Forum
Lívia Gomes Ribeiro Da Silva Crivellari

Olá Caros Amigos (novamente)!!!

Estou percebendo neste fórum que os colegas que mais sentem dificuldade com relação ao conteúdo dos currículos propostos são os colegas pedadogos (que não têm uma formação nem de longe satisfatória e crítica em Arte). Participo de um movimento nacional em defesa do Ensino de Arte ministrado por profissionais formados em Arte. Existem muitos profissionais dessa área aqui no Brasil que encontram dificuldades de se encaixar como Educadores porque os Pedagogos acabam "quebrando o galho" neste sentido, tornando mais lucrativo para as escolas e para o Estado - uma vez que o professor formado em Arte/Educação é considerado especialista, e por isso o salário é diferenciado. Atualmente estou passando por essa situação aqui na minha região (e muitos colegas que formaram comigo). Acabamos por peder nossas vagas como professores de Arte por conta de sermos considerados especialistas, e consequentemente terem que nos pagar mais por isso. Nada contra os profissionais de Pedagogia, mas lecionar Arte eu acho que é forçar a barra demais!!! Também sei que a culpa não é de vocês, mas sim do sistema que permite que lecionem este tipo de disciplina. Arte não é recreação, muito menos terapia. É Ciência Aplicada!!!

Creio que é por isso que muitos alunos têm pavor de Arte, acham que não serve para nada!!! Uma vez que o professor não domina o assunto, ele não tem segurança em suas afirmações e no que está ensinando, gerando, consequentemente descrédito dos alunos na disciplina.

Sugiro que vocês pedagogos procurem cursos de especialização em Arte/Educação, ou frequentem como ouvintes aulas de teoria e crítica de Arte em Universidades que disponibilizem o Bacharelado ou Licenciatura em Artes Visuais. Somente com uma formação crítica de Arte que se pode falar, com credibilidade sobre ela.

Arte/Educadores, por um Ensino de Arte efetivo e com qualidade!!!

Bruno Fischer Dimarch

Oi, Rozineide.

Acho bem interessante sua proposta. Minas Gerais, se não me engano, disponibilizou até os materiais de apoio no site (naveguei um pouco, mas encontrei o caminho). Já li o material do Paraná e as Orientações Curriculares da Bahia.

Amigos, se puderem postar o caminho para acessar os documentos de seu Estado ou Cidade, teremos como realizar algumas leituras comparadas (coloquei numa postagem abaixo o caminho para o Currículo de SP).

Um grande abraço,

Rozineide Maria dos Santos escreveu:

Oi gente...

seria interessante que, pelo menos nesse espaço, tivéssemos acesso aos currículos, ou propostas pedagógicas de arte de algumas secretarias pra podermos analisar os avanços e limites dos/das mesmos/as e, a partir desta análise, construirmos um/a, o que acham?



Tânia Monnerat
sergio de abreu escreveu:
sergio de abreu escreveu:
Sou professor da rede Estadual de SP, tenho Dificuldades com a aplicação de um conteudo que possa se estender por pelomenos três anos, mudo muito de escolas, ou seja cada semestre estou em uma realidade diferente.
Mesmo assim de forma precaria consigo integrar as quatro linguagens da arte, minha formação é plasticas,mas fiz um pouco das outras linguagens para dar suporte as minhas aulas.
É a primeira vez que entro neste forum, gostaria antes de discutir o tema uma dica dos colegas, um livro, videos sites que me auxiliem numa sondagem.
um abraço.
Sergio


Olá Sergio

Creio que muitas respostas para suas dúvidas estão aqui  neste site do Instituto Arte na Escola onde participamos agora deste fórum.  Aqui é um meio de formação contínua do professor de arte,constate  clicando em SALA DE AULA e a seguir em Relatos de Experiências, Galerias de Alunos,etc... Inúmeras experiências estão disponibilizadas as quais tenho certeza que muitas  poderão ser adaptadas para sua realidade. Na sua cidade possui o DVDTeca do Instituto Arte na Escola? Caso positivo sugiro que torne-se frequentador assíduo ,assim ,não te faltará material para trabalhar. No mais vamos à luta que é através de experiências lidas e de materiais que estão ao nosso alcance que vamos formando  nosso próprio acervo que  depois também será socializado .A internet é um meio de comunicação que facilita as trocas de conhecimentos. Que bom podermos usufruir disto  para crescermos profissionalmente,não é?

