Forum
Karen Greif Amar

Caros colegas

Estive pensando em três questões que surgiram no forum e na relação que podemos estabelecer entre elas.  Inara nos fala da resistência que encontra nos seus alunos em abandonar uma produção estereotipada e experimentar uma forma diferente de fazer arte. Segundo o dicionário Michaelis estereótipo é "Imagem mental padronizada, tida coletivamente por um grupo, refletindo uma opinião demasiadamente simpli­ficada, atitude afetiva ou juízo incriterioso a res­peito de uma situação, acontecimento, pessoa, raça, classe ou grupo social", e estereotipado a "Falta de originalidade ou de individualidade".                                                                                      Mauro nos diz que seus alunos "sempre trabalham em função da forma e nunca da abstração", e ele procura "vincular o tema com o momento contemporâneo mas as crianças sempre tendem para o real, o concreto".       Sálua traz a questão da formação pessoal.  No meu ponto de vista, essas questões nos falam da importância que tem o apreciar em nossa prática. Nesse caso ela não está restrita apenas ao apreciar dos alunos, mas principalmente para nós educadores. É fundamental o nosso contato com a produção contemporânea, a visita à Centros Culturais, Museus, Galerias de Arte e acesso à jornais, revistas e sites. Conhecendo arte o professor amplia seu campo de reflexão, e consequentemente de ação em sala de aula. É papel do professor buscar informação, estar sempre em formação. A produção contemporânea aborda aspectos que favorecem outras questões aos alunos além da forma estereotipada.  O que vocês pensam sobre isso?

um abraço

Karen

Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Olá, Sou coordenadora de pólo Arte na Escola na cidade de Uberlândia - MG e estou achando muito interessante as dicussões desse fórum. Em um dos grupos de formação continuada que o pólo acompanha, os professores de Artes vivem pedindo auxílio sobre como trabalhar na Educação Infantil. As crianças são espertas demais e geralmente terminam um desenho ou uma pintura em cinco minutos. Por isso o professor tem que estar atento o tempo todo e produzir questionamentos a partir do que a criança produz  incentivando-a a um outro olhar. O trabalho com a contação de histórias e  as relações com o lúdico são importantíssimos.

O que costumo perguntar aos professores com formação específica em Artes é: o que seu trabalho tem de diferente com relação ao professor regente da turma? Sim, porque nessa faixa etária os professores regentes também trabalham muito com desenho, pintura e modelagem. No processo de troca de saberes que o grupo de formação continuada oferece, temos ouvido experiências muito ricas com essa faixa etária, respondendo à questão sobre o que o professor com formação específica em Artes pode trazer para essa faixa etária. Mary, por exemplo, trabalhou a confecção de insetos a partir de sementes de árvores do cerrado. Esse foi um trabalho interdisciplinar onde cada professor colaborou com os conhecimentos de sua área de atuação: Artes Ed. Física, Regência.  Valéria, partindo da obra de um artista plástico da cidade com a temática de sonhos, construiu com os alunos travesseiros com pinturas super interessantes e Carmem construiu um jardim de girassóis a partir de Van Gogh, com várias representações dessa flor em materiais e tamanhos diversificados. Brígida consegue trabalhar as danças populares e as questões étnicas em suas aulas de Artes Visuais. Todos esses trabalhos foram mostrados nas Exposições Visualidades que acontecem anualmente nas escolas públicas municipais de Uberlândia. Gostaria de convidar essas quatro professoras, para contarem especialmente sobre esses projetos pois são muito interessantes. (é claro que não vou restringir o convite a essa frase escrita no fórum, mas gostaria de deixa-la aqui registrada para que elas não fujam de contar suas experiências)

Abraços;

Eliane

Adeilza Gomes Da Silva Bezerra

Bom dia, sou Adeilza Gomes, Assessora Pedagógica e Professora Formadora na área do ensino de Artes, na Secretaria Municipal de Educação/Natal-RN. Muito nos preocupa o ensino de Artes na Educação Infantil e nos Anos Iniciais, haja vista as lacunas existentes na formação inicial do professor de Artes. Falo isso porque aqui na rede municipal, quem atua nessa área são os profissionais licenciados na área de Artes.

