Forum
Itamar Alves Leal Dos Santos

Cartaxo, meu querido amigo,

o nosso Brasil é maravilhoso. Cada cantinho tem muita coisa a nos ensinar. Pena que a maior parte das pessoas estão tão envolvidas com seus problemas que não conseguem resevar um tempo para descobrir o nosso Brasil.

Espero sinceramente que o ConFaeb aconteça em Crato. O pessoal que foi participar do ConFaeb em Florianópolis, estava super empolgado. Votamos para que o evento seja mesmo no Cariri, mas a equipe de lá precisará, com é regra para a realização do ConFaeb, enviar um projeto onde mostre a viabilidade da realização naquele local. Estou torcendo e já me coloquei à disposição ajudá-los a batalhar verba...

Vamos lá... descobrir o Brasil. Não só nas capitais, mas onde estiver o professor / educador.

Ah, por falar em Mario de Andrade, e descobrir o Brasil. Tem um ótimo material sobre ele no site do Centro Cultural São Paulo.

Abraços (tome um bom vinho ai, enquanto eu tomo um cachaça da boa, aqui)

Yta

Carlos Cartaxo escreveu:

Yta, Silleny e demais iluminadas  e iluminados

Essa região do Cariri nordestino é maravilhosa. Crato e Juazeiro, são duas cidades do Ceará coladas, culturalmente riquíssimas e têm um curso de arte muito interessante, inclusive tem um Pólo Arte na Escola que até onde sei, é bem ativo. Por sinal, o Pólo foi decisivo, na criação recente das outras licenciaturas, pois só havia Artes Visuais.

Se o ConFAEB for lá, será muito bom porque a FAEB estará descobrindo o interior do Brasil, coisa que Mário de Andrade já fez algumas décadas atrás.

Parabens a todos

CC



Vilma Pereira De Faria
Ola, Gostaria se puderem me enviar modelo de um projeto de Mosaico em parede, quero trabalhar um espaço na escola onde leciono  Arte. Pois não como fazer isso ( material usado e confecção enfim o projeto completo. Aguardo resposta . Obrigada Vilma.
Eliana Pougy

Caros,

durante o ano de 2007 fui contratada pela Diretoria de Orientações Técnicas da SME do Município de São Paulo, por notório saber, como assessora de Artes, para o trabalho de construção da Organização Curricular do Ensino Fundamental, num processo que envolveu os supervisores de ensino, os professores do Grupo Referência e os professores da rede.

Durante o ano, vários arte-educadores foram convidados a fazer uma parceria comigo, mas, se recusaram a participar... Enquanto os outros componentes curriculares tinham de dois a três assessores, eu me vi sozinha na enorme empreitada de pensar o currículo de Artes. 

Durante este ano, fiquei sem dormir diversas vezes diante da responsabilidade de influenciar a educação de 1 milhão de estudantes!

De toda forma, o trabalho está pronto e deve chegar aos professores da rede em alguns dias.

Uma das inovações que propomos no Ciclo I do Ensino Fundamental, e que é apresentada no documento oficial, é a criação do eixo Artes-Educação Física, entendida aqui como Cultura Corporal.

Como afirmou Carlos Cartaxo, o ensino de Artes na pós-modernidade precisa se pautar no reconhecimento da diversidade cultural.

Assim, muito mais do que experiência estética, as Artes podem ser entendidas, também, como experiência cultural.

Por essa via, o ensino das Artes e da Cultura Corporal engloba o estudo dos objetos culturais contextualizados em diferentes culturas.

Para tanto, o trabalho em sala de aula é pautado no reconhecimento dos diversos significados dados signos das linguagens (visual, musical, teatral e corporal) que estruturam os objetos culturais.

Além disso, o estudo dos objetos culturais no Ciclo I do Ensino Fundamental é permeado pela intertextualidade, ou seja, o estudo de um objeto cultural leva ao estudo de outros objetos culturais, numa cadeia de relações sem fim nem começo.

Dessa forma, as Artes e a Cultura Corporal passam a ser o "braço cultural" do currículo, ou o espaço das "outras linguagens" no currículo, que, convenhamos, mesmo juntando as duas disciplinas, é muito pequeno.

No Ciclo II, as Artes e a Cultura Corporal se separam. E, dentro da perspectiva cultural, a dança, pelo seu caráter de manifestação corporal, passa a ser um objeto de estudo da Cultura Corporal. Entretanto, nada impede que o professor de Artes se ocupe da dança em suas aulas, enriquecendo ainda mais o repertório cultural de seus estudantes.

Entretanto, devemos nos lembrar que temos apenas duas horas aulas semanais no currículo do Ensino Fundamental... por isso, mais do que lutar para que tenhamos esse ou aquele conteúdo como "nosso", penso que precisamos lutar por mais espaço na grade, mais união com os outros professores licenciados, mais trabalhos interdisciplinares, etc...