Abraços

Gilvania Passig Grah
Pessoal, na Universidade durante a formação de licenciatura em artes visuais, fomos provocados a montar/construir um Projeto Político Pedagógico de Arte (2008), agora estamos em 2010 e ainda não tenho um curriculo ideal eu sei, mas estou tentando melhorar, vejam em anexo o PLano de Curso para o ano de 2010, sendo que este ano estou lecionando para 6ª, 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.
Rosemara

Olá, estou precisando de ajuda, pois sou formada em Pedagogia, porém no momento não leciono, mas gosto muito das artes visuais, por isso tenho muita vontade de trabalhar com crianças da educação infantil. Não sei se eu teria q ter uma graduação específica para trabalhar, ou se uma especialização em artes poderia me dar o direito. Moro na cidade de Juiz de Fora/MG.

Agradeço pela atenção e estou gostando muito do fórum

Abraço a todos

Rosemara

Bruno Fischer Dimarch

Olá!

Gostaria de comentar a frase que destaco abaixo em vermelho na postagem de Lívia. Recém-formada em Arte/Educação, pode confrontar o instituído e o teórico ao cotidiano. Talvez o olhar pouco contaminado da rotina escolar tenha permitido um certo olhar estrangeiro para o oficio complexo de arteeducador.

No início (em azul), Lívia observa que os documentos norteadores devem ser aquilo que realmente são, orientações de trabalho, não correntes que paralizem o trabalho pedagógico ou um terreno pantonoso que desgaste as energias do educador.

É preciso que se reforce a idéia do professor propositor, que está em estado de vigília, traçando caminhos e "cometendo delitos", buscando fugas e escapadas que lhe permitam dialogar de fato com os alunos.

Nos trabalhos que desenvolvi com formação de educadores percebi um contingente significativo de professores que buscavam aulas prontas, atividades para serem aplicadas tal qual em sala de aula. Nesse ponto que a formação realmente se iniciava, no confronte entra as personagens professor executor e professor propositor. Aquele que executa apenas repete cegamente atividades pré-formuladas, aquele que propõe permite que a aula seja um espaço de arte, de diálogos, criações, experimentações e contatos com a arte.

Saliento que não devemos ser severos no juízo dos professores executores, pois foi criada uma cultura de formação e mesmo de produção bibliográfica direcionada para essa forma de apoio.

E, seguindo a indicação de Lívia, recomendo aos que conhecem, mas não leram, a bibliografia de Ana Mae Barbosa ;-)

Lívia Gomes Ribeiro da Silva Crivellari escreveu:

Olá Amigos Arte/Educadores,

Meu nome é Lívia, sou de Juiz de Fora/MG, e acabei de me formar tanto em Licenciatura Plena em Arte/Educação quanto em Bacharelado em Artes Visuais. Apesar da pouca prática como professora, durante o curso, pude analisar e refletir bem sobre o currículo proposto para a educação em arte nas escolas das redes públicas (estaduais e municipais) e das redes particulares de ensino. Dessa forma, pude entender que os PCN e o conteúdo proposto pelas secretarias de educação são elementos que devem nortear o nosso trabalho como arte/educadores, mas nunca limitar.

Durante os meus estágios obrigatórios, procurei suprir a necessidade de cada turma a qual eu era responsável. Para isso, foi de grande valia os conhecimentos adquiridos na disciplina Psicologia da Educação, que procura entender o processo de ensino/aprendizagem nas várias faixas de idade, respeitando e conhecendo as limitações físicas, intelectuais e cognitivas inerentes a cada uma delas.

Nos anos iniciais da Educação Infantil, procurei trabalhar o universo das "descobertas": o reconhecimento de si mesmo e do outro, a vida em sociedade, as diferenças e as semelhanças, a valorização da diversidade e a valorização pessoal de cada aluno, procurando erradicar do ensino de arte na educação infantil os juízos de valores (bom e mau desenho, jeito ou não para modelar, pintar, recortar, colar) e as formas prontas, enaltecendo assim a capacidade humana de poder realizar tudo de várias maneiras.

Já no Ensino Fundamental, conhecendo a tendência natural (biológica) do pré-adolescente e adolescente para a abstração, procurei trabalhar com o imaginário dos alunos descrevendo oralmente obras de arte (desenhos, pinturas, esculturas, textos teatrais e literários, instalações, perfórmances) dos mais diversos períodos, para que eles mesmo criassem a obra de arte podendo fazer parte do processo criativo dos artistas (desmistificando também a idéia do artista como um ser inatingível, místico, e dotado de inspiração mágica) e só depois da execussão do trabalho proposto que a obra original foi mostrada (reforçando a idéia de obra inacabada, proposta pela Arte Contemporânea). Como os adolescentes estão totalmente inseridos no universo tecnológico do audio-visual, procurei trabalhar com dentro deste contexto (na medida do possível). Além disso meu foco de trabalho era, primeiramente, utilizar os elementos e produções presentes no cotidiano dos nossos alunos (brasileiros, urbanos, na maioria das vezes com realidades sociais diversas), para depois trabalhar produções estrangeiras.