Agumas questões podemos está refletindo:

Qual seria uma rotina didática para o ensino de Artes na Educação Infantil e nos Anos iniciais, considerando a diversidade da área? Artes Visuais? Música? Teatro? Dança?

Que saberes são necessários ao educador de Artes para atuar com competência nesses níveis de ensino?

Desde  já achei fundamental este espaço e estou amando as reflexões do(a)s colegas.

Profª Adeilza Gomes- SAPEF/DEF/Natal/RN

Margot Bühler

Gostaria de parabenizar a professora Karen pela iniciativa de criar este espaço para troca de experiências. 

Sou acadêmica do Curso de Licenciatura em Pedagogia, pela Universidade Federal do Rio Grande - FURG, e atuo no ensino fundamental. Trabalho com uma classe multisseriada de primeiro e segundo anos em uma escola localizada  na zona rural. Trabalhamos a partir de projetos e entendo que a arte deva estar presente em todos os anos escolares, pois desenvolve a imaginação criadora entre outros aspectos importantes na formação de nossos alunos.

O trabalho através de projetos facilita o desenvolvimento de um trabalho interdisciplinar,  pois permite que estabeleçamos relações entre as diversas áreas. Assim,  o aprendizado torna-se significativo por permitir que o aluno faça ligações, não apenas entre as áreas do conhecimento, mas também com suas vivências e a realidade em que vive.

No desenvolvimento do projeto Páscoa, que desenvolvi com meus alunos, resgatamos  o costume de colorir cascas de ovos. Esta atividade encantou as crianças  e permitiu vários conteúdos como a higiene (durante a esterilização das cascas), os símbolos da Páscoa, músicas, leitura, criação de textos,  pesquisa com os pais e avós sobre o costumes que se perderam ao longo do tempo etc. (a foto em anexo, é o resultado do trabalho com os ovos, que depois de prontos foram preenchidos com confeitos de chocolate, pelos  próprios alunos. Mais fotos desta atividade  podem ser vistas através do blog que estou criando para a Escola:

http://escolaafonsojnsantana.blogspot.com/).

 Entendo que deva ser muito difícil, para um professor de Artes trabalhar com várias turmas. A teoria proposta por Paulo Freire, 1996, nos remete ao diálogo e,  talvez, o diálogo com os professores que trabalham com as crianças e com elas  mesmo, para integrar a disciplina aos conteúdos que estão sendo desenvolvidos, possa ser o caminho para desenvolver o ensino de Artes. Assim, além de prazeirosa, será, também, mais significativa a prática das diversas técnicas artísticas.

Um abraço.

Micheli Virginia De Andrade Feital

Sou professora de artes e trabalho na Secretaria de Educação de Contagem, na Educação Infantil. Percebo nas assessorias as instituições do meu município que, o trabalho em artes é um desafio constante para o grupo de professoras. Aqui não temos professor com formação em artes atuando nesta modalidade de ensino. Mas as artes estão o tempo todo permeando as propostas pedagógicas, ainda são trabalhadas muito em cima de folhas com desenhos reproduzidos, ou com orientação constante de como a criança deve pintar para que saia igual a do artista. A livre expressão, a observação e a ultilização de materiais diversificados ainda é um desafio. Temos alguns projetos que se destacaram, em especial um sobre Portinari com crianças de 4 e 5 anos que foi realmente um sucesso. Portanto esta professora em especial mesmo não tendo formação buscou, pesquisou e desenvolveu uma proposta espetacular.

Enfim acho que temos muito para avançar no que diz as proposta de arte nas escolas de educação intantil. A verdadeira essência ainda não foi capitada, é necessário muita formação e pesquisa, a materialidade nós já conquistamos.

Micheli Feital

Karen Greif Amar

Olá Eliane

Fiquei muito curiosa em conhecer o trabalho que você relatou, acho que seria mesmo interessante se as professoras pudessem nos contar um pouco mais!