Um abraço a todos,

Eliana Pougy

Carlos Cartaxo escreveu:

Monica e demais colegas

Vejam como sentimos falta de eventos que se aprofundem na nossa profissão. Por enquanto a grande maioria dos eventos discutem a questão teórica do ensino de arte e mesmo assim ultrapassada porque as faculdades estão formando a partir  de um curriculo com base modernista, enquanto estamos vivendo um cotidiano pós-moderno. Queremos que o garoto, filho do pedreiro e/ou pintor do bairro, goste, conheça, entenda os impressionistas europeus, mas não apresentamos a ele a arte popular do seu próprio bairro, as expressões artísticas que estão em volta dele (claro que há exceções, há professores que fazem isso). Pouco de nós, professores de arte, contextualizamos o que "ensinamos" e ainda queremos que o aluno goste ("decore") de algo que não faz parte do universo dele.

Então, está na hora de uma ruptura radical. Até a LDB mudou, com a melhor das intensões, as artes plásticas para artes visuais. Mas, que artes visuais se ensinam nas faculdades e universidades. Não é a mesma artes plásticas de antigamente,  toda embasada na arte moderna?

Seria bom que o ConFAEB abordasse algum tema por esse anglo, tendo em vista que o cotidiano do aluno não faz parte da realidade do ensino de arte.

Então se o professor recebe uma formação deficiente na sua graduação, o que vai acontecer com o aluno que recebe as informações desse professor? Aqui se tem uma lacuna que cada dia se aprofunda mais.

Então Monica e demais colegas de artes, vem os colegas de Educação física e ocupam um espaço que está aberto pela nossa própria deficiência. Eu não culpo os profissionais da Educação Física, antes culpo os profissionais da minha área, no caso, a arte.

Outra questão é que há poucos cursos de graduação e pós-graduação em Ensino de Arte no Brasil. Eu mesmo aqui na Rede Arte na Escola tenho sido um defensor da luta pela abertura de novos cursos. Por exemplo: Fortaleza, que é uma metrópole referencial no Brasil, só tem uma graduação de Música e um curso técnico em teatro no CEFET. Quem ministra aulas de Artes Visuais? E o Norte do Brasil com suas dimensões continentais? E o interior do Nordeste? Que aulas de arte recebem nossas crianças dessas regiões?

Mas, acho que não devemos ficar parados reclamando, quem me conhece sabe que em João Pessoa eu abri um processo na Procuradoria da Infância e Juventude contra a Secretaria de Educação do Governo do Estado por colocar em sala de aula professores não habilitados em arte para ministrarem aulas de arte. O mesmo pode ser feito em todo Brasil. A denúncia também pode ser feita nos Conselhos Municipais e Estaduais de Educação. Assim como no Ministério da Educação. Também pode ser levada ao Ministério do Trabalho porque alguém estava exercendo uma função que não tem formação para tal.

Então, a situação é crítica mas precisamos torná-la pública, através do fortalecimento das Associações de Professores de Arte e onde não tenha essa Associação que se crie uma.

Então vamos à luta!

CC

http://carloscartaxo.multiply.com    carloscartaxo@click21.com.br

 MONICA MESQUITA escreveu:

Gente,

Realmente vejo com muita preocupação o caso de Cursos de Educação Física quererem disseminar a ideia absurda que tal curso forma profissionais ligados às áreas ARTÍSTICAS (principalmente dança e teatro), como está acontencendo em algumas cidades principalmente do interior do país.
Tem que ficar claro que cursos de educação física são ligados à área da saúde, esporte e ao lazer ligado ao esporte.
O que está acontencendo é que alguns profissionais anti-éticos da educação física querendo apenas ganhar dinheiro (inclusive com subvenções do governo nas áreas de esporte e Arte - cultura) por isso o interesse em trabalhar com as duas áreas.

Alguns profissionais e cursos de educação física estão incentivando os seus alunos e professores a trabalharem como professores de Teatro e Dança. Inclusive darem aula de dança e teatro dentro da matéria "Educação Física" nas escolas formais.


Tem que ser esclarecido que o profissional de educação física é um; e o profissional de ARTE-EDUCAÇÃO e ARTE (dança, música, teatro e artes plásticas) é outro totalmente diferente, e independente, com formações e graduações diferentes.

O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO NOS DEPARAMOS COM TAL SITUAÇÃO? Aqui na minha cidade estamos passando por problemas deste tipo. A quem denunciar para reverter esta situação? Como exigir que os profissionais de educação física atuem com Ética, se tem todo um interesse político e financeiro por tras disso tudo? inclusive com muito lobi dentro da própria mídia.

