Forum
Edilândia C. De Sousa

olá,caros colegas! leciono arte numa escola de Pernambuco e a maior dificuldade é o material para essas aulas. Não tenho um curriculo definido, acho um tanto vazio,porém, o que é arte? esta pergunta é primeira que fazemos quando entramos em sala de aula,mas dizemos aos alunos que se não fizerem  os trabalhos, estes ficaram reprovados. Arte não se avalia,comtempla-se, admira-se e faz-se por prazer.

Uma outra dificuldade é que os nossos alunos estão acostumados a copiar e quando em uma atividade que é dado o material e dizemos use a criatividade , estes são poldados, nada faz, nada transforma.

John Land Carth

Olám meu nome é John land Carth, bacharel/licenciado em Artes Plasticas UnB-DF. Fico contente em verificar tantos militantes da educação por meio da arte. Sou adepto da idéia da Educação para a Cultura Visual, defendida pelo Dr. Belidson Dias, professor/pesquisador do Instituto de Artes da Universidade de Brasília. Entendo que a reforma curricular do ensino de artes, principalmente no âmbitp da escola pública é fundamental, para tanto é necessário que haja um pensar coletivo sobre as questões desse universo e uma defesa coerente de argumentações.

De minha parte, penso que somente a Educação para a Cultura Visual tem condições de retirar a pexa deixada pela "educação artísitca" e fazer frente a uma realidade pós-contemporânea que exige muito mais que o simples abordar historiográfico da arte; o fazer artistico catártico e a análise crítica descomprometida com a co-construção da sociedadel.

Um currículo para a educação das artes, parte necessariamente pelo conhecimento de que não se pode ter uma concepão unitária de abordagem, nem campo limitador de interface cognitiva e relacional, dessa forma, compreendo, muito particularmente que o foco deve se localizar na neutralização dos efeitos que uma falta de educação dessa cultura visual pós-contemporânea. Nisso compreendendo todo o acúmulo pressuposto de influência cognitiva: Cultura visual da sonoridade, da visualidade e da sensibilidade.

John Carth

Gilberto Aparecido Damiano
Colegas. Estou em Juiz de Fora/MG. Formação em filosofia e doutorado em educação. Pesquiso sobre educação e arte. Gostaria de opinar sobre o tema proposto... assim como noutras disciplinas convivemos em tensão com possibilidades curriculares mais integradas a vivência cotidiana de alunos (e tb de professores!) e o engessamento dos planos e objetivos institucionais ou instrucionais... (pré)definidos.. já aí mesmo um dos nossos problemas: ser disciplina, ser um conjunto de atividades ou "sei lá o quê" nesse cotidiano escolar? Claro também o "definido" com base, muitas vezes, em esteriótipos das artes. Outra questão: o lugar mesmo da Arte na relação de (re)produção social... não ocupamos efetivamente a condição epistemológica (não somos qualificados como Ciência) e nem do ponto de vista social... as Artes não partilham do conjunto social e com prejuizos de "coisa de alguns poucos conhecedores e fruidores"  e que só é encontrada em reconhecidas insituições como Museus, Bibliotecas... (Arte afastada da maioria da população, enfim). Outra: quem deve formar os arte-educadores: Educação Física (ensino da Dança)? Faculdade de Educação (aspectos mais pedagógicos)? Faculdades de Artes (Música, Artes Plásticas ou Visuais, Cênicas...)? Um trabalho estruturado entre estas faculdades? Ou uma escola de Arte que contemple todas as Artes?  Outra: a Literatura - não é arte também? Outra: o que será trabalhado na educação básica ou superior: teatro? música? uma introdução para todas as artes?  Ou o professor especilizado (numa ou noutra arte) que fica o ano todo trabalhando apenas ingredientes da sua formação? Não terá ele que se tornar polivalente? E sendo polivalente não acaba por destratar as variadas artes (assim como muitos professores sem formação específica)? ... Penso, então, a possibilidade de termos equipes de arte-educadores (multiartística) que poderiam oferecer as variadas linguagens ao longo do ano (!?) para não cairmos na prática da introdução, na polivalente, redutora, esteriotipada.... efetivamente apresentaríamos ao alunado as linguagens artísticas e eles poderiam escolher onde atuar. Infelizmente, o que tenho visto é isso: professor impõe seu modelo e aluno é obrigado a "assistí-lo". Sei que para implementar tais equipes gera-se mais um problema para as Secretarias de Educação (que as vezes não têm nem mesmo a quantidade de professores necessa´rios). E aí temos que chamar os nossos colegas para o enfrentamento institucional-político.... temos que assumir a nossa qualificação artística (que pode mesmo não ser campo da racionalidade instrumental) e resistir... resistir muito!          
Glaucia W. M Aires
Olá pessoal,
Sou professora de arte aqui em Bsb pela secretaria de educação. Fiquei bastante interessada com o tema pois esta construção é para mim algo de bastante relevância, pois percebo que a área de Arte fica sempre à margem em relação as outras disciplinas. Discutir uma proposta que seja algo de âmbito nacional seria bastante interessante, já que trabalhar em artes, para mim, remete  um foco norteador maior que é, dentro da educação básica, estimular a livre expressão criadora através das diferentes linguagens artísticas existentes em nosso meio. Espero acrescentar, a minha bagagem, mais conhecimento e experiências, participando deste forum. Abraços
Ronilson Lima De Oliveira E Silva