E no Ensino Médio, também tive a mesma preocupação. Tentar encaixar o conteúdo proposto às necessidades educacionais, intelectuais e sociais dos alunos.

Não existe um modelo a ser seguido. Cada professor encontra sua maneira própria de alcançar bons resultados educacionais. Mas defendo com veemencia a naturalização da educação em arte e da arte am si, como produção cultural necessária do homem.  E nas turmas do Ensino Fundamental (séries finais) e nas turmas de Ensino Médio que tive oportunidade de poder praticar a arte/educação, eu comecei minhas aulas mostrando, através de simbolos, sinais, desenhos e imagens, o quanto a arte e a produção artística é cotidiana, universal e se faz necessária para a comunicação entre pessoas das mais diversas culturas e hábitos.

Ah!!! Consegui trabalhar plenamente Arte Contemporânea em todas as etapas da Educação. E foi o que me norteou. A Arte Contemporânea é a arte do cotidiano dos alunos, por isso ele têm grande identificação.

Recomendo aos que não conhecem, a bibliografia de Ana Mae Barbosa!!!



Bruno Fischer Dimarch

Oi, Gilvania.

Leio sua inquietação e me pergunto: é possível estruturar um currículo ideal para arte?

[]'s

GILVANIA PASSIG GRAH escreveu:

Pessoal, na Universidade durante a formação de licenciatura em artes visuais, fomos provocados a montar/construir um Projeto Político Pedagógico de Arte (2008), agora estamos em 2010 e ainda não tenho um curriculo ideal eu sei, mas estou tentando melhorar, vejam em anexo o PLano de Curso para o ano de 2010, sendo que este ano estou lecionando para 6ª, 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.


Lívia Gomes Ribeiro Da Silva Crivellari

Olá Rosemara,

Também sou de Juiz de Fora!!! Existe hoje, aqui na nossa cidade, um decreto ou algo do tipo, que prevê que o ensino de Arte seja ministrado exclusivamente por profissionais formados em Arte (licenciatura plena), salvo casos em que não exista profissionais do tipo disponíveis para dar aulas. E que as escolas têm que se adaptar até janeiro de 2011. Um dos meus estágios na educação infantil foi na Escola Municipal Nilo Camilo Ayupe, que fica na Rua Santo Antônio, em frente ao MAM Murilo Mendes. E lá, a professora de Artes era uma professora especialista (aquela formada em licenciatura plena em Arte/Educação). Não sei as escolas particulares, mas as públicas já estão se adaptando. Sei que existe uma resistência muito grande por conta das escolas particulares de educação infantil, pois o profissional formado em Artes é considerado especialista e por isso, nosso sindicato prevê um salário maior do que o de um profissional formado em Pedagogia.

Temos na nossa cidade o Curso Superior em Artes Visuais (Bacharelado Interdisciplinar) e em Arte/Educação (LIcenciatura) disponibilizado pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Acho que vale à pena fazer, sou apaixonada pelo Curso e não me arrependo um momento sequer da minha escolha (larguei Arquitetura para fazer Artes), apesar do mercado de trabalho ser um pouco difícil. Não sei se uma especialização poderia suprir suas necessidades de conhecimento e de crítica no assunto. Mas isso é algo que você tem que pensar, e ponderar o que se encaixa mais na sua realidade. Mas, para te ajudar a decidir, recomendo que assista algumas aulas como ouvinte do Curso lá na UFJF. Vai te ajudar bastante!!!

Abraços

Lívia Gomes Ribeiro Da Silva Crivellari

Olá amigos,

Segue em Anexo a Proposta Curricular para o Ensino da Arte no Ensino Fundamental e Médio feita para a realidade educacional mineira, presentes no Site do "Centro de Referências VIRTUAL do Professor" Da Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais.

