Tu tá muito chique, hein? rs rs rs Saudades docê...
Hirlândia Milon Neves

Professor Carlos e Colegas:

Esse fórum realmente está sendo mais do que interressante, diria intigante...

Encontro em suas palavras apontamentos que uso como reforço para minhas falas, que mesmo distante (como dizem alguns) convergem para eixos plurais.

Neste momento quero referir0me a sua colocação:  Essas perguntas precisam ter respostas precisas para que a performance, enquanto prática pedagógica, contribua na construção do conhecimento.

O primeiro tópico volta-se para a sua outra indicação: a falta de fundamentação teórica que encontramos em nosso meio. Isto no sentido de que - penso eu - a primeira coisa a ser entendida e estudada é a realção entre Arte e educação e como as duas coisas se relacionam. Temos tipo várias reflexões com nossos graduandos do curso de arte, pois uma o que se pensa sobre um e outro determina como será a prática do professor.

Entender que as produções artisticas embora possuam um carater educativo não necessariamente engendram essa natureza em seu processo de criação o que nos coloca como pesquisadores do que, quando e por que determinadas obras, estilos ou artistas são mais significativos no contexto de nossas aulas - vejamos o tamanho d enosso país e suas multiplas manifestações.

Só com esta responsabilidade poderemos optar por assuntos e conteúdos que realmente contribuam para a cosntrução do conhecimento.

Voltarei para continuar essa reflexão, mas desde já agradeço as colocações  e aguardo  de todos seus comentários.

Antes Arte do que tarde.

Valdemir, Manaus, 18:58, terça-feira, 32º

Hirlândia Milon Neves

Olá Andreia

Muito legal sua colaboração e um ótimo material para nosso arquivo.

Há algumas coisas em sua "fala" que voltarei para refletirmos.

Um abraço

Valdemir

Andréa Teixeira

Antes Arte do que tarde. Amei!

Penso que, enquanto tivermos a preocupação de convencer, separar, classificar e distrair alunos, nada diferente surgirá, em nada crescerão, não serão cativados.

Penso que, enquanto estivermos preocupados em definir, nada nos tocará e ficaremos parados, como em uma encruzilhada, sem ação e sem paixão.

Embasar. Diferente de definir. Penso ser muito importante: é a conexão, o despertar, o mote inicial.

Penso que o saber é reciclável, é constante. Não será detido, a despeito de fatores econômicos, de habilidades, de tempo. Nem regras ou ordens vindas dos sistemas para os quais trabalhamos, poderão parar esse fluxo contínuo.

O que é uma escola moderna ou pós-moderna? Estaremos todos inseridos nesses conceitos?

Contemporâneo? Barroco? Clássico? Terão estes movimentos artísticos sua própria ondulação ou serão apenas dados na História?

Sabemos escolher ou apenas aceitamos o que nos agrada ou é importante? Gostamos de tudo (tudo o quê?)? Construímos muros ou tentamos escalá-los? Serão poucos os talentosos, ou temos todos a chance de sê-lo dentro das nossas possibilidades?

Interiorizamos ou apenas nos rebelamos? Compreendemos? Vivemos?

É. Andei lendo meus colegas. Pensei. Obrigada.

Você leu tranqüilo? Pensou? Emocionou? Remexeu? Zangou? Flutuou?

Será Arte? Será Performance? Será Arte Performance?

Beijocas de mim.

