Forum
Marília Schmitt Fernandes
Oi Belô, Roseli, Juliana... estou voltando com a cabeça cheia de idéias. Nas férias criei uma série intitulada " Paisagem capilar" ( usando meu corpo como suporte ) que poderia bem ser uma releitura daqueles desenhos esteriotipados que algumas crianças e até adultos insistem em repetir. Espero que gostem, estou disposta a esclarecer dúvidas. Abraços saudosos da Marilia Schmitt Fernandes.
Beloní Cacique Braga
Marília, estava com saudades guria. Que loucura capilar!!! Conte mais sobre essa série e envie pra mim. Posso colocar no blog? E nosso projeto de intercâmbio? Visite o espaço que estou ainda construindo www.malabau.zip.net entre lá comente e fique à vontade. Não desapareça. Leia o novo espaço no fórum "Diário de bordo no ensino de Arte". Quem sabe você pode contar lá seu processo e enriquecer a vida de vários professores? Começo essa discussão a partir das idéias do Miguel Zabalza em seu livro "Diários de Aula". Depois a gente se fala.. Ei pessoal suvaqueiro onde se esconderam? essa história começou como sovaco e não como "gogó. O papo é sério ou não é? Apareçam em qualquer lugar. Abraços Beloní
Roseli Alves
Olá suvaqueiros! Legal, começou a esquentar de novo! Nada como "ócio criativo"! Marília adorei sua obra, os tons e a ambiguidade que provoca. No primeira olhada me deu um arrepio, depois fui olhando as formas, as cores, as sensações foram as mais diferentes, incômodo, conforto, oriente, ocidente etc... Bem, com essa obra da Mar´lia, as contribuições da Beloni, da JU, da Kátia que está nos lendo, da Marileusa, do Victor, da Diana pensei que talvez pudéssemos colocar em prática aquela idéia que apareceu no Encontro lembram? A elaboração de um texto coletivo. O que pensam? Para isso devemos utilizar o e.mail? Vamos pensar? Que tal começarmos por releitura? Podemos publicar em alguma revista de grande circulação, no site, no blog da Beloni, enfim, soltar no mundo. Quem começa? Um abração a todos! Roseli
Marília Schmitt Fernandes
Olha eu aqui de novo ! Roseli quero te agradecer pela leitura que fizeste da minha criação, sempre é muito bom saber o que nossas idéias provocam no outro. A forma fluída das tuas palavras me tocaram muito, pois é justamente a ambiguidade do pensamento que hora transborda ora se aquieta que eu também queria mostrar com a paisagem capilar. E quando alguém nos percebe na raiz isto é demais. !!!!! Quanto a produção de um texto coletivo podem contar comigo, minhas férias estão acabando e estou louca para continuar esta prosa. Eu tenho uma idéia muito particular sobre releitura que é a que uso em sala de aula e aí vai uma das minhas estratégias: Tendo escolhido uma temática e alguns conceitos para abordar com os alunos, saio a caça de imagens que possam colaborar na produção e na contextualização das idéias. Estas imagens são reproduções de obras de diversos artistas quem propuseeram uma discussão da temática em questão, tfotografias jornalísticas, imagens publicitárias, letras de música ... E a partir da leitura deste mix de informações, desafio os alunos a criarem a sua obra selecionando cores, formas... retirando informações de identidades diferentes e usando até materiais diferentes dos materiais que foram utilizados pelo artista. Bom, este " caldo quântico artístico" oportuniza ao aluno um momento de autoria e a obra do artista passa a ser um ponto de partida, na busca da nova obra, da obra do aluno. A diversidade da origem das imagens e dos materiais criam um distanciamento muito salutar entre a obra do artista e a produção dos alunos. Dificilmente, faço releituras que ficam restritas a só uma das expressões artísticas, procuro sempre uma nova forma. Reler uma imagem através da dança, da performance, dos poemas... Isto trás novas possibilidades de entendimento para dentro da sala de aula e os alunos se apaixonam, por que cada um percebe que terá lugar para expressar-se. Esta forma de ensinar e aprender é muito dinâmica e exige muita flexibilidade especielmente por parte do professor , que deve estar atento aos diferentes processos que acontecem na sala de aula, mas podem acreditar: se você sabe o que quer os resultados serão encantadores. Ei turma do encontro, onde estão vocês? Vamos dar continuidade ao que nós nos comprometemos, afinal fomos analisados, selecionados, classificados e finalmente Premiados. É hora de darmos o exemplo, acreditaram na nossa força de trabalho e talvez em algum cantinho do BRASIL tenha algum professor precisando de nós. Vamos mostrar a nossa cara. !!!!!! Abraços elétricos da Marilia Schmitt Fernandes. Marilia Schmitt Fernandes
