Forum
Gisele Lourençato Faleiros Da Rocha
Bom minha experiência com a proposta curricular é excelente!
Estou morando no Espírito Santo e implementando uma proposta curricular desenvolvida pelos professores da rede estadual, com a colaboração de professores da UFES. Nossa proposta é bem ampla e da para implementar projetos que venham atender diferentes demandas culturais e englobando a diversidade artística do Estado.
Nossa proposta tem como pilares:
* Saberes sensíveis e estéticos - históricos e culturais;
*Linguagens artísticas e seus dialogos;
* Expressão/Conteúdo;
* Processo de Criação.
Não existe uma preocupação com o conteúdo seriado e sim que o nosso aluno compreenda qual a dimensão da arte para a vida humana!
Albaneide Maria Barbosa De Lucena De Souza

     Boa noite a todos!

     Quando foi implantado a Proposta Curricular foi muito jogado, não tivemos orientações de como desenvolver as habilidades, sem recursos os alunos não tinham o caderno, foi muito massacrante, porém aos poucos foi se ajustando, orientações foram chegando. Ao meu ver houve um dispertar e uma inquietação muito maior do que antes, aos poucos orientações chegam até nós. Estamos buscando, estamos vivendo uma transição em Arte na Educação, o Contemporâneo que está nos causando essa necessidade de busca, e a cada dia vem descobertas novas e continuamos sempre com fome de conhecimento para passarmos para nossos alunos.                                            

Foi muito enriquecedor esse curso Nos Territórios da Arte aprendi muito e passei a ver a proposta diferente. Agradeço a minha ATP Suzana por nos proporcionar esse curso e aos organizadores.

    Um abraço a todos!

    

Solange Utuari
Olá todos!
É um prazer mediar este fórum!
            Observando a participação dos educadores percebo que há varias opiniões sobre propostas curriculares. Alguns educadores apontam suas criticas e outros elogiam as propostas curriculares implantadas em suas regiões. Em São Paulo em particular, a polêmica é grande! O currículo já está sendo implantado a cerca de 2 anos e há ainda muitas lacunas, principalmente sobre a formação dos professores para esta nova realidade. É por este motivo que o nosso Polo(Unicsul- SP) está oferecendo cursos de formação continuada sobre os Território de Arte e Cultura.
            Concordo com os educadores que colocam as dificuldades da implantação, porém também compreendo que a rede de ensino publico estadual é imensa, e qualquer implantação de projeto de formação pode ter seus pontos positivos e negativos. Mas a questão é como você professor busca ampliar seus saberes frente a uma nova proposta curricular, em meio a tantas dificuldades? Como educadores somos autônomos e superamos nossos limites ou nos acomodamos em nossas queixas?
            No debate percebo que há educadores que aceitam a proposta com bons olhos e outros que fazem críticas duras, o que também é de direito. Mas tenho acompanhado a proposta curricular de São Paulo (ensino estadual )deste da sua criação e considero os conceitos tratados ali muito relevantes.
            Os territórios de Arte e cultura presente na proposta curricular de São Paulo tem ampliado o olhar sobre os diferentes conteúdos em arte. Considero que o professor que está em formação (continuada ou inicial) tem mais condições de compreender conceitos, proposições metodológicas e objetivos dos currículos implantados. Até mesmo para fazer criticas mais fundamentadas. Também percebo na discussão do Fórum que o professor muitas vezes confunde implantação e gerenciamento do currículo por parte dos órgãos públicos, com a função da proposta curricular. A função é sempre pedagógica e traz presente fundamentos teóricos da arte educação e concepção de Arte e de ensino de Arte, é uma filosofia de ensino. Precisamos fazer uma reflexão sobre o que nos incomoda: A implantação ou a concepção?
Na seqüência desse fórum proponho mais provocações:
  • Você compreende bem esta diferença (implantação de concepção)?
  • O que lhe incomoda é a  implantação ou a concepção?
  • Como você supera seus limites?
  • Qual a concepção de Arte e de ensino de Arte, presente no currículo proposto em sua região?
      Para quem não conhece a proposta dos territórios da Arte e Cultura ( concepção da proposta curricular de São Paulo, segue um resumo:
Os territórios da arte e cultura:
              Linguagens artísticas: Explora o campo das linguagens artísticas e como são produzidas, em suas características, história e poética. São linguagens artísticas as artes visuais (cinema, pintura, desenho, gravura, instalação, outras), musica (clássica, rock, forró, entre outras), teatro (monólogos, de bonecos, de sombras, entre outros), dança (de rua, clássica, jazz, samba e outros).
              Forma e conteúdo: Observa como a arte é constituída em seus elementos de linguagem como, por exemplo, nas artes visuais temos linhas, cores, formas, espaço, superfície, no caso da musica as notas, intervalos, pulsação, intensidade do som, timbre entre outros aspectos da linguagem. Também estuda os temas abordados nas obras artísticas, temas sociais, vida privada, coletiva, leituras de mundo entre outros temas e assuntos que proclamam as ideias dos artistas expressas em suas obras.
              Processo de criação: Procura compreender como criamos e como podemos incentivar nossos alunos a criar. Explora o universo da mente criadora, observando quando estamos imerso na perseguição de ideias, experimentando materiais e instrumentos para dar vida a nossa visão de mundo por meio de uma linguagem artística. 
 
