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Betania Libanio Dantas De Araujo

Olha só o que encontrei e desconhecia:

Nesta editora que tem uma baita produção em artes http://www.comartevirtual.com.br/ encontrei esta proposta da relação público-artista que continua na web.

Abraços

Betania

 

A C/ Arte Projetos Culturais lançou, em outubro de 1998, o projeto Circuito Atelier. O projeto faz uma proposta cultural na qual o público mantém contato com a produção plástica mais recente dos artistas selecionados e acompanha as exposições pela Internet. Além das mostras virtuais, o público terá acesso a informações sobre o processo de criação dos artistas nos livros-depoimento, e poderá fazer uma visita ao seu mundo inventivo através de vídeos editados em parceria com a Rede Minas de Televisão. Terá oportunidade, também, de visitar o ateliê de cada artista no momento do lan�amento da publicação.

Betania Libanio Dantas De Araujo

Eliane, tentei acessar o endereço eletrônico que enviou mas não dá acesso. Será que está fora do ar momentaneamente? Usei computadores diferentes, mas não consegui. Fiquei bastante curiosa.

Betania

Luciano Buchmann
Eliane Tinoco nos traz a perspectiva da Universidade e do museu propositores de parceria e que nem sempre conseguem a participação dos professores. Verdade. E esta realidade não é só aí, Eliane. Conhece aquela publicação da Funarte, O museu em perspectiva, de 1996? Nela há um texto da Beatriz Freire que pesquisou no Rio o museu do Folclore e conta esta dificuldade: “O investimento do museu no sentido de fazer do professoro sujeito ativo da visita resulta frustrante para os seus profissionais porque não reconhecem nas práticas do educador a autonomia e o compromisso com a visão escolar de enmsino que eles efetivamente têm”(p.20). Como mudar esta situação? Eliane podia nos dizer quais são as práticas que vem desenvolvendo.
A Olga Stela é de Curitiba, somos amigos de guerra, ela participou do grupo de estudos da FAP, e fomos parceiros nesse projeto que ela relata: ela e sua colega pedagoga na escola, eu como o orientador pela FAP. O que Olga conseguiu desenvolverfoi indescritível. Além das crianças, ela levou os pais das crianças ao museu. Um questionário enviado às famílias deu um perfil do número de pessoas que estão fora do museu, trazendo inclusive a necessidade de alguém que explique o que lá está.
E que bom, Olga, seus alunos estão dentro! Lembra que um dos objetivos era a democratização da cultura, parabéns, o projeto alcançou um excelente resultado. Acho que você tem razão em parte quando diz que
que é função da escola e especificamente do professor de arte fazer esta ligação e proporcionar acesso das pessoas aos museus, considerando-os como cidadãos no exercício dos seus direitos “
Só não podemos esquecer que a cultura, assim como a educação, são funções do estado, e nós, precisamos cobrar políticas que nos permitam exercer nosso papel.
Talvez você possa retomar o projeto em 2009, tentando reestruturar, pensando no que poderia facilitar ainda mais o alcance dos objetivos. Coloque umas fotos anexas para o pessoal ver a exposição da comunidade na escola, que lindo que foi. Obrigado Olga Stela.
Nossa amiga mineira, nos fala do buraco entre a escola e o museu, e a falta dos museus. É fato. Não há museu em todo local. E muitas vezes, museus são criados sem objetivos e sem estrutura. Na cidade de onde vim, o museu foi criado em uma gincana no centenário da cidade. Imagina o que virou. Tem de cisne empalhado a chapéu de palha. Não é o único no país. Mas nas cidades que não tem museu, tem patrimônio, assim mesmo patrimônio natural, os conhecimentos e os artefatos. Podemos trabalhar com isso, e levando em conta que estes estão vivos, próximos. Alguma vez já pensamos em chamar as pessoas idosas para contar aos alunos como a cidade mudou? Trabalhar a partir destes elementos, rende muita arte. Abraço de doce de leiti.
Evaldo, vocês se reúnem a noite, que legal! Pena eu não ter entrado naquele dia pra bater bola com vocês. Bem que esse trem podia ser como um chat, a gente iria se divertir a bessa. Vou sugerir pra Mônica.
 Adorei que essa nossa conversa de Candinha foi o tema do encontro de vocês. Aqui em Curitiba eu também coloquei as professoras do grupo de estudos pra ler o fórum. Disseram que em casa escreveriam, já estou seco de esperar e nada, mas eu pego elas na próxima reunião.
Legal seu comentário sobre o nosso mundo de imagens dos livros, para remeter a arte. Infelizmente a arte não está na escola. Como a Betânia colocou, outros países têm programas em que artistas bolsistas atuam na escola. Imagina, que legal!
Com certeza nos faltam referências da arte brasileira, para atuarmos na educação, mesmo que ainda não seja o caso, da imagem da obra reproduzida em livros e possível de ser vista no museu posteriormente, ao menos, estaria em algum lugar do país, o que já é um ganho, "Ou não" , como diria o Caetâno...
Sempre fico naquela desesperança quando reencontro a Monalisa nas aulas de arte, ou o Van Gogh e sua orelha assombrada...
Porque não iniciamos em nossas escolas museus virtuais  de imagens da arte brasileira? Basta uma pastinha e perguntar ao mestre GOGLEE; que bem sabemos, “é nosso pastor e nada nos faltará”, por Quirino Campofioritto, por exemplo, e shbum, aparecemas imagens das obras, a cara do homem, e referência de pesquisa. Porque não iniciamos um estudo de imagens estéticas, que nem precisam ser as da arte, e fazemos um museu??? A gente é um pouco curto de idéia as vezes, não é?
Toca aí com o seu pessoal e depois divide com a gente. Abraços aqui do sul.
 
