Forum
Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Pessoal;

Interessante nossas discussões! Percebi que existe algumas preocupações com relação aos alunos que não otem resultados. Vale então refletir: Por que isso acontece? Como lidar com essa situação? Durante quanto tempo isso vem acontecendo? Um bimestre ou mais? Quais instrumentos foram utilizados para avaliá-lo? É possível outras formas de avaliação para além das produções artísticas? Quais? Penso que na avaliação é necessário ver e rever todos essas aspectos.

Abraços.

Silvia

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Pessoal;

A avaliação sempre será um tema instigante, pois passa também pela reflexão de nossas práticas! Quando o aluno tem dificuldades nos processos de aprendizagem, vale refletir sobre o que está acontecendo. será que as metodologias utilizadas precisam ser revistas? Como esse aluno aprende? Quais outras possibilidades de aprendizagem? Os métodos de avaliação estão em coerencia com os procedimentos de ensino? Com as concepções filosóficas sobre aprendizagem?

É isso aí.

Abraços.

Silvia 

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Pessoal;

Ontem participei de um Fórum e a questão da avaliação surgiu forte! Uma das questões destacadas foi com relação a falta de indicadores de aprendizagem para a arte. Os indicadores dâo alicerce a avaliação. Se não existem, avaliamos a partir de quais parâmetros, não é?

Grande abraços.

Silvia

Tania
Olá Silvia, estou com saudades.
Não sei se lembras de mim, fosse minha professora na Pós Graduação, pela Aupex em Lages.
Sobre o tema avaliação é uma questão bem complicada, pois om aluno tem consciencia que arte nao reprova, entao só participam das aulas os que realmente gostam das aulas, nós precisamos estimular o aluno a desempenharem suas atividades de livre expontanea vontade, é importante eles nao se sentirem obrigados, em tudo na vida devemos fazer por amor e nao por obrigaçao.
Silvia preciso muito de sua opiniao sobre meu tema de dissertaçao de mestrado, se puderes me enviar o teu email.  Estou adorando a opiniao de todos. bjos...
Iany Bessa Silva Menezes
Sou Iany Bessa - participo da Rede arte na escola- Pólo UECE- Universidade Estadual do Ceará e atualmente ministro Arte Educação Na UFC, também CE,  como professora substituta desta disciplina.
A temática Avaliação na arte educação é muito interessante e inquietante, pois parte dos próprios alunos, assim que a disciplina começa, uma inquietação sobre como serão avaliados. Percebo que ao saberem que não terão de Fazer Provas, ficam dispostos, procuram frequentar e na minha opinião demonstram grande interesse. Procuro Avaliar com Portfólios e fichamentos de textos, ou Diário de bordo e fichamentos, tem dado certo, os alunos participam das vivências nas linguagens de arte, do ateliê tudo em sala de aula!
Procuro receber pelo menos 15 dias antes da atribuição das notas e faço uma avaliação com o auxilio de colegas também arte educadores, no final passo o olho em cada um dos diários/portfólios, sobrecarrega, mas vale a pena ver as produções dos alunos, que acabem sendo também resultado do meu trabalho! É muito gratificante! Tenho cinco turmas em 2009.2 e já estou animada! Gostaria de trocar experiências.Bjs Iany Bessa
Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá pessoal!

É sempre muito interessante trocar experi6encias sobre avaliação no ensino da arte. Concordo, que por conta de um sistema ainda disciplinar e com diferenças no currículo lidar com avaliação as vezes é cmplicado! No entanto, precisamos romper com alguns estereótipos e compreender a avaliação como um processo de aprendizagem. Tânia, meu e-mail é pillotto0@gmail.com Será um prazer conversar com você.

Abraços

Silvia 

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Pessoal;

As vezes parece que esgotamos todas as possibilidades com relação a avaliação, mas ao fechar as notas bimestrais é sempre muito complexo! Avaliar os processos de aprendizagem é muito mais do que avaliar um produto, é analisar cada etapa, cada avanço e cada dificuldade. E é, sem duvida, avaliar nosso desempenho também, nossas descobertas, acertos e erros.