Olá colegas batalhadores,

Pra mim, é imensamente motivador, ter esse contato com tantas informações, convergentes e divergentes, sobre o ensino de Arte. É através destes debates (nestes espaços) que construiremos, juntos, uma PROPOSTA CURRICULAR de acordo com as especificidades que a nossa disciplina requer. De acordo com o que nós, professores, percebemos em sala de aula.

E por falar "nestes espaços": POR QUE NÃO SE UTILIZAR DESTE ESPAÇO (a distância/artenaescola) PARA A DISCUSSÃO/CONSTRUÇÃO DA PROPOSTA CURRICULAR EM ARTE????????

Por que não começamos AGORA, AQUI, NUM FÓRUM ESPECÍFICO a discutir sobre a construção desta PROPOSTA CURRICULAR

Um grande abraço a TODOS.

Dalva Maciel De Oliveira

              Olá companheiros de ousadia, sou Dalva Maciel especialista em História Sociocultural professora do Ensino Fundamental II moro em Caxias/MA e há dois anos passei atrabalhar a disciplina Arte  e a maior dificuldade que tenho enfretado é justamente a falta de uma proposta curricular, pois assim como eu, a maioria dos arte educadores deste país não possuem habilitação nessa área, e ficamos sem saber  exatamente que conteúdos abordar em cada série e acabamos por diminuir o seu "valor" .

Outro fator que a minimiza  é a rotulação da disciplina como "complemento de carga-horária" para alguns professores que é o meu caso, tanto que esta situação foi motivo de discussão em plenária durante a I Conferência Nacional de Cultura realizada em dezembro de 2005 em Brasilia da qual participei, por isso acho de extrema importância a elaboração de uma proposta curricular para Arte, o que facilitaria consideravelmente o nosso trabalho, já que temos habilitação em outras áreas e somos praticamente obrigados a ministrar a disciplina 

   Quanto a participaçã  dos professores, da secretaria de educação e dos alunos nesta cnstrução, sem dúvida alguma é de vital importância.

                   Alafiá (felicidade, tudo de bom)

     

Patricia Weitzel

Caros colegas,

                      Li todas as mensagens deste fórum, e fiquei feliz por saber que estamos no mesmo barco , mas triste por saber que os problema são sempre os mesmos.

                      Sou formada em arte pela U.F.J.F.  8 anos e leciono  13 anos . Hoje estou em escola particular e percebo os mesmo problemas se escola públicas quanto a valorizacão da disciplina e do conteúdo.Observo que nós professores de arte temos que cumprir uma proposta fechada em tempo determinado com turmas enormes sem sala apropriada ou temos que articular uma proposta paralela em que agrade a todos desde da escola até a famílias , quando se refere a parte financeira.

                       Espero que com este fórum possamos discutir algumas pequenas soluções.