Semanas atrás, mencionei no comentário que fiz a partir da fala de Silvia Pillotto, a experiência que a Secretaria Municipal da Educação de Curitiba vem desenvolvendo com a criação do material de apoio ao professor, Museu na escola. Disse que convidaria uma das pessoas responsáveis pelo projeto para dividir um pouco conosco a experiência. O nome da pessoa é Daniela Pedroso que aceitou participar, deve estar estourando por aí seu depoimento.
Quem sabe este, não seria um rumo a ser tomado pelas outras instituições no Brasil, pensando suas realidades e patrimônio?
Luciano Buchmann
Valdemir, me desculpe, errei seu nome, sei lá de onde veio esse tal de EVALDO, desculpe, devia ser um encostinho...mas então, aí va i a mensagem, especialmente:
VALDEMIR vocês se reúnem a noite, que legal! Pena eu não ter entrado naquele dia pra bater bola com vocês. Bem que esse trem podia ser como um chat, a gente iria se divertir a bessa. Vou sugerir pra Mônica.
 Adorei que essa nossa conversa de Candinha foi o tema do encontro de vocês. Aqui em Curitiba eu também coloquei as professoras do grupo de estudos pra ler o fórum. Disseram que em casa escreveriam, já estou seco de esperar e nada, mas eu pego elas na próxima reunião.
Legal seu comentário sobre o nosso mundo de imagens dos livros, para remeter a arte. Infelizmente a arte não está na escola. Como a Betânia colocou, outros países têm programas em que artistas bolsistas atuam na escola. Imagina, que legal!
Com certeza nos faltam referências da arte brasileira, para atuarmos na educação, mesmo que ainda não seja o caso, da imagem da obra reproduzida em livros e possível de ser vista no museu posteriormente, ao menos, estaria em algum lugar do país, o que já é um ganho, "Ou não" , como diria o Caetâno...
Sempre fico naquela desesperança quando reencontro a Monalisa nas aulas de arte, ou o Van Gogh e sua orelha assombrada...
Porque não iniciamos em nossas escolas museus virtuais  de imagens da arte brasileira? Basta uma pastinha e perguntar ao mestre GOGLEE; que bem sabemos, “é nosso pastor e nada nos faltará”, por Quirino Campofioritto, por exemplo, e shbum, aparecemas imagens das obras, a cara do homem, e referência de pesquisa. Porque não iniciamos um estudo de imagens estéticas, que nem precisam ser as da arte, e fazemos um museu??? A gente é um pouco curto de idéia as vezes, não é?
Toca aí com o seu pessoal e depois divide com a gente. Abraços aqui do sul.
Daniela Gomes De Mattos Pedroso
Olá, meu nome é Daniela Pedroso, sou coordenadora de Artes Visuais da Rede Municipal de Ensino de Curitiba. Gostaria de contar um pouco sobre nosso material Museu na Escola. É o primeiro material educacional organizado e produzido para professores e estudantes da Rede Municipal de Ensino a partir do acervo público da cidade de Curitiba. As obras apresentadas retratam o pensamento artístico de diferentes épocas e lugares. Contemplam diversas formas de expressão e, a partir de um roteiro dialógico, sugere temas e trajetos a serem percorridos pelo leitor.
Composto por um caderno de estudos para o professor com dois encartes (um mapa localizando os espaços culturais da cidade e algumas obras públicas e uma linha do tempo), 100 pranchas com imagens bidimensionais de diferentes artistas e épocas, 1 DVD com obras tridimensionais, monumentos e obras de rua (no momento em produção) e um suporte expositor.
Este material foi distribuído para as 173 escolas municipais, os 156 Centros Municipais de Educação Infantil, todos os faróis (bibliotecas municipais) e instituições culturais e de ensino superior.
Realizamos também a Mostra Museu na Escola, no Memorial de Curitiba, com o objetivo de aproximar estudantes e professores dos originais pertencentes ao acervo ao acervo publico que constam do nosso material. Estão previstas visitas monitoradas para todas as escolas da Rede Municipal de Ensino.
A mostra é aberta a toda população e quem tiver oportunidade é só aparecer no Memorial de Curitiba (Largo da Ordem) até 23 de Novembro.
Esta pretende ser a primeira mostra de muitas contendo o acervo municipal.
No momento estamos adaptando o Material Museu na Escola para o formato virtual, então em breve os internautas terão acesso ao material através de nosso portal www.cidadedoconhecimento.org.br
 