Abraços.

Silvia

Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Olás,

Durante o XXIII Encontro Nacional da Rede Arte na Escola foram discutidas várias questões sobre avaliação no ensino de Artes. Uma das questões que ficou ainda para novas discussões é sobre os critérios que devem ser trabalhados com os alunos. Alguns professores escreveram aqui no fórum que dialogam com os alunos sobre os critérios que serão utilizados nas avaliações. Gostaria de saber quais são esses critérios com os quais vocês têm trabalhado.

Um outro questionamento que surgiu foi: Os PCN trazem como primeiro critério de avaliação: Criar formas artísticas demonstrando algum tipo de capacidade ou habilidade.

É possível avaliar a criação?

Acho que ainda temos muito o que discutir nesse fórum.

Abraços a todos!

Silvia Sell Duarte Pillotto

Olá Tinoco;

Concordo com você, temos muito que trilhar na avaliação. Com relação aos PCNs, penso que só podemos utilizar a criação como critério quando deixamos claro perante o grupo de alunos e paran nós mesmo em quais conceitos estamos fundamentados. Ou seja o que é ser criativo hoje? Muitas vezes nossos conceitos sobre avaliação são completamente diferentes aos que os alunos compreendem. Clarear quais conceitos estamos nos pautando é fundamental para eleger a criação como critério, eu pessoalmente prefiro não utilizar. ´

Abraços.

Silvia

Gilson Nunes
Silvia Sell Duarte Pillotto escreveu:

Olá Pessoal;

A avaliação sempre será um tema instigante, pois passa também pela reflexão de nossas práticas! Quando o aluno tem dificuldades nos processos de aprendizagem, vale refletir sobre o que está acontecendo. será que as metodologias utilizadas precisam ser revistas? Como esse aluno aprende? Quais outras possibilidades de aprendizagem? Os métodos de avaliação estão em coerencia com os procedimentos de ensino? Com as concepções filosóficas sobre aprendizagem?

É isso aí.

Abraços.

Silvia 

Gostei do seu ponto de Vista, Silva. parabéns!!!!

Estou enviando um material para apreciação de toso.

Tecnologia Digital: adeus professor do século passado?

 

Vasculhando modésto acervo de revista SUPERINTERESSANTE, procurando informações sobre a Arte na Pré-história no Brasil, já que muitos livros didáticos da Disciplina de História só retratam, na grande maioria, as cavernas de Altamira na Espanha e de Lascaux na França, como se no nosso país não existisse Arte Pré-histórica, a negação de nosso passado primitivo,  certo complexo de inferioridade, para sublimarmos que somos modernos e contemporâneos em todos os sentidos, menos primitivo, por isso, só enxergamos essas duas cavernas da Europa. Ou seja, fomos acometidos por longos anos, por uma cegueira da caverna da indústria do analfabetismo antivisual de nosso passado, impingido pela indústria do livro didático. Só reconhecemos a cultura externa e subestimamos a nossa, delegando a mesma uma realidade virtual.

 

Só nos reconhecemos como nação indígena no dia 19 de abril, Dia do Índio, ridiculamente pintamos as nossas crianças como se fossem coelhinhos da páscoa e colocamos numa roda dançando a mais popular música da Lady Zú, “Todo dia é dia de índio”, depois esquecemos, e podemos até confundir índio com mendigo e atear fogo, para esconder, eliminar a nossa miséria preconceituosa, com o extermínio do outro. Uma cena bem marcante, que sensibilizou a todos no Distrito Federal, mais os índios existem, mesmo que silenciados pelos fazedores dos livros didáticos.