Você também traz uma questão sobre a diferença entre o trabalho de um professor especialista e de um generalista.  Temos relatos de generalistas que nos apresentam propostas realizadas com seus alunos que são muito boas, e relatos de especialistas que também desenvolvem ótimos trabalhos. Acredito que para ensinar arte o professor precise de formação específica nessa área. Segundo Rosa Iavelberg  "Para trabalhar de acordo com a orientação dos PCNs, o professor de arte precisa de vivências de criação pessoal em arte que lhe propiciem assimilação de conhecimentos técnicos para realizar a transposição didática nas situações de aprendizagem que envolvem o fazer, a apreciação e a reflexão sobre arte como produto cultural e histórico". A formação do professor deve estar em movimento constante e ele deve ser agente principal dessa ação buscando atualizar-se sempre. Grupos de formação continuada, reuniões pedagógicas na própria escola, cursos de formação e especialização, além de estar sempre "antenado" com os acontecimentos culturais de sua cidade favorecem essa ação formadora e inibem a mera reprodução com receitas de boas aulas. Com essa postura de formação contínua, ele certamente proporcionará aos seus alunos uma aprendizagem significativa ao fazer, apreciar e refletir sobre arte. 

Um abraço,

Karen

Citação retirada do livro "Para gostar de aprender arte - sala de aula e formação de professores", de Rosa Iavelberg, Ed. Artmed.

Adriana Beatriz Pacher
Daniela Linck Diefenthäler escreveu:
Olá Adriana!

Que bacana estar trabalhando nesta faixa etária! Muito importante neste período é exatamente possibilitar experiências às crianças com diversos materiais e suas possibilidades: tintas, materiais de ponta seca (lápis de cor, giz de cera, canetas hidrocor). Muitas crianças nesta fase, possuem dificuldades em trabalhar com diversos materiais e o mais rico é exatamente provocar este contato e perceber o que acontece nesta troca. Um livro que talvez seja interessante para ti é: Baby-Art: os Primeiros Passos com a Arte. Talvez te ajude!!!

beijos


oi obrigada! não vi este livro ainda, mas vou procurar, obrigada pela dica!!beijuss
Julmara Goulart Sefstrom
A questão levantanda pela Elaine sobre o que o trabalho do professor especialista em Artes tem de diferente com relação ao professor regente da turma me inquietou. Fiquei pensando nela durante estes dias. Realmente, os materiais que utilizamos em aula eles também usam: tinta, massinha de modelar, lápis. E o que tem de diferente? Ou, o que deveria ter de diferente? Pelas discussões feitas até então, creio que nosso papel enquanto especialistas em Arte é promover questionamentos e desafios às crianças. Perguntas como: como será que o artista fez este trabalho? Será que podemos fazer usando que material? etc. Hoje, por exemplo, eu trabalhei com massinha de modelar com meus pequenos de 3 a 4 anos. Apropriei-me do que foi dito aqui no fórum e tentei desafiá-los para realizar produções tridimensionais, já que estão acostumados a trabalhar de forma bidimensional com a professora regente. Estamos trabalhando as produções artísticas com base na história João e Maria. Eu levei para eles observarem um personagem construído com massinha de modelar, feito de forma tridimensional. Eu perguntei: será que a gente consegue fazer assim? Como será que podemos fazer para que nossos bonecos fiquem em pé? Foi lindo ver as crianças pensando, tentando resolver a questão. Até que um menino conseguiu e me chamou: "Olha professora, o meu parou em pé!" As outras crianças foram observar e muitos tentaram também fazer com que o seu personagem ficasse em pé. Uma menina tentava e tentava, e seu boneco caía, pois o "corpo" era muito fininho para suportar o peso da cabeça. Eu perguntei a ela: "O que houve? Por que será que ele não pára?" Ela não soube responder. Mas, algum tempo depois, voltei para a mesma menina e vi que ela estava toda feliz com seu boneco de pé.Perguntei de novo:" como vc conseguiu agora?" Ela me explicou seu processo: "Professora, eu peguei e usei todo o rolinho de massinha laranja, daí parou." Ela não soube dizer que fez o tronco mais grosso, mas percebeu que, ao tirar apenas uma parte da massinha, o boneco ficava sem sustentação. E, seguida, repetiu o  processo e fez outro boneco assim. Outra coisa que fiz baseada nas discussões deste fórum  foi deixar as produções expostas para a apreciação das crianças. Normalmente, quando eles trabalham com a professora regente, ao final das produções, eles fazem uma bolinha com a massinha e esta volta para o pote. Fiquei feliz com os resultados e vejo que as crianças nos surpreendem muito e precisam de nosso desafio constante. Vejam as fotinhos. 
Julmara Goulart Sefstrom
Ah, pretendo daqui a alguns dias explorar a modelagem com argila. Se eu conseguir fazer antes do final deste fórum, conto como foi e posto fotos. Gente, para mim estão valendo demais as dicussões por aqui! Obrigado ao Arte na Escola por ter aberto um fórum com este tema super importante!
Ana Herminia Leoni De Souza