Mariana Almada Viana
Tive oportunidade de fazer um trabalho como esses. Foi interessante!!! Inicialmente os alunos pesquisaram sobre a performance, sobre a teoria da criatividade e ouviram relatos que pude presenciar na faculdade. Deixei-os livres para discutir em grupos o assunto e o que iriam apresentar enquanto performance e, na hora do intervalo (recreio) eles foram à prática. Inicialmente pensei que eles fossem ficar com vergonha, mas deu certo!!! Impressionaram os colegas com suas performances! Como a performance é uma arte efêmera, fotografei e posso disponibilizar para quem tiver interesse! Valeu a experiência!
Sonia Tobias Prado
Olá, volto a este forum, para falar, que a  matéria do segundo bimentre, enviada como plano de aula para as sétimas séries pelo governo do estado de SP, aparece "Perfomance" como atividade aos alunos, através do performer Guto Lacaz. A contemporaneidade, muitas vezes não é entendida pelos alunos, "performances", happening", é o improviso, o uso de materiais atuais e não somente ver quadros e esculturas que devemos mostrar a nossos alunos existirem...a arte é inovadora se nós queremos que ela seja, sendo difícil explicar como se usa aspirador de pó, brinquedos, tv acoplada ao corpo....pra quê?  Fica difícil dimensionar tudo isso, é realmente uma vtória quando alunos entendem o que, do que, pra que, usar a performance em sala, não é somente para ganhar nota, mas para "abrir novos horizontes" em entender o ser humano e sua vontade de tudo experimentar, criar, apreciar. Difícil é, e muito convencer o aluno de uma escola que dentro da matéria Arte existirá uma etapa em que ele terá que mostrar o que acha do atual, da famosa frase que sempre ouvimos "mas isso é arte?"
o contemporâneo é difícil de ser explicado, e a "performance" nos ajuda. Espero ter conseguido me fazer entender. E obrigada professores, pelas palavras. Espero ainda conseguir discutir mais.
Marília Nascimento Curvelo

Olá: Sou professora de Arte numa Escola Estadual de Ensino Médio, em Salvador, e ainda não ousei trabalhar com Arte performance. Mas, adoraria!!!! Minha formação é em Dança e sempre acho que fica  bem mais interessante qq projeto que envolva corporeidade, contemporaneidade, criatividade, imagens, movimento...

Enfim, fiquei interessada em ver as fotos que a colega disponibilizou, a Mariana: vc pode enviar para o meu email????

Se tiver também algum relato de experiência de algum professor com Arte performance, eu agradeço se me enviarem. É sempre bom conhecer o que os colegas fazem, quem sabe desperta o meu desejo de  aprofundar e, quem sabe, aplicar com os educandos em breve....

Um abraço,

Mara Cardoso Ladeia David

Olá,

Achei  muito pertinente o comentário de CARLOS CARTAXO.Fundamentação teórica antes de qualquer prática e de extrema importancia!

Abraços

Mara David/ Profª.Graduada em Artes.

Hirlândia Milon Neves

Outras coisas pra pensarmos:

Ainda seguindo a idéia de que necessitamos de fundamentação penso se rinteressante os trechos a seguir:

(da transição do happening a body art)

"Em se tratando do meu corpo ou de algum outro, não tenho nemhum outro modo de conhecer o corpo humano senão vivendo-o.  Isso significa assumir total responsabilidade do drama que flui através de mim, e fundir-me com ele".

Merleau-Ponty

Arte da Performance - Jorge Glusberg, página 39

Até já!