A desculpa utilizada por alguns profissionais de educação física por estarem atuando na área de outro profissional é que  falta profissionais de ARTES, e sobra em educação física.
Isto é mais do que um motivo para o mercado se preocupar em reduzir a quantidade de profissionais de Educação Física e aumentar a demanda e formação para profissionais de ARTES  (dança, música, teatro e artes plásticas).

Monica Mesquita - monimesquita@yahoo.com.br
Acadêmica de Teatro
Montes Claros - Minas Gerais






Ana Mercedes Martins Souza

Meus caros,

Gostaria de sugerir um debate sobre o kit arte.br. Como todos sabemos este material não é disponível para compras e o pouco que existe para empréstimo não nos é suficiente.Como solucionaríamos essa questão? Não estou aqui afirmando que este é o único material de que dispomos, mas este é sim uma ferramenta a mais no desenvolvimento de nosso trabalho. Não seria mais conveniente se pudéssemos adquirir este recurso através de uma compra?

 eliana pougy escreveu:

Caros,

durante o ano de 2007 fui contratada pela Diretoria de Orientações Técnicas da SME do Município de São Paulo, por notório saber, como assessora de Artes, para o trabalho de construção da Organização Curricular do Ensino Fundamental, num processo que envolveu os supervisores de ensino, os professores do Grupo Referência e os professores da rede.

Durante o ano, vários arte-educadores foram convidados a fazer uma parceria comigo, mas, se recusaram a participar... Enquanto os outros componentes curriculares tinham de dois a três assessores, eu me vi sozinha na enorme empreitada de pensar o currículo de Artes. 

Durante este ano, fiquei sem dormir diversas vezes diante da responsabilidade de influenciar a educação de 1 milhão de estudantes!

De toda forma, o trabalho está pronto e deve chegar aos professores da rede em alguns dias.

Uma das inovações que propomos no Ciclo I do Ensino Fundamental, e que é apresentada no documento oficial, é a criação do eixo Artes-Educação Física, entendida aqui como Cultura Corporal.

Como afirmou Carlos Cartaxo, o ensino de Artes na pós-modernidade precisa se pautar no reconhecimento da diversidade cultural.

Assim, muito mais do que experiência estética, as Artes podem ser entendidas, também, como experiência cultural.

Por essa via, o ensino das Artes e da Cultura Corporal engloba o estudo dos objetos culturais contextualizados em diferentes culturas.

Para tanto, o trabalho em sala de aula é pautado no reconhecimento dos diversos significados dados signos das linguagens (visual, musical, teatral e corporal) que estruturam os objetos culturais.

Além disso, o estudo dos objetos culturais no Ciclo I do Ensino Fundamental é permeado pela intertextualidade, ou seja, o estudo de um objeto cultural leva ao estudo de outros objetos culturais, numa cadeia de relações sem fim nem começo.

Dessa forma, as Artes e a Cultura Corporal passam a ser o "braço cultural" do currículo, ou o espaço das "outras linguagens" no currículo, que, convenhamos, mesmo juntando as duas disciplinas, é muito pequeno.

No Ciclo II, as Artes e a Cultura Corporal se separam. E, dentro da perspectiva cultural, a dança, pelo seu caráter de manifestação corporal, passa a ser um objeto de estudo da Cultura Corporal. Entretanto, nada impede que o professor de Artes se ocupe da dança em suas aulas, enriquecendo ainda mais o repertório cultural de seus estudantes.

Entretanto, devemos nos lembrar que temos apenas duas horas aulas semanais no currículo do Ensino Fundamental... por isso, mais do que lutar para que tenhamos esse ou aquele conteúdo como "nosso", penso que precisamos lutar por mais espaço na grade, mais união com os outros professores licenciados, mais trabalhos interdisciplinares, etc...

Um abraço a todos,

Eliana Pougy

Carlos Cartaxo escreveu:

Monica e demais colegas

Vejam como sentimos falta de eventos que se aprofundem na nossa profissão. Por enquanto a grande maioria dos eventos discutem a questão teórica do ensino de arte e mesmo assim ultrapassada porque as faculdades estão formando a partir  de um curriculo com base modernista, enquanto estamos vivendo um cotidiano pós-moderno. Queremos que o garoto, filho do pedreiro e/ou pintor do bairro, goste, conheça, entenda os impressionistas europeus, mas não apresentamos a ele a arte popular do seu próprio bairro, as expressões artísticas que estão em volta dele (claro que há exceções, há professores que fazem isso). Pouco de nós, professores de arte, contextualizamos o que "ensinamos" e ainda queremos que o aluno goste ("decore") de algo que não faz parte do universo dele.

Então, está na hora de uma ruptura radical. Até a LDB mudou, com a melhor das intensões, as artes plásticas para artes visuais. Mas, que artes visuais se ensinam nas faculdades e universidades. Não é a mesma artes plásticas de antigamente,  toda embasada na arte moderna?