Olá a todos,

É a primeira vez que participo deste fórum. Como a maioria de vocês... trabalho em favor da arte para a vida.

 Sou formada em artes plásticas e mestre em arte-educação. Trabalho atualmente com o Infantil e o 1ano do Fundamental.

Em primeiro lugar vem a formação do professor que trabalha com o Infantil. Como Irani já comentou um pouco.

Ainda falta muito para nos neste pais:

·         Falta a boa formação acadêmica- aquela que oferece à parte pedagógica, a parte artística (dividida em áreas de aprofundamento), a experiência efetiva de estagio, a parceria com as faculdades de pedagogia. Por que não começar na faculdade a parceria com os professores generalistas? Afinal vamos trabalhar juntos, ou melhor, em parceria dentro de uma escola.

·         Falta a valorização salarial: Porque o salário do professor de educação infantil é inferior ao salário do professor do fundamental? A mensagem que fica é: ”qualquer um pode lecionar com crianças” Por isso tanto professor de outras áreas nos substituindo sem a menor formação.

 

Este fórum é uma riqueza que não podemos deixar escapar. Pois nos professores necessitamos de trocas para nos atualizar também.

Muitos de vocês trabalham em escolas sem muitos recursos materiais. Isto seja talvez um privilegie, pois nos dias de hoje necessitamos trabalhar com a sustentabilidade do planeta.

Eu desenvolvo um trabalho com materiais recicláveis em minha escola. Bem diferente daquele já conhecido como sucata de anos atrás.

Para começar sucata são sobras de metais especificamente e matérias recicláveis abrange todo o tipo de matéria prima, que é realmente, com o que trabalhamos nas escolas.

Como trabalhar com estes materiais?

O diferencial esta na maneira que fazemos a leitura visual destes materiais.

Primeiramente os alunos precisam perceber que estes materiais não são lixo. Estes materiais são excelentes recursos para um atelier. É uma fonte inesgotável de idéias e criação.

Tudo vai depender da forma que abordamos, e do valor que damos, a estes materiais.

Nos Estados Unidos, por exemplo, temos Centros de recicláveis Públicos. Onde as indústrias e empresas da cidade, deixam matériais que foram descartados por elas, por algum motivo.

1.     Bartholomew County Solid Waste Management District

... recyclable materials, the landfill, recycling tips and resources for students and teachers. ... Tours & Presentations. Little Red School House Reuse Center ...

www.bcswmd.com - Cached

1.     St. Louis Teachers Recycling Center

Van Go, teacher resources, environmental education, ... Teachers' Recycle Center, Inc. ... ST.LOUIS TEACHERS' RECYCLE CENTER, INC. A RESOURCE FOR ...

www.sltrc.com - Cached

2.     Teaching Resources - Waste and Recycling | EPA Teaching Center | US EPA

... designed to generate ideas for students and teachers interested in solid waste ... on a map to locate recycling centers in your community "for all types ...

www.epa.gov/teachers/waste.htm - Cached

 

11.  recycle donated materials | "Treasures For Teachers" Science ...

... is a Distribution Center where San Diego County teachers can obtain FREE ... We REUSE & RECYCLE donated materials for teachers to use in their classrooms. ...

www.treasuresforteachers.org/recycle.html - Cached

 

 

É maravilhoso. Todo o professor pode ser membro e usufruir destes materiais. La é tudo selecionado e organizado, de maneira bem estética. É como se fosse uma grande loja de departamento.Alem disso são oferecidos cursos de idéias e criação com estes materiais para ampliar o nosso repertorio como professores.