 

Acidentalmente deparo-me com a seguinte manchete: “MESTRES COM DOTES CIBERNÉTICOS”.  Pela qual afirma que, “a informática entrou nas escolas pela porta da frente, como disciplina indispensável nos currículos. Agora começa mudar o conceito de aula.”. Afirmo, pelo menos no Colégio Objetivo, de São Paulo, onde três salas superfuturistas passaram a funcionar no semestre de 1998. Revista ano 12, nº 9, página 94. Segundo a reportagem, “em vez de lousa, um telão eletrônico. No lugar de cadernos, micros, com editor de texto e navegador para internet. Tudo que é mostrado no telão aparece instantaneamente na tela do aluno. Pode ser um trecho de um vídeo, um site ou as anotações do professor. Esqueça a possibilidade de se distrair com joguinhos: de sua mesa, o mestre tudo vê”.

 

Como subtítulo  da matéria: “Aprendizagem on-line: professores e alunos unidos pela eletrônica”. Coincidentemente,  na  página de nº 114  da revista, pude encontrar várias citações de pessoas famosas. Posso citar aqui a primeira, do escritor americano, Tom Wolfe, que na época da publicação da revista, contava com 67 anos: “Francamente, hoje em dia sem uma teoria para seguir, eu não consigo entender uma pintura”. No mesmo espaço o ilustre artista da vanguarda do início do século XX, Pablo Picasso (1881-1973) afirma: “A pintura é uma profissão para um homem cego. Ele não pinta o que vê, mas o que sente, o que disse para si mesmo que tinha visto”. Obedecendo a mesma lógica considera o suíço Paul Klee (1879-1940): “a arte não reproduz o que vemos. Ela nos faz ver”. Levando a importância da imagem pictórica as últimas conseqüências, considerou o dramaturgo irlandês George Bernard Shaw (1856-1950): “é mais fácil substituir um homem morto do que uma boa pintura”. Parafraseando-o este último, posso questionar:  é mais cômodo substituir um professor do século passado por uma nova tecnologia digital?

 

Está última página da revista é um relicário antropológico do pensamento de várias figuras ilustres da cultura universal. Porém, não poderia deixar de registrar duas citações que saltaram os olhos de tanta veemência, quando o pintor inglês John Constable (1776-1837) afirmou: “Nunca houve um garoto pintor, nem nunca vai haver. A arte requer um longo aprendizado, tanto mecânico quanto intelectual”. Esse conceito pode ser comparado ao professor da Disciplina de Artes da Escola Pública ou Privada, que de forma ingênua ministra as  aulas, vítima do neoliberalismo educacional, que tudo pode, condenando este profissional a escuridão da caverna, entre a vida e a morte, significado sublimado da pintura pré-histórica.

 

Depois de 12 anos da publicação dessa matéria, as nossas escolas públicas pouco mudaram ou ironicamente em “nada mudou”, restando saber se esta experiência pioneira da escola de São Paulo aqui citada na introdução desse ensaio, mudou  a prática do ensino nas diversas disciplinas daquele colégio, tido como lugar privilegiado da elite educacional. Logo, se a “pintura é a arte de proteger uma superfície plana do tempo e expô-la aos críticos”, conforme considerou o escritor americano Ambrose Bierce (1842-1914), as novas tecnologias a serviço do ensino da arte é uma ferramenta concreta e poderosa a serviço de uma nova práxis crítica educacional, que não estamos cegos e que podemos sim fazer uso dessa tecnologia.

 

Evidente que  esta reportagem, curiosamente foi destacada discretamente nas últimas páginas da revista de grande circulação nacional. Indago: Por que não foi uma manchete de capa? Por que, os avanços tecnológicos não interessam  ao grande público, apenas ao grupo restrito que freqüenta as salas de aulas da escola referente, os filhos da elite brasileira. Até porque os salários dos professores daquela escola devem ultrapassar os R$ 3.300,00 pelo método dedutivo em relação aos demais salários dos professores públicos espalhados por este Brasil, que 80% recebem abaixo de piso defasado da miséria R$ 950,00, colocando todos na mesma vala comum, sem especificar a qualificação. A Paraíba é exemplo, onde um professor ganha R$ 610,00.