Seria bom que o ConFAEB abordasse algum tema por esse anglo, tendo em vista que o cotidiano do aluno não faz parte da realidade do ensino de arte.

Então se o professor recebe uma formação deficiente na sua graduação, o que vai acontecer com o aluno que recebe as informações desse professor? Aqui se tem uma lacuna que cada dia se aprofunda mais.

Então Monica e demais colegas de artes, vem os colegas de Educação física e ocupam um espaço que está aberto pela nossa própria deficiência. Eu não culpo os profissionais da Educação Física, antes culpo os profissionais da minha área, no caso, a arte.

Outra questão é que há poucos cursos de graduação e pós-graduação em Ensino de Arte no Brasil. Eu mesmo aqui na Rede Arte na Escola tenho sido um defensor da luta pela abertura de novos cursos. Por exemplo: Fortaleza, que é uma metrópole referencial no Brasil, só tem uma graduação de Música e um curso técnico em teatro no CEFET. Quem ministra aulas de Artes Visuais? E o Norte do Brasil com suas dimensões continentais? E o interior do Nordeste? Que aulas de arte recebem nossas crianças dessas regiões?

Mas, acho que não devemos ficar parados reclamando, quem me conhece sabe que em João Pessoa eu abri um processo na Procuradoria da Infância e Juventude contra a Secretaria de Educação do Governo do Estado por colocar em sala de aula professores não habilitados em arte para ministrarem aulas de arte. O mesmo pode ser feito em todo Brasil. A denúncia também pode ser feita nos Conselhos Municipais e Estaduais de Educação. Assim como no Ministério da Educação. Também pode ser levada ao Ministério do Trabalho porque alguém estava exercendo uma função que não tem formação para tal.

Então, a situação é crítica mas precisamos torná-la pública, através do fortalecimento das Associações de Professores de Arte e onde não tenha essa Associação que se crie uma.

Então vamos à luta!

CC

http://carloscartaxo.multiply.com    carloscartaxo@click21.com.br

 MONICA MESQUITA escreveu:

Gente,

Realmente vejo com muita preocupação o caso de Cursos de Educação Física quererem disseminar a ideia absurda que tal curso forma profissionais ligados às áreas ARTÍSTICAS (principalmente dança e teatro), como está acontencendo em algumas cidades principalmente do interior do país.
Tem que ficar claro que cursos de educação física são ligados à área da saúde, esporte e ao lazer ligado ao esporte.
O que está acontencendo é que alguns profissionais anti-éticos da educação física querendo apenas ganhar dinheiro (inclusive com subvenções do governo nas áreas de esporte e Arte - cultura) por isso o interesse em trabalhar com as duas áreas.

Alguns profissionais e cursos de educação física estão incentivando os seus alunos e professores a trabalharem como professores de Teatro e Dança. Inclusive darem aula de dança e teatro dentro da matéria "Educação Física" nas escolas formais.


Tem que ser esclarecido que o profissional de educação física é um; e o profissional de ARTE-EDUCAÇÃO e ARTE (dança, música, teatro e artes plásticas) é outro totalmente diferente, e independente, com formações e graduações diferentes.

O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO NOS DEPARAMOS COM TAL SITUAÇÃO? Aqui na minha cidade estamos passando por problemas deste tipo. A quem denunciar para reverter esta situação? Como exigir que os profissionais de educação física atuem com Ética, se tem todo um interesse político e financeiro por tras disso tudo? inclusive com muito lobi dentro da própria mídia.

A desculpa utilizada por alguns profissionais de educação física por estarem atuando na área de outro profissional é que  falta profissionais de ARTES, e sobra em educação física.
Isto é mais do que um motivo para o mercado se preocupar em reduzir a quantidade de profissionais de Educação Física e aumentar a demanda e formação para profissionais de ARTES  (dança, música, teatro e artes plásticas).

Monica Mesquita - monimesquita@yahoo.com.br
Acadêmica de Teatro
Montes Claros - Minas Gerais








Alessandra Gama
MONICA MESQUITA escreveu:

Gente,

Realmente vejo com muita preocupação o caso de Cursos de Educação Física quererem disseminar a ideia absurda que tal curso forma profissionais ligados às áreas ARTÍSTICAS (principalmente dança e teatro), como está acontencendo em algumas cidades principalmente do interior do país.
Tem que ficar claro que cursos de educação física são ligados à área da saúde, esporte e ao lazer ligado ao esporte.
O que está acontencendo é que alguns profissionais anti-éticos da educação física querendo apenas ganhar dinheiro (inclusive com subvenções do governo nas áreas de esporte e Arte - cultura) por isso o interesse em trabalhar com as duas áreas.