              Patrimônio Cultural: Analisa a produção artística de diferentes tempos e procura cultivar o espírito de pertencimento, de conversação e valorização da nossa cultura local e universal. Propõe refletir sobre o valor dos bens materiais ( obras de arte, prédios históricos, outros) e simbólicos culturais( cantos, contos e lendas, entre outros).
 
              Materialidades: Estuda e investiga as possibilidades e potencialidades das matérias que constitui as obras de arte. Como por exemplo, as tintas, suportes, ferramentas e outros dependendo da linguagem e intenção poética do artista e dos alunos no fazer artístico.
 
              Conexões transdisciplinares: Estabelece relações entre a arte e outras áreas do saber como, por exemplo, arte e matemática, arte e historia arte e ciências da natureza entre outras possibilidades.
 
              Saberes estéticos e culturais: Estuda história da arte ampliando o olhar também para outros aspectos da produção artística, como por exemplo: O estudo da estética, da filosofia da arte, da história da sociedade, dos contextos políticos e culturais em que cada obra artística é criada.
 
              Mediação cultural: Propõe que o educador se preocupe em como apresentar as produções artísticas para as crianças e jovens, investiga como a arte afeta as pessoas e estimula o educador a ser um mediador entre a arte o publico (seus alunos). Há muitas maneiras de apresentar uma obra artística e a forma como cada professor cria situações de aprendizagens e percurso de percepção estética, poderá fazer muita diferencia sobre os encontros significativos com a arte.
           
            Criada pelas educadoras Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque,a proposta de ensinar arte por esses territórios está presente também no Material da DVDteca. Uma dica é ler os textos que acompanham os DVDs impressos ou neste site do Instituto Arte na Escola disponível em: http://www.artenaescola.org.br/dvdteca/.
É um material ótimo é você pode baixar tudo em arquivo de PDF.
Boa discussão!
Solange Utuari (Mediadora do Fórum).
Maura Maria Silva De Vasconcelos

Boa Noite

Os educadores elogiam e fazem críticas sobre como foi implantado a proposta curricular. Alguns professores ainda estão com muitas dúvidas. Mas com o tempo, tudo começa a se ajustar. A proposta curricular deve ser mais uma ferramenta para acrescentar e ajudar os professores. Mostrando que o educador deve sempre pesquisar, buscar novos conhecimentos.

Por que o ser humano nasce aprendendo e até a morte ele sempre tem alguma coisa nova para aprender. 