Betania Libanio Dantas De Araujo

Daniela, que trabalho legal este no Paraná, não consegui acessar o site. Esse material das pranchas é o ideal, gostaria muito de conhecer.

Betania

Eliane de Fátima Vieira Tinoco

Betânia,

Acesse o site www.proex.ufu.br e na parte superior a esquerda da página há um link para rede de museus. Eu sou muito ruim nessas coisas de internet...

Quanto às práticas, devo comentar que, durante a vigência do convênio com o PROEXT  Culturas tivemos boas trocas. Em primeiro lugar escolhemos escolas que se situavam próximas a um dos museus, que fica em uma zona periférica da cidade, dentro de um parque municipal. Das oito escolas escolhidas apenas cinco quiseram fazer parte do projeto: também tem isso, as escolas estão cheias de propostas de projetos e muitas vezes o professor é 'obrigado' a participar, saindo completamente de seu programa (o que também não sei se é de todo ruim). Nas cinco escolas que aceitaram, fizemos um primeito encontro com professores contando o que era o projeto. Pedimos a eles que nos indicassem alunos que poderiam ser 'divulgadores' uma vez que o projeto tinha verba para pagar quatro estudantes de fora da universidade. Escolhemos os divulgadores e els passaram a visitar os museus e conversar com os coordenadores de cada um e depois fizeram um 'treinamento' para auxiliarem nas visitas monitoradas. Depois os professores e pedagogos das escolas escolheram as salas que iriam participar e fomos a elas munidos de data-show, aparelho de DVD e som para mostrarmos o documentário produzido para o projeto, falando sobre cada um dos museus. Após assistir ao documentário era feito um debate com alunos e professor da sala naquele momento. Na próxima semana, os alunos foram levados a três dos cinco museus para uma visita orientada, inclusive ao museu que fica no bairro e que a maioria já conhecia mas não sabia se tratar de um museu. Todos avaliaram super bem o projeto mas na hora de se comprometerem a continuar é que foi o problema.

Dentre as práticas específicas dos museus, a que conheço melhor é a do MUnA(Museu Universitário de Arte) que trabalha a ação educativa em três momentos: visita, apresentação de vídeos no anfiteatro e produção na oficina. Cada turma de quarenta alunos é dividida em três grupos e cada grupo vai para um espaço do museu. Um estagiário fica organizando os tempos de cada espaço para ninguém ficar esperando. As turmas vão trocando de espaços e depois há uma conversa com todos no anfiteatro.

Por enquanto é só, pessoal...

Barbara Cristina Prestes De Oliveira

Oi gente, cheguei tarde por aqui, mas estou achando muito interessante a discussão proposta. Acho que esse é mesmo o grande desafio da educação contemporânea! Juntar, somar e transformar!

Arte educação se faz com Arte!

Abraços.

Barbara - Caxias do Sul - RS

Suzely Paizano Neves
Boa tarde pessoal,

Daniele, como o Luciano já havia antecipado, vc esta desenvolvendo um trabalho q deveria ser desiminado por todo país.
Ele é maravilhoso!!!!
Gostaria de saber como faço para ter acesso a esse material e conhecer melhor seu projeto, pois o endereço q divulgaste não esta disponivel no momento.
Abraços e parabens pelo trabalho.
Atc.
suzely

P.S: Bom final de semana à todos.

Luciano Buchmann

Saudações a todos e todas. Obrigado Daniela,Tahis, Sandra , Betânia, e mesmo os que estão passando de relance pela praia e deixam suas pegadas por aqui. Muito legal.