Alguns profissionais e cursos de educação física estão incentivando os seus alunos e professores a trabalharem como professores de Teatro e Dança. Inclusive darem aula de dança e teatro dentro da matéria "Educação Física" nas escolas formais.


Tem que ser esclarecido que o profissional de educação física é um; e o profissional de ARTE-EDUCAÇÃO e ARTE (dança, música, teatro e artes plásticas) é outro totalmente diferente, e independente, com formações e graduações diferentes.

O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO NOS DEPARAMOS COM TAL SITUAÇÃO? Aqui na minha cidade estamos passando por problemas deste tipo. A quem denunciar para reverter esta situação? Como exigir que os profissionais de educação física atuem com Ética, se tem todo um interesse político e financeiro por tras disso tudo? inclusive com muito lobi dentro da própria mídia.

A desculpa utilizada por alguns profissionais de educação física por estarem atuando na área de outro profissional é que  falta profissionais de ARTES, e sobra em educação física.
Isto é mais do que um motivo para o mercado se preocupar em reduzir a quantidade de profissionais de Educação Física e aumentar a demanda e formação para profissionais de ARTES  (dança, música, teatro e artes plásticas).

Monica Mesquita - monimesquita@yahoo.com.br
Acadêmica de Teatro
Montes Claros - Minas Gerais


Cara Mônica,
Proponho uma reflexão acerca das afirmações sobre a área de atução do profissional de Educação Física pois, o curso para o qual estou me formando neste ano de 2008 é de Licenciatura Plena em Ed. Física (curriculo de 2005/2008 PUC-Campinas). Na universidade é um curso do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas, portanto na área de "humanas" e não "biológicas", e temos sim, inúmeras abordagens nas disciplinas como política educacional, educação e sociedade, ritmo e folclore, metodos de trabalho na educação física, dança, e a própria caracterização da educação física como área de conhecimento transdisciplinar, que dialoga com outras áreas da ciência humana, inclusive a de Artes. Particularmente, minha formação extracurricular está pautada em estudos sobre arte e educação e sua correlação com as expressões corporais, pois o ser humano é indivisível. Não posso dizer que ao trabalhar uma atividade física estou estimulando somente "o corpo" o corpo não se separa da mente e vice-versa. Utilizo em minhas aulas e oficinas elementos como leitura de imagens, visitas orientadas a museus, reflexões sobre diversidade cultural e patrimônio, enfim. Ao se trabalhar com uma proposta poética sob o olhar em obras de Rubem Valentim e possibilitar a expressão destas obras através das danças afro-brasileiras eu deveria ignorar o total envolvimento com a área das Artes? Tenho um trabalho em desenvolvimento que é justamente um projeto de conclusão do curso de Ações Multiplicadoras cursado durante 5 meses na Pinacoteca do Estado de SP, onde trato as inter-relações das artes corporais e visuais, sem ignorar o conteúdo e o meio (bagagem cultural) impressa nos corpos e mentes dos alunos que trabalho. Proponho interfaces de linguagens: artes visuais, sonoras, corporais...teatrais, dançais...Devo desconsiderar o fato de estar totalmente ligada à Arte humana?
Talvez deixemos de cumprir o nosso mais valioso papel designado - a arte de educar - e seja qual for a "área de conhecimento" do então professor, que ele possa mediar informações acerca de um universo maior o qual nossos alunos tentam sobreviver e aprender (ou se reprendido). Assim como alguns profissionais de Educação Física brigam para resolver quem pode aplicar ginástica laboral na empresa, se é ele ou o fisioterapeuta; é perfeitamente plausível que outras áreas resolvam brigar pelas "fatias do mercado". E um antigo mestre de capoeira, ou de maracatu, um velho artesão,ou um mestre de bateria de escola de samba que se quer chegaram perto de um diploma escolar, não deveriam ser reconhecidos como Arte-Educadores em sua essência por excelência? Em julho passado fui convidada pelo V Congresso de Arte e Educação a ministrar uma oficina voltada a professores da rede pública municipal da cidade de Buri, o tema desenvolvido por mim foi " A arte da educação pela dança" baseado em experiências relacionadas à dança, educação física e cultura popular. ???
Saudações,
Alessandra Gama
Arte Educadora
Campinas - SP
Monica Mesquita
Alessandra Gama escreveu:
MONICA MESQUITA escreveu:

Gente,

Realmente vejo com muita preocupação o caso de Cursos de Educação Física quererem disseminar a ideia absurda que tal curso forma profissionais ligados às áreas ARTÍSTICAS (principalmente dança e teatro), como está acontencendo em algumas cidades principalmente do interior do país.
Tem que ficar claro que cursos de educação física são ligados à área da saúde, esporte e ao lazer ligado ao esporte.
O que está acontencendo é que alguns profissionais anti-éticos da educação física querendo apenas ganhar dinheiro (inclusive com subvenções do governo nas áreas de esporte e Arte - cultura) por isso o interesse em trabalhar com as duas áreas.