Aqui é o link Para o site:

http://crv.educacao.mg.gov.br/sistema_crv/INDEX.asp?token=0E79FA4E-C91E-4CEF-A2AF-50A9030C9829&ID_OBJETO=23967&ID_PAI=23967&AREA=AREA&P=T&id_projeto=27

Do lado esquerdo da página terá os ítens do Currículo, que compreendem:

Proposta Curricular; Orientações Pedagógicas; Roteiros de Atividades; Fórum.

É só clicar e escolher os ciclos e as áreas de interesse. É muito fácil.

Bjos a todos

Viviane R. Nikolaus Leal

Olá a todos. 

Há não muito tempo, achei interessante o fato das Diretorias de Ensino promoverem constantes encontros entre seus professores para troca de informações e vivências relacionadas aos conteúdos de Arte que poderiam ser trabalhados em sala de aula. Era também uma forma do professor formado, por exemplo, em plástica aprender um pouco mais sobre as outras linguagens. Acredito que muitos professores sintam falta dessa interação.

xxx

Bruno, quando você fala sobre a questão do professor propositor também acho interessante e importante mas, não podemos nos esquecer que o professor trava uma luta diária contra a indisciplina na sala de aula. 

O professor disposto a experimentar acaba ficando muito vulnerável a esta indisciplina; é  um sonho imaginar que os alunos irão aderir às novas propostas, aos "devaneios" artísticos.

Chegar na sala de aula tentando interagir, bater papo e levantar conceitos muitas vezes acaba não funcionando pois "10%" participa efetivamente... e os mais "danadinhos" aproveitam a oportunidade!

Venho experimentando isso constantemente mas "meus" alunos ainda estão "bravos" querendo desenhar, desenhar, desenhar... me cobram até "desenho livre" acredita?

É preciso fazer uma mudança ampla na consciência deles (e na nossa também), valorizando cada vez mais a Arte... mas ainda não foi possível construir tudo isso em 2 anos, quando a grade única foi implantada. 

Obrigada pela atenção!   :-)

Viviane

Bruno Fischer Dimarch escreveu:

Olá!

Gostaria de comentar a frase que destaco abaixo em vermelho na postagem de Lívia. Recém-formada em Arte/Educação, pode confrontar o instituído e o teórico ao cotidiano. Talvez o olhar pouco contaminado da rotina escolar tenha permitido um certo olhar estrangeiro para o oficio complexo de arteeducador.

No início (em azul), Lívia observa que os documentos norteadores devem ser aquilo que realmente são, orientações de trabalho, não correntes que paralizem o trabalho pedagógico ou um terreno pantonoso que desgaste as energias do educador.

É preciso que se reforce a idéia do professor propositor, que está em estado de vigília, traçando caminhos e "cometendo delitos", buscando fugas e escapadas que lhe permitam dialogar de fato com os alunos.

Nos trabalhos que desenvolvi com formação de educadores percebi um contingente significativo de professores que buscavam aulas prontas, atividades para serem aplicadas tal qual em sala de aula. Nesse ponto que a formação realmente se iniciava, no confronte entra as personagens professor executor e professor propositor. Aquele que executa apenas repete cegamente atividades pré-formuladas, aquele que propõe permite que a aula seja um espaço de arte, de diálogos, criações, experimentações e contatos com a arte.

Saliento que não devemos ser severos no juízo dos professores executores, pois foi criada uma cultura de formação e mesmo de produção bibliográfica direcionada para essa forma de apoio.

E, seguindo a indicação de Lívia, recomendo aos que conhecem, mas não leram, a bibliografia de Ana Mae Barbosa ;-)

Lívia Gomes Ribeiro da Silva Crivellari escreveu:

Olá Amigos Arte/Educadores,

Meu nome é Lívia, sou de Juiz de Fora/MG, e acabei de me formar tanto em Licenciatura Plena em Arte/Educação quanto em Bacharelado em Artes Visuais. Apesar da pouca prática como professora, durante o curso, pude analisar e refletir bem sobre o currículo proposto para a educação em arte nas escolas das redes públicas (estaduais e municipais) e das redes particulares de ensino. Dessa forma, pude entender que os PCN e o conteúdo proposto pelas secretarias de educação são elementos que devem nortear o nosso trabalho como arte/educadores, mas nunca limitar.

Durante os meus estágios obrigatórios, procurei suprir a necessidade de cada turma a qual eu era responsável. Para isso, foi de grande valia os conhecimentos adquiridos na disciplina Psicologia da Educação, que procura entender o processo de ensino/aprendizagem nas várias faixas de idade, respeitando e conhecendo as limitações físicas, intelectuais e cognitivas inerentes a cada uma delas.