E têm mais, em meio a isto tudo, muitos artistas montam instalações e expõem trabalhos (utilizando os matérias recicláveis) dentro desta “loja galpão.”

E aí???

Como podemos começar?

Basta iniciarmos o nosso trabalho dentro de nossa própria escola. Pode ser qualquer cantinho, pois os matérias são arrecadados de maneira criteriosa e organizada e limpa.O primeiro passo é despertar nas crianças a leitura visual destes materiais com muita atenção e seriedade.

Dentro destes materiais arrecadamos três categorias:

·         USO - Os matérias que servirão como ferramentas. Ex.:palitos de sorvete para usar como ferramenta de modelagem.

·         REUSO - Os materiais que reutilizaremos. Ex.:tampas de detergente como acessórios.

·         RECICLO - Os materiais que iremos reciclar: Ex. papel usado fazendo papel novamente.

 

 

Conheçam também o centro de materiais recicláveis das escolas publicas da região de Reggio Emilia na Itália, o REMIDA.

www.reggiochild.it

Com carinho Tuca

Inara Linhares
OLÁ,
 Karen gostei das questões que você levantou. resido em uma cidade que não tem sequer uma casa de cultura, aqui não encontramos nada realcionado à arte, isso me deixa triste e angustiada, já apresentei com as coordenadoras da região o projeto Arte na escola e foi negado, por falta de verba...Nas cidades próximas é possível encontrar muitas coisas relacionadas a arte, mas a prefeitura nunca pode disponibilizar um ônibus para o transporte dos alunos. Gostaria que eles tivessem a experiência que a minha filha tem de visitar museu, teatro, enfim ter acesso à cultura,  tenho certeza que iriam ver a arte de uma forma viva, em movimento....Quando iniciei os trabalhos com alunos maiores , percebi que os trabalhos que faziam anteriormente em arte estavam voltados completamente para datas comemoratvas, cartão, pintura de coelho, temas natalinos e por aí vai.  Foi difícil fazer com que eles entendessem que a proposta de arte é fundamentada por um conteúdo. Por este motivo decidi trabalhar com a educação infantil, eles estão abertos para o novo, acho importante o papel do professor nesta mediação, nós temos a responsabilidade da informação,  temos o dever de ampliar os nossos conhecimentos. 
Beijinhos e boas discussões :)
Karen Greif Amar

Julmara

Você traz um relato importante que mostra como a reflexão do professor sobre a sua prática pode trazer mudanças na postura em aula. Você questiona o procedimento aos alunos, traz um problema que eles precisam resolver (no caso deixar o personagem de pé), e mostra que os próprios alunos podem criar soluções plásticas. Ao expor as produções é importante formalizar um momento para que todos possam contar como fizeram seu trabalho, o que acharam, se foi difícil deixar o personagem de pé...ouvir o que eles têm a dizer. Leve em um outro dia imagens de esculturas de artistas, monte um mural na classe com elas. Nos conte como foi o trabalho com argila depois, ok? Também é importante que os alunos tenham espaço para trabalhar a argila no plano bidimensional, ela cria relevos muito interessantes e você pode oferecer diferentes suportes, como por exemplo páginas de revista, placas de argila, ripinhas de madeira etc.

Um abraço,

Karen

Josileny Cristina Matos Costa

OLá, me chamo Cristina Costa, sou professora de Arte Cênicas em São Luis-Ma. Atualmente Coordeno um projeto de Teatro Educação chamado BAOBAB, que desenvolve aulas de teatro com alunos da Educação Infantil ao Ensino Fundamental em escilas da rede privada em São Luis.

Bem, gostei muito deste FÓRUM porque ele trata de questões elementares para o Ensino de Arte na Educação Infantil.

Sabemos que a Educação Infantil é uma área pouco contemplada no ensino de Arte, e quando feita, muitas vezes sem o devido suporte Arte-Pedagógico necessário. emos poucas publicações a respeito do ensino de Arte, principalmente de Teatro  para esta fase da educação. Bem uma sugestão para os educadores em Arte que estão participando deste fórum era transformar em publicações suas experiências bem sucedidas e pesquisas sobre o tema em questão.

Gostaria de comentar também sobre a questão levantada pela professora Adeilza,sobre a rotina didática no Ensino de Arte e sobre o comentária da professora Sônia.