A experiência do Museu na escola da SME que a Daniela está desenvolvendo precisa de acompanhamento, já conversamos sobre isso e a secretaria tem um trabalho bom de formação. Tomara que tenhamos daí textos que possam expandir mais ainda nossas possibilidades de pensar, sobretudo como vocês propuseram, colocando a professora (professor) como mediador do encontro. É comum boas idéias tomarem pelo seu uso, algumas vezes equivocados, outros rumos. Já ví algumas das reproduções do Museu na Escola decorando parede de sala de professores, Dani , coisas que sempre acontecem e sempre acontecerão. Talvez trabalho com os dirigentes das escolas seja preventivo neste sentido.

Sandra, Tudo bem minha colega de choro ?(segredos de nós dois, rs)!Delícia te achar aqui. Linda a experiência de Belém! Puxa, antes tinha dito que parecia que o Rio Grande do Sul poderia ser o local de maior burburinho desta relação que discutimos, mas você mostra que não. Há tantos mundos nesse país, né! Eh, mundão!  Vocês têm registros destes projetos? Gostaria de ver.

Você contou do depoimento de sua aluna, tenho um desses também: "

"Foi em uma tarde em que passeava pelo centro da cidade, com os passos parecendo dirigir-me, quando um menino contando com 10 anos possivelmente, aproximou-se. Depois da oferta das balas caríssimas que vendia, o menino disse:
— Eu conheço você! Você é aquele cara que levou a gente no museu!
Surpresa. O passado tinha me encontrado. Sentei em uma lanchonete com o menino e com o refrigerante em uma das mãos, ele respondia a meu inquérito descrevendo com minúcias o que havia visto, obras, como era e onde fica o museu, quais as atividades artísticas que fizemos, o que ele gostou, o que achou chato ou feio. Meu interesse foi aumentando e ele respondia naturalmente. Sua última frase, não era resposta, foi voluntária, e transformou muito do que penso sobre o ensino da arte fazendo-me reavaliar tudo. Disse-me o menino sobre o museu:
— Eu vou sempre lá."
  Este é o começo de um texto que escreví e está na internet. Mas de fato, é tão emocionante vê-los conversando sobre arte, ou sobre o museu, como você disse "um lugar tão lindo". Lembro das coisas tão diferentes que meus alunos tinham visto, eram as coisas que conseguiam falar em repertórios tão diferentes o que mais me encantava.
A Tahís fala de uma coisa a pensarmos, os estágios no museu. Estou escrevendo sobre esse nó do queijo. Estágio de alunos de licenciatura é um terreno complicado, não se relaciona diretamente a profissão relacionando-se bastante com a profissão. Não prepara ao campo de trabalho, uma vez que dificilmente este estagiário venha a trabalhar num museu, efetivamente, mas, por outro lado, pode ser um período de formação excelente, uma vez que é um momento de contato intenso com a arte e os públicos, e ainda em futuras visitas ao museu que venha a fazer como professor. O que mais pega, é a falta de acompanhamento destes estágios, e um oportunismo das instituições(estado), que compreendem nele uma mão de obra barata, etc. A questão gira: Alguém levaria seu filho a um estagiário de pediatria??? Jamais. Precisaríamos de profissionais nestes cargos. Só no terreno da educação que se concebe que alguém experimente com crianças. Precisava ser mais sério. O estagiário teria de assistir e ser assistido, depois atuar assistido. 
Quanto a todas as dificuldades que enfrentamos, é assim mesmo, temos que abrir o gelo para os navios que os próximos navios possam navegar melhor. 
Betânia, excelente sua contribuição.
Abraços a todos e vamos em frente. Obrigadão.
Daniela Gomes De Mattos Pedroso

Olá, pessoal

Nosso portal algumas vezes sai do ar, mas na sequencia retorna. Espero que consigam acessa-lo e se não for possivel através do link, tentem digitando o endereço virtual.

Com relação as escolas que fixaram algumas pranchas na sala dos professores ou em outros locais da própria escola, acredito que isto aconteça pela propria valorização do material. Não creio que seja no sentido de "decoração" destes espaços, mas na busca de dar visibilidade ao material e  na perspectiva de ampliação cultural dos profissionais envolvidos.

No momento estamos realizando encontros com os professores de Artes para avaliação do material Museu na Escola e de seu uso em sala de aula. Os encontros tem sido muito proveitosos para os participantes, pois apontam percursos percorridos, resultados obtidos e perspectivas futuras de trabalho. Futuramente os relatos destes professores estarão disponiveis em nosso portal.

Agradeço a oportunidade de participação neste forum e me coloca a disposição para qualquer dúvida ou comentários.

Um grande abraço, Daniela

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