Cicero Antonio Lopes
    Fiquei satisfeito com o nível do debate, com professores  realmente  buscando conhecimentos e os oferecendo, esta troca, é realmente o melhor caminho para que possamos colaborar com a melhoria da Educação, e principalmente em relação a valorização da disciplina Arte que ainda em alguns momentos é vista como "atividade", "fazeção", uma forma de relaxamento para o aluno que enfrenta de 5 a 6 aulas de portugues e matemática da semana.
    Mas já há uma luz no final do tunel que este preconceito se dissipa, e já começamos a sermos vistos como disciplina com conteúdo e com conceitos,  que não se devem se perder de vista. como o professor Cartaxo diz, e não é só na Arte Perfomance que não devemos perder o foco que o
ensino arte deve ter o embasamento teórico. As reclamações da professora Sonia Também são relevantes e perspicazes. Pois, li um livro que um autor indicava a pessoa que o tinha como ídolo que par ter sucesso deveria fazer um curso de vendas e esta pessoa se sentiu diminuida, mas acredito que este seja um caminho a ser desenvolvido. Vender nosso produto como um vendedor dos bons vende seu produto, fazendo de nossas aulas uma performance (alta). Creio que Performance artística como disse um dos autores anteriores é  como aplicamos uma aula , quando  damos  broncas em algum aluno ou provocamos respostas as nossas indagações e os fazemos pensar. É claro a Performance como arte vai além, e demvemo utlizar os recursos disponíveis, desde fotos, vídeos a disposição no You tube, e o exemplo pratico nosso em sala de aula fazendo e provocando. Acho sim professora que os jogos dramáticos propostas nas aulas de sétima série do primeiro bimestre já é um inicio de performance, e que por sinal faz com que tenham uma participação positiva.
    Vou copiar o vocabulario que a prof Andréia passou. É muito poética também.
    Onde encontro mais material para disponibilizer em vídeos?
    Como conseguir mais material seu Valdemir?
Mirca Izabel Bonano
Sonia Tobias Prado escreveu:
Olá, volto a este forum, para falar, que a  matéria do segundo bimentre, enviada como plano de aula para as sétimas séries pelo governo do estado de SP, aparece "Perfomance" como atividade aos alunos, através do performer Guto Lacaz. A contemporaneidade, muitas vezes não é entendida pelos alunos, "performances", happening", é o improviso, o uso de materiais atuais e não somente ver quadros e esculturas que devemos mostrar a nossos alunos existirem...a arte é inovadora se nós queremos que ela seja, sendo difícil explicar como se usa aspirador de pó, brinquedos, tv acoplada ao corpo....pra quê?  Fica difícil dimensionar tudo isso, é realmente uma vtória quando alunos entendem o que, do que, pra que, usar a performance em sala, não é somente para ganhar nota, mas para "abrir novos horizontes" em entender o ser humano e sua vontade de tudo experimentar, criar, apreciar. Difícil é, e muito convencer o aluno de uma escola que dentro da matéria Arte existirá uma etapa em que ele terá que mostrar o que acha do atual, da famosa frase que sempre ouvimos "mas isso é arte?"
o contemporâneo é difícil de ser explicado, e a "performance" nos ajuda. Espero ter conseguido me fazer entender. E obrigada professores, pelas palavras. Espero ainda conseguir discutir mais.


Caros professores e Valdemir

Olá!

Este Fórum esta bem bacana, com muitas opiniões, muita reflexão e questionamentos...É muito bom partilhar isso com vocês!!!!

Para contribuir  gostaríamos de indicar o Título da DVDteca citado pela professora Sonia o endereço é www.artenaescola.org.br/dvdteca

As Máquinas de Guto Lacaz
Sombras, cabides em movimento, vassouras rotatórias, nariz, furadeira. Assim começa o documentário. O artista é mostrado em sua oficina/estúdio apresentando algumas de suas obras, como um cientista em performance no palco, com suas máquinas e um assistente, além de instalações e produções ainda em processo. O primeiro bloco dá uma visão geral do trabalho do artista como inventor de máquinas. A sua instalação, Auditório para questões delicadas, dá início ao segundo bloco, no qual são enfocados aspectos de sua vida e o artista performer é apresentado em ensaio e atuação. No terceiro bloco, a sua produção gráfica é destacada. O documentário termina com o artista fazendo um cartum representando a equipe que o produziu.

Abraço

Mirca Bonano


Hirlândia Milon Neves

Olá Professor Cícero

Estou muito contente com o encaminhamento das reflexões e agradeço também sua colaboração.

Até sexta estaremos realizando mais duas performances em uma das escolas que assessoramos pelo Pólo, acredito que na segunda já termos postado no you tube os videos que podem constituir um acervo informal.

Tenho´alguns outros registros que terei o prazer em socializar, por favor envie seu endereço que encaminharei os genéricos pedagógicos.

Até já

Valdemir

8565 visualizações | 51 respostas Faça login para responder