                            Um grande abraço a todos

Patricia Weitzel
gilberto aparecido damiano escreveu:
Colegas. Estou em Juiz de Fora/MG. Formação em filosofia e doutorado em educação. Pesquiso sobre educação e arte. Gostaria de opinar sobre o tema proposto... assim como noutras disciplinas convivemos em tensão com possibilidades curriculares mais integradas a vivência cotidiana de alunos (e tb de professores!) e o engessamento dos planos e objetivos institucionais ou instrucionais... (pré)definidos.. já aí mesmo um dos nossos problemas: ser disciplina, ser um conjunto de atividades ou "sei lá o quê" nesse cotidiano escolar? Claro também o "definido" com base, muitas vezes, em esteriótipos das artes. Outra questão: o lugar mesmo da Arte na relação de (re)produção social... não ocupamos efetivamente a condição epistemológica (não somos qualificados como Ciência) e nem do ponto de vista social... as Artes não partilham do conjunto social e com prejuizos de "coisa de alguns poucos conhecedores e fruidores"  e que só é encontrada em reconhecidas insituições como Museus, Bibliotecas... (Arte afastada da maioria da população, enfim). Outra: quem deve formar os arte-educadores: Educação Física (ensino da Dança)? Faculdade de Educação (aspectos mais pedagógicos)? Faculdades de Artes (Música, Artes Plásticas ou Visuais, Cênicas...)? Um trabalho estruturado entre estas faculdades? Ou uma escola de Arte que contemple todas as Artes?  Outra: a Literatura - não é arte também? Outra: o que será trabalhado na educação básica ou superior: teatro? música? uma introdução para todas as artes?  Ou o professor especilizado (numa ou noutra arte) que fica o ano todo trabalhando apenas ingredientes da sua formação? Não terá ele que se tornar polivalente? E sendo polivalente não acaba por destratar as variadas artes (assim como muitos professores sem formação específica)? ... Penso, então, a possibilidade de termos equipes de arte-educadores (multiartística) que poderiam oferecer as variadas linguagens ao longo do ano (!?) para não cairmos na prática da introdução, na polivalente, redutora, esteriotipada.... efetivamente apresentaríamos ao alunado as linguagens artísticas e eles poderiam escolher onde atuar. Infelizmente, o que tenho visto é isso: professor impõe seu modelo e aluno é obrigado a "assistí-lo". Sei que para implementar tais equipes gera-se mais um problema para as Secretarias de Educação (que as vezes não têm nem mesmo a quantidade de professores necessa´rios). E aí temos que chamar os nossos colegas para o enfrentamento institucional-político.... temos que assumir a nossa qualificação artística (que pode mesmo não ser campo da racionalidade instrumental) e resistir... resistir muito!          

Gilberto, concordo plenamente com sua pesquisa. Esta área abrange várias formações, isto implica na valorização do próprio profissional formado na faculdade de artes, pois a proposta curricular superior não te dá habilitação por lecionar dança como um profissional de Ed. Física, Música por não habilitar em instrumento nenhum.E a proposta superior é totalmente fora da realidade em que se encontram as escola que a maioria dos profissionais lecionam.Nós encontramos tanto escolas carente como escolas particulares onde não se valoriza a rte como nós nos formamos com tais conteúdos.

O que eu puder ajudar na sua pesquisa estou a disposição

Josianne Alves Trevisan

Olá pessoal. Sou professora de arte há 22 anos na rede publica de ensino do Estado do Paraná e minha formação é em artes visuais. Uma das grandes dificuldades que tenho sentido nesses anos de trabalho é a exigência de uma POLIVALÊNCIA na área, ou seja, trabalhar em igual medida com as áreas de música, teatro, dança e visuais. Ao longo dos anos, muito se aprende e algo que aprendi certamente foi que somos capazes de realizar qualquer coisa a que nos propusermos com afinco e dedicação. Outra, foi que nao adianta voce tentar fazer algo com a qual voce não se identifica. Pois bem, alguns fatores desagregadores do ensino arte ( em minha simples opinião): 1-leigos lecionando a disciplina. 2- desculpa de baixos salários para nada fazerem. 3- medo do novo ou do diferente. 4- passividade quanto ao fazer artístico, ou seja, aceitação tácita da regrinha que coloca o prof. de arte como o decorador das festinhas da escola. 5- desinteresse de muitos por aquilo que está acontecendo na sua área de ensino (zona de conforto entende?). 6- preguiça de ler e aprender sobre coisas novas.

Como aqui no site percebo contrário do que relacionei acima, fico contente em poder acrescentar algo que eu acho que é bom, pois nos oportuniza a reflexão quanto à construção de Grade curricular para a disciplina de arte. A Secretaria de educação de meu Estado tem se preocupado bastante nos últimos anos com esta questão e se nao encontrou o caminho ideal para o ensino de arte, certamente está nesta busca e eu gostaria de partilhar com os colegas essa proposta que, aliás, nao segue a linha dos PCNs. Quem tiver interesse em conhecer nossas Diretrizes Curriculares basta acessar o portal dia a dia educação - seed pr. (vá para propostas curriculares-lado esquerdo do portal)