Nos anos iniciais da Educação Infantil, procurei trabalhar o universo das "descobertas": o reconhecimento de si mesmo e do outro, a vida em sociedade, as diferenças e as semelhanças, a valorização da diversidade e a valorização pessoal de cada aluno, procurando erradicar do ensino de arte na educação infantil os juízos de valores (bom e mau desenho, jeito ou não para modelar, pintar, recortar, colar) e as formas prontas, enaltecendo assim a capacidade humana de poder realizar tudo de várias maneiras.

Já no Ensino Fundamental, conhecendo a tendência natural (biológica) do pré-adolescente e adolescente para a abstração, procurei trabalhar com o imaginário dos alunos descrevendo oralmente obras de arte (desenhos, pinturas, esculturas, textos teatrais e literários, instalações, perfórmances) dos mais diversos períodos, para que eles mesmo criassem a obra de arte podendo fazer parte do processo criativo dos artistas (desmistificando também a idéia do artista como um ser inatingível, místico, e dotado de inspiração mágica) e só depois da execussão do trabalho proposto que a obra original foi mostrada (reforçando a idéia de obra inacabada, proposta pela Arte Contemporânea). Como os adolescentes estão totalmente inseridos no universo tecnológico do audio-visual, procurei trabalhar com dentro deste contexto (na medida do possível). Além disso meu foco de trabalho era, primeiramente, utilizar os elementos e produções presentes no cotidiano dos nossos alunos (brasileiros, urbanos, na maioria das vezes com realidades sociais diversas), para depois trabalhar produções estrangeiras.

E no Ensino Médio, também tive a mesma preocupação. Tentar encaixar o conteúdo proposto às necessidades educacionais, intelectuais e sociais dos alunos.

Não existe um modelo a ser seguido. Cada professor encontra sua maneira própria de alcançar bons resultados educacionais. Mas defendo com veemencia a naturalização da educação em arte e da arte am si, como produção cultural necessária do homem.  E nas turmas do Ensino Fundamental (séries finais) e nas turmas de Ensino Médio que tive oportunidade de poder praticar a arte/educação, eu comecei minhas aulas mostrando, através de simbolos, sinais, desenhos e imagens, o quanto a arte e a produção artística é cotidiana, universal e se faz necessária para a comunicação entre pessoas das mais diversas culturas e hábitos.

Ah!!! Consegui trabalhar plenamente Arte Contemporânea em todas as etapas da Educação. E foi o que me norteou. A Arte Contemporânea é a arte do cotidiano dos alunos, por isso ele têm grande identificação.

Recomendo aos que não conhecem, a bibliografia de Ana Mae Barbosa!!!





Cecilia Da Silva Camilio

Olá sou arte educadora  já trabalho na área a quase cinco anos, logo no início me deparei com uma escola que não tinha currículo de arte, o professor podia dar o que quisesse, a hora que quisesse, para a turma que quisesse. Mas achei legal conversar com os demais professores sobre os conteúdos que trabalhavam , por exemplo História e Literatura que ao meu ver andam quase juntas, e o currículo foi montado. Foi legal pois os alunos associavam bem melhor os conteúdos, pois o mesmo assunto era trabalhado nas demais disciplinas...Também em outros casos segui a ordem cronológica do livro: ARTE COMENTADA de Carol Strickaland mais os PCNS. Junto com a História da Arte ia intercalando com os elementos visuais e a prática... mas sempre existe a dúvida se estamos certos ou não, sempre vem idéias de outros conteúdos poderiam ser dados antes ou depois...

Altemir

Olá a todos,

Meu nome é Altemir e sou professor em escolas da rede pública no RS e em uma escola privada. Para iniciar, como trabalho ensino fundamental, EJA e ensino médio, tenho meu referencial curricular baseado desta forma: ensino fundamental: 5ª e 6ª série/ arte brasileira

7ª e 8ª série/ arte contemporânea     ensino médio: história da arte  

EJA: seguem os mesmos critérios, porém tem-se a necessidade de síntese.  Se lhe interessar, já a algum tempo pesquiso junto a professores de arte, qual seria a melhor proposta e até o momento, a quem ofereço tal proposta mencionada acima, parece que tem sido bem aceita. Estou sempre aprimorando os conteúdos, assim como fazendo alterações nas práticas que acompanham a teoria. Não sou conteudista, mas em meu referencial o conteúdo é 50% e a prática os outros 50%. Qualquer coisa estou aqui. Valeu !!

Rita De Cassai Lemos Bareia

Olá, meu nome é  Rita Bareia, sou professora do estado de São Paulo, leciono desde a 5ª série até o 2º ano do ensino médio.