 

Sob o manto  dessa cruel realidade financeira, o sonho de consumo  do professor,  de ter acesso as novas tecnologias digitais é algo utópico e surrealista, mesmo com a ridícula propaganda de um banco federal, de patrocinar em suaves e infinitas prestações esse sonho, pelo qual o banco fornece o dinheiro para compra de um computador e o professor paga o valor de outro, só de juros do empréstimo. Sem esquecer aquele político de plantão, que se aproveita do projeto de inclusão digital do Governo Federal e distribui 150 notebooks para 150 professores, esquecendo os demais, num total de aproximadamente 2 mil profissionais, ainda por cima manda estampar a cidade de outdoor,  “professor na era digital, na nossa cidade é uma realidade”, tratando todos como analfabeto político. Essa é uma mídia barata que se espalha pelas principais cidades do Nordeste.

 

Mesmo assim, muitos professores têm driblado a barreira da miséria e tem se privado de algumas necessidades, poupança doméstico forçada e comprado o sonhado bem de consumo tecnológico, e outros, submetem ao famoso crediário em 12 parcelas ou até em 16 meses, mesmos que tenha que entregar ao proprietário da loja mais da metade do valor de outro computador,  pelo parcelamento – vassalagem tecnológica. Foi possível comprar o computador, mais o trauma esbarra na conta telefônica e no valor de acesso ao sistema de internet banca larga, é uma ironia para o professor, pois com o aumento do salário mínimo todo inicio de janeiro, o salário do professor só diminui, fazendo com quer  compre quilômetros de metros de fios para sair jogando pelos telhados dos vizinhos garimpando um ponto de acesso. Esta é a realidade que pode parecer irônica, mais é a realidade de boa parte da maioria dos professores de nosso país, porque não afirmar, do povo brasileiro. Para ironizar ainda mais essa gente, os prefeitos estão instalando em vários pontos da cidade internet sem fio, um convite para o assalto de  notebook, pois segurança neste país é outro ponto nevrálgico.

 

Respondendo o questionamento do título deste ensaio, posso afirmar que o professor do século passado continuará vivinho, até porque sua forma de ensinar é útil ao sistema neoliberal, que mantém a vanguarda da elite em detrimento da exclusão da maioria, esta que sustenta o sonho de consumo da minoria. Aquele conceito de aula clássica será substituído na escola pública pelo professor atrevido no bom sentido, que mesmo a escola não oferecendo sequer uma tomada para instalar um vídeo, ele leva o seu notebook para ilustrar as  aulas, mesmo que seja uma “briga”  por parte dos alunos para encontrar um pedacinho de espaço para ver algo de extraordinário, um sonho de consumo tão distante da maioria dos alunos da escola pública, que outrora era para o professor. Por outro lado, o professor clássico será substituído sim, por outro professor vanguarda, sintonizado com as novas tecnologias, fazendo uso da internet para modernizar suas aulas, dando outro significado a profissão.

 

Logo, articular tecnologia digital com a realidade do professor é investir no salário desse profissional, fornecer cursos sistemáticos de atualização com remuneração, para que possa manipular os laboratórios de informática das escolas, caso contrário,  no futuro, poderão se converter nos velhos conservatórios de música medieval, apenas reservado aos escolhidos e dotados pelo dom divino, até porque, antes, escola moderna estava reservada apenas ao computador da diretora, instalado na administração. Sabemos que hoje, muitas escolas da rede pública espalhadas por este país possuem esses laboratórios, boa parte dos equipamentos em péssimas condições de uso, pois vão se quebrando e não existe uma manutenção frequente, “o que é público é barato, e descartável”; a miséria de recurso financeiro que o Governo Federal envia para as escolas é mágica, e a gestora tem que fazer peripécia para o dinheiro render, milagre.

 

 

Arte-Educador – (Especialista em Artes Visuais pela UEPB).

Gilson Cruz Nunes

 gilsonunes2000@bol.com.br

Campina Grande, 01 de maio de 2010.

 



13226 visualizações | 55 respostas Faça login para responder