Alguns profissionais e cursos de educação física estão incentivando os seus alunos e professores a trabalharem como professores de Teatro e Dança. Inclusive darem aula de dança e teatro dentro da matéria "Educação Física" nas escolas formais.


Tem que ser esclarecido que o profissional de educação física é um; e o profissional de ARTE-EDUCAÇÃO e ARTE (dança, música, teatro e artes plásticas) é outro totalmente diferente, e independente, com formações e graduações diferentes.

O QUE DEVEMOS FAZER QUANDO NOS DEPARAMOS COM TAL SITUAÇÃO? Aqui na minha cidade estamos passando por problemas deste tipo. A quem denunciar para reverter esta situação? Como exigir que os profissionais de educação física atuem com Ética, se tem todo um interesse político e financeiro por tras disso tudo? inclusive com muito lobi dentro da própria mídia.

A desculpa utilizada por alguns profissionais de educação física por estarem atuando na área de outro profissional é que  falta profissionais de ARTES, e sobra em educação física.
Isto é mais do que um motivo para o mercado se preocupar em reduzir a quantidade de profissionais de Educação Física e aumentar a demanda e formação para profissionais de ARTES  (dança, música, teatro e artes plásticas).

Monica Mesquita - monimesquita@yahoo.com.br
Acadêmica de Teatro
Montes Claros - Minas Gerais


Cara Mônica,
Proponho uma reflexão acerca das afirmações sobre a área de atução do profissional de Educação Física pois, o curso para o qual estou me formando neste ano de 2008 é de Licenciatura Plena em Ed. Física (curriculo de 2005/2008 PUC-Campinas). Na universidade é um curso do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas, portanto na área de "humanas" e não "biológicas", e temos sim, inúmeras abordagens nas disciplinas como política educacional, educação e sociedade, ritmo e folclore, metodos de trabalho na educação física, dança, e a própria caracterização da educação física como área de conhecimento transdisciplinar, que dialoga com outras áreas da ciência humana, inclusive a de Artes. Particularmente, minha formação extracurricular está pautada em estudos sobre arte e educação e sua correlação com as expressões corporais, pois o ser humano é indivisível. Não posso dizer que ao trabalhar uma atividade física estou estimulando somente "o corpo" o corpo não se separa da mente e vice-versa. Utilizo em minhas aulas e oficinas elementos como leitura de imagens, visitas orientadas a museus, reflexões sobre diversidade cultural e patrimônio, enfim. Ao se trabalhar com uma proposta poética sob o olhar em obras de Rubem Valentim e possibilitar a expressão destas obras através das danças afro-brasileiras eu deveria ignorar o total envolvimento com a área das Artes? Tenho um trabalho em desenvolvimento que é justamente um projeto de conclusão do curso de Ações Multiplicadoras cursado durante 5 meses na Pinacoteca do Estado de SP, onde trato as inter-relações das artes corporais e visuais, sem ignorar o conteúdo e o meio (bagagem cultural) impressa nos corpos e mentes dos alunos que trabalho. Proponho interfaces de linguagens: artes visuais, sonoras, corporais...teatrais, dançais...Devo desconsiderar o fato de estar totalmente ligada à Arte humana?
Talvez deixemos de cumprir o nosso mais valioso papel designado - a arte de educar - e seja qual for a "área de conhecimento" do então professor, que ele possa mediar informações acerca de um universo maior o qual nossos alunos tentam sobreviver e aprender (ou se reprendido). Assim como alguns profissionais de Educação Física brigam para resolver quem pode aplicar ginástica laboral na empresa, se é ele ou o fisioterapeuta; é perfeitamente plausível que outras áreas resolvam brigar pelas "fatias do mercado". E um antigo mestre de capoeira, ou de maracatu, um velho artesão,ou um mestre de bateria de escola de samba que se quer chegaram perto de um diploma escolar, não deveriam ser reconhecidos como Arte-Educadores em sua essência por excelência? Em julho passado fui convidada pelo V Congresso de Arte e Educação a ministrar uma oficina voltada a professores da rede pública municipal da cidade de Buri, o tema desenvolvido por mim foi " A arte da educação pela dança" baseado em experiências relacionadas à dança, educação física e cultura popular. ???
Saudações,
Alessandra Gama
Arte Educadora
Campinas - SP

Cara  Alessandra e colegas do Fórum,

Gostaria primeiramente de esclarecer que não sou eu que afirmo e coloco o curso de educação física como um curso  da Área da Saúde, é a Legislação Brasileira, o MEC e o próprio ministério da Saúde. (Peço consultar a legislação e os pareceres específicos) vide:

(Resolução CNS n.º 287, de 8 de outubro de 1998).

 http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/pub_assunto/educacao.html

É claro que em universidades em que não existam um departamento ou centro específico para  cursos da área da Saúde e Biológicas eles sejam inseridos em um outro departamento. Como você mesma colocou,  na sua universidade o seu curso é no Centro de Ciências Sociais e Aplicadas. Mas isso não muda o fato dos cursos de educação física em todo o país serem cursos da área da saúde.