Beloní Cacique Braga
Marília Gostei da sua proposta de releitura. E seu trabalho capilar é de arrepiar os "cabelos". Também estou sentindo falta do povo. Parece até que só a gente tava lá em Sampa no dia que nos comprometemos a manter o papo no ar. Esse papo precisa ser coletivo. Ai pessoas, dêem as caras... Roseli... continue buscando a idéia de publicação, gostei muito. Abraços a todos. Belô
Roseli Alves
Ois, Belo, Marília, e demais suvaqueiros. Também gostei do teu relato Marília. Beloní, veja que coisa interessante, uma publicação coberta de subjetividades de professores. Penso que se vingar a publicação a subjetividade deve ser o fio condutor. Claro que os aportes teóricos também serão indicados mas a voz do professor falará mais alto. O que acham? Abraços. Roseli
Beloní Cacique Braga
Roseli, Marília, Jú ...PESSOAL Essa valorização da subjetividade do professor me remete aa necessidade de dar a voz ao professor, e é isto, que estamos fazendo neste espaço virtual.Isso me transporta aos momentos que vivi enquanto fazia a pessquisa de mestrado. Houve um tempo no qaul me confrontei com a idéia registrada em meu texto: "Pérez Gomez (1992.p.106) afirma que “quando o professor reflete na e sobre a ação converte-se num investigador na sala de aula”. No movimento de repensar a vida profissional encontramo-nos envolvidos numa investigação que contribui para o redirecionamento de nossa prática." Acredito que chegaremos a muitas descobertas e compartilho da idéia da subjetividade como a força motriz desse nosso texto. Se a turma achar legal vamos investir na análise das falas do diário por este olhar também . " Vi terras de minha terra, por outras terras andei, mas o que ficou marcado, no meu olhar fatigado, foram as terras que INVENTEI". Manuel bandeira Vamos pessoal... tá na hora de embarcar!!! Beloní
Roseli Alves
Marília, que máximo esse seu jeito de contar como você faz as coisas acontecerem na sala de aula. Gostei por vários motivos mas o principal é que você não fica presa a uma "metodologia", penso que esta palavra, que vem de método e método nos diz :é assim que se faz - acaba nos amarrando. Você construiu o seu fazer(subjetividade). Você soube que o Fernando Hernandez esteve aqui? Fizemos uma entrevista com ele que será publicada no próximo Boletim. Um dos fazeres docentes que ele considera de extrema importância para a aprendizagem dos alunos é o que você relata, transformar uma linguagem em outra. Bem, agora uma dúvida: Alunos fazem obras? Ora você diz que é "produção do aluno" ora "obra do aluno". Tem diferença? Para terminar, quero contar que entramos em contato com os suvaqueiros e tivemos notícias de que em breve aparecerão, pois acabaram de chegar das férias. São elas: Célia Von, Rosani de Nicoli, Eliane e Jaqueline. Vamos aguardá-las com muito entusiasmo. Um grande abraço
Beloní Cacique Braga
Marília Você apresentou sua série capilar para seus alunos? Quais discussões está propondo este ano. registre suas impressões lá no diário de bordo. Beijim Beloní
Beloní Cacique Braga
Jú Por ande você anda? Está em sala de aula ou anda por aí cantando? No momento é cigarra ou formiga? Conte suas experiências pra gente lá no diário de bordo. E a turma dos suvaqueiros? Apareçam pra contar como andam as coisas. A idéia do diário de bordo é para se crescida e acrescida de gente arteira que não pára quieta e que vê a vida como um a grande obra de arte. Esperamos por vocês TODOS. Abração Belô
Marileusa De Oliveira Reducino
Olá Bê, Marília, Roseli e demais suvaqueiros, Estou voltando para o fórum perceberam? Este período em que me ausentei das discussões foi meio tumultuado, mas certamente entrei nos eixos e estou passando para marcar presença, ok? Um grande abraço a todos Marileusa
Beloní Cacique Braga