O currículo do estado de São Paulo em Arte tem como eixo norteador o mapa dos territorios da arte. os territórios são: materialidade, processo criativo, saberes estéticos e culturais, patrimônio histórico, forma e conteúdo. estes saberes se cruzam e se conectam. O curriculo apresenta questões interessantes como abordar a arte contemporânea levando o aluno a reconhecer o que é arte, a possibilidade de analisar a obra de arte através das multiplas linguagens pois trabalha com as artes visuais, teatro, dança e música.

O governo manda ao professor uma apostila baseada no conteúdo referido acima. Na apostila do professor tem sugestões de atividades.

No início achei dificil aplicar todo o conteúdo pois a minha area é as artes visuais e não tenho "intimidade" com a música, teatro ou dança, até questionei, será que eles querem de volta o professor polivalente? Depois de algumas pesquisa e depois do curso a Rede aprende com a rede, entendi que podemos ir mais a fundo no conteúdo que temos maior afinidade e comento aqui o que diz MacDonald citado em Contreras em relação ao ensino   : "O ensino não é a aplicação do currículo, mas a contínua invenção, reinvenção e improvisação do currìculo"

Para Contreras o ensino é uma prática reflexiva, o currículo está sempre em processo de construção e transformação. o currículo enquanto expressão de uma intencionalidade educativa realizável na prática, liga-se a prop´ria ação docente por meio da qual se realiza e se reconstrói, submetendo-se ao julgamento da prática. O currículo atua portanto, como mediador na relação entre idéias e ação nos processos de ensino"

Ao meu ver, são sugestões de uma proposta de ensino e não algo ingessado da qual não podemos intervir e construir uma "metodologia que é a nossa cara", podemos acrescentar algo na prática e até conteúdos e também repensar tais conteúdos e práticas educativas através de nossos diários de bordo, é um aprendizado permanente até para nós professores, não digo que é um trabalho fácil, acredito que é um trabalho de "formiguinha" mas precisamos educar através da arte!

 

Eleida Mari Girardi

Olá

Sou Eleida Girardi, trabalho 40 horas em uma escola pública em Três de Maio/RS. Trabalho com 7°, 8ª series do ensino fundamental,  1° ano do ensino médio ( não temos artes no 2° e 3° ano ensino médio - pois são necessárias aulas para as matérias "sérias"), também trabalho com curso normal (formação de professores) no 1°, 2°, 3° 4° ano. São ao todo 18 turmas. Consigo trabalhar bem através de projetos, trabalho os fundamentos da linguagem visual, diversidade cultural, a produção artistica e poética dos artistas, história da arte, leitura de imagem e apreciação estética, tudo isso organizado por séries. Um exemplo de projeto envolveu a artista leda Catunda, Arthur Bispo do Rosário e nosso poeta Mário Quintana, sempre tendo teoria e prática. Não é fácil trabalhar com tantas turmas e ter pouco tempo para o planejamento, sinto que preciso ler mais, para poder preparar melhor minhas aulas.

Abraçoss

Gilvania Passig Grah
Bruno Fischer Dimarch escreveu:

Oi, Gilvania.

Leio sua inquietação e me pergunto: é possível estruturar um currículo ideal para arte?

[]'s

GILVANIA PASSIG GRAH escreveu:

Pessoal, na Universidade durante a formação de licenciatura em artes visuais, fomos provocados a montar/construir um Projeto Político Pedagógico de Arte (2008), agora estamos em 2010 e ainda não tenho um curriculo ideal eu sei, mas estou tentando melhorar, vejam em anexo o PLano de Curso para o ano de 2010, sendo que este ano estou lecionando para 6ª, 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.


Não é possivel ter um curriculo ideal, pois até nossas convicções mudam com o tempo, e eu como arte-educadora não consigo muitas vezes trabalhar as mesmas atividades em turmas de nomenclatura igual como: 8ª série 1 e 8 série 2, porque são  turmas diferentes, como sujeitos diferentes, porém penso ser necessário um eixo curricular norteador, pois já presenciei conteúdos e atividades sendo aplicadas igualmente de 5ª série do fundamental a 3ª série do Ensino Médio, e sabemos que são turmas diferentes com níveis de entendimento diferentes, cada qual com sua complexidade, e para que a Arte nas escolas seja respeitada precisamos de um norte, de um curriculo que respeite as divisões, no caso da maioria das escolas divisões seriadas...

At

Gilvania

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