Quero esclarecer também , que aqui não questiono o talento nato inerente ao ser humano para a ARTE, e o seu direito de exercê-la. Conheço  músicos, dançarinos, pintores, atores , artesãos e mestres do notório saber, maravilhosos e que nunca fizeram uma universidade, alguns mal sequer sabem ler e escrever. E acho que nós da acadêmia só temos que respeitar e aprender com eles. Assim como na área da EDUCAÇÃO FÍSICA e ESPORTE, temos excelentes jogadores de futebol e atletas que nunca sequer fizeram uma aula  de educação física.

O que eu questiono sim é a formação e qualificação acadêmica universitária.  Uma legislação que existe e que deve ser cumprida, o que na prática muitas vezes não está ocorrendo, pois como  você colocou alguns profissionais querem apenas "fatia do mercado", sem formação ou qualificação. Um curso de educação física não qualifica um profissional para ensinar a atuar, dançar, pintar um quadro ou  tocar um instrumento musical por exemplo. Então como este vai ensinar algo que não sabe.... Nossos alunos não são cobaias porque alguns  querem apenas  comer uma fatia do mercado...

Segundo a própria LDB é atribuição das universidades: Art. 43o  ...:II - Formar diplomados nas diferentes áreas do conhecimento...

Existem cursos para formação  bacharelados e lincenciaturas em ARTES (seja artes visuais, dança, música e teatro), assim como existem cursos de EDUCAÇÃO FÍSICA, LETRAS, GEOGRAFIA, HISTÓRIA, MATEMÁTICA, FÍSICA, QÚIMICA dentre outros. Cada um destes cursos formam profissionais de diferentes áreas de conhecimentos. É claro que dentro do contexto da educação escolar estes cursos podem e devem trabalhar em conjunto de forma interdisciplinar.

Agora, imagina se o professor de geografia resolve que vai ensinar Educação física, o de matemática geografia, o de letras geografia, o de física história, o de artes geografia, o de educação física história... É claro que essa situação absurda e hipotética representaria um verdadeiro CAOS EDUCACIONAL, porque nela o nosso aluno sairia da escola sem saber o básico que é ler e escrever, ou somar e multiplicar simplesmente porque o professor destas dfisciplinas estavam mais preocupados com a dos outros que se esqueceram de ensinar o básico das suas. E o propósito destes profissionais terem estudado, se especializado ou terem feito uma universidade perdeu todo o sentido. Se um advogado resolve que vai exercer a medicina não é Crime? O mesmo considero querer ensinar algo para o qual não se tem formação, ou qualificação apenas por querer obocanhar a "fatia do mercado", sem se preocupar com as consequencias disso.

Como você mesma colocou " sua formação extracurricular está pautada em estudos sobre arte e educação..." (grifo meu). Ou seja não faz parte do currículo profissional do Curso de Educação Física.

Desconheço a existencia de algum curso de educação física para formação de ARTISTAS ou ARTE-EDUCADORES (em qualquer vertente artística). Incluside no site da Puc Campinas não ví nada a respeito.  

O que aqui chamo a atenção,  principalmente  dos profissionais da área de ARTES (as vítimas deste contexto), sobre a ilegalidade, do fato de alguns profissionais quererem  vincular o ensino de qualquer tipo de arte à fomação em Educação Física se tal curso não forma este profissional. (Que não considero e espero ser o seu caso,  pois você diz que sua formação é extra-curricular , por isso  não vinculada formação em educação física).

Pela legislação não existem vinculos de qualquer profissional ARTE, seja dança, teatro, circo e tantos outros (vide anexo da lei Lei 6.533 de 24/05/1978) à formação em Educação Física, pois estes profissional já são regulamentados em outra profissão e legislação. Inclusive Fiscalizações ilegais neste sentido já  geraram diversas manifestações (da classe artística) ,  intervenções e fechamentos de Conselhos de educação Física.

http://www.cultura.gov.br/site/?p=837

http://www.cultura.gov.br/upload/sentencajudicial_1130354248.pdf

O próprio MEC, Os Parâmetros Curriculares Nacionais, os SATED'S,   o Ministério do Trabalho no Código Brasileiro de Ocupações CBO,  e a Legislação Brasileira, tratam tanto os profissionais de ARTE, quanto o de EDUCAÇÃO FÍSICA como profissionais independentes. Existe uma legislação profissional específica e independente tanto para o  Artista Lei 6.533 de 24 de maio de 1978 (No qual se inclui por exemplo o professor de Artes Cênicas e o bailarino e dançarino), bem como existe uma outra Lei para o profissional de Educação física Lei 9.696 de 01 de setembro de 1998 (A própria legislação proibe que uma profissão seja regulamentada por duas lei). 