Seja bem-vinda Marileusa Você está voltando em um bom momento. Temos um convite a todos os suvaqueiros para estarem no Diário de Bordo. Mas infelizmente algo deve estar acontecendo pois o pessoal não registra suas idéias. Esteja em casa Abraços Belô
Beloní Cacique Braga
Jú, Victor, Ricardo Percebo que vocês visitam o site mas não participam conosco. Desistiram de andar junto? A temática não interessa? O papo não está interessante? Façam suas propostas. Abraços Belô
Beloní Cacique Braga
O nosso I Encontro em São Paulo foi um tempo muito bom para todos nós. Será que teremos como produzir algo no coletivo e que nos leve novamente a estarmos juntos? Vamos arregassar as mangas!!! Bom fim de semana a todos Abraços Beloní
Celia Maria Von Mengden Meirelles
Oi Pessoal! Custei, mas apareci. Um bom início de ano a todos! Há tantas idéias em discussão que estou achando difícil acompanhar, talvez se concentrássemos o foco... Minhas contribuições: · sobre releitura: ainda penso que muitos professores ainda vêem a releituras como cópia. Um bom começo para esta discussão seria acompanhar um artista que tenha feito releituras ao longo da carreira, como Picasso, por exemplo. Prefiro continuar a partir de exemplos da minha própria sala de aula. Seguem três fotos anexadas. São do projeto que desenvolvi em 2000, com alunos de oitava série, no qual o trabalho de conclusão foi a confecção de sapatos em papel machê, a partir de um dos temas estudados, que foram história da arte e diferentes culturas. Um dos sapatos (o de conchas) a aluna faz uma "releitura" da obra de Chagall, na minha visão muito apropriada: ela buscou retratar magia, irreal, impossível, lembranças de infância... Utilizou elementos como conchas que não estão na obra, mas que vão de encontro ao sensível do conjunto da obra de Chagall. Na segunda foto (“sapato” indígena brasileiro) há um outro nível de relação – usa materiais pertinentes à cultura indígena – palha, penas, espinha de peixe – e os desenhos são transcrições diretas dos elementos encontrados em artefatos indígenas. O terceiro sapato (sandália japonesa) o aluno quase copia um calçado japonês, com pouquíssima interferência de criação ou de interpretação da cultura. Os três trabalhos podem ser considerados releituras, mas têm profundidades e complexidades distintas. Entendo que em uma sala de aula real, existem alunos em diferentes etapas de compreensão e com históricos de trabalhos em arte também distintos. O desafio está em fazer com que um aluno do terceiro exemplo avance. Muitas vezes, a cópia direta terá um resultado plástico até melhor, mais “bonito”, mas sem aquisição de conhecimento e capacidade de relação de informações que se espera. · Sobre o diário de bordo: embora seja outro grupo, foi citado neste. Tenho utilizado a seguinte estratégia há 10 anos. Cada aluno tem um envelope que fica em sala de aula. Nele, são guardados os trabalhos e há uma planilha de controle do que foi realizado. Há o “dia de olhar o envelope”. Os alunos olham os seus trabalhos e o dos colegas, vêm se todas as tarefas foram entregues, trocam idéias entre si e avaliam o que aprenderam em cada tarefa. Algumas vezes fazemos um feed-back do período, colocando no quadro exemplos das atividades, imagens e palavras que vão resgatando a relação entre as atividades desenvolvidas, favorecendo a consolidação do aprendizado. O meu diário de bordo segue a linha do deles. Vou armazenando as atividades, textos que levei e exemplos das tarefas dos alunos, como textos, desenhos, imagens, frases, fotos (muitas!) tiradas em sala de aula, minha avaliação sobre cada trabalho e atividades, saídas de estudo... Há uma preocupação estética nesse registro, pois ele também será utilizado como material didático. No início do ano passado (2005), mostrei o meu diário do ano de 2004 para a turma, que seriam meus alunos novamente. Fiquei surpresa com a avaliação feita por eles: adoraram ver todo o seu processo guardado e registrado, como uma memória da escola, surpreendendo-se do quanto tinham estudado e realizado. Levei dois meses para entrar no fórum, acho que exagerei... Um abraço a todos, Célia
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