Algo que acho extremamente válido também é a proposta de capacitação em rede que o Estado do Paraná está nos proporcionando: O PDE- Programa de Desenvolvimento Educacional, que, após conscurso interno, o professor que consegue ser aprovado fica afastado integralmente por um ano ( percebendo seu salário integral mais o custeio de todas as despesas pessoais para o desenvolvimento de sua pesquisa) da sua escola e desenvolve projeto de pesquisa orientado pelas IES (Instituições de Ensino Superior do Estado) visando a construção de materiais pedagógico a nível Estadual para o ensino de sua disciplina de atuação e, no segundo ano, o professor fica com 25% de sua carga total livre para efetivar na sua escola sua porposta.  É algo inédito a nível de Brasil. Autalmente sou professora PDE e estou muito empolgada em pesquisar sobre o ensino de arte e o universo midiático.

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Pessoal;

Fico feliz em poder construir diálogos com outros profissionais que atuam na área da arte na educação. Significa que temos força pollítica e podemos e devemos ampliá-las. Vocês abordaram muitos temas, não apenas relacionados as Propostas Currículares, mas, sobre as políticas públicas, as questões epistemológicas, as questões do ensino superior, entre outros. Penso que embora tenhamos problemas específicos e em contextos diferentes, existe uma harmonia muito grande em nossos discursos e uma vontade imensa em buscar caminhos que oportunizem o trabalho compartilhado, as diferenças e diversidades. Sim, é importante uma real parceria entre Secretarias, Escolas, Universidades e Comunidade. Sim, precisamos refletir sobre o que somos e o que desejamos em termos de arte na educação currícular. Sim, é verdade que estamos esprimidos num currículo no qual temos uma carga horária reduzida e atuações fragmentadas. Sim, é certo que muitos dos professores que atuam na campo da arte na educação não são habilitados nas áreas específicas e preocupante o número reduzido de cursos de formação em arte na educação em nosso País. Sim, estamos em processo de conquistas de espaços, mas ainda há muito que conquistar. Polivalência ou não? Penso que essa questão já deveria estar finalizada desde a década de 80, mas parece que volta para pauta. Sim, existem várias facções: aqueles que desenvolvem suas aulas de forma totalmente descomprometida, sem a preocupação de levar ao contexto da escola discussões sobre arte, com arte, a tbém aqueles que seguem rigorosamente livros didáticos como única alternativa, aqueles que não seguem nada, os que seguem tudo por conta de modismos, enfim....Nossa questão é: o que precisamos efetivamente? Quais caminhos podemos percorrer? Quais aspectos temos em comum e quais singularidades necessárias. Desta forma, trago a discussão uma experiência (Boletim) da qual participei na construção de uma Proposta Curricular, que estará sempre em construção, que é um caminho possível, nesse momento...Nada é definitivo, ufa, ainda bem. Continuamos nossa conversa!

Gilberto Aparecido Damiano
Sílvia... a questão da polivalência não só não foi "finalizada desde a década de 80" como é prática em muitas escolas, cidades. Tenho visto que só recentemente os concurso públicos nas Prefeituras têm exigido especialização para o caso das artes, mas mesmo assim há casos de se apresentarem mais artistas plásticos, música ou dança... (e frequências menores ) e esses parecem ter que assumir a polivalência, sim. Discordo da colega que acredita na possibilidade de aprendermos tudo e fazer isso bem! Veja que sou favorável à prática do "amador" (pensando em R. Barthes), mas isso numa dimensão mais pessoal... daí assumir a responsabilidade por tudo nas Artes vai longe... mesmo que se tenha muito boa vontade, sensibilidade e, ainda, memória e raciocínio! Até mesmo os não-especialistas fazem isso melhor (em muitos casos), pois têm anos de prática que nós - os recém-formados - não temos! Por isso, tenho pensado na possibilidade de equipes multi-artísticas que atenderiam um conjunto de Unidades Escolares em determinada região geográfica ou cidade (há pequenas cidades que, aliás, tem muita dificuldades de especialistas na educação seja de que área for!)... Aí as diversas artes (um numero maior do que hoje) poderiam ser oferecidas e os alunos poderiam conhecer e escolher as que mais lhes agradam! Na forma que temos o caminho da polivalência é quase necessário pra não ficarmos no oferecimento de uma única linguagem artística... e aí não damos conta das muitas linguagens... e recaímos nos estereótipos! Concordo com o colega na questão de proposições de currículo, mas pra isso temos que ter um mínimo de compreensaão de qual curriculo estamos falando!?
Josianne Alves Trevisan