Enfim, não tenho nada contra o profissional de educação física, o respeito, e reconheço a sua importância, principalmente a nossa saúde e dos educandos. O mesmo respeito que gostaria que  esses profissionais tivessem com os artistas e arte educadores. 

Como você mesma colocou:

Assim como alguns profissionais de Educação Física brigam para resolver quem pode aplicar ginástica laboral na empresa, se é ele ou o fisioterapeuta; é perfeitamente plausível que outras áreas resolvam brigar pelas "fatias do mercado"

No caso nós (ARTISTAS e ARTE EDUCADORES) não somos profissionais de  outras áreas, somos profissionais, com formação para atuar na nossa área que é de  ARTES.  Quem está errado é um profissional sem formação que quer apenas o nosso mercado por questões financeiras. Se estes profissionais querem atuar na área de ARTES porque não fazem cursos para tal.  Tenho certeza que se os profissionais de Arte  resolvessem dar aulas de ginástica em academias, os profissionais de educação física e os seus respectivos conselhos  NÃO iriam deixar... 

Por fim quero ALERTAR a todos que tramita no congresso um projeto de lei da Deputada Alice Portugal, para limitar essa atuação dos profissionais de educação física e acabar com esses equívocos. No qual ela reconhece a importância do profissional de Educação Física, mas defende que ele tem atuações específicas, que não se confundem com manifestações culturais, artísticas e de expressão corporal, próprias da dança, da capoeira, da ioga e do pilates. "A lei não autoriza o Confef a intervir em outras áreas de expressão artístico-cultural, espaços há muito consagrados pela ação e memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira".
http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=116293

Todos nós artistas e arte-educadores devemos apoiar, para que esse projeto de lei seja aprovado o mais URGENTE possível.

A propósito ARTE-EDUCADOR não é qualquer profissional:

Criado na década de 80 pela Profª Drª. Ana Mae Barbosa (Indiscutivelmente a maior “autoridade” da área no Brasil e internacionalmente reconhecida pelo seu trabalho) o termo arte-educação designa uma categoria de profissionais, devidamente licenciados em Arte, e o tipo de trabalho que desenvolvem, com base, em geral, na abordagem triangular...

Monica Mesquita - monimesquita@yahoo.com.br
Acadêmica de Teatro
Montes Claros - Minas Gerais



Thiago Zanotti Pancieri
Gostaria de sugerir um tema para discussão no Fórum. Regras de Editais para Concursos Públicos para Contratação de professor de ARTES. Há uma divergência nos Editais de concursos públicos de todo país, que em alguns casos restringem a formação do Professor de Artes aos licenciados em artes visuais. Em outros casos abrem concurso para Professor de Educação Artística, restringindo para os licenciados em educação artística, e em alguns casos em artes visuais, utilizando estas duas nomenclaturas como sinônimos.  Todos sabemos que a área de educação artística foi substituída pela nomenclatura Artes, que engloba as linguagens de Teatro, Dança, Música e Artes Visuais. Como fica o PARECER CNE/CEB Nº: 22/2005, solicitado por nós mesmo no congresso da FAEB, aprovado e homologado pelo MEC? Estou passando por uma situação constrangedora, caracterizada como reserva de mercado. Fui aprovado em concurso público para professor dinamizador de artes na educação infantil, pela prefeitura de Vitória. No entanto, o edital restringe a formação do profissional de artes, as artes visuais e a música, e minha formação é artes cênicas, pela Universidade Federal de Ouro Preto. Mesmo que na Lei do Magistério do município de Vitória informa que os concursos públicos para o cargo de professor dinamizador de artes na educação infantil devem abrir vagas para os licenciados na área de artes (artes cênicas, artes visuais, música, dança), o Edital restringe a formação aos licenciados em música e artes visuais. Entrei com um pedido junto a Secretaria Municipal de Educação de Vitória, para incluir as demais linguagens como requisito, e recebi uma resposta em Ofício da Secretária Municipal, que a Secretaria de Educação OPTOU por estas duas áreas, pois foi orientada pelo Centro de Artes da Universidade Federal do Espírtio Santo, sem nenhuma análise jurídica, totalmente subjetiva. Por coinscidência, o referido centro, da referida universidade, forma apenas profissionais destas duas áreas, e a referida secretária é professora desta universidade. Reserva de mercado? A discussão está aberta!
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