Ass: Professora Maura Maria Silva de Vasconcelos

 

Luciana Vieira De Paula

OLÁ COLEGAS,

A PROPOSTA ESTA SENDO  UM INSTRUMENTO PARA NOS AUXILIAR, ALGUNS CRITICAM OUTROS ELOGIAM.  PARA MIM FOI POSITIVA, ,

COM O CURSO QUE   ESTAMOS FAZENDO ESTA SENDO MUITO PROVEITOSO, O ARTE NA ESCOLA (POLO UNICSUL), NOS TIROU MUITAS DUVIDAS A RESPEITO DA PROPOSTA.

PARABÉNS AOS COORDENADORES PELA INICIATIVA.

Solange Sueli Do Nascimento Lemos
Olá a todos ! Primeiro sou professora da rede municipal e atualmente estou cursando pedagogia em uma faculdade privada na minha cidade ,e algumas das disciplinas que estou cursando na mesma exigem observações e regências . E é com profunda tristeza que vejo o descaso que é dado ao ensino de arte dentro da maioria das escolas e também nos cursos de pedagogia por parte dos estudantes, que mesmo tendo acesso a pesquisas que comprovam a eficiência da disciplina no desenvolvimento cognitivo dos discentes ainda existe muito preconceito com a disciplina. Pesquisas apontam a eficácia da disciplina no desenvolvimento pleno do indivíduo ,tive o prazer de durante um evento de apresentação de um documentário sobre a vida de Ana Mae barbosa conhece-la pessoalmente e foi uma experiência riquíssima ,pois a mesma se trata de um ícone da arte educação no Brasil . E particularmente concordo com a proposta do ensino de artes trazido pela mesma ,que é uma proposta baseada em três pontos chaves : o leitura , contextualização e fazer artístico ,sem seguir ordens desses das etapas pois segundo BARBOSA não é uma receita e sim uma proposta para ensinar arte na escola.
Patrícia Ferraz Da Silva

Olá Boa noite à todos,

     Confesso que estou adorando participar e compartilhar minhas alegrias , angústias e algo mais sobre a proposta curricular.

   Não é fácil, mas a implantação de um sistema novo sabemos que não é de um dia para outro , leva - se tempo e demanda boa vontade por parte dos profissionais.

   Eu também tive medo no começo , mas depois de conhecer as autoras e saber como foram concebidas. Me animei , em criar e buscar junto dos alunos.

   Trazer o aluno como parceiro e próximo eles se sentm mais a vontade e nos dão retornos maravilhosos.

   Abraços

  Patrícia Ferraz

Eliane Oliveira Bacco

Por: Eliane Oliveira Bacco e Ângela Alves Costa dos Santos

 

Após os encontros realizados no pólo da unicsul, nos reunimos para discussão sobre o tema abordado e chegamos a seguinte conclusão.

 

Acreditamos que alguns educadores ainda resistam a proposta curricular, pois possuem uma visão erronia em relação a mesma. Visto que a proposta segue como referencial para subsidiar o processo de construção do educando. Cabe a nos educadores buscarmos  novas  descobertas junto aos educandos explorando suas competências e habilidades  dentro  das linguagens artísticas.

Consideramos que foi de suma importância o curso territórios da arte,  pois ampliou nossos conhecimentos nos apontou métodos diferenciados de aprendizado de forma significativa dos nossos conhecimentos sobre nossas praticas pedagógicas.

 

 

João Batista Da Silva
A nova proposta tem dado condições de analisarmos a cultura e todas as formas de arte. tem proporcionado a construção do conhecimento não só do aluno mais também do professor. A proposta valorizou a Arte como disciplina de fato, deixamos de ser encarados como professores de recreação, principalmente para os alunos do ensino médio que passaram a participar mais das aulas de Arte.
Gilvan Pereira De Oliveira

BOA A NOITE A TODOS,

A PROPOSTA QUE NOS FOI ENVIADA,  ESTA SENDO  MAIS UM APOIO PARA OS PROFESSORES, VEJO DE UMA FORMA POSITIVA PARA NOS AUXILIAR EM NOSSO TRABALHO EM ARTE.