A professora Sônia ressaltou bem quando falou que a criança desenvolve a garatuja em todas as linguagens e que ela não fica quieta, se movimenta o tempo todo. Em nosso trabalho com as crianças do projeto nós transformamos o não parar quieto em aulas sobre movimentos corporais. Nossa  sequencia inicia-se pelo trabalho de conhecimento do próprio corpo e de comparação do seu corpo com o do outro. Criamos uma mecânica baseada nos trabalhos de exaustão do grupo LUMI e das orientações de JOGOS DRAMÁTICOS INFANTIS da Professora Olga Reverbel, em trabalhos de movimentos e descoberta de movimentos e expressões corporais através da exaustão para crianças. Condicionamos por assim dizer o correr e brincar  dentro do trabalho de jogos, levando a criança a perceber-se no espaço e falar através de seu corpo. Bem com isso tentamos conmtruir em nossos planejamentos sempre pensando no processo da criança e não s´´o dos conteúdos de arte, qual o melhor método a usar em sala de aula. 

Karen Greif Amar

Caros colegas

Temos aqui, como disse a professora Sonia, um material riquíssimo que está se formando aos poucos. Professores de várias regiões e realidades diferentes trazendo experiências, projetos, idéias e angústias. Concentramos aqui nossas dúvidas e certezas. Dicas, sugestões de atividades, soluções para encaminhamentos são trocadas por nós semanalmente e com isso nos sentimos, de uma certa forma, mais unidos. O papel do professor é mesmo esse, de troca, busca pessoal e pesquisa. Vamos aproveitar ao máximo esse espaço e fazer, como diz a professora Sonia, uma integração de saberes entre generalista e especialista. Conhecimentos teóricos/práticos são importantes sim, só com eles o professor tem condição de oferecer aos alunos possibilidades de aprendizagem adequadas aos diferentes tipos de saberes, que sejam ao mesmo tempo desafiadoras, estimulantes e de acordo com as possibilidades dos alunos. Na educação infantil o foco pode ser maior na aprendizagem de atitudes e procedimentos, e ao longo desse período o professor poderá criar muitas oportunidades de forma a ampliar os conhecimentos dos alunos em relação aos conteúdos, incluindo os conceituais. Pensando nisso, trago de volta a questão da professora Adeilza que nos pergunta "Qual seria uma rotina didática para o ensino de Artes na Educação Infantil e nos Anos iniciais, considerando a diversidade da área? Artes Visuais? Música? Teatro? Dança?". Qual seria a foma mais adequada de iniciar o trabalho com as diferentes linguagens na escola?

Um abraço,

Karen

Gislaine Ferreira Koren

OLÁ PESSOAL, MEU NOME É GISLAINE E FUI PROF. DE ED. INFANTIL DURANTE VINTE ANOS. ME FORMEI EM ARTES PLÁSTICAS E ATUALMENTE ESTOU TRABALHANDO NA ÁREA NA MESMA ESCOLA EM QUE LECIONEI COMO PROF. INF.

NÃO TIVE TANTAS DÚVIDAS EM RELAÇÃO EM COMO ATUAR COM OS PEQUENOS, POIS EU TENHO EXPERIÊNCIA, SEI O QUE ELES CONSEGUEM OU NÃO. ÀS VEZES NÓS SUBESTIMAMOS OS FAZERES DELES E DEIXAMOS DE TRABALHAR MUITAS COISAS.  ELES TEM UM PODER DE CRIAÇÃO INCRÍVEL E SUAS PERCEPÇÕES SÃO MUITO APURADAS.

DÚVIDAS SEMPRE APARECEM, EM COMO PROSEGUIR NOS PROJETOS, MAS MINHA BUSCA PARA SOLUCIONAR O PROBLEMA, É CONSTANTE.

TENHO CERTEZA QUE COM VCS, MINHAS COLEGAS, PODEREMOS ACHAR SOLUÇÕES SEMPRE, TROCANDO IDÉIAS, INFORMAÇÕES, ETC.

UM GRANDE ABRAÇO A TODAS.

GISLAINE

SÃO PAULO, 24 DE MAIO DE 2009.

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