Olá colegas!  Acho que meu pensamento ficou mal colocado... Então vamos esclarecê-lo: Quis dizer apenas que, quando estudamos as propostas governamentais para o ensino da artes o que se observa claramente é a exigência da polivalência e nao que temos que tê-la obrigatoriamente!  Se gostasse de música e tivesse e dom para isso, teria estudado música e nao artes visuais. Agora, o fato de ter estudado visuais nao me impede abslutamente de me interessar por outras áreas nao é mesmo? Amo história da arte, logo, tenho que estudar muito a história para poder falar sobre a arte historicamente produzida pelo homem. Vendo a arte como um todo que expressa o pensamento do homem e das sociedades, tenho a necessidade de estudar  sua história musical, teatral  e de dança para poder pelo menos me situar dentro do tempo e do pensamento cultural deste ou daquele povo. Isto nao significa necessáriamente que tenha que fazer teatro, dança e música como se fosse um profissional.

Leticia Terezinha Coneglian Mognol

Olá Silvia (que saudade!)

Penso que os comentários dos professores participantes desse fórum vêm também ao encontro de nossas preocupações com relação ao  currículo e avaliação da arte no contexto escolar. São questões que permeiam o âmbito da epistemologia da arte na educação. Seu artigo sobre as experiências em propostas curriculares no último boletim do arte na escola estão esclarecedores de quanto é complexo esse tema. As diretrizes curriculares como PCNs são apenas norteadores gerais e a descentralização de propostas curriculares específicas para municípios ainda não se concretizou de forma geral no Brasil. Temos o privilegio em SC de possuírmos algumas experiências que vale a pena se refletir sobre. Devemos delimitar mais especificamente os conteúdos por séries? Um documento específico para artes Visuais? A questão do espaço para aulas de arte, a limitação do horário das aulas,(1 vez por semana, uma aula de 45min.) disciplina contida na matriz curricular ou extra curricular em forma de oficina, enfim, são muitas questões que merecem reflexão.

Grande abraço, Letícia Mognol

Silvia Sell Duarte Pillotto

Caros, Gilberto, Letícia e Josiane;

Quando tocamos na questão do currículo é evidente que muitas outras acabam por tbém permear nossas reflexões, até porque o currículo é uma rede de significações e resignificações conceituais e metdológicas. É verdade Letícia, precisamos ter clareza que os PCNs são apenas referênciais e que não substituem as nossas construções curriculares. As Secretarias, escolas e as universidades devem estar conectadas e abrindo espaços para essas discussões sempre. Aqui em Portugal algumas das questões tbém se repetem. Existe um Documento (próximo aos PCNs) e um Programa, que é Nacional que define conteúdos por ciclos. Nesse aspecto, penso que já avançamos, pois temos um Documento Nacional, que não nos impede de criarmos outros tantos (programas, projetos, propostas) nos municípios, escolas, enfim. Voltando ao Brasil, se vocês tiverem interesse posso disponibilizar via internet os documentos, pois acho bem interessante termos contatos com outras realidades. Quanto a polivalência, levantada por Gilberto e Josiane, ela existe concretamente em muitas escolas, e é bem verdade Gilberto, na maioria dos concursos públicos. Isso é uma incoerência, pois os Documentos, tanto os PCNs, quanto os de formação de professores, e, ainda o INEP e outros órgãos tem exigido, ou indicado desde 1998 a separação dos cursos, ou seja, que os cursos mantenham suas especificidades já nos primeiros anos. No entanto, ao realizarmos concursos nos deparamos com a concepção de polivalência, e assim o é tbém em muitas escolas brasileiras. Temos que assumir coerentemente nossas opções conceituais! Aliás, venho pensando que é preciso começarmos a pensar num outro movimento: nem tanto as caixinhas fragmentadas e isoladas, cada qual com sua linguagem específica; nem atirar para todos os lados sem o minímo de responsabilidade e comprometimento. Continuamos a conversar. Bjos

Gilberto Aparecido Damiano

Colegas gostaria de saber o que acham da questão das equipes multiartísticas pra atuarem nas Unidades Escolares? recados: Sílvia pode me mandar o Documento PORTUGUES; Josiane, ok tambem concordo nessa busca, MAS SEM CONTINUAR NA POLIVALÊNCIA....; Patricia Weitzel entre em contato pelo meu e-mail: gilberto.damiano@ufjf.edu.br.

6921 visualizações | 98 respostas Faça login para responder