COM A INICIATIVA DO POLO ARTE NA ESCOLA  , EM   PROMOVER  OS ENCONTROS  E TRAZENDO AS AUTORAS DA PROPOSTA  NOS TIROU  MUITAS DUVIDAS.

Talita Da Silva Lacerda

Eu acho que os professores de arte que se formaram a um tempo estão bastante acomodados em relação a pesquisa, pelo que foi  discutido nas  palestras eles querem os materiais totalmente mastigados assim eles não se dão o trabalho de ter que pensar sobre o tema e pesquisar sobre mesmo.

Já os formandos atuais se preocupam bastante com o processo de criação de seus alunos, deixando um pouco de lado a teoria e dando mais atenção ao fazer artístico e incentivando a  participação do aluno.

Porém nestas palestras a discussão entre os participantes ajudou a todos a dar mais atenção e pensar em que estavam errando e no que estavam acertando.

Concluindo, todos têm que estar unidos passando informações e conhecimentos comentando sobre as mostras artísticas, bienal, palestras, orquestras sinfônicas entre outros.

Atenciosamente

Talita da Silva Lacerda

Tânia Rosa Pereira Monaro

Caros Colegas,

Confesso, que estava perdida á respeito da proposta, sou da pinião que estes conteúdos são interessantes,mas para alunos que já tenham um conhecimento razoável em arte.

Por este motivo que me levou a participar do curso, e estava certa, está sendo muito esclarecedor, devo adimitir que a proposta é mais um apoio aos professores.

Obrigada. 

 

Sandra Regina Ogata

No meu entendimento, os professores mais antigos estão tendo uma maior dificuldade para lidar com esta nova proposta curricular, porque a disciplina vem se renovando a cada dia.

Serve para os alunos fazerem uma reflexão sobre o seu  processo de criação e pararem de só copiarem como estão acostumados, terem tudo pronto, não desenvolvendo o seu lado criativo.

A atualização dos docentes vem de encontro aos interesses dos discentes, porque precisamos nos reciclar constantemente.

Att.

Sandra Ogata

Rosana Santana De Almeida
Com certa dificuldade, pois já conheceram uma receita que há muitos anos eles vinham fazendo, que era bandeiras de festa junina, desenhos livres e mimeografados, muita lantejoulas, etc... E esses cadernos vieram para modificar, esta receita é onde muitos não aceitam principalmente os professores antigos que até influenciam novos professores. Para este caderno acordar alguns ainda vai demorar, pois o professor precisa se reciclar sempre, para acompanhar essa fluidez de informações não só pela arte, mas por tudo que esta a sua volta. Hoje só fica com a mesma receita quem quer, pois a proposta é fazer com que o professor procure a informação e a passe da melhor forma, mesmo sem material, sem equipamentos, mas se propor a pensar como fazer aula, e por os alunos a participar. Essas palestras são importantes para dar idéias aos que participaram, alimenta a criatividade, repertorio para ir à busca de conhecimento, aos que querem mudar a receita e os ingredientes. Que com o tempo a de fazer grande diferença.
Márcio Paulo Rezende
Recentemente fiz um curso de Arte oferecido pelo Ciranda da Arte (Goiânia), onde participou um número relevante de professores que ministram aula na disciplina de arte no estado de Goiás. Neste encontro estudamos a matriz curricular aplicada hoje em todo o estado, e compartilhamos a experiência de motarmos sequências didáticas relevantes para o ensino e compreensão da arte em seu contexto histórico e artístico. Dentro de minha percepção, analizo que, para os professores que possuem uma formação específica em qualquer uma das linguagens artísticas, tende a ter uma compreensão diferenciada da análise e interpretação da matriz curricular de arte e também poder realizar trabalhos diferenciados. Porém é pertinente ressaltar que para um trabalho seja realizado com êxudo, é de suma importância que o professor se informe sobre o que deseja repassar ao seu alunado. Contudo, para os professores que estão iniciando a experiência de doscência e para os professores que não tem formação específica na área de Arte, a matriz curricular tende a ser um norte (luz) para que os mesmos possam desenvolver algo relevante e significativo para